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sexta-feira, 17 de abril de 2026

No Centenário do Grupo Escolar "Gama e Melo" , mais uma homenagem especial

 

Na matéria anterior, homenageamos os alunos e os diretores do centenário Grupo Escolar "Gama e Melo". Como não poderia deixar de ser, vai aqui uma homenagem especial àquelas que foram, verdadeiramente, especiais na vida de várias gerações de princesenses: a professoras, as mestras que, além de ensinar as letras e os números, faziam também o papel de segundas-mães quando nos davam o "estilo" que, muitas vezes, faltava em casa. Naquele tempo, as professoras (uma atividade quase que exclusivamente exercida por mulheres), mereciam respeito sem a hipócrita cavilação de hoje. Chamávamo-las de "dona" e, em respeito, nos púnhamos de pé quando elas adentravam à sala de aula.

No "Gama e Melo" das décadas de 50, 60 e 70, as professoras eram verdadeiras mestras do saber. Todas com formação na Escola Normal "Monte Carmelo" ou vindas de outras paragens com formação similar, nos davam o saber de forma perfeita. Como disse antes, além das letras e dos números, nos davam a disciplina e as boas maneiras que geravam respeito. Dentre várias dessas mestras, destacamos algumas que tiveram maior relevância e que inscreveram seus nomes na tabuleta da competência no saber: Aretuza Marrocos, Calú Barreto, Ceição Lima, Clemens Maia, Creusa Maia, Doralice Marrocos, Elenita Muniz, Fana Lopes, Guida Muniz, Maria Adilia, Maria Basílio, Maria Belinho, Maria Abrantes, Maria Ramos, Neuzinha Sitônio, Titica Lopes, e outras que não devem ser punidas pelo nosso vão esquecimento.

Homenageadas também devem ser as servidoras que auxiliavam na disciplina, no fazimento da merenda e na limpeza do estabelecimento. Nesse mister, lembramos de dona Carmelita Santos que tocava a campainha do recreio; Maria Hortência que cuidava da limpeza; dona Dina Muniz e Maria de Anacleto que faziam a nossa merenda. Foi nesse universo, dominado por mulheres, onde a grande maioria dos princesenses de várias gerações aprendeu a ler e escrever e bem representou Princesa aqui e alhures sempre com o selo de qualidade chamado: Grupo Escolar "Gama e Melo", que hoje completa 100 anos de fundação.



"Gama e Melo": o Templo do Saber princesense completa 100 anos

 

O Grupo Escolar "Gama e Melo", construido no governo do presidente (governador) João Suassuna, entre 1925/26, foi a primeira sede própria de uma Unidade Escolar em Princesa. Essa magnífica obra arquitetônica atendeu a uma solicitação do coronel José Pereira Lima feita ao antecessor de João Suassuna, o presidente Solon de Lucena (1920-1924), quando de sua visita a Princesa no início da década de 1920. O nome dessa Escola é uma homenagem ao também presidente da Paraíba, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, o dr. Antônio Alfredo da Gama e Melo.

Inaugurado no dia 17 de abril de 1926, através do Decreto n° 1.509, publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba nesse mesmo dia, essa Escola foi entregue à comunidade princesense, o que se constituiu uma obra de grande relevância para a nossa terra. Esse estabelecimento de ensino privilegiou a nossa cidade, uma vez ser, naquela época, uma das duas únicas escolas de grande porte existentes no interior do estado da Paraíba, pois, somente Princesa e Cajazeiras foram contempladas com essas construções, graças ao grande prestígio dispensado pelos governantes da época ao deputado Ze Pereira.

O Grupo Escolar "Gama e Melo", ao longo do tempo, teve implantados, desde o antigo curso primário, até cursos de formação de professores. Ali, funcionaram também as primeiras salas de aula do Ginásio "Nossa Senhora do Bom Conselho", inaugurado em 1949. Seu primeiro diretor foi o professor Benedito Oliveira (1926), seguido pelo professor Severino Loureiro (1930); este que, mesmo destituído da função pelo presidente João Pessoa, quando da Revolta de Princesa, continuou no Posto em solidariedade ao coronel José Pereira.

