ODE

terça-feira, 28 de abril de 2026

João Fernandes, o pintor

 

João Fernandes além de comerciante era também agricultor e funcionário público estadual. Funcionava como enfermeiro leigo do Hospital São Vicente de Paulo em Princesa. Ali, tinha todos como colegas e amigos. Porém, existia um dos colegas - que era também compadre -, chamado Antônio de Elza, por quem Fernandes tinha um apreço especial. É tanto que, sempre que Antônio marcava suas férias, João marcava as dele também, no mesmo período. Não sabia, Antônio de Elza, que sua mulher e João Fernandes, tinham um "cheirinho-de-queijo".

Certo dia, os dois de férias, Antônio comentou com João que iria aproveitar o período do ócio remunerado para pintar sua casa. João Fernandes de pronto se ofereceu para ajudá-lo. E Antônio, ingênuo coitado, aceitou de bom grado. Marcaram o dia da pintura e lá se foi Fernandes para a casa do compadre. Lá chegando, foi logo perguntando: "E ai, compadre, cadê as tintas?" Antônio, meio embasbacado, respondeu: "Oxente, compadre, eu tenho uma lata quase meia, mas... num é que eu me esqueci de comprar o resto?!" "Pois então cuide em comprar mais, homi", recomendou Fernandes. "Mas, aonde compadre?" Perguntou Antônio.

Esperto e mal-intencionado, João Fernandes orientou o compadre a ir comprar as tintas na loja mais distante que havia. Com essa recomendação, Antônio saiu para comprar o material. Enquanto isso, João correu pra cozinha e foi logo cheirando o cangote da comadre e chamando-a para o quarto. Encostaram a porta da frente, se deitaram e, quando estavam no bem bom, João ouviu o assovio do compadre (Antônio só andava assoviando). Levantou-se rápido, pegou o resto de tinta que havia numa lata, subiu na escada e começou a pintar a parede da sala da frente.

De repente, Antônio empurrou a porta e entrou. Quando olhou pra cima se surpreendeu com o compadre, nu e atrepado na escada. "Oxente compadre, que diabo é isso, você está nu?" Perguntou Antônio, surpreso. "Pois é, compadre, eu só tinha essa roupa limpa e, pra não sujar, resolvi tirá-la para poder pintar a parede" , justificou João Fernandes. "Mas compadre, e esse negócio duro al?" Questionou Antônio, ao que João respondeu sem titubear: "Oxente, compadre, e onde eu vou pendurar a lata?"



Desequilíbrios, às vezes, podem ser fatais

 

Numa Nação de cultura violenta como os Estados Unidos da América, onde existe uma verdadeira apologia às armas e a seu porte de forma indiscriminada, não há surpresa alguma em constatar que, ao longo da História, mais de 200 mil americanos já foram mortos, vítimas de assassinatos domésticos em atentados perpetrados em Escolas, Igrejas, Centros de Convenções, etc. Esse número supera a quantidade de mortos em muitas das guerras já ocorridas mundo afora. Sem esquecer que, no bojo dessa violência, são os EUA o país que mais promove guerras, será isso resultado da lei do retorno?

No último sábado, durante um jantar comemorativo à liberdade de imprensa - o que ocorre todos os anos - em que estavam presentes o presidente Donald Trump e quase todas as altas autoridades da República norte-americana, um atentado foi perpetrado quando um indivíduo adentrou ao recinto, furando o esquema de segurança, e atirou contra agentes de segurança que tentavam detê-lo. Os tiros não atingiram ninguém, mas obrigaram os seguranças a retirarem, às pressas, o presidente Trump e demais autoridades do recinto.

Foi esse o segundo atentado à vida de Trump, o que pode ser debitado às suas ações desequilibradas que vêm prejudicando a economia nacional, principalmente pela promoção da guerra desnecessária contra o Irã. Na história americana, quatro presidentes foram assassinados quando no exercício do mandato e outros três foram feridos em atentados. Essa longa história de violência na nação mais rica e mais poderosa do mundo é o resultado da arrogância do poder aliado à disseminação de armas nas mãos de quem quer que seja. Ou é isso o resultado do desequilíbrio de seus mandatários?



segunda-feira, 27 de abril de 2026

A triste situação da Casa de Apoio de Princesa em João Pessoa

 

Na atual administração pública de Princesa o desmantelo é generalizado. Não bastasse a precariedade no atendimento à Saúde e os atrasos salariais e aos fornecedores, o caos não é somente aqui, mas extensivo também à Casa de Apoio na capital do Estado. Conforme informações de um acompanhante de paciente que foi para lá em busca de tratamento, a coisa está mesmo desmantelada.

