ODE

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O raio da discórdia

 

A polarização política no Brasil, o que envolve eleitores da extrema direita; chamados de conservadores e da esquerda; ditos de progressistas, dá a tônica de tudo inclusive sobre eventos da natureza que nada têm a ver com essa polêmica besta. Na esteira dessa nova dicotomia de ideias, ambos os lados envolvem a religião e o misticismo para justificarem as coisas. A direita, que se diz defensora da Pátria, Família, Propriedade e Liberdade, se faz paladino do que é politicamente correto, dos bons costumes e da moralidade. A esquerda, que defende a ciência e o progressismo, se diz defensora da igualdade social.

O problema é que, malgrado tudo isso se restringir a uma pequena parcela da sociedade, suas pregações e ações repercutem e influenciam a grande maioria da população numa inserção política que vem prejudicando ao Nação. No último final de semana, a direita conservadora - sob a batuta do deputado Nikolas Ferreira - promoveu uma manifestação em Brasília em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e, nesse protesto que reuniu cerca de 18 mil pessoas, sob intensa chuva na capital federal, um raio caiu e feriu mais de 80 pessoas.

Bastou isso para que os da esquerda afirmassem, nas redes sociais, que isso foi castigo de Deus por estarem aqueles “hipócritas” defendendo um ímpio golpista, etc. Em contrapartida, os da direita se insurgiram nos mesmos veículos, a dizer que o Diabo também tem poderes e que, o raio, foi obra de satanás numa tentativa de prejudicar o justo ato. Tudo bobagem. A incidência do raio é um fenômeno natural que ocorre frequentemente no Brasil e nada tem a ver com manifestação alguma.

Lamentável que ambos os lados usem de argumentos vãos para justificarem seus interesses políticos, quando, hipocritamente, usam o nome de Deus para auferirem vantagens eleitorais. No seio do judaísmo é expressamente proibido o uso do nome de Deus para fins que não sejam em promoção do louvor religioso. Na religião Católica a coisa é diferente: em tudo usam o nome de Deus sem escrúpulo algum como se o que consideram como Criador de todas as coisas estivesse a serviço dessas facções nominadas de direita e esquerda. Em nome da ética e do respeito ao que é sagrado, o raio que os parta.



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Em breve, um grande louvor à arte princesense

De parabéns a Secretaria Municipal de Cultura de Princesa. Tive notícia de que está sendo esculpida uma estátua, de corpo inteiro, do maior artista princesense, Francisco Soares de Araújo, conhecido por nós como Chico Soares e consagrado nacionalmente como "Canhoto da Paraíba". Essa escultura (acima retratada) deverá enfeitar uma das praças públicas de Princesa. Se louvável é a iniciativa do poder público, mais louvável ainda é o fato de a obra estar sendo realizada por um artista princesense.

Carlos Eugênio Florentino é princesense, nascido em Lagoa da Cruz e, desde criança, apresentou pendores para as artes plásticas. Para muitos, é o maior artista plástico de Princesa na atualidade. Pintor; letrista; desenhista; escultor em madeira, pedra sabão, cimento armado, etc., Carlos Eugênio é um gênio da perfeição artística. Muito conhecido de todos nós, lamentavelmente não tem o reconhecimento merecido por sua magistral capacidade artística. De parabéns Princesa pela homenagem ao nosso artista maior e, especialmente, a Carlos Eugênio esse artista impar.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A entrevista do doutor Aledson Moura

 

Em entrevista concedida ao Programa "Poder e Notícia" da Rádio Princesa FM, no último sábado (24), o empresário e médico doutor Aledson Moura que é também suplente de deputado estadual, discorreu sobre vários assuntos inerentes às suas atividades em toda a região polarizada por Princesa. Na oportunidade, inquirido pelos jornalistas Júnior Duarte e Napoleão Soares, Aledson falou sobre seu futuro político e sobre as articulações que se desenvolvem visando as eleições do próximo dia 4 de outubro.

