Mais um debate televisivo aconteceu ontem (08), entre os
candidatos a governador da Paraíba, veiculado pela TV Arapuan. Nada de novo se
observou naquela altercação. O que se viu foi a briga do segundo escalão,
formado por Nilvan Ferreira (PL), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Veneziano Vital do
Rego (MDB), que lutam por uma vaga no provável segundo turno das eleições deste
ano.
Nilvan Ferreira, fustigou o governador João Azevedo (PSB),
com o intuito de firmar-se hegemônico na capital do Estado e louvou seu
padrinho, Jair Bolsonaro, em busca da conquista dos votos da extrema-direita Estado
a fora. Nessa peleja, o candidato do PL bateu no governador chamando-o de
incompetente, e este, insinuou que Nilvan era um vendedor de marcas falsas.
Pedro Cunha Lima que, estranhamente apático no debate
anterior quando se apresentou como um tocador de uma nota só, quando
insistentemente só falou em Educação, desta feita, além de polarizar com
Veneziano, se propôs a diminuir as “benesses” dos deputados. Mesmo assim,
deixou a desejar em face da capacidade que sempre demonstrou na abordagem de
temas diversos.
Veneziano Vital do Rego, em seu rebuscamento no falar, se
apresentou como o candidato mais preparado no tocante à apresentação de ideias,
insistiu em realçar sua vida pregressa na administração municipal de Campina
Grande, e em louvores ao ex-presidente Lula fez ver que, em sendo eleito,
contará com o total apoio do Governo Federal para administrar a Paraíba
João Azevedo, sempre acusando seus adversários de mentirosos
e enfatizando suas realizações, foi estratégico quando usou a matreirice de
somente dirigir perguntas aos candidatos menores, evitando assim, dar
oportunidade aos três pretensos adversários seus num eventual segundo turno, de
colocá-lo no canto da parede. Educado e com equilíbrio rebateu todas as
críticas, no entanto, não apresentou nada de novo.
Quanto aos candidatos menores, o que se viu foi Antônio
Nascimento (PSTU) perdido num tiroteio e assassinando o vernáculo; Major Fábio
(PRTB) destilando ódio contra o governador João e defendendo a polícia e, a
candidata do PSOL, Adjany Simplício, mesmo “chiando” muito e concatenando
péssimo, foi engraçada quando disse que o candidato do PL, apadrinhado de
Bolsonaro, era um “Fakenilvan”.
No mais, quanto à organização, o debate de ontem, em que pese não haver trazido nada de novo, mesmo assim, para os padrões da televisão paraibana - que diga-se de passagem, não prima pela qualidade -, foi razoável. Diferente do debate promovido pela TV Manaíra, pelo menos concedeu tempo possível para que os contendores expressassem seus pensamentos. Outro aspecto interessante foi observar que, dos sete candidatos, quatro apoiam Lula, dois seguem Bolsonaro e, apenas um, está em cima do muro.
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