ODE

sexta-feira, 27 de março de 2026

Histórias e Estórias engraçadas de Princesa

 

Casamento na marra

Manoel Porrondongo nasceu em Princesa, mais exatamente no que é hoje o Bairro da Várzea. Já na década de 70, resolveu ir embora com a esposa e os filhos para São Paulo.

Lá se estabeleceu, criou sua família e, por fim, depois que a mulher morreu e os filhos se casaram, ficou sozinho, morando com uma neta.

Essa menina cresceu e se tornou uma moça muito formosa. Bonita de rosto e perfeita de formas. Helena. de 15 anos de idade, já era cobiçada por todos e. Porrondongo, morria de ciúmes da neta.

Certo dia, Helena, que quase não saía de casa, teve do avô a autorízação para ir dormir na casa de uma amiga. Passou o fim de semana tora de casa e retornou na segunda-feira, para alegria de Porrondongo, que já estava exasperado com a ausência da menina

Dias depois, Helena começou a se demonstrar diferente. Triste, pálida, emagrecida e começou a ter crises de vômito e desmaios constantes. Preocupado, o velho levou-a ao médico. Examinada, constatou-se que Helena estava grávida. Ante o anúncio, Porrendongo quase caiu de costas.

Aperreado, e avô inquiriu a neta: "Mas, Lena, o que foi que houve, minha filha? Como você pode ter feito isso comigo ?" A menina, aos prantos, relatou ao velho: "Vovô, é que eu fui para uma balada com uma amiga, e lá conheci um rapaz com quem dancei a noite toda e, quando dei fé, estava no apartamento dele, deitada em sua cama. Não sei como isso foi acontecer". "Quem é esse rapaz? - Inquiriu Porrondongo. "Eu tenho o telefone dele, vovô", respondeu Helena. "Pois ligue pra ele vir aqui. Preciso conversar com ele", disse o velho.

Passados uns 15 dias, helena já com o ventre avolumado, apareceu o tal rapaz para conversar com Manoel Porrondongo: "Vovô, esse é Luís", disse Helena. "Pois bem, 'seu' Luís; tô sabendo do que aconteceu entre você e minha neta. Veja o estado dela. E quero saber como é que nós vamos resolver isso. Lá no Nordeste, quando acontece uma coisa dessas, o rapaz, ou casa, ou diz porque não casa. E aí... o que você me diz?" Perguntou o velho. "Bem, 'seu Manoel, eu lamento muito o que aconteceu. Faltou um pouco de cuidado, né? Mas, a gente resolve isso. Eu sou do Ceará, mas moro aqui em São Paulo faz muito tempo. Sou empresário, sou casado, mas não vou deixar sua neta desamparada não..." *Como é hístóría? O senhor é casado? Quanta ousadía... ." Irritou-se o avô de Helena. "Calma, 'seu' Manoel, calma" Disse o rapaz, tentando apaziguar o velho, e continuou: "Veja bem... se for uma menina, logo que nascer eu faço, para a criança, uma poupança de 2 milhões de reais; se for um menino, eu aumento para 3 milhões. Agora... se ela abortar..." Sem deixar Luís terminar de dizer, o velho pulou da cadeira e gritou: "Você come de novo!"



Canhoto e eu

Ontem (26), desci à rua somete para conhecer a estátua do nosso artista maior, Canhoto da Paraíba. instalado à Praça Frei Damião, de frente à casa onde nasceu o artista, o monumento chama a atenção não somente pela importância que representa, mas também pela arte que encerra. Esculpida pelo artista também princesense. Carlos Eugênio Florentino, a estátua é perfeita em sua plástica quando retrata fielmente a imagem de Chico Soares: Um artista fazendo outro. Em tace disso, me senti orgulhoso de ser princesense e conterrânea desses dois virtuoses da arte. Essa homenagem a Canhoto da Paraíba, patrocinada pela prefeitura de Princesa através do profícuo trabalho do secretário de Cultura, Rafael Bezerra, dá um testemunho de que nossas tradições culturais permanecerão vivas. Viva Princesa!



