Atendendo convite do jornalista Júnior Duarte, no próximo
sábado (7), estarei concedendo entrevista no Programa “Poder e Notícia” da
Rádio Princesa FM. Completando uma série de entrevistas concedidas por personalidades
políticas estarei lá para discorrer sobre assuntos vários, sem censura,
atendendo apenas aos interesses da comunidade princesense. Na qualidade de
ex-vereador e ex-prefeito, certamente serei inquirido acerca das atividades
políticas que exerci, mas também falarei sobre as minhas atividades literárias.
Esse sopro de democracia ora exercido por aquela emissora tem muito a servir a
Princesa.
ODE
quarta-feira, 4 de março de 2026
Depois de longa ausência, de volta ao rádio
Histórias Estórias Engraçadas de Princesa
Joaquim Mariano, a
comadre e o inverno
Na qualidade de fazendeiro, Joaquim Mariano era convidado
para ser padrinho de várias crianças e por isso tinha muitos compadres e
comadres. Certo dia, quando estava em uma de suas fazendas, sentado à mesa para
tomar o café da manhã, a “moradeira” que servia à mesa, chamada Tertú, e que
era também sua comadre, enquanto trazia o cuscuz e o leite quente, puxou
conversa com o homem, dizendo: “É,
cumpade Joaquim, parece que o inverno, nesse ano num vai ser bom não...” “Por que, comadre?” Perguntou o patrão. “Cumpade, onte eu fui na roça e vi que as
rolinhas tão fazendo seus ninhos no chão. E os mais velhos diziam que quando, a
rola, põe no chão, o inverno é ruim, né?” Respondeu Tertú. Depois de tomar
um gole de café Joaquim Mariano comentou: “Comadre
Tertú, vá na cabeça de rola não que a senhora se lasca. O inverno vai ser bom
sim, pois, quem manda é Deus”. Isso ocorreu em 1960, ano em que tivemos, em
Princesa, um dos maiores invernos já registrados.
terça-feira, 3 de março de 2026
Dentro de um mês a Paraíba renova seus quadros políticos
Mesmo sem haverem acontecido ainda as eleições, a Paraíba, dentro de um mês, estará tendo renovados seus principais quadros políticos quando se desincompatibilizarão os comandantes do Governo e da Prefeitura da capital. Para concorrerem ao governo e ao Senado, João Azevedo (PSB) e Cícero Lucena (MDB) se afastarão dos comandos do Governo e da Prefeitura, respectivamente, e darão vagas a dois jovens políticos: Lucas Ribeiro (PP) e Leo Bezerra (MDB). O primeiro assumirá o governo e concorrerá à reeleição e, o segundo, sentará na cadeira de prefeito deixada pelo titular ganhando dois anos e nove meses de mandato e com direito a reeleição em 2028.
Cícero Lucena, que já foi prefeito de João Pessoa por quatro mandatos, governador, senador e ministro da República, lidera as pesquisas de opinião para o governo do Estado. Lucas Ribeiro, atual vice-governador, já foi também vereador em Campina Grande, detém o apoio de 150 prefeitos do Estado e, a partir do próximo dia 2 de abril, sentará na cadeira de governar e coordenará sua própria campanha à reeleição. Em face disso, depreende-se que nada está ainda definido uma vez que o quadro deverá ter modificações provocadas pela nova situação política. A partir de abril um novo quadro se desenhará dando norte ao que deverá acontecer em outubro próximo.
A União dos desunidos
Já dizia o saudoso deputado Ulysses Guimarães: "Em política eleitoral, quando você tem de justificar alguma coisa, é sinal de que há algo errado". Ontem (2), o grupo político liderado pelo ex-prefeito Ricardo Pereira do Nascimento divulgou um vídeo onde apareciam, o prefeito de direito, Garrancho, a maioria dos vereadores e algumas lideranças de menor porte, sob a égide de Nascimento que dizia: "Estamos unidos e marcharemos juntos com a nossa base". Ora, nunca, em tempo algum, o ex-alcaide precisou fazer uma reunião para anunciar a união de sua base política. Simplesmente ele dizia em quem todos deveriam votar, e pronto.