Segundo relato dessa pessoa (que tenho em áudio), a Casa de Apoio está completamente abandonada. Só para ilustrar algumas irregularidades: a alimentação dos pacientes e acompanhantes está suspensa por falta de mantimentos há mais de 20 dias por falta de pagamento ao fornecedor aqui em Princesa. A fechadura da porta de entrada está quebrada há meses e, sem conserto, a casa dorme no aberto. Os colchões das camas estão velhos, rotos e sem lençóis.

Para completar, a fossa que recebe os dejetos daquela casa estourou e a fedentina torna impeditiva a permanência de pessoas no interior do imóvel. Além de todas essas irregularidades, os pacientes reclamam da ausência do administrador. Em face de tudo isso, urge que o secretário de Saúde tome providências e que os vereadores chamem o feito à ordem. Na verdade, nem se pode botar culpa no prefeito, pois, este esteve lá, semana passada, mas, sequer desceu do carro. Enquanto aqui, a prosperidade dos chefes segue sem alteração. Deus continua os abençoando? O tempo dirá.



sábado, 25 de abril de 2026

SABÁTICAS

. Ministro Gilmar Mendes, do STF, diz que as críticas desferidas pelo ex-governador de Minas, Romeu Zema - através de animações jocosas - a ele próprio e aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, “vilipendiam a honra da Suprema Corte”. Não há aí uma inversão de valores?

. A verdade é que, o Supremo, acuado, se faz de intocável e usa instrumentos institucionais em defesa de ministros acusados de supostas falcatruas junto ao Banco Master.

. Pertencentes a uma casta superior, privilegiada, os ministros do STF se consideram intocáveis e não aceitam ser criticados pelos erros que cometem. De olho nisso, o Senado Federal já se movimenta para uma tomada de providências.

. Com a cabeça no lugar, a ministra Cármen Lúcia afirmou: “Poder que não tolera críticas é um poder frágil.” Fogo amigo?

. Exemplo disso é o pronunciamento daquela desembargadora dissimulada do estado do Pará que, mesmo recebendo quase R$ 100 mil por mês, se diz sem condições sequer de comprar remédio. Deveria comprar óleo para untar sua cara de pau.

. Segmentos da política dos EUA já questionam sobre a sanidade mental do presidente Donald Trump. Para metade dos afiliados ao Partido Republicano, Trump está desequilibrado.

. Enquanto isso, Lula (PT) provoca o galego para que ele continue apoiando a turma do Bolsonaro. Segundo analistas políticos, o apoio de Trump é tóxico. Neste ano eleitoral, isso interessa ao PT.

. Falar nisso, pesquisa recente atesta que apenas 36% dos americanos apoiam o governo Trump; enquanto 62% desaprovam. Tudo isso depois do tarifaço, das guerras, das críticas ao papa e outras cositas mais.

. No Brasil, o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), em discurso no Rio de Janeiro, disse com a maior cara de pau: “Vamos acabar com o crime organizado!” Risível...

. Na Paraíba, Cícero Lucena (MDB) continua liderando as pesquisas eleitorais. Porém, sem a caneta, já apresenta ligeira queda em relação aos demais pré-candidatos. E não está nem na metade da ladeira...

. Falar em Paraíba, o único, dos pré-candidatos ao Senado, que cresce nas pesquisas é André Gadelha (MDB).

. A assunção do doutor Aledson Moura (PL) ao cargo de deputado estadual prova que Princesa estava mesmo precisando de um representante. Em menos de um mês, Aledson já apresentou várias proposituras em prol da Saúde e outros temas relevantes.

. É notória a aprovação do novo deputado pela população princesense, principalmente por aqueles que nunca experimentaram ter um representante da terra lá na Casa de Epitácio Pessoa. É torcida geral que Aledson fique lá até o fim do mandato.