Sobre sua possível candidatura a deputado estadual, Moura disse que só decidirá a partir do próximo mês de março, ocasião em que deverá assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa, quando fará uma reunião com correligionários para decidir seu futuro político. A novidade mais importante da fala de Moura é que sua principal propositura quando assumir, será um Requerimento solicitando que o Hospital Regional de Princesa volte a ser administrado pelo governo do Estado.

Quanto aos apoios que deverá emprestar a candidaturas outras, Aledson reafirmou seu apoio ao senador Efraim Filho para governador, ao possível apoio a George Morais para deputado federal e, enigmaticamente, fez elogios ao deputado estadual Michel Henrique. Quanto às candidaturas à presidência da República e ao Senado Federal, o suplente não declarou ainda sua posição. Na verdade, segundo observado nas entrelinhas de sua fala, Moura só decidirá as coisas após sua assunção à Casa de Epitácio Pessoa.

Encerrando sua entrevista, mesmo à revelia da vontade do entrevistador, Júnior Duarte, Aledson detonou o ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, criticando fortemente sua viagem a Londres, o que chamou de "passeio" de um grupo liderado por Nascimento para participarem de um evento sobre Educação, gastando o dinheiro público do povo de Princesa enquanto os hospitais não têm remédio e os salários dos servidores terceirizados estão atrasados em mais de dois meses.

Segundo Aledson, Nascimento está "tirando onda" com o Ministério Público e desrespeitando a população quando investigado pela Polícia Federal por falcatruas cometidas com o dinheiro público, ao invés de se defender usa o tempo para passear. Segundo Aledson, o ex-prefeito é o chefe de uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 25 milhões envolvendo os empresários locais quando comprou terrenos com cheques da prefeitura a esses empresários que estão com as mãos na cabeça pelo envolvimento com a Justiça. Mesmo interrompido por Júnior Duarte, Moura finalizou afirmando que, em Princesa, ocorre a maior roubalheira que já se viu.


As ilações de Júnior Duarte

 

Mesmo dizendo que gosta de mim - o que é próprio da hipocrisia política -, o jornalista Júnior Duarte, no último sábado (24) durante a entrevista do doutor Aledson Moura ao programa "Poder e Notícia", não perdeu a oportunidade em soltar algumas farpas sobre a minha pessoa. Em uma das perguntas feitas a Aledson, Júnior perguntou sobre a minha posição política em relação ao grupo Moura e disparou, dentre outras pancadas que, em face do meu apoio eleitoral à candidatura de Lucas Ribeiro, o ex-prefeito Nascimento não aceitaria a minha presença em seu palanque.

É claro que o radialista sabe como as coisas funcionam e sabe, portanto, que não estarei no palanque de Nascimento. Primeiro porque o meu apoio a Lucas vem de outra fonte que não a do ex-alcaide. Segundo porque ele sabe também que quem não subiria, jamais, no palanque de Nascimento seria eu. Só refrescando a memória do jornalista: quando eu era prefeito, o grupo de Nascimento já apoiava o então governador Ricardo Coutinho e, numa reunião realizada na Escola Estadual Nossa Senhora do Bom Conselho, eu estava no palanque com o governador e, Nascimento, embaixo ouvindo a minha fala.

Já eu, nem embaixo ficarei porque não me componho com esse grupo. Aliás, Júnior Duarte sabe de tudo, mas não perde oportunidade de me provocar, o que eu acho normal, pois, enquanto ele serve ao grupo político de Nascimento, eu caminho por outras vias. Sempre que tem oportunidade, Duarte diz que me chamará para uma entrevista na Rádio Princesa, mas isso é conversa para inglês ver. Jamais ele botaria um gato na bodega onde ele vende seu peixe: gato come peixe. São coisas da política e tudo isso faz parte do jogo. No entanto, deixo claro que quem não quer subir no palanque de Nascimento, sou eu. Até porque, jamais me acompanharia com quem chefia uma quadrilha criminosa que está sendo investigada pela Polícia Federal.



sábado, 24 de janeiro de 2026

SABÁTICAS

. Ridícula a afirmação de Donald Trump sobre haver sido preterido para receber o Prêmio Nobel da Paz: “Não tenho obrigação de pensar mais em paz”. Megalomania “braiada” com loucura.