Diante de rumores de que alguns vereadores da base aliada estão em confabulações com candidatos a deputado que não os indicados por ele, Nascimento se vê na obrigação de chamar o feito à ordem e mostrar à população que está tudo bem. O problema é que não está. É sabido por todos que alguns vereadores estão comprometidos em dar alguns votos a deputados alheios à vontade do chefe e outros que não votarão no candidato a governador por ele indicado. Na verdade, o clima está de vaca desconhecer bezerro. Mesmo assim, em face dos benefícios a que todos têm direito, são obrigados a dizerem que estão coesos.
Fato é que, após a "reunião da coesão", alguns próceres, logo na saída da conversa, declararam que "o voto é secreto e que ninguém vota sem vontade". Uma fonte fidedigna me confidenciou que são três as cabeças coroadas que divergem da orientação de Nascimento e, uma outra, me garantiu que a traição está configurada. Seja lá o que for, as insatisfações saltam aos olhos, basta ver o comportamento dos batedores de palmas ao fim da declaração do chefe. Alguns bateram "palminhas de guiné" sem nenhuma empolgação. Até o bordão dito no final: "Viva Princesa!" emprestado. Barbas de molho? ", foi tomado
segunda-feira, 2 de março de 2026
A antiga Ordem terceira de São Francisco
Criada na década de 1940, a Ordem Franciscana Secular de Princesa foi, até tempos recentes, uma das associações religiosas de maior prestígio e influência no meio sócio-religioso princesense. Ser franciscano ou franciscana naquele tempo era um privilégio, o que conferia status de importância aos admitidos. Antes comandada pelos próprios padres, a OFS era somente mais uma das associações da Igreja Católica. Depois, sob o comando enérgico e organizado de João Mandú Neto, aquela Ordem criou identidade própria, fez-se líder das demais associações, capitalizou-se e capitalizou para si o prestígio de uma organização com grande influência no meio religioso e da sociedade princesense.
Da Ordem, participavam quase todos os cidadãos e cidadãs de bem da cidade. Na foto que reproduzimos acima, podemos identificar figuras emblemáticas da vida social de Princesa, a exemplo de: João Fernandes; Zé de Bezeca; Zé Vicente; Zé do Padre; Antônio Sitônio; Pedro André; Zé Justino; Antônio Eugênio Besêrra; Neves Leandro; Maria de Tião do Ó; Manoel Marques; Cecília Pires; Creusa Sobreira; Ana Medeiros; Expedita e Rita Rodrigues; Osana Roberto; Maria do Ó; Luisinha de Fila; Judite Justino; Tião de Mariquinha; Nailda Carlos; Natália de Severino Almeida; Socorro de Ranulfo; Maria Brejeiro; Odívia Maximiano; Soneide de Joaquim; Juracy de Zé Silvino; Maria Liberalquino; Carmelita França; Doralice Marrocos; Biu Roberto; Carmelita Santos; Marinha Estima; Antônio Louro; Mira Mandú; Tia Preta; Zefinha de Antônio Carlos; dentre outros membros que não pude reconhecer. Todos, sob o comando de João Mandú Neto e o apoio de outras Ordens - a exemplo das irmãs Carmelitas, na foto representadas por sua superiora, a Madre Carmelita - compunham essa ordem Franciscana Secular de Princesa que teve, em seu tempo, grande influência nas coisas da religião Católica da cidade, quando também a religião mandava nas coisas.
Hoje, Ordem Franciscana não tem mais a importância de antanho. Depois do falecimento de seu líder maior, João Mandú, transformou-se em mais uma associação religiosa sem ter mais a relevância de antigamente. Ademais, vale salientar que a modernização dos tempos de hoje tem se mostrado predadora das tradições, principalmente, das coisas da religião. Mesmo assim, fica aqui registrado na foto acima, um dos momentos áureos de um tempo em que a religião era celebrada de forma mais conservadora e contida de zelo ético, porém, como sempre, eivada de preconceitos e hipocrisias.
Em Tempo: as crianças perfiladas na frente, são: Eliane de Maria do Ó; Pacelli Mandú; Jaqueline e Simone, respectivamente, sobrinha e filha do coletor Ranulfo Barbosa.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
SABÁTICAS
. Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais
absolveu estuprador e, depois de ser criticado por isso, descobriram que ele
próprio é acusado de estupro de vulneráveis. Julgou em causa própria defendendo
o colega.
