segunda-feira, 30 de março de 2026

Donald Trump e a guerra desnecessária

Ainda bem que se acendeu a luz vermelha! No último final de semana, os americanos dos 50 Estados se mobilizaram em manifestações em protestos contra a guerra no Irã e embutiram aí insatisfações outras com o governo de Donald Trump. De acordo com as pesquisas, somente 36% dos americanos apoiam a atual administração e, 62% reprovam as guerras que veem sendo empreendidas pelo presidente Trump. Em face dessas manifestações, a toada é outra e, com vistas às eleições de novembro próximo, o galego já se preocupa com esses dados desfavoráveis.

Durante a campanha eleitoral de 2022, uma das bandeiras de Trump era pôr fim às guerras que se travavam mundo afora, e que não começaria outras. Em face desse estelionato eleitoral, o povo americano começa a reagir negativamente o que poderá resultar numa vitória do Partido Democrata nas eleições de novembro, o presidente perder maioria na Câmara e no Senado e ficar de mãos atadas para terminar seu mandato. É assim que a democracia sobrevive: com a alternância de poderes e, a robustez da democracia americana não permitirá, certamente, que os desmandos continuem.

O que os americanos querem agora é uma explicação para o motivo dessa guerra contra o Irã. Num beco sem saída, Donald Trump nem vence a guerra nem se dá por vencido.

Por outro lado, o Irã capitaliza esse impasse quando, mesmo em situação inferior, tem o trunfo de deter o controle do estreito de Ormuz e, mesmo diante das ameaças do inimigo, não abre mão dessa prerrogativa. Para o país dos aiatolás, perdido por um é perdido por mil. Daí o impasse quando o presidente americano, impotente para resolver a situação, já ameaça invadir o Irã por terra, o que prolongará a guerra e ceifará vidas de muitos soldados americanos; um verdadeiro beco sem saída nessa guerra desnecessária.



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