. Já a líder da oposição da Venezuela, num ato de pura bajulação, entregou a medalha que recebeu como detentora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, ao presidente americano. Um mimo que sequer teve o reconhecimento do agraciado.

. Voltando para o Brasil, o Supremo Tribunal Federal – STF, está às voltas com a situação das investigações sobre as fraudes do Banco Master. Envolvido até o pescoço com as falcatruas daquela instituição financeira - liquidada pelo Banco Central – o ministro Antônio Dias Toffoli está sendo pressionado para renunciar à relatoria do processo.

. Toffoli é aquele ministro do STF que pegou carona num jatinho de um dos donos do Banco Master para ir assistir ao jogo do Flamengo contra o Palmeiras em Lima, no Peru. Esse mesmo jatinho esteve também num resort que já pertenceu a dois irmãos de Toffoli.

. Em socorro de Toffoli, o também ministro, Gilmar Mendes afirmou que está tudo bem e que o STF é uma instituição séria e que não vai ceder às pressões daqueles que querem “subverter a ordem das coisas”.

. Ora, quem está subvertendo a ordem das coisas é o ministro que não permite transparência nas investigações da massa falida que envolve nomes importantes da República. Nos bastidores, já dizem que o Toffoli sai da relatoria até o Carnaval. Criticar o STF não é atacar a democracia. Eles [os ministros] é que têm o dever de respeitar a Suprema Corte.

. O ex-presidente Jair Bolsonaro já decidiu: o seu candidato a presidente da República será mesmo seu filho, Flávio Bolsonaro. Para tanto, o senador já está em campanha aberta. Até uma sessão de transe em oração ele já protagonizou.

. Num exercício de puro descaramento, Flávio Bolsonaro, suado, divulgou um vídeo, orando ao “senhor dos exércitos”, num quadro que mais parece uma sessão de macumba. Sem escrúpulos, usarão de tudo para reaver o palácio do Planalto.

. Na Paraíba, Hervazio abriu o verbo e disse que não vota em João Azevedo de jeito nenhum. Esquisito é que, em Princesa, partidários de Nascimento comemoraram essa afirmativa. Será que estão apostando em Hervazio para trair Lucas? Sei não.

. Falar em Hervazio, em João Pessoa, os que frequentam as rodas da política dão como certo que Nascimento e Garrancho (aliás, Nascimento) apoiarão Wilson Filho para deputado estadual. João bateu o martelo e não aceita de jeito nenhum o apoio a Hervazio. O bicho pegou.

. Enquanto isso, o deputado Wilson Filho, que é secretário de Estado da Educação, tira uma foto, em Londres, ladeado pelas secretárias de Educação e de Finanças de Princesa.

. Parece que, mesmo não querendo, Nascimento vai ter de votar em Wilson Filho. Vai engolir de “travessa”, goela abaixo acatando a ordem de João.

. Pré-candidatos a deputado federal e estadual, respectivamente, Tyrone e Tibério figuram como eleitos em todas as pesquisas de intenções de votos. Tibério se coloca nos primeiros seis lugares e, Tyrone, no meio dos doze. Posições privilegiadas nessa briga de foice que vai ser a eleição deste ano.

. Em Londres, a trupe do prefeito de fato, mesmo tremendo de frio, durante esta semana que termina, torrou milhares de reais num passeio desnecessário a pretexto de aprender educação na Europa. Isso se constitui uma vergonha municipal.