. O estuprador absolvido tem 35 anos e vivia maritalmente com
uma menina de 12 com a anuência dos pais pobres em troca de cestas básicas.
Concordo que a miséria é má conselheira, mas nada justifica uma troca dessa
natureza.
. Falar em Justiça, o ministro do STF, Gilmar Mendes,
suspendeu a determinação de quebra do sigilo bancário do ministro Dias Toffoli
e de seus dois irmãos (um padre e um engenheiro). O trio vendeu um resort de
luxo chamado “Taiaiá” a uma empresa ligada aos donos do Banco Master.
. O corporativismo do STF é uma praxe. O ministro André
Mendonça liberou os irmãos de Toffoli para não comparecerem à CPMI do INSS. Se
não querem depor nem abrir os sigilos para investigação é porque têm algo a
esconder.
. Não bastasse a esposa do ministro Alexandre de Morais receber
uma fortuna para advogar para a horda do Banco Master e Dias Toffoli andar no
jatinho do mesmo banco e vender o Taiaiá aos amigos de Daniel Vorcaro, Gilmar
Mendes e André Mendonça tomam atitude que proíbe a investigação. Isso é
espírito de corpo ou espírito de porco?
. Falar nisso, há comentários de que, tanto Toffoli quanto
Morais, estão sendo investigados pela CPMI do Crime Organizado. Tamo
aprumados...
. O assunto da semana foi a quebra dos sigilos: bancário,
telefônico e telemático do filho do presidente Lula, o “Lulinha” que, tudo
indica, está envolvido nas fraudes do INSS.
. Pelo visto, a campanha para presidente da República, neste
ano, será pautada pela “rachadinha” de Flávio Bolsonaro e pelas estripulias do
“Lulinha”. Nada de projetos pelo Brasil.
. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na campanha
eleitoral de 2024 que, eleito, acabaria com a guerra da Ucrânia em 24 horas. Na
última terça-feira (24) essa guerra completou 4 anos e, até agora, nada de paz.
Pelo contrário, Trump já pensa em invadir o Irã.
. O princesense Nominando Diniz (Totonho) se despediu do
Tribunal de Contas do Estado – TCE/PB na última quinta-feira (26). Antecipou
sua aposentadoria para ceder a vaga para livre indicação do governador João
Azevedo. Totonho sabe o que faz...
. Pré-candidato a deputado federal, o ex-prefeito de
Sousa/PB, Fábio Tyrone, já percorreu quase todo o estado da Paraíba em busca de
votos. O resultado está sendo atestado pelas últimas pesquisas eleitorais. O
homem figura entre os cinco mais citados.
. Falar em deputado, o ex-prefeito de Princesa, Ricardo
Pereira do Nascimento anunciou, de forma definitiva, que não deixará de votar
em Hervazio Bezerra para deputado estadual: ”Se for para eu deixar de votar em
Hervazio, eu deixo a política”, disse Nascimento.
. Resta saber se João, Lucas e Aguinaldo acatarão essa
decisão pacificamente, afinal, Hervazio já anunciou que, hoje, é oposição ao
governo. Ninguém pode servir a dois senhores a não ser que tenha intenções
recônditas e inconfessáveis.
. Na mesma entrevista, o ex-alcaide afirmou, descaradamente:
“Eu não me submeto nem a dinheiro nem ao poder. Eu sou vacinado contra essas
coisas!” Ô cabra direito e arrochado!
. Uma fonte me informou que o prefeito de direito, Garrancho,
já está botando as unhas de fora e tomando as rédeas de algumas atividades
administrativas. Será que tomou pé? Se não tomar, fica de pés.
. Para encher meu saco, um popular me encontrou na rua,
semana passada, e me perguntou se eu escutei a entrevista de Nascimento no
rádio. Eu disse que sim; aí o cara aproveitou para dizer: “O homem é um
troglodita, fala bem demais né não?” Concordei...
. Algumas pérolas vernaculares de Nascimento em entrevista
concedida a uma rádio de João Pessoa: “Nossas opiniões devem serem
públicas”; “Parabenizar o gesto do conselheiro e desejardes a Nominando
muita luz por ter abrido essa vaga no Tribunal”. Ainda bem que a
entrevista foi na capital paraibana, onde ninguém o conhece.