quinta-feira, 26 de março de 2026

APLA sob nova direção

A APLA - Academia Princesense de Letras e Artes, desde agosto de 2025, está sob nova direção. A nova presidente é a advogada e acadêmica doutora Kelly Antas, que foi eleita, por unanimidade, para a direção daquela Academia. No último sábado (21), ocorreu a posse solene da nova presidente e de todos os membros da APLA. A solenidade aconteceu nas dependências do auditório da Escola Bom Conselho. "Num novo tempo, daremos continuidade ao profícuo trabalho do presidente Emmanuel Arruda e implementaremos mais ações em prol da cultura princesense", discursou a nova presidente.



quarta-feira, 25 de março de 2026

Posse

 

Na manhã desta quarta-feira, estive participando da posse do meu primo, Taciano Diniz , que agora assume como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

Médico por formação, Tarciano foi eleito deputado estadual em 2018, exerceu seu mandato com dedicação e agora inicia um novo capítulo na vida pública, levando sua experiência e conhecimento sobre a realidade do nosso Estado para uma função de grande responsabilidade.

Tenho certeza de que, no Tribunal, seguirá contribuindo com decisões firmes e responsáveis, sempre em defesa do interesse público e do desenvolvimento da Paraíba.

Parabenizo também Deusdete Queiroga, que igualmente assume como conselheiro, reforçando ainda mais o compromisso da instituição com a boa gestão e a transparência.

Desejo sucesso a ambos nessa nova missão.



As cidades e suas curiosidades

 

O Brasil tem 5.571 municípios. Todos têm nomes. Quando nos debruçamos num olhar contido sobre as diversas denominações de algumas das cidades brasileiras, nos deparamos com situações curiosas e interessantes, algumas até risíveis. Temos cidades com nomes bonitos, a exemplo de: Vitória da Conquista; Campina Grande; São João Del Rey; Porto Alegre; Recife, dentre outras várias. Cidades com nomes, leves, românticos: Flores; Feliz; Diamante, Sorriso, Triunfo. Mas temos também urbes com topônimos esquisitos e complicados: Itaquaquecetuba; Guaratinguetá; Jaboatão dos Guararapes; Itapecerica da Serra, Arapiraca; Anhanguera; Propriá, etc.

Por outro lado, os nomes que mais chamam a atenção, são aqueles inusitados, ridículos e, estranhamente, sem razão de serem mantidos, quais sejam: São José da Lagoa Tapada; Varre-e-sai; Riacho dos Cavalos; Passa Quatro; São Sebastião de Lagoa de Roça; Piripiri; Pau Grande; Zabelê, dentre outros. É claro que cada cidade tem o direito de adotar o nome que quiser, porém, é sabido que até os nomes de pessoas podem ser mudados quando eles expõem seus donos ao ridículo. Nesse caso, alguns municípios se encontram nessa situação, carregando nomes de mau gosto. Sei que não é da minha conta, porém, tenho o direito de discordar e sugerir um plebiscito municipal para modificá-los.

Felizmente, isso não se aplica à nossa cidade. Princesa Isabel (que em minha opinião deveria chamar-se somente Princesa), tem um nome bonito e charmoso. Aliás, todos os 6 municípios que fazem parte da nossa região e que compunham o chamado “Município Velho”, têm nomes, se não belos, pelo menos normais: Tavares; Juru; Água Branca; São José de Princesa e Manaíra. À exceção de Tavares, todos tiveram outros nomes antes do atual. Princesa Isabel foi “Perdição”, “Bom Conselho” e “Princesa”, respectivamente. Juru, foi chamada também de “Ibiapina” e “Barra”. Água Branca já foi “Imoroti”. Manaíra era “Alagoa Nova” e São José de Princesa já foi somente “São José”. Além dessas, existem também algumas peculiaridades em relação aos nomes das cidades.

Observem que nós, quando perguntados de onde somos, nunca dizemos: “sou de Princesa Isabel”. Dizemos, simplesmente, “sou de Princesa”. Da mesma forma quem é de Catolé do Rocha se diz de “Catolé”; os de Serra Talhada, somente “Serra”; Campina Grande, “Campina”; Feira de Santana “Feira” e por aí vai. Porém, ninguém nascido em João Pessoa, dirá: “sou de João” ou nascido em Água Branca, dirá: “sou de Água”. E tem os que distorcem o nome da cidade. Perguntem onde nasceram aos cajazeirenses, que eles, via de regra, dirão: “Carrazeiras”; alguns tavarenses se dizem de “Tarrares”.  