Na sequência, foram vários os diretores daquela importante Escola, no que destacamos aqui seus principais dirigentes: Francelino Neves de Alencar (1932-1936); professora Francisca Viana da Cunha Rosas, mais conhecida por "dona Vianinha" (1936-1942); professora Josefa Rocha Maia (1942-1948); professor Genésio Florentino Lima, o mais longevo (1948-1984); professora Maria Zélia de Sousa Alves (1984-1987); professora Francisca Lucena Henriques (1987-1991); professora Marta Maria dos Santos (1991-2001); Filomena Neta da Silva (2002) e novamente, Marta Maria dos Santos (2003-2010).

O belo prédio que abriga aquela Escola foi construído sob a tutela do grande mestre de obras princesense, José Ferreira Dias, mais conhecido como "Ferreirão" que, através de sua primorosa arte, dotou aquela majestosa construção de estilo neoclássico e motivos jónicos de rara beleza arquitetônica. Nessa lide construtora, Ferreirão foi auxiliado pelos competentes pedreiros, Manoel Ferreira Neto e José Ferreira Primo ("Ferreirinha"), que aprenderam a arte com um primo chamado "Mestre Abílio" que era habilitado na arte de desenhista na cal, com pedreiros italianos em São Paulo.

Pelo "Gama e Melo" - Templo maior do saber princesense - passaram muitos filhos ilustres da Terra, que se destacaram em várias atividades profissionais, aqui e alhures, a exemplo do grande tribuno Alcides Vieira Carneiro; do intelectual e político Antônio Nominando Diniz; do bispo da Igreja Católica, dom Antônio Muniz Fernandes; do nosso artista maior, Francisco Soares de Araújo (Canhoto da Paraíba); do intelectual José Florentino Duarte; do historiador Paulo Mariano; do médico doutor Zezito Sérgio, dentre outros que se tornaram políticos, professores, músicos, intelectuais, comerciantes, advogados, etc. Por sorte, é aquela edificação uma das poucas que vem sendo preservada em nossa cidade, dando testemunho da construção da nossa história educacional e arquitetônica. E agora, para comemorar seu Centenário, o prédio foi agraciado com uma ampla reforma e restauração - preservando sua estrutura original - dotando a Escola de maior espaço e mais conforto para os escolares e revelando sua esplêndida beleza arquitetônica.

Sob a competente administração da atual diretora, professora Vaneuda Barbosa Laureano, o Grupo Escolar "Gama e Melo" comemora, hoje (17/04/2026), o seu Centenário com uma festa cívica que relembra toda sua trajetória educacional em prol da população princesense. Parabéns a todos os envolvidos nessa magnífica História e que seja, esse patrimônio, preservado ao longo do tempo pelos séculos que hão de vir. Viva Princesa!

Domingos Sávio Maximiano Roberto 


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Em ação, doutor Aledson já diz a que veio

Participando de todas as Sessões e em atividade incessante, nesses primeiros quinze dias de mandato, o doutor Aledson Moura já diz a que veio. Dentre as várias proposituras que protocolizou junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o deputado princesense está dando prioridade a duas delas: a solicitação de uma Sessão Itinerante daquela Casa de Leis em Princesa, e a reestadualização do Hospital Regional de Princesa. Esta última é uma bandeira que vem sendo empunhada pelos Moura, tanto aqui na Câmara Municipal através de gestões do vereador Arley (MDB), como agora, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Aledson. Com essas ações efetivas, certamente, a Saúde em nossa região voltará a funcionar de verdade.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

Câmara Municipal de Princesa aprova Lei criando mais 15 cargos efetivos

Em Sessão ocorrida na última quarta-feira (8), a Câmara Municipal de Princesa aprovou a Lei nº 1.922/2026, que “Dispõe sobre a Criação de Cargos de Provimento Efetivo no Âmbito da Câmara Municipal de Princesa Isabel/PB”. Os cargos de que trata essa Lei são os seguintes: Vigia (02), Copeiro (02), Recepcionista (01), Motorista (01), Auxiliar de Serviços Gerais (01), Agente Administrativo (02), Técnico Legislativo (01), Agente de Comunicação (01), Controlador Interno (01), Analista Legislativo (01), Contador (01) e Procurador Jurídico (01).

Para uma Casa Legislativa que se reúne uma vez por semana e que não tem produzido nada de relevante para a sociedade, principalmente quando se constata que, aquele Poder, é um apêndice da Prefeitura Municipal quando seus trabalhos são voltados, quase que exclusivamente, para atender aos interesses dos prefeitos, resta à população uma reflexão sobre a real importância desse colegiado de cidadãos que foram eleitos para representar os interesses da população, mas que se atêm  a servir a interesses outros.