. Já em Princesa, sem leme, a administração pública municipal degringola a olhos vistos: atrasos salariais; falta de médicos e de medicamentos; Hospital sem funcionar a contento, inadimplência com fornecedores e, até o repasse do duodécimo da Câmara Municipal, em atraso de quase dois meses.

. Falar nisso, um vereador da base governista me confidenciou que, os assessores parlamentares da Câmara Municipal de Princesa, estão sem receber seus salários há dois meses. O repasse da Prefeitura para a Câmara Municipal é de R$ 380 mil, mensais.

. Não bastasse isso, a Casa de Apoio em João Pessoa está praticamente abandonada. Tenho em mãos vídeos da situação daquela Casa. Na próxima semana, farei matéria mais completa sobre o assunto.

. Um amigo chegado do prefeito de fato (Garrancho) me disse que teve uma conversa com ele o aconselhando a tomar conta da administração. Com o intuito de alertá-lo, o amigo disse que quase o chamava de “Viúva Porcina”, aquela que foi sem nunca ter sido.

. Os próceres da política de Princesa fazem louvores ao funcionamento da Saúde e da Educação municipais, mas todos têm Planos de Saúde e, seus filhos, estudam em Lagoa da Cruz.

. Aqui, uma pérola do Cardeal Mazzarino: “Desconfia dos homens de baixa estatura: eles são teimosos e arrogantes”.

. O empresário princesense, Rinaldo Medeiros, participou de evento sobre Educação em São Paulo nos dias 22 e 24 deste mês. É o empreendedorismo focado nas coisas da Cultura.

. O Açude Macapá tá tão baixo que, logo, logo, a serpente vai aparecer.

. Os abraços de hoje vão para: Ielson Lacerda, Marta Sitônio, Belezau, Neuma de seu Inácio, Tiago de Terto, Cristina Lopes, Pedro Abrantes, Coimbra Maia, Corrinha Florêncio, Manoel Saravá, Lete de Pancha, Cleonice de Rosendo, Odon Teixeira, Marta Alves, Tico de Mané do Ó, Soraya Barros, Iná Duarte, doutora Kelly Antas, Paulo Florentino, doutor Adão, Cleide de Manezim, Chico de Nadir, Bosco de Severino Almeida, Tereza Carneiro, Paulo da Cêra, Ana de Dão, Nélson Tico e doutor Osvaldo Travassos.



sexta-feira, 24 de abril de 2026

Dia da Derrama

Era o comecinho da década de 1970. Estudávamos no Ginásio Nossa Senhora do Bom Conselho; ali cursávamos a segunda fase do ensino fundamental a que chamavam, naquele tempo, de curso ginasial. A Escola - fundada em 1949 pelo então deputado estadual, Antônio Nominando Diniz - era semi-pública e a única em Princesa que recebia rapazes e moças, tudo misturado. Seus professores eram pagos pelo governo do Estado, - mas nós, alunos, contribuíamos com uma pequena mensalidade que bancava os demais custos para a manutenção do estabelecimento. O diretor era o professor Genésio Florentino Lima e ali estudavam ricos, pobres e remediados. A cobrança da mensalidade era feita, invariavelmente, todo final de mês.

No dia do recolhimento da mensalidade, Genésio Lima comparecia, sempre acompanhado de sua inseparável esposa, dona Inês Diniz, para o recebimento do dinheiro em espécie. A mensalidade não era avultada, mesmo assim, proibitiva para alguns dos alunos filhos de pais detentores de poucas posses, o que era o meu caso e de meu irmão. Digamos que, a preço de hoje, fosse algo em torno de R$ 50, mas para quem era pobre, isso significava muito dinheiro.

Metódico que era, Genésio obedecia a uma rotina imutável: chegava à Escola, percorria as classes, uma por uma, fazia o chamamento nominal de cada aluno e arrecadava o dinheiro quando cada um ia ao birô e entregava a quantia estipulada. No mais das vezes, ao ser chamado, eu dizia, quase num murmúrio: "a minha mãe acerta com dona Maria Aurora". Genésio fazia cara feia, mas aguentava. Minha mãe, dona Osana, era "boca-preta" (epíteto dos eleitores dos Nominando) roxa, funcionária do Hospital "São Vicente" e amicíssima de dona Maria Aurora (cunhada de Genésio e chefe do Partido). Os ricos, pagavam e ainda recebiam troco. Os remediados, juntavam uns couros de rato, mas pagavam e, os mais pobres, às vezes, deixavam fiado.