Para encerrar, lembro-me de uma história engraçada quando eu era prefeito de Princesa. Estava reunido, em João Pessoa, com vários prefeitos do interior em busca de recursos para abastecimento d’água por ocasião da seca. A maioria não se conhecia. Perguntei a um deles: “És prefeito de onde?”. O cara me respondeu de chofre: “De Aperreio”. “Aperreio?” Perguntei surpreso porque não conhecia nenhuma cidade paraibana com esse nome. O prefeito me respondeu: “Não, bicho, o nome mesmo é Sossego, mas a situação de lá, com essa seca, tá tão grave, que eu mudei o nome para Aperreio”.



Em Princesa, a Saúde é “Dinâmica”

Esse é um assunto pétreo. Um assunto que ninguém fala sobre ele. Sabe que assunto é esse? A Saúde municipal! Não bastasse a farsa do “Selo Ouro” na Educação, quando o município foi agraciado com essa láurea mesmo se constatando que estudantes das 4ªs e 5 ªs séries não sabem ler nem escrever; mais grave ainda é a situação da Saúde. Além da falta de medicamentos básicos e de um Hospital Regional que não atende à demanda dos necessitados, ali, tudo funciona como um faz de conta, até os salários não pagos.

No Hospital Regional de Princesa (que é gerido pela prefeitura), servidores de nível médio e auxiliar ganham R$ 750 por mês (menos da metade do Salário Mínimo) e não recebem essa mixaria há quase três meses. No CER – Centro de Especialidades em Reabilitação, os servidores do mesmo nível ganham pouco mais de R$ 1000. De acordo com o artigo 7º, inciso IV da Constituição Federal, nenhum servidor pode ganhar menos do que um Salário Mínimo, mas em Princesa isso ocorre.

Esses servidores da área da Saúde - que são administrados, de forma terceirizada, por uma empresa chamada Dinâmica - estão rodos com seus vencimentos atrasados, alguns em quase três meses, uma prática que vem sendo adotada desde a administração anterior e que tem sido praxe na atual. A burla no que determina a Constituição não é denunciada pela Câmara Municipal nem fiscalizada pelo Ministério Púbico. Enquanto isso, servidores que não recebem fingem que trabalham e o povo que adoece sofre as consequências. É essa a dinâmica da Saúde no município de Princesa.



terça-feira, 24 de março de 2026

Donald Trump: O senhor da vida e da morte

 

Desde a ascensão de Donald J. Trump ao poder, nesse segundo mandato como presidente dos Estados Unidos da América - a nação mais rica e mais poderosa do Planeta - o mundo vive em sobressalto. No começo, Trump investiu nas atividades econômicas quando estabeleceu tarifas alfandegárias sobre as exportações de quase todos os países do mundo o que, de ínício, desestabilizou economias gerando inflação, desemprego, etc. Feito o estrago, voltou atrás em alguns casos, mas, mesmo assim, causou problemas graves.

Agora, na ressaca das medidas econômicas, Donald Trump investe no campo militar. Primeiro, bombardeou a Venezuela e sequestrou o ditador Nicolás Maduro e sua muther para serem julgados nos EUA por supostos crimes ligados ao tráfico de drogas. Ajoelhada, hoje a Venezuela obedece às ordens de Washington como protetorado do Tio Sam. Com o sucesso na Venezuela, Trump agora investe contra o irã numa guerra sem sentido e que já ceifou a vida de mais de mil iranianos, inclusive do chefe supremo o aiatolá Ali Khamenei.

Além de Khamenei, os exércitos, americano e israelense, já assassinaram dezenas de líderes do Irã e agora, num impasse de ver a escalada dessa guerra se estender para todo o Oriente Médio, não vê saída quando, fruto do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, o preço do petróleo vai às alturas gerando alta nos combustíveis e consequente inflação mundo afora. Não bastasse isso, somente na primeira semana de guerra, os EUA já gastaram U$ 12,7 bilhões de dólares o que, transformado em reais significa mais R$ 65 bilhões.