. É engraçada essa história: uma turma que não sabe ler direito nem em português e que acha que falar certo é falar chiando, vai aprender o que na terra da rainha?

. Falar em rainha, já estão dizendo na rua que Garrancho foi ao Reino Unido para conhecer sua terra: a terra da rainha da Inglaterra, aquela que reinava, mas não governava.

. Mesmo sem entender nada de inglês, Nascimento já adotou algumas palavras novas para seu vocabulário, uma delas é “imersão”. Ele deve ter ouvido algo parecido em inglês e, com certeza, chegará aqui usando essa palavra a torto e a direito.

. Já aqui em Princesa, o vereador Irismar Mangueira já se prepara para a degola política. Apoiando Michel Henrique por debaixo do pano, foi descoberto quando escondeu o gato, mas deixou o rabo de fora quando tirou um retrato com Michel.

. Sabedor disso, Nascimento deu-lhe o prazo até 28 de fevereiro para devolver o trator e acabar com esse namoro besta. Mesmo cumprindo o veredicto do chefe, já dizem, a boca pequena, que a candidatura de Mangueira para a presidência da Câmara Municipal, já era.

. Antes de voar para Londres, Nascimento recebeu a visita de um importante empresário de Princesa, que foi cobrar dinheiro emprestado ao ex-alcaide. Segundo uma fonte fidedigna, Nascimento expulsou o empresário aos gritos. Vôte!

. Hoje, o médico, empresário e suplente de deputado estadual, Aledson Moura, concederá entrevista no Programa “Poder e Notícia” da Rádio Princesa FM. Acreditamos que, nessa oportunidade, Moura fará declarações sobre sua posição política neste ano eleitoral.

. Para encerrar: em Londres, de cabelos assanhados, a única declaração expressa do prefeito de direito foi: bye, bye...

. Os abraços de hoje vão para: Ana Lúcia de Lagoa da Cruz, Waliston Sobreira, Felipe Jefferson, Doralice Marrocos, Edezel de Ota, Maria de Ada, doutor Toinho Loudal, Geraldo Luiz, Maria Thereza Maximiano, João Aurélio, João Pinheiro, Heloísa Andrade, Pirrita Barreto, Naldo da Lagoa da Fazenda, Rosa Cariri, Damião Cabeleireiro, Marquinhos de Vitalino, Edmar Maia, Agnelo Muniz, Guiomar Correia, Gustavo Floro Diniz, Olavo Lima, Ielson Lacerda, Batista Campos e Fátima Garrafão.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O velho "Açude Ibiapina"

 

O Açude Ibiapina é um dos mais antigos mananciais da Paraíba e o mais velho de Princesa (por isso, o nome que carrega: "Açude Velho"). Foi construído em meados do Século XIX, por iniciativa do coronel Manuel Rodrigues Florentino com o intuito de abastecer a então Vila de Bom Conselho. No inverno de 1878 - logo em seguida à grande seca de 1877 - em face de grande "cheia" do riacho que o abastece, quase se rompia sua parede. De acordo com informações orais dos mais velhos, o socorro adveio por iniciativa do padre José Antônio de Maria Ibiapina, que por aqui passava em suas constantes peregrinações missionárias.

Conta-se que o padre Ibiapina, auxiliado pelos moradores da Vila de Princeza - numa noite tenebrosa de muita chuva, relâmpagos e trovões - promoveu orações e o acendimento de várias velas em "catembas" de coco que boiavam sobre as águas revoltas do açude o que, segundo aquelas informações - como num milagre -, evitou o arrombamento da barragem. Vale salientar que em concomitância com as orações, muitos homens do lugar se "extazaram" de tanto trabalhar botando pedras e terra na parede do açude.

