quarta-feira, 16 de setembro de 2026

A farsa do julgamento no STF



Se ativeram às questões técnicas, sem tradução do "juridiquês"; em nenhum momento abordaram, de forma clara, as culpas do ministro Alexandre de Moraes; desrespeitaram o presidente da Corte; trocaram baixarias, enfim, se reuniram numa sessão plenária para zonar com a cara da sociedade que, mobilizada para assistir ao que seria o julgamento de um ministro do Supremo Tribunal Federal, acusado de envolvimento com um banqueiro corrupto, e simplesmente, após digladiarem-se, pediram vistas e adiaram, o que seria um julgamento, para daqui a 90 dias.

Em que pese todo mundo saber que cinco dos dez ministros do STF estão, de alguma forma, envolvidos com as falcatruas do Banco Master: mensagens trocadas com Daniel Vorcaro; filhos recebendo dinheiro do esquema fraudulento; negociatas envolvendo resort da família de ministro; dentre outras estripulias, os ministros do STF, à exceção de Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia, se mobilizaram, numa sessão pública, para livrar as caras desses supostos meliantes de toga, como se o normal fosse defender pessoas e não a Suprema Corte de Justiça. Ficou claro que, ali, o pau de dar em Chico não dá em Francisco.

Não bastasse essa farsa miserável, a oposição usa a crise do STF para influenciar nas eleições do próximo dia 4 de outubro. Hoje, logo cedo, me deparei com um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL), veiculado nas redes sociais, em que ele baixa o pau nos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino como se fora ele [Nikolas] uma vestal da moralidade! É esse Nikolas, que usou o avião de Daniel Vorcaro para pedir votos para Bolsonaro em 2022, e que trocou conversas com os bandidos do Banco Master. São todos iguais, todos farinha do mesmo saco agora se aproveitando da crise para se locupletarem eleitoralmente. Tá tudo sujo.



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