Por essas e outras, tramita na Câmara Federal, um Projeto de Lei que prevê a extinção da figura do vereador em cidades com população inferior a 30 mil habitantes. Esse PL cria um Conselho Consultivo, formado por cidadãos que receberiam uma remuneração simbólica de acordo com a participação nas Sessões Ordinárias do Poder Legislativo. Em face da constatação de que, a maioria das Câmara Municipais Brasil afora, são apenas cabides de emprego e massa de manobra para os chefes dos Poderes Executivos Municipais, os deputados já apresentam interesse em aprovar essa Lei.



Relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado por senadores

Malgrado a coragem do senador Alessandro Vieira (MDB/SE) em pedir o indiciamento, em seu Relatório na CPI do Crime Organizado, de três ministros do STF e do Procurador Geral da República, sob a orientação do Governo, membros da CPI rejeitaram o Relatório com a alegação de que não havia consistência nem provas quanto às denúncias prolatadas pelo senador Alessandro Vieira.

Os ministros do STF em questão são aqueles que viajaram em jatinhos de Daniel Vorcaro; tiveram esposa agraciada com contratos advocatícios milionários e também tentaram atrapalhar as investigações da CPI em tela. A blindagem promovida em favor dessas altas autoridades, suspeitas de malfeitos, serve apenas para demonstrar, mais uma vez, que cadeia é mesmo para ladrão de galinha.

Não bastasse isso, os ministros acusados se pronunciaram sugerindo punições ao senador “atrevido”. Ou seja, os “inimputáveis”, além de serem protegidos, querem punir aqueles que ousam sugerir investigações para apurar suas estripulias. Sem fugir à regra, essa foi mais uma CPI que terminou em pizza para que magistrados suspeitos continuem julgando ao bel prazer, inclusive os que se atrevem a apontar seus podres.



Escândalo de Cabedelo estremece a Paraíba

Ano passado, a Justiça paraibana cassou o mandato do então prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante) por corrupção. Em seu lugar assumiu, interinamente, o presidente da Câmara Municipal, Edvaldo Neto (Avante), que foi eleito prefeito em pleito direto no último domingo (12). Antes mesmo de ser diplomado, o prefeito eleito foi afastado, pela Justiça, do cargo que ocupava, nesta terça-feira (14) enquanto comemorava a vitória nas urnas, por várias irregularidades envolvendo corrupção e ligação com facções criminosas.

Para a eleição de Edvaldo Neto, o TRE/PB dispendeu mais de R$ 10 milhões para custear o pleito. Agora, com o afastamento do eleito, novas eleições deverão ser realizadas, o que incorrerá em mais gastos para o erário. Não teria sido de melhor alvitre que a Justiça tivesse promovido o afastamento do meliante antes da eleição? Em face da atual situação, assumirá novamente o presidente da Câmara (também do Avante) e vamos aguardar as cenas do próximo capítulo. A única coisa que temos como certa é que, Cabedelo, certamente, vai pedir música no Fantástico.



terça-feira, 14 de abril de 2026

ZÉ PEREIRA, A BIOGRAFIA DO FIM DO MUNDO

 Por Aldo Lopes de Araújo


O jornalista e escritor Fernando Morais — que no dia 30 de março lançou em Brasília o segundo volume da biografia de Lula – está em vias de ser esmagado por uma avalanche de recortes de jornais, documentos, fotografias, livros e revistas empilhados sobre sua mesa de trabalho no amplo e confortável escritório de São Paulo. Pois bem, essa montanha de papel é tudo o que até hoje se escreveu e se pesquisou sobre a figura quase lendária do Coronel Zé Pereira, de Princesa, o caudilho que em 1930 criou o Território Livre de Princesa e declarou guerra contra o Governo da Paraíba.

Com bandeira, hino, exército, ministérios e constituição, Princesa reinou livre, leve e solta, com o aparato institucional digno de qualquer estado soberano. Durante vários meses as forças policiais de João Pessoa tentaram, mas nunca conseguiram chegar à capital do território rebelado. Investiram em diversas frentes, mas foram esmagados. Do quartel provisório em Piancó, a 100 quilômetros, onde estavam baseadas, as tropas da polícia incursionavam frequentemente, mas nunca conseguiram invadir Princesa. Com as derrotas se seguiam a perda de veículos, armamentos e munições que eram imediatamente confiscados pelos rebeldes.