Já nos anos 1960/70, o "Ibiapina", também chamado de "Pichilinga" - quando ainda não era o repositório de grande parte dos esgotos da cidade -, serviu de divertimento para os jovens quando, aos domingos, para ali se dirigiam para tomar banho e se divertirem em sua praia. Além dessa serventia, era também naquele açude que as mulheres lavavam roupas em sua ilha formada por algumas grandes pedras. Mais recentemente, alguns jovens que brincavam em seu entorno, encontraram em suas margens, vários cartuchos de balas de fuzil com data de 1912 e 1918 o que prova haverem sido, aquelas munições, usadas na "Guerra de Princesa" em 1930.

Hoje, o Açude Ibiapina, coberto por plantas aquáticas próprias para a limpeza de esgotos, somado ao assoreamento natural, está quase morto pelo fato de ser o depósito da maioria dos esgotos da cidade, se constituindo em mais um patrimônio histórico que, em não podendo ser destruído, está sendo abandonado à própria sorte. Para piorar o cenário, estão colocando entulhos em suas margens, diminuindo sua bacia para negociarem terrenos do seu entorno. Há quem diga que com a anuência ou até em conluio com a secretaria de Infraestrutura.



Entrevista do doutor Aledson Moura causa expectativa nos meios políticos de Princesa

 

Amanhã (24), o entrevistado no programa "Poder e Notícia" da Rádio Princesa FM será o médico e suplente de deputado estadual, doutor Aledson Moura. Durante toda a semana, a emissora vem anunciando essa entrevista, o que gerou na população grande expectativa sobre o que vai dizer Aledson, sobre a política em Princesa e na Paraíba. Em silêncio, até o momento, o médico deverá informar sobre seu futuro político, sobre a quem emprestará apoio para governador, senadores e deputado federal nas eleições do próximo dia 4 de outubro, além de outras informações.

Porém, o que traz mais curiosidade ao meio político princesense é se, o suplente de deputado, concorrerá novamente a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba e sobre sua assunção ao cargo de deputado nos próximos meses. A fala do doutor Aledson deverá ter também o condão de reorganizar as oposições em Princesa. Em que pese alguns dos próceres opositores já haverem antecipado anúncios de apoios às várias pré-candidaturas, a opinião de Aledson tem peso, afinal, nas duas últimas eleições para deputados ele obteve expressiva votação.

Médico, empresário e político, Aledson Moura já vive em Princesa há mais de 20 anos. Além do sucesso empresarial e do alto credenciamento como profissional da Medicina, sua militância política vem sendo coberta de êxito. Mesmo não obtendo vitórias em todos os pleitos de que participou, Aledson já foi eleito vice-prefeito de Princesa e, em suas duas candidaturas a deputado recebeu expressiva votação em Princesa e ficou muito bem colocado no âmbito estadual. Além disso, dois de seus irmãos: Alan e Arley Moura, já conquistaram uma cadeira na Câmara Municipal de Princesa e, em 2020, o doutor Alan Moura foi o segundo colocado nas eleições municipais. Diante disso, ninguém pode negar ser, o grupo Moura, uma das expressões eleitorais mais importantes de Princesa.



O vai-e-vem do "Dono do Mundo"

 

Em movimentos que se sucedem em avanços e recuos, o presidente dos Estado Unidos da América, Donald John Trump, investido do maior poder econômico e bélico da face da Terra, e imbuído da vontade de mostrar isso de qualquer forma e sem medir as consequências, põe o mundo todo numa expectativa de pavor quanto ao que pode acontecer se seus caprichos se tornarem realidade. Como se fora o dono do mundo, a cada dia uma novidade. Quando menos se espera, Trump inventa uma intervenção, um tarifaço, uma invasão, ou seja lá o que for, pondo o mundo em constante ebulição.

No começo, logo após sua posse nesse segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025, atacou logo os imigrantes nos EUA, o que hoje se constitui uma verdadeira guerra contra aqueles que se mudaram para lá e não têm ainda reconhecida sua estadia legal. Para tanto, existe uma polícia especial que prende, tortura e mata imigrantes, em sua maioria latino-americanos. Na sequência, descredenciou todos os serviços sociais patrocinados pelos Estados Unidos; cortou verbas das Universidades e parou de investir nos programas de preservação climática.

