sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

A Polícia Militar de São Paulo em flagrantes de violência

 

Já não era sem tempo que o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, sucumbisse à realidade e viesse a público admitir que o modelo de segurança adotado pela sua gestão está falido. Ontem (5) o governador afirmou que estava equivocado quanto à não necessariedade do uso de câmeras corporais pelos policiais e admitiu que vai ampliar esse uso que, na prática, "defende, tantos os policiais quanto a população".

Essa realidade veio à tona quando da constatação dos flagrantes atos de violência praticados pela Polícia paulista: arremesso de um homem do alto de uma ponte; execução de um jovem que roubou sabão num mercadinho; policial atirando em crianças; idosa espancada com cassetete, etc. São muitos os atos de violência praticados por policiais e, a punição, tem sido somente o afastamento das ruas.

Na verdade, a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, dirigida por um delegado ultradireitista, Guilherme Derrite, que é também deputado estadual da linha bolsonarista, obedece à máxima de que: "bandido bom é bandido morto" e, o mais grave, é que boa parte da população comunga com essa assertiva. No entanto, é disposição constitucional que, a Polícia existe para proteger o cidadão. Tomara que, com esse novo entendimento, o governador Tarcísio corrija os rumos da violência no Estado mais rico e mais importante da Federação.



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