. Isso faz lembrar o saudoso “Nation” e inspira a rememoração
de algumas fábulas mirins: “Caim matou Abel”; “Fimatozan”; “Espermatozoide” e
“Nascimento matou o português”.
. Em face disso, está explicado o fato de Nascimento haver
dito que a Educação de Princesa não deixa nada a desejar em relação ao que é
ensinado em Londres.
. Segundo o Portal “Polêmica-PB” a prefeitura de Princesa
está na relação das entidades investigadas por vínculos contratuais com a
empresa Eireli que é investigada por ligação com o narcotráfico. Somente em
licitações, a prefeitura de Princesa tem contratos superiores a R$ 3 milhões.
. Em breve estarei lançando meu novo livro de contos, causos
e crônicas, intitulado: “Domingo eu Conto”, a obra já está no prelo. Sei que
morrerei pobre e isolado (como vaticinam os que sabem ler), porém, cheio de
letras.
. Os abraços de hoje vão para: Lauricea Medeiros e Pipita, Lívia
Karine, Alberto Rodrigues, Zuza de Zé do Mato, Zélia Domingos, Assis Bezerra,
Érica Nascimento, Romero Marques, Gabriel de Lela, Rogério Francisco, Lourdinha
de Zé de Orlando, Nequinho de Vitalino, Francisca Barbosa, Rosário Carvalho e
João, Zelma Souza, Jackson Andreotty, Marinês Moura, Leomax Santana, Adriana
Dias, Maria França, Romero Fernandes e Chiquita Marreta.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Ex-prefeito de Princesa reafirma apoio a Hervazio Bezerra
Num exercício claro de arrogância e insensibilidade política, o ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, em entrevista concedida a uma rádio da capital paraibana, reafirmou seu compromisso em apoiar o deputado Hervazio Bezerra em sua pré-candidatura à reeleição. Nada demais estaria contido nesse anúncio se a coisa houvesse sido feita de forma cordata, amistosa e atendendo apenas a um compromisso de amizade o que, certamente, seria compreendido como normal pelo grupo liderado pelo governador João Azevedo.
É claro que eu não tenho informações sobre o que acha o governador sobre as declarações de Nascimento. No entanto, com minha experiência e entendendo que a atividade política deve ser uma prática compartilhada, causa estranheza comportamento do ex-alcaide e, mais ainda, o silêncio do governador, de Lucas e, principalmente, do deputado Aguinaldo Ribeiro sobre essa radical posição de Nascimento quando diz que não abre mão desse apoio e que: "Se eu tiver de deixar Hervazio, eu deixo a política!" Essa declaração faz lembrar aquela música: "Quem és tu, quem foste tu...?"
Para completar, nesse rasgo de autonomia política, o ex-prefeito disse também que foi procurado por Cícero Lucena para marchar junto com ele e que recusou o convite alegando que não quer poder nem dinheiro porque é avesso à essas duas coisas. Se não ridículo, no mínimo risível quando é sabido por todos o amor que Nascimento dispensa tanto ao poder quanto ao dinheiro: ninguém ostenta essas duas coisas com mais intensidade do que ele! O problema é que Nascimento não atinou ainda para algo que é essencial, que é o pensamento dos que detêm o poder hoje. Será que o atual e o futuro governador engolirão isso? A bandeira continua hasteada, mas já está se rasgando.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Nominando Diniz se aposenta hoje do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba
Depois de 22 anos e 10 meses no exercício do cargo de
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE/PB, Antônio
Nominando Diniz Filho, nosso popular “Totonho”, antecipou sua aposentadoria
daquela Corte de Contas e se afasta hoje (25) daquele importante cargo. Sua
aposentadoria somente ocorreria, compulsoriamente, em dezembro de 2028. No
entanto, alegando a necessidade de gerir o patrimônio familiar, Totonho resolveu
antecipar seu afastamento.
Detentor de uma vasta folha de serviços prestados no setor
público, Nominando, que foi subsecretário de Saúde do Estado: deputado estadual
por três legislaturas e presidente da Assembleia Legislativa, há quem diga, não
pendurará as chuteiras. Animal político que é, certamente, Totonho adentrará
novamente na seara política o que será de grande valia uma vez ser detentor de
vasta experiência e peculiar argúcia nessa área. Orgulhosos pelo desempenho
desse filho ilustre, Princesa se regozija com seu sucesso.