Em dezembro do ano passado, Morais visitou a redação do jornal A União e fez uma série de contatos com autores e pesquisadores com o propósito de garantir material de pesquisa e assegurar os meios necessários para a realização da obra que “está pedindo para ser escrita”, disse ele, otimista com os resultados obtidos. O escritor prometeu que o projeto não fica só na biografia, inclui o audiovisual, abrindo, portanto, a possibilidade concreta de Princesa virar um set de filmagens. “Vamos produzir um filme da biografia de Zé Pereira, se possível, uma minissérie”, anuncia otimista o escritor. Grandes obras de sua lavra migraram para a telona, a exemplo de Olga e Chatô, o Rei do Brasil. A biografia de Lula já foi negociada para virar filme, a produtora ainda não definiu se fará uma minissérie para o streaming.

Do clássico A República de Princesa, de Joaquim Inojosa, passando por Dom Sertão, Dona Seca, de Sitônio Pinto; A Guerra de Princesa, de Tião Lucena; Zacarias, esse canto é todo seu, de Ângela Sitônio; A Revolta de Princesa, de Inez Caminha; Signos em confronto, de Serioja Mariano; Princesa Antes e depois de 30, de Paulo Mariano; Eu e meu pai o coronel José Pereira, de Aloysio Pereira; A Heroica Resistência de Princesa, de José Gastão Cardoso; Antologia dos Construtores de Princesa, de Domingos Sávio Roberto; A Campanha de Princesa, de João Lelis de Luna Freire; De Princesa a New York — a história da Revolta de Princesa-PB contada a partir das notícias do jornal The New York Times, de Hesdras Farias, dentre outros, estão sendo os autores de cabeceira e de travesseiro que ultimamente têm povoado os sonhos — e que sonhos — do biógrafo Fernando Morais.

O MOTOCICLISTA

Domingo de Páscoa recebo uma mensagem. Era Fernando Morais dizendo que a Avenida Paulista estava fechada para automóveis, mas que ele estava saindo de moto para comprar um mapa. Queria a localização física de Princesa para atualizar nomes como Alagoa Nova que hoje é Manaíra, e onde se travaram combates das tropas de Zé Pereira contra a Coluna Oeste das tropas sob as ordens de José Américo de Almeida. Lembrei imediatamente da liberdade dos motociclistas de On The Road, de Jack Kerouac. Um senhor oitentão saindo de Higienópolis em direção à Paulista e pilotando a própria moto, em busca de um mapa. Só então pude avaliar o interesse do biógrafo fuderoso em escrever a biografia do coronel José Pereira Lima. Senti firmeza.

Não duvido se um dia, sem ninguém esperar, surja debaixo de uma nuvem de poeira uma icônica Harley Davidson. Será Fernando Morais cumprindo a promessa que fez de conhecer a pequena cidade do sudoeste paraibano. O autor de Chatô, o rei do Brasil e Olga, esse mineiro radicado em São Paulo já vendeu mais de 6 milhões de livros em 38 países, traduzido até em húngaro, chinês, tupi guarani, o caralho, até na língua dos anjos, mas diz que de bens só tem um carro Volkswagem e uma motocicleta. “Gasto o que ganho com motocicletas e viagens”, disse outro dia numa entrevista. Deixou de fumar charutos (deve ter aprendido com Fidel Castro nos anos 70 quando foi escrever A Ilha) e diz que sua única dependência química é a motocicleta.

JORNALISMO FACTUAL

Fernando Morais dá a receita do sucesso editorial de suas biografias. Em se tratando de fontes ele diz que confia desconfiando, sobretudo nesses tempos em que temos uma mídia hegemônica que é uma montanha de lixo. “Há muitas armadilhas, verdadeiras arapucas, e por isso a gente precisa ter o máximo de cuidado. A coisa é séria”. Confessa ser um insatisfeito com as coisas que escreve. “Uso uma linguagem elegante, evitando lugares comuns e clichês”. Ele ensina que Jornalismo literário não é jornalismo ficcional, “é jornalismo factual, mas com um tratamento formal, elegante”.

De todos os livros que tratam dessa guerra do fim do mundo e da mítica figura de Zé Pereira, um em especial chamou a atenção de Morais: A guerra de Princesa, de Tião Lucena, por conta da singularidade de sua escrita, fragmentada em capítulos, como pequenas crônicas da época, mas que recheadas de curiosidades históricas a respeito dos personagens que gravitavam em torno do coronel Zé Pereira, e do próprio Zé Pereira, na linguagem despojada e anti bacharelesca que sempre caracterizou a escrita desse inolvidável e insuvaculatífero amigo princesense.