Certo mês, o dia da arrecadação da mensalidade coincidiu com uma aula de História do Brasil, ministrada pela professora Eli Correia, que versou sobre a Conjuração Mineira - aquela parte da nossa História que trata do movimento separatista promovido em Minas Gerais, a que chamamos de Inconfidência Mineira, que culminou com o enforcamento de Tiradentes. Na aula, dona Eli explicava que a conspiração se dera pela insatisfação dos mineiros quanto à extorsiva cobrança de impostos sobre os minérios extraídos das jazidas daquela província, e que, de forma pejorativa os mineiros se referiam ao dia da cobrança como o "Dia da Derrama" 

Nesse mesmo dia, "seu" Genésio e dona Inês compareceram para cumprir seu mister arrecadatório. A nossa classe era a primeira de quem entra pelo corredor dos combogós; e o diretor costumava começar a cobrança pela última sala - que ficava no final do corredor -, voltando até a primeira. Sabedor da presença de "seu" Genésio, na Escola, para a cobrança das mensalidades, João de Carlota, vindo das bandas da diretoria, informou em tom de brincadeira: "hoje é o dia da Derrama!". Estávamos todos sentados no banco inteiriço que existia em frentes às salas de aula.

Ouvindo de João, essa graça, imediatamente, veio-me à cabeça, pregar uma peça no diretor. Combinei com alguns colegas - aqueles mais rebeldes e corajosos - para que, quando "seu" Genésio passasse, déssemos uma vaia nele. Dei a senha: eu faria "Ú", e os demais me acompanhariam. Assim foi feito e quando o diretor passou, ao lado de sua esposa, desfechamos sonora e ensurdecedora vaia. Impassível, o casal seguiu caminho sem sequer olhar para trás. Continuamos na nossa algazarra de jovens como se nada tivéssemos feito de errado. De repente, lá vinha o diretor em direção à nossa classe. Entramos todos e, em silêncio sepulcral, aguardamos a rebordosa.

O casal adentrou à sala, chegou ao birô dos professores e Genésio foi logo dizendo: "De quem foi a iniciativa da vaia que há pouco destinaram a mim e a Inês?" Diante do silêncio total, o diretor repetiu: "Quem iniciou a vaia?" Nada. "Pois bem", disse o diretor: "Se não querem se acusar nem indicar o culpado, suspenderei toda a classe por trinta dias". De repente, Maria Helena de Nira, que era afilhada do casal, levantou-se de sua carteira, dirigiu-se ao birô e disse: "Bênção padrinho Genésio, bênção madrinha inês". Abençoada pelos dois, que ficaram com ar de interrogação, Maria Helena disparou: "A ideia da vaia foi dele!" Disse, a calabar, apontando para mim. Imediatamente, as irmãs, Beta e Edileusa de Chico Antas, se puseram de pé e disseram, cada uma de uma vez: "Fui eu! Fui eu!" Acompanharam-nas nessa corajosa tomada de culpa: João Aurélio, Pacú Teodósio, João de Carlota, Aldo Lopes e mais alguns que não lembro. Diante disso, o diretor Genésio invectivou: "Moleques, estão todos suspensos por oito dias!"

Depois da sentença, não satisfeito com a punição, o diretor fez questão de prelecionar sobre cada um dos seus algozes preferidos. Começou por mim, dizendo: "Muito bonito pra sua cara; sua mãe, coitada, trabalhando diuturnamente no hospital para lhe sustentar, pagando as mensalidades em atraso e você agradece desse jeito?". Virou-se para João Aurélio e disse: "Seu pai, um homem de bem, vendendo seus picolés para lhe dar educação e é assim que você retribui?". Quanto a João de Carlota, disparou: "E você! Tão grande e não tem pena de sua mãe, de porta-em-porta, vendendo Avon para custear seus estudos e você fazendo molecagem?". Por fim, virou-se para Aldo Lopes: "A professora Mãezinha, subindo e descendo serras, dando aulas lá em Manaira com o intuito de lhe educar e você acompanhando esses malfeitos!". Estão todos suspensos!