Não bastasse isso, passou a ameaçar a soberania dos países que considera não estarem seguindo sua cartilha ideológica, ou que detêm riquezas que interessam à sua avidez de poder econômico. Além do sequestro e prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump investe agora na intenção de anexar a Groenlândia e, na esteira disso, fala também no fim do regime cubano; em invadir a Colômbia; anexar o Panamá e o Canadá e fazer protetorado todos os países que detiverem algo que seja do seu interesse megalomaníaco, tudo isso à revelia dos interesses estratégicos dos demais países aliados da nação americana.

Nesta semana, no Fórum Econômico de Davos, na Suíça, ante a expectativa de que o presidente americano anunciaria o ataque de invasão da Groenlândia, Trump recuou e disse que está negociando com a OTAN e que vai dar tudo certo. O problema é que, com Donald Trump, não há previsão de nada. Quanto a ele, tudo se torna uma incógnita porque, do jeito que vai para adiante, recua, sem nenhuma explicação: é a vontade dele quem impera. Tudo isso põe o mundo numa expectativa terrível. Na verdade, Donald Trump é uma bomba chiando. Por muito menos do que isso que ele vem fazendo, cinco presidentes americanos já pagaram com a vida. A não ser que o galego tenha o corpo fechado.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

As cidades e suas curiosidades

 

O Brasil tem 5.571 municípios. Todos têm nomes. Quando nos debruçamos, num olhar contido, sobre as diversas denominações de algumas das cidades brasileiras, nos deparamos com situações curiosas e interessantes. Temos cidades com nomes bonitos, a exemplo de: Vitória da Conquista; Campina Grande; São João Del Rey; Porto Alegre; Recife, dentre outras várias. Cidades com nomes, leves, românticos: Flores; Feliz; Diamante, Sorriso, Triunfo. Mas temos também urbes com nomes esquisitos e complicados: Itaquaquecetuba; Guaratinguetá; Jaboatão dos Guararapes; Itapecerica da Serra, Arapiraca; Anhanguera; Propriá, etc.

Por outro lado, os nomes que mais chamam a atenção, são aqueles inusitados, ridículos e, estranhamente, sem razão de serem mantidos, quais sejam: São José da Lagoa Tapada; Varre-e-sai; Riacho dos Cavalos; Passa Quatro; São Sebastião de Lagoa de Roça; Piripiri; Pau Grande; Zabelê, dentre outros. É claro que cada cidade tem o direito de adotar o nome que quiser, porém, é sabido que até os nomes de pessoas podem ser mudados quando eles expõem seus donos ao ridículo. Nesse caso, alguns municípios se encontram nessa situação, carregando nomes de mau gosto. Sei que não é da minha conta, porém, tenho o direito de discordar e aconselhar um plebiscito municipal para modificá-los.

Felizmente, isso não se aplica à nossa cidade. Princesa Isabel (que em minha opinião deveria chamar-se somente Princesa), tem um nome bonito e charmoso. Aliás, todos os 6 municípios que fazem parte da nossa região e que compunham o chamado "Município Velho" ', têm nomes, se não belos, pelo menos normais: Tavares; Juru; Água Branca; São José de Princesa e Manaíra. A exceção de Tavares, todos tiveram outros nomes antes do atual. Princesa Isabel foi "Perdição", "Bom Conselho" e "Princesa" respectivamente. Juru, foi chamada também de "Ibiapina" e "Barra". Água Branca já foi "Imoroti". Manaíra era "Alagoa Nova" e São José de Princesa já foi somente "São José". Além dessas, existem também algumas peculiaridades em relação aos nomes das cidades.