Sem descansar em sua sanha belicista, Trump já se prepara para invadir Cuba quando, em preparo para isso, já determinou um boicote ao fornecimento de petróleo à Ilha o que vem provocando apagões e falta de energia de forma total, ceifando vidas naqueie pobre país. Na verdade, Donald Trump, arvorando-se de senhor absoluto, pouco se importa se suas medidas radicais estão provocado mortes e miséria. Sua intenção é a de simpfesmente reafirmar seu poder com se fora um deus. Deter Trump parece ser a única solução. Resta saber como...



Ratinho desiste de concorrer à presidência da República e deixa a terceira via de calças curtas

 

É chegada a hora de a onça beber água. Afunilando-se o prazo para as desincompatibilizações dos cargos executivos que ocupam, os políticos pensam duas vezes antes de largar o osso para aventurar carne fresca. Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) renunciou ao cargo e se coloca como o mais cobiçado para compor como candidato a vice-presidente. No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) também renunciou, mas, por outro motivo. Às vésperas do julgamento no TSE que pode torná-lo inelegível, Castro pensa (se escapar) em candidatar-se ao Senado Federal.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), componente da terceira via que melhor pontua nas pesquisas eleitorais, sem respaldo doméstico - quando não consegue controlar as articulações para sua própria sucessão -, desistiu de renunciar e se manterá no cargo até o final do mandato. Com isso, torna completamente diversa a estratégia articulada pefo presidente de seu Partido, Gifberto Cassab, e deixa a terceira via de calças curtas. Até o dia 4 de abril próximo muitas surpresas acontecerão Brasil afora quanto à questão dos afastamentos e das renúncias. Afinal, mais vale um pássaro na mão do que dois voando.



segunda-feira, 23 de março de 2026

A casa de Rafael Rosas

 Resgate do Casario Histórico de Princesa

A casa de Rafael Rosas, retratada na foto acima, foi construída nos anos da década de 1940 sob a orientação do Mestre de Obras princesense José Ferreira Dias (Ferreirão). Esse imóvel, inspirado nos solares existentes no Bairro de Apipucos no Recife, foi mandado erguer pelo rico comerciante, Rafael Rosas, dono da padaria "Borborema", para servir de moradia para ele e sua esposa dona Francisca Viana da Cunha, mais conhecida como dona "Vianinha", que foi diretora do Grupo Escolar "Gama e Melo" por vários anos. Ali nasceram quase todos os filhos do casal.

Essa casa, pela sua beleza arquitetônica e bom estado de conservação, serviu algumas vezes de palco para encenações teatrais ao ar livre, a exemplo da "Paixão de Cristo" na década de 1970, quando figurou como o palácio de Pilatos. Após a morte do casal Rafael e Vianinha, a casa que era mobiliada com muitos móveis de estilo, uma vez ser dona Vianinha uma mulher detentora de muito bom gosto com relação às coisas da decoração, ficou fechada. Hoje, pertencendo aos herdeiros, continua bem cuidada e em perfeito estado de conservação.



JOÃO FERNANDES, O BARALHO E A EUCARISTIA

Esta estória vem da lavra do escritor princesense Paulo Mariano. Contava o nosso historiador maior que, João Fernandes gostava de jogar baralho (pife) no "Bar do

Gera" , ocasião em tomava também uns goles de cerveja. Além de contumaz jogador, Fernandes, era também Ministro da Eucaristia e, certa feita, entretido com o jogo, esqueceu-se do horário da missa e, quando se lembrou, já estava em cima da hora.

Aperreado - uma vez que era pontualíssimo -, jogou as cartas em cima da mesa e saiu correndo para a Igreja onde deveria distribuir a comunhão.

Chegando na Matriz, vestiu ligeiro a batina branca e, ainda pensando no baralho de

"Gera", pegou a âmbula cheia de Hóstias Consagradas e começou a distribuir a comunhão aos que estavam na fila. Porém, com o juízo atrapalhado, ainda pensando no baralho, ao invés de dizer: "O Corpo de Cristo", dizia: "Ás de Copas"; "Três de Ouros"; "Sete de Paus"; "Rei de Espadas"... e, os fiéis, contritos, não percebiam e iam dizendo: "Amém". Os comungantes engoliam a hóstia, porém, João Fernandes, distribuía cartas de baralho.