O que vemos hoje, em termos de costumes e posicionamentos não
se constitui uma novidade. O mundo é cíclico, vivemos num vai-e-vem de posturas
que se repetem ao longo do tempo como se fora um modismo promovido pelos
governos, sejam eles de direita ou de esquerda. Exacerba-se, a coisa, quando
patrocinada pelos extremistas sejam eles conservadores ou progressistas. Aliás,
nesse campo, não há diferença entre os extremismos.
O que vemos hoje, depois da ascensão do republicano, Donald
Trump, ao seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos da América,
são práticas que denotam extremismo conservador com relação a vários temas,
tais quais: vacinas, segurança, direitos humanos e sociais, educação,
meio-ambiente, enfim, negacionismo empedernido quanto a várias práticas
consolidadas pela sociedade ao longo dos últimos anos.
Os EUA, na qualidade de nação mais poderosa do mundo, fazem
escola dando luz a que outros os acompanhem. O tão cultuado negacionismo do
então presidente Jair Bolsonaro quanto às vacinas contra covid-19, em 2021, foi
espelhado na posição do também então presidente americano Donald Trump. Não foi
à toa que Bolsonaro, logo que o americano tomou posse, foi lá prestar
continência às “Old Glory”.
Nesta semana, Trump demitiu a diretora do Centro de Controle
e Prevenção de Doenças do departamento de Saúde americano, porque a mulher se
recusou a alterar políticas de vacinação pois, segundo o presidente americano,
vacinas podem ser as causadoras de problemas como o autismo. Isso, já vimos
também no Brasil quando o Bolsonaro dizia que, quem tomasse a vacina contra
Covid-19, estaria sujeito a virar jacaré, falar fino ou virar gay.
No entanto, os extremismos não diferem entre si. Na Cuba de
Fidel Castro, desde 1º de janeiro de 1959, a segurança pública não é caso de
polícia, mas sim, de vida ou morte. Lá, o delinquente não chega sequer a ser
contumaz: é eliminado antes de atingir esse estágio. Num estado laico e que
nega a existência de Deus, é ele [o Estado] quem toma as providências sobre
quem deve ou não viver. Ali, bandidos ou pessoas “inservíveis” ao convívio
social – no início daquela revolução - eram sumariamente eliminados.
A diferença do extremismo de esquerda para o de direita é
que, na extrema esquerda, as coisas são feitas às claras; enquanto que na
extrema direita - sob o manto da hipocrisia quando, em tudo, invocam o nome de
Deus, mas, na prática, agem em desconformidade com qualquer preceito cristão -
não matam, mas criam as condições para tanto e, diante do resultado, se
comportam como quem não tem nada a ver com isso. É crescente, no mundo atual,
esse tipo de prática e, tudo, sob a invocação Divina.
Exemplo acabado de tudo isso é o que acontece, atualmente,
não somente nos EUA que negam o efeito positivo das vacinas; submetem as
Universidades; esnobam os efeitos climáticos provocados pela poluição, mas
também na Faixa de Gaza quando um governo de extrema-direita promove um
morticínio de crianças, mulheres e idosos em nome de uma limpeza étnica que tem
precedentes, no mundo, similares ao Holocausto. Essa guinada à direita poderá
estar levando o mundo para um novo tempo muito perigoso.
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