Observem que nós, quando perguntados de onde somos, nunca dizemos: "sou de Princesa Isabel". Dizemos, simplesmente, "sou de Princesa". Da mesma forma quem é de Catolé do Rocha (Catolé); Serra Talhada (Serra); Campina Grande (Campina); Feira de Santana (Feira). Porém, ninguém nascido em João Pessoa, dirá: "sou de João" ou nascido em Água Branca, dirá: "sou de Água". E tem os que distorcem o nome da cidade. Perguntem onde nasceram aos cajazeirenses, que eles, via de regra, dirão: "carrazeiras"; alguns tavarenses se dizem de "tarrares".

Para encerrar, lembro-me de uma história engraçada quando eu era prefeito. Estava reunido, em João Pessoa, com vários prefeitos do interior. A maioria não se conhecia. Perguntei a um deles: "és prefeito de onde?". O cara me respondeu de chofre: "De Aperreio". "Aperreio?" Perguntei surpreso porque não conhecia nenhuma cidade paraibana com esse nome. O prefeito me respondeu: "Não, rapaz, o nome mesmo é Sossego, mas a situação de lá, com essa seca, tá tão grave, que eu mudei o nome para Aperreio".



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Até quando?

Em face da repercussão da matéria veiculada ontem (20) por este blog sobre a excursão das autoridades públicas municipais à cidade de Londres, me vejo obrigado a reiterar a indignação popular quanto ao acinte do ex-gestor e atual prefeito de fato, Ricardo Pereira do Nascimento quando, não bastasse a farra com o dinheiro público, envia vídeos debochando do povo princesense se dizendo feliz por estar na Europa chefiando uma comitiva de folgados que, a pretexto de aprenderem fazer Educação, flanam na capital britânica gastando o dinheiro do povo. O escárnio de Nascimento é tão grande que até o sotaque da voz ele mudou quando se diz extasiado com a “imersão” que ele classifica como aprendizado.

Até quando isso vai continuar? Essa é a pergunta de todo mundo, quando comentam sobre esse descaramento. Na maioria dos comentários sobre a notícia de ontem, as pessoas realçam a omissão da Justiça e clamam por uma mobilização popular para dar um freio nisso. O descaramento de Nascimento e sua trupe se constitui um desrespeito maior quando, além de lá estarem gastando o nosso dinheiro para fazer nada, ainda zonam com a cara dos que bancam essa farra desnecessária. A folha corrida desse cara é extensa: condenado por fraude em licitações; contas bloqueadas pela Justiça; agentes da Polícia Federal pulando o muro de sua casa, dentre outras coisas mais.

Agora, mesmo investigado pela Polícia Federal pela emissão de cheques pré-endossados e sacados na boca do caixa dos bancos, o que envolve a bagatela de mais de R$ 30 milhões, Nascimento, como se isso não signifique nada, desfila em Londres como se fora um dos homens mais honestos do mundo. Enquanto isso, os postos de gasolina, em Princesa, não abastecem mais os carros da prefeitura por falta de pagamento; muitos dos servidores da Saúde e da Educação, com três meses de salários atrasados. Tudo isso com anuência da Câmara Municipal que se imiscui de seu papel fiscalizador e autoriza o pagamento de diárias no valor de R$ 2 mil para cada um dos que estão a passear no estrangeiro.

Estranho é também a falta de escrúpulo dessas autoridades quando, sob a chefia de Nascimento, todos engalanados de agasalhos de luxo para se protegerem do frio europeu, se limitam a dizer “bye bye” aos que aqui estão a pagar impostos e sem receber os pagamentos a que têm direito. O que explica a presença de um secretário de Articulação Política e de uma secretária de Finanças num evento de Educação, ministrado num idioma do qual não entendem uma palavra sequer? Que fossem para Londres, mas que tivessem pelo menos o respeito de não gozar com a cara dos que bancam essa farra desnecessária. Até quando vai durar isso?