Estranhamente, a raiva do diretor abateu-se apenas sobre os pobres coitados, pois, Pacú de Antônio Teodósio - representante do Fumo Dubom, portanto, rico comerciante - e Beta e Edileusa, filhas do comerciante Chico Antas, ex-prefeito de Manaira e dono da padaria mais chique da cidade, não tiveram punição alguma. O único lucro que tivemos foi que, nesse dia, não pagarmos a mensalidade. A régua de Genésio Lima media corretamente. Na verdade, a punição não foi somente pela vaia - que foi a gota d'água - mas também pelo acumulado das muitas estripulias que éramos acostumados a promover na Escola. Nesse dia, a inconfidência da colega derramou sobre nós o ódio do diretor. Mesmo sem pagarmos a mensalidade, ainda assim, foi o Dia da Derrama.

 


Lula quer Trump

Espelhado no que vem acontecendo mundo afora, o presidente Lula já prepara estratégia de campanha em busca de uma recuperação nas pesquisas eleitorais. Nos últimos meses, ou melhor, depois do lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, Lula vem sofrendo ligeira queda na preferência popular. Na sua ótica, pelo fato de o filho do ex-presidente se apresentar como uma novidade, pelo emblemático sobrenome que carrega e também, claro, pelo afadigamento natural de quem está no poder há tanto tempo.

É verdade que a campanha não começou ainda e que, os defeitos de Lula - tal qual os do cavalo do cigano - estão na vista. Já os defeitos do pimpolho direitista, latentes e muitos, não foram ainda explorados. Agora, a estratégia principal do petista, antes mesmo de começarem os ataques efetivos contra rachadinha, chocolates, milícias, etc., é a de realçar a admiração dos Bolsonaro pelo presidente americano Donald Trump. Sabedor que apenas 20% da população brasileira nutre simpatias pelo ianque, Lula tudo faz para associá-lo ao seu adversário. 

A estratégia do presidente brasileiro tem amparo no que vem acontecendo no mundo. Desde que assumiu o governo norte-americano, Donald Trump tem tomado posição em favor de candidatos conservadores nas eleições de vários países e, via de regra, esse apoio tem se constituído um tiro pela culatra. No Canadá, o Partido Liberal tinha como certa a derrota nas eleições de 2025 e, sob os ataques de Trump, os liberais venceram com Mark Carney que hoje governa aquele país. Já na Hungria, o galego mandou seu vice-presidente para emprestar apoio à reeleição do direitista Viktor Orbán que foi derrotado fragorosamente pelas urnas.

Com base nisso, Lula vem trabalhando no sentido de mostrar que, os bolsonaristas, admiradores e subservientes a Trump, são entreguistas e que representam uma ameaça à soberania nacional. A aposta vai mais longe quando, nessa estratégia, Lula relembra o tarifaço do ano passado e os ataques desferidos contra o pix pelo governo americano. Animal político que é e experiente em campanhas eleitorais, Lula tem dosado os ataques ao poderoso e desequilibrado Donald Trump. Não quer despertar a fera. Os ataques são efetivos, pero non mucho, para que o remédio não mate o paciente.



quinta-feira, 23 de abril de 2026

São José de Princesa comemora 32 anos de Emancipação no próximo dia 30

Já em ritmo de festa, a pequenina e bela cidade de São José de Princesa, considerada o carro-chefe da Cultura e do Turismo da região da Serra do Teixeira, se prepara para a grande comemoração de seus 32 anos de Emancipação Política no próximo dia 30 deste mês de abril. Além das solenidades religiosas e culturais, o evento culminará, em seu encerramento, com um show, em praça pública, animado por bandas com a participação de Delmiro Barros e Michel Brocador. O show acontecerá na quinta-feira (30), véspera do feriado de 1º de maio dedicado aos trabalhadores. Imperdível!



quarta-feira, 22 de abril de 2026

Além da Saúde, o deputado Aledson Moura abraça também a causa dos Defensores Públicos

De forma profícua, o deputado Aledson Moura vem surpreendendo quando imprime amplitude e rapidez no desempenho de seu mandato e tudo isso com muita dedicação quando não perde oportunidades. Com menos de um mês de assunção ao cargo de deputado estadual, Moura já vem dizendo a que veio. Primeiro, apresentou um requerimento solicitando a reestadualização do Hospital Regional de Princesa, no que foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa, resta agora aguardar a sensibilidade do novo governador para trazer de volta a Saúde para o povo de Princesa.

