A Semana Santa, que se propõe ser um período de mortificações e jejuns, contrariando esse propósito, é mesmo o período do ano em que as pessoas de posse comem melhor. Quanto aos pobres, nada muda: o jejum é eterno. Neste ano, para os servidores municipais de Princesa – aqueles das classes inferiores (auxiliares de enfermagem da Saúde e cuidadores e monitores da Educação), o jejum será obrigatório. Sem receber seus salários, os terceirizados da famigerada “Dinâmica”, não terão condições de ingerir sequer um pedacinho de bacalhau ou um gole de vinho. Ir à feira da Semana Santa? Nem pensar! O ideal era que, ao invés do tal de “café com deus”, houvesse um “Bacalhau com Deus”.
Como já veiculamos neste blog, os salários dos barnabés
terceirizados estão atrasados em quase três meses e sem perspectiva de
regularização. Enquanto isso, os grandes estão com seus salários em dia e suas
diárias gordas depositadas em conta. Não bastasse esse descaso, a prioridade lá
no antro da administração municipal é sobre quais as atrações que deverão ser
contratadas para o “São João Fora de Época”, no que deverão gastar mais de R$ 2
milhões. Urge que providências sejam tomadas pelos órgãos competentes. Como a
coisa é pública, por que o Ministério Público não questiona o prefeito sobre isso?
O bacalhau dos dois prefeitos e do promotor, com certeza, já tá na mesa.
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