ANTÔNIO NOMINANDO DINIZ FILHO
ANTÔNIO NOMINANDO DINIZ
FILHO, mais
conhecido, em Princesa, por “Totonho”, é princesense, nascido em 20 de dezembro
de 1953, filho de doutor Antônio Nominando Diniz e de dona Celina Gondim Diniz,
neto, portanto, de Nominando Muniz Diniz (Seu “Mano”). Casou-se com dona Ana
Cláudia Varandas Diniz, com quem teve os filhos: Renato, Ricardo e Raquel.
Nasceu na residência de seu avô, situada à Praça José Nominando no centro de
Princesa. Fez seus estudos primários no Grupo Escolar “Gama e Melo”. A segunda etapa
dos estudos fundamentais e o curso médio fez em escolas da capital paraibana. Mesmo
daqui saído para estudar, Totonho e seus irmãos sempre estiveram muito
presentes em Princesa, uma vez que passavam todas as férias escolares em sua
terra natal, ocasião em que participavam de todas as manifestações sociais,
desportivas, etc. da cidade. Prestou vestibular para o curso de Medicina e,
aprovado, formou-se médico pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba. Findo o
curso superior, no início dos anos 80, partiu para São Paulo/SP, onde foi fazer
Residência Médica, especializando-se em cardiologia. Retornando a João Pessoa,
passou a clinicar obtendo muito sucesso profissional.
Em que pese ser membro de família política e, desde criança,
demonstrar interesse pelos assuntos inerentes àquela atividade, quando ficava a
escutar com atenção as confabulações do avô, com os correligionários, na
calçada da “Casa Grande” (como era chamada a casa do velho “Mano”), Totonho não
tinha em seus planos, adentrar na seara política. Porém, no início de 1982, foi
convocado pelo pai para apresentar-se como candidato a prefeito de sua terra, Princesa.
Inicialmente, o jovem médico resistiu ao convite. No entanto, em
face da insistência de doutor Antônio para que o filho o substituísse na lide
política, reforçado pelo argumento de que, já aos 60 anos de idade, o
ex-deputado não intencionava mais submeter-se às urnas, alegando também que não
poderia deixar, “desamparados” os amigos do velho “Mano”, quando dizia: “Enquanto houver um amigo vivo de papai, não
abandonarei as disputas eleitorais em Princesa”, o filho de doutor Antônio
aceitou a incumbência e partiu para Princesa, pronto para enfrentar nas urnas o
ex-prefeito Gonzaga Bento.
Ungido pela convenção do PDS – Partido Democrático Social,
fez-se candidato a prefeito de Princesa, acompanhado pelo então vereador
Valdemar Barbosa de Almeida como seu candidato a vice-prefeito. A campanha
eleitoral não se apresentou favorável ao neto de seu “Mano”, uma vez não ter
tido os apoios necessários de alguns de seu próprio partido, a começar pelo
então prefeito e correligionário, Batinho. Em face dessa falta de empenho,
Totonho foi derrotado nas urnas. Não desistiu. Já em 1986, candidatou-se a
deputado estadual, pelo PFL – Partido da Frente Liberal quando, mesmo obtendo
boa votação, ficou na 16ª Suplência. Porém, com a vitória do governador
Tarcísio Burity, Nominando, prestigiado no âmbito da política estadual, caiu
nas graças do governador e este - com raiva de Aloysio Pereira (adversário de
Nominando), que o deixara para apoiar o candidato do governo, Marcondes Gadelha
-, nomeou o suplente de deputado para o cargo de Subsecretário de Saúde do Estado
da Paraíba. Naquela pasta, Nominando se destacou na grande atenção prestada aos
vários prefeitos do interior do Estado, dos quais recebeu significativos
apoios, credenciando-se assim para disputar, na vera, as eleições de 1990.
Nesse ano, candidato novamente a deputado estadual, pelo PDS, Nominando Filho logrou
êxito nas urnas, sendo eleito como o 3º colocado no cômputo geral. Depois dessa
eleição, o princesense deslanchou politicamente. Foi reeleito em 1994 e em
1998. Nesse último mandato, foi cogitado para figurar na chapa majoritária para
a disputa do governo do Estado como candidato a vice-governador do então
candidato Cássio Cunha Lima. Já havia sido escolhido pelos seus pares, no
início do ano de 1999 para presidir a Assembleia Legislativa no biênio
1999/2000.