“Esse livro de Tião Lucena é muito interessante, mas me parece um pouco fantasioso, ele mesmo afirma”, disse Fernando Morais e eu liguei imediatamente para Tião e o guerreiro dos Lucena sentou o carimbo: “Diga a ele que é tudo verdade”. Como eu sou obediente, transmiti o recado. Agora, só nos resta esperar a publicação da obra que vai contar a história de vida de um homem ainda incompreendido, mas que para defender o seu povo, fez a guerra do fim do mundo e foi, como disse o cronista Luiz Augusto Crispim, um estadista dentro dos limites da tragédia sertaneja.

Fernando Morais escreve debaixo do tacão da sua esposa Marina Maluf que é quem faz a primeira leitura dos seus textos. Ela é muito criteriosa, ele diz. E puxa-lhe as orelhas: “O Machado de Assis não escreveria um parágrafo como esse”. Ou então vem com essa: “O Gabriel García Márquez jamais usaria tal expressão”. Na forma e no conteúdo ele conta com o auxílio luxuoso da esposa, que não tem nenhum parentesco com o Salim. De observar que a senhora Marina não gosta quando ele diz que ela é a sua mão direita. “Sou sua mão esquerda”, responde em cima da bucha. E eu digo o mesmo: venha a Princesa e pise nesse chão com o pé esquerdo.





Trump ataca Papa Leão XIV que reage sem medo

 

Ele não pensa que é deus, mas sim, tem certeza disso. O presidente americano, Donald Trump, em sua sanha perversa de considerar todos inferiores a ele, depois de destratar Papa Leão XIV quando o chamou de "fraco" e disse e que o Sumo Pontífice da Igreja Católica, além de não entender nada de política externa é "nocivo à religião", numa postagem em suas redes sociais, de forma acintosa e ridícula, se fez retratar de jesus Cristo curando um doente.

Em resposta a esses ataques, o Papa disse: "Não tenho medo do governo Trump e Deus não deve ser instrumentalizado para justificar guerras". De cabeça erguida, Leão XIV não se abaixou diante dos ataques advindos de Trump, tampouco se intimidou em continuar denunciando os desmandos do maluco que ocupa a Casa Branca. Na contramão do que pregam os Evangelhos, a direita conservadora usa o nome de Deus para justificar suas insanidades e, isso, no mais das vezes, recebe as bênçãos dos cristãos que se deixam enganar por esses impostores da fé.



Operação da Polícia Federal e do GAECO afasta o novo Prefeito de Cabedelo

 

Não deu tempo nem estourar o fel. Eleito no último domingo (12), o novo prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto que, na qualidade de presidente da Câmara Municipal assumia, interinamente a prefeitura daquele município, foi afastado do cargo hoje de manhã depois de uma operação policial que apura desvio de recursos públicos, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa. O esquema de corrupção envolve cerca de R$ 270 milhões com facção criminosa do Comando Vermelho.

A operação deflagrada hoje já estava programada e deixou somente acontecer a eleição para sua efetivação. Com isso, fica claro que o interesse da Justiça é somente o de promover cenas cinematográficas. Deflagrada antes do pleito, a operação teria evitado o povo de Cabedelo de participar de uma farsa quando, certamente, o candidato corrupto teria sido substituído por uma pessoa de bem, digna da confiança dos eleitores. A verdade é que, essas operações, só acontecem para alimentar a mídia e não trazem consequência alguma em prol da moralidade no exercício do serviço público.



Pré-candidato ao Senado, André Gadelha, se solidariza com Garis

 

Apresentado como o segundo nome para compor a chapa que concorrerá ao Senado Federal pelo MDB, o deputado estadual, André Gadelha (MDB), já começa sua pré-campanha em busca de apoios e se manifesta em favor da aprovação da Lei que determinará a criação do Piso Salarial para Garis e Servidores de Apoio. Nesta segunda-feira (13) o deputado participou do Encontro Estadual realizado em Campina Grande em defesa do PL 4146/2020 que prevê a regulamentação da profissão de trabalhador de limpeza urbana com a instituição do Piso Salarial estimado em cerca de R$ 4 mil e adicional de Insalubridade de 40%. "Lutaremos por respeito, valorização profissional e salários dignos para quem presta serviço essencial todos os dias", afirmou André Gadelha.