Não bastasse isso, o deputado Aledson Moura, que é membro da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa, recebeu, semana passada, representantes da Defensoria Pública do Estado, entre eles o presidente da Associação Paraibana dos defensores Públicos (APDP), Everaldo Lira e o vice-presidente Roberto Sávio de Carvalho Soares. Na oportunidade, Moura firmou o compromisso de tratar do tema do restabelecimento dos valores referentes ao Orçamento da categoria. “Nosso trabalho é pautado no diálogo com as instituições e na busca por respostas efetivas às demandas da sociedade paraibana”, disse o deputado.

Em sintonia com as necessidades da região que o colocou na Casa de Epitácio Pessoa, ontem (21), por ocasião de uma Sessão Itinerante da AL/PB na cidade de Manaíra, Aledson fez forte discurso em defesa da Saúde da região na Serra do Teixeira. Em sua fala, o deputado enfatizou: “Não podemos viver isolados e continuar sendo a única região da Paraíba sem um aparato de saúde, com um Hospital de média e alta complexidade, sem centro de hemodiálise, sem maternidade, sem UTI. Essa é minha luta, por isso estou percorrendo a Serra do Teixeira para chamar a todos para essa caminhada em busca de uma Saúde de qualidade”.



O pior, é o deboche

Desde a última segunda-feira (20) vem sendo veiculado nas redes sociais e nas redes de televisão, o depoimento de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, reclamando dos baixos salários dos magistrados do Brasil. Em sua fala, essa mulher que se chama Eva do Amaral Coelho, disse que os juízes e desembargadores vêm sendo penalizados com o corte dos chamados “penduricalhos” (adicionais salariais vantajosos que engordam os contracheques do Judiciário), sem dinheiro até para comprar remédios e que, em breve, estarão desempenhando “trabalho escravo”. Por pertencer a uma casta privilegiada, a fala dessa senhora se constitui um verdadeiro insulto aos trabalhadores brasileiros.

O descaramento dessa desembargadora salta aos olhos quando a magistrada, com a maior cara-de-pau, diz que ganha pouco e que está sendo penalizada com o corte de pequena parcela de seu salário. Só para se ter uma ideia, essa mulher recebeu, em seu contracheque de março último, a bagatela de mais de R$ 90 mil, líquidos! Além da insensibilidade e da falta de respeito com os pobres coitados que ralam, trabalhando de sol-sol, para receberem um Salário Mínimo, a doutora Eva não se atém em debochar, publicamente, de todos os brasileiros. Como bem disse o jornalista Octavio Guedes: o remédio que ela precisa é o “simancol”.



Prefeito Coco dignifica a saúde dos tavarenses

Diferente do que ocorre em Princesa, a prefeitura de Tavares, sob a administração do gestor Coco de Odálio, dignifica os serviços de Saúde daquele município. Enquanto o Centro de Especialidades em Saúde de Princesa - que funcionava no antigo Hospital São Vicente de Paulo – foi fechado, em Tavares são realizados, mensalmente, procedimentos vários em benefício da saúde daquela população. Somente neste mês de abril, já foram realizadas mais de 100 ultrassonografias, além de outros procedimentos.

No setor de Obras e Serviços, a edilidade tavarense também não deixa a desejar. Semana passada, o prefeito Coco esteve em João Pessoa, onde viabilizou, junto ao deputado Wilson Filho e ao novo governador, Lucas Ribeiro (PP), a contratação da construção do asfaltamento ligando a sede do município ao povoado de Silvestre e a pavimentação para mais 40 ruas na Zona Urbana do município. “É pelo trabalho que nos credenciamos junto ao nosso povo”, declarou o prefeito Coco de Odálio.