terça-feira, 3 de março de 2026

A União dos desunidos

Já dizia o saudoso deputado Ulysses Guimarães: "Em política eleitoral, quando você tem de justificar alguma coisa, é sinal de que há algo errado". Ontem (2), o grupo político liderado pelo ex-prefeito Ricardo Pereira do Nascimento divulgou um vídeo onde apareciam, o prefeito de direito, Garrancho, a maioria dos vereadores e algumas lideranças de menor porte, sob a égide de Nascimento que dizia: "Estamos unidos e marcharemos juntos com a nossa base". Ora, nunca, em tempo algum, o ex-alcaide precisou fazer uma reunião para anunciar a união de sua base política. Simplesmente ele dizia em quem todos deveriam votar, e pronto.

Diante de rumores de que alguns vereadores da base aliada estão em confabulações com candidatos a deputado que não os indicados por ele, Nascimento se vê na obrigação de chamar o feito à ordem e mostrar à população que está tudo bem. O problema é que não está. É sabido por todos que alguns vereadores estão comprometidos em dar alguns votos a deputados alheios à vontade do chefe e outros que não votarão no candidato a governador por ele indicado. Na verdade, o clima está de vaca desconhecer bezerro. Mesmo assim, em face dos benefícios a que todos têm direito, são obrigados a dizerem que estão coesos.

Fato é que, após a "reunião da coesão", alguns próceres, logo na saída da conversa, declararam que "o voto é secreto e que ninguém vota sem vontade". Uma fonte fidedigna me confidenciou que são três as cabeças coroadas que divergem da orientação de Nascimento e, uma outra, me garantiu que a traição está configurada. Seja lá o que for, as insatisfações saltam aos olhos, basta ver o comportamento dos batedores de palmas ao fim da declaração do chefe. Alguns bateram "palminhas de guiné" sem nenhuma empolgação. Até o bordão dito no final: "Viva Princesa!" emprestado. Barbas de molho? ", foi tomado



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