quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Histórias e estórias engraçadas de Princesa

João Fernandes e as coisas que sua mulher não queria mais

Casado ainda em primeiras núpcias e já com quase 40 anos de convivência com sua esposa, dona Edite, João Fernandes, que sempre foi um garanhão, estava desiludido e desgostoso com o casamento. Vivia a reclamar com os amigos, dizendo que sua mulher – mesmo sendo séria -, o rejeitava na cama. Reclamava que todo dia ela vinha com uma desculpa. Quando não era dor de cabeça, era insônia, pois, esperava o velho roncar para poder se deitar. Conjunção carnal? Somente uma ou duas vezes por mês. João estava transtornado.

Certa noite, dona Edite aprontou-se toda e disse: “João, tu num vai pra missa não?” João Fernandes, com ar de preguiça, respondeu: “Vou não, Edite, hoje não. Vá e reze por mim”. A mulher, resignada, foi sozinha para a Igreja e deixou o marido, sentado numa cadeira na calçada de casa, a fumar o seu cigarro. Sozinho, de repente, João Fernandes viu se aproximar uma moça de seus 20 anos de idade. Chegando próxima a ele, a jovem perguntou: “O senhor me dá um cigarro?”

Animado com aquela surpreendente presença, Fernandes respondeu sorrindo: “Claro, minha filha” e estirou a mão lhe entregando o cigarro. A moça pegou a droga e perguntou se ele poderia acendê-la. O velho, matreiro, respondeu que o fósforo estava lá dentro e convidou a menina para adentrar à casa. Chegando à cozinha, perguntou se ela queria um cafezinho. A jovem aceitou e, sentada à mesa, tomou o café, acendeu o cigarro e começaram a conversar.

Para encurtar a história, quando deram fé, estavam os dois, deitados na cama de dona Edite. Completamente embevecido com aquela maravilhosa presença, João Fernandes se esqueceu de fechar a porta da sala. Esquecido também das horas, e já acariciando a menina, de repente, a desagradável surpresa: a velha apareceu na porta do quarto: “O que é isso, João! Toma vergonha! Tenha respeito!” Atordoado, mesmo assim, o velho reagiu: “Calma, Edite, não é o que você está pensando não”, e foi se sentando na beira da cama. “E o que é então, João?” Inquiriu a esposa.

Fernandes, já recomposto, começou a explicar: “Olha, Edite, esta moça ia passando em frente daqui de casa, a pobrezinha, descalça e com fome e eu a chamei para entrar. Fui no teu guarda-roupa e, sabe aquela chinela velha que tu não quer mais? Dei a ela. Tirei um resto de comida da geladeira, aquela que tu também não quer mais e dei de comer a ela. Agora, estava ajeitando para dar a ela aquilo que tu não quer mais. Mas tu chegou...”



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