Animado para ser vice-governador, nessa corrida, foi
ultrapassado pelo então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena Filho, que
indicou sua esposa, dona Lauremília Lucena, para ocupar a vaga como candidata a
vice-governadora. Preterido para compor a chapa com Cássio, recebeu do então
candidato a governador, como prêmio de consolação, a promessa de, quando
eleito, indicá-lo para o TCE/PB – Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.
Eleito, Cássio Cunha Lima cumpriu a promessa e indicou Totonho, que foi
aprovado pela Assembleia Legislativa e assumiu o cargo de Conselheiro do TCE em
março de 2003.
Na direção da “Casa de Epitácio Pessoa”, fez excelente
administração chegando a credenciar-se, como vimos, a ser candidato a
vice-governador nas eleições que se realizariam em 2002. No cargo de
Conselheiro de Contas, função que exerce com muita competência até a presente
data, chegou a ser presidente daquele Tribunal por dois períodos: 2009/2010 e
2023/2024. Sua assunção ao cargo de Conselheiro o afastou da militância político-eleitoral,
porém, ainda hoje tem influência na condução da política de Princesa, dando
seus “pitacos”, sempre baseado no tradicionalismo político exercido por sua
família no município e, principalmente, pela vasta experiência e argúcia
política que lhe é peculiar.
Por influência de Antônio Nominando Diniz Filho, quando no
exercício de cargos eletivos, muitos órgãos públicos do Estado foram instalados
em Princesa, a exemplo das Gerências Regionais de Saúde e de Educação;
Companhia de Polícia Militar e algumas obras carreadas para a cidade através do
prestígio político desse princesense que dedicou boa parte de sua vida aos
interesses públicos e, consequentemente em benefício de todos os filhos desta
Terra. Por tudo que representou na política da Paraíba e de Princesa, está Totonho
a merecer homenagens por ser considerado um filho ilustre que dignificou o nome
de Princesa em todo o Estado.
Hoje, aos 72 anos de idade, depois do profícuo exercício do
cargo de Conselheiro, no que se destacou entre os melhores, resolveu antecipar
sua aposentadoria do TCE/PB o que, necessariamente, só ocorreria em dezembro de
2028. Desincumbido agora das obrigações com aquela Corte de Contas, Totonho
estará livre para fazer o que mais gosta: política.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
A imoralidade de alguns "Morais"
"Morais" é um sobrenome que, por si só, já poderia se fazer identificar como coisa aprumada, completa de lisura e, porque não dizer, sinônimo de moralidade. No entanto, com relação a algumas cabeças coroadas que levam essa alcunha familiar como sobrenome, não é o que se constata. Pelo menos, aqui em Princesa, esse filme já passou e foi devidamente arquivado. Já no Brasil, protagonizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Alexandre de Morais, seu principal ator, a película continua sendo exibida tal qual uma série quando, quase todo dia., apresenta um capítulo diferente.
Paladino da moralidade quando se fez corajoso, enfrentou tudo e a todos e comandou o processo que condenou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e seus asseclas que planejaram um golpe militar, Morais se tornou grande perante a sociedade. Passado pouquíssimo tempo, foi o bastante para a constatação de que, os pés da moralidade eram de barro. O homem da lei foi pilhado com envolvimento nas falcatruas do Banco Master quando veio à tona que sua esposa é uma advogada contratada por uma fortuna para defender a quadrilha que comanda aquela instituição financeira fraudulenta.
Agora, tentando cobrir o sol com uma peneira, Alexandre de Morais manda investigar todo mundo que fala alguma coisa que não seja do interesse de suas conveniências em encobrir sua dupla personalidade. No STF, o homem é uma vestal; na vida particular, se expõe envolvido em coisa errada como os demais mortais e se aproveita do cargo para coibir qualquer ação que possa trazer à luz esclarecimentos sobre malfeitos cometidos por si e por alguns de seus colegas de tribunal. Para Morais, escreveu-não-leu, tornozeleira nele. Lamentável que toda a moralidade que acumulou na condenação dos golpistas caia por terra pelas imoralidades que pratica.
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O MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA, por seu Promotor de Justiça, doutor Aristóteles de Santana Ferreira, propõe Ação Civil Públic...














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