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ANTÔNIO NOMINANDO DINIZ
FILHO, mais
conhecido, em Princesa, por “Totonho”, é princesense, nascido em 20 de dezembro
de 1953, filho de doutor Antônio Nominando Diniz e de dona Celina Gondim Diniz,
neto, portanto, de Nominando Muniz Diniz (Seu “Mano”). Casou-se com dona Ana
Cláudia Varandas Diniz, com quem teve os filhos: Renato, Ricardo e Raquel.
Nasceu na residência de seu avô, situada à Praça José Nominando no centro de
Princesa. Fez seus estudos primários no Grupo Escolar “Gama e Melo”. A segunda etapa
dos estudos fundamentais e o curso médio fez em escolas da capital paraibana. Mesmo
daqui saído para estudar, Totonho e seus irmãos sempre estiveram muito
presentes em Princesa, uma vez que passavam todas as férias escolares em sua
terra natal, ocasião em que participavam de todas as manifestações sociais,
desportivas, etc. da cidade. Prestou vestibular para o curso de Medicina e,
aprovado, formou-se médico pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba. Findo o
curso superior, no início dos anos 80, partiu para São Paulo/SP, onde foi fazer
Residência Médica, especializando-se em cardiologia. Retornando a João Pessoa,
passou a clinicar obtendo muito sucesso profissional.
Em que pese ser membro de família política e, desde criança,
demonstrar interesse pelos assuntos inerentes àquela atividade, quando ficava a
escutar com atenção as confabulações do avô, com os correligionários, na
calçada da “Casa Grande” (como era chamada a casa do velho “Mano”), Totonho não
tinha em seus planos, adentrar na seara política. Porém, no início de 1982, foi
convocado pelo pai para apresentar-se como candidato a prefeito de sua terra, Princesa.
Inicialmente, o jovem médico resistiu ao convite. No entanto, em
face da insistência de doutor Antônio para que o filho o substituísse na lide
política, reforçado pelo argumento de que, já aos 60 anos de idade, o
ex-deputado não intencionava mais submeter-se às urnas, alegando também que não
poderia deixar, “desamparados” os amigos do velho “Mano”, quando dizia: “Enquanto houver um amigo vivo de papai, não
abandonarei as disputas eleitorais em Princesa”, o filho de doutor Antônio
aceitou a incumbência e partiu para Princesa, pronto para enfrentar nas urnas o
ex-prefeito Gonzaga Bento.
Ungido pela convenção do PDS – Partido Democrático Social,
fez-se candidato a prefeito de Princesa, acompanhado pelo então vereador
Valdemar Barbosa de Almeida como seu candidato a vice-prefeito. A campanha
eleitoral não se apresentou favorável ao neto de seu “Mano”, uma vez não ter
tido os apoios necessários de alguns de seu próprio partido, a começar pelo
então prefeito e correligionário, Batinho. Em face dessa falta de empenho,
Totonho foi derrotado nas urnas. Não desistiu. Já em 1986, candidatou-se a
deputado estadual, pelo PFL – Partido da Frente Liberal quando, mesmo obtendo
boa votação, ficou na 16ª Suplência. Porém, com a vitória do governador
Tarcísio Burity, Nominando, prestigiado no âmbito da política estadual, caiu
nas graças do governador e este - com raiva de Aloysio Pereira (adversário de
Nominando), que o deixara para apoiar o candidato do governo, Marcondes Gadelha
-, nomeou o suplente de deputado para o cargo de Subsecretário de Saúde do Estado
da Paraíba. Naquela pasta, Nominando se destacou na grande atenção prestada aos
vários prefeitos do interior do Estado, dos quais recebeu significativos
apoios, credenciando-se assim para disputar, na vera, as eleições de 1990.
Nesse ano, candidato novamente a deputado estadual, pelo PDS, Nominando Filho logrou
êxito nas urnas, sendo eleito como o 3º colocado no cômputo geral. Depois dessa
eleição, o princesense deslanchou politicamente. Foi reeleito em 1994 e em
1998. Nesse último mandato, foi cogitado para figurar na chapa majoritária para
a disputa do governo do Estado como candidato a vice-governador do então
candidato Cássio Cunha Lima. Já havia sido escolhido pelos seus pares, no
início do ano de 1999 para presidir a Assembleia Legislativa no biênio
1999/2000.
Animado para ser vice-governador, nessa corrida, foi
ultrapassado pelo então prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena Filho, que
indicou sua esposa, dona Lauremília Lucena, para ocupar a vaga como candidata a
vice-governadora. Preterido para compor a chapa com Cássio, recebeu do então
candidato a governador, como prêmio de consolação, a promessa de, quando
eleito, indicá-lo para o TCE/PB – Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.
Eleito, Cássio Cunha Lima cumpriu a promessa e indicou Totonho, que foi
aprovado pela Assembleia Legislativa e assumiu o cargo de Conselheiro do TCE em
março de 2003.
Na direção da “Casa de Epitácio Pessoa”, fez excelente
administração chegando a credenciar-se, como vimos, a ser candidato a
vice-governador nas eleições que se realizariam em 2002. No cargo de
Conselheiro de Contas, função que exerce com muita competência até a presente
data, chegou a ser presidente daquele Tribunal por dois períodos: 2009/2010 e
2023/2024. Sua assunção ao cargo de Conselheiro o afastou da militância político-eleitoral,
porém, ainda hoje tem influência na condução da política de Princesa, dando
seus “pitacos”, sempre baseado no tradicionalismo político exercido por sua
família no município e, principalmente, pela vasta experiência e argúcia
política que lhe é peculiar.
Por influência de Antônio Nominando Diniz Filho, quando no
exercício de cargos eletivos, muitos órgãos públicos do Estado foram instalados
em Princesa, a exemplo das Gerências Regionais de Saúde e de Educação;
Companhia de Polícia Militar e algumas obras carreadas para a cidade através do
prestígio político desse princesense que dedicou boa parte de sua vida aos
interesses públicos e, consequentemente em benefício de todos os filhos desta
Terra. Por tudo que representou na política da Paraíba e de Princesa, está Totonho
a merecer homenagens por ser considerado um filho ilustre que dignificou o nome
de Princesa em todo o Estado.
Hoje, aos 72 anos de idade, depois do profícuo exercício do
cargo de Conselheiro, no que se destacou entre os melhores, resolveu antecipar
sua aposentadoria do TCE/PB o que, necessariamente, só ocorreria em dezembro de
2028. Desincumbido agora das obrigações com aquela Corte de Contas, Totonho
estará livre para fazer o que mais gosta: política.