No debate realizado ontem (18) pela Rede Bandeirantes de televisão entre os dois candidatos à presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o que vimos foi um festival de mentiras e deboche por parte do candidato do PL. Tentando levar a sério a altercação, o presidente Lula começou dando a entender que queria tratar de assuntos do interesse da população tentando desconstruir o discurso do adversário quanto às mentiras que tem pregado durante a campanha.
Inicialmente, Lula perguntou a Flávio sobre sua posição quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro e votou contra um Projeto de Lei que concedia mais dois meses de licença maternidade para as servidoras públicas daquele Estado. O candidato do PL desconversou e não respondeu à pergunta. Em seguida, negou-se também a responder sobre sua propositura para a retirada dos números identificadores das armas vendidas no Brasil. Não respondeu também sobre os R$ 134 milhões que recebeu do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Sempre com evasivas, Flávio Bolsonaro fugia do assunto e não respondia nada. Com um ar debochado, aproveitava sempre para dizer que vai tirar o Brasil da pobreza, que vai promover uma prosperidade geral e que fará um governo revolucionário no campo da Economia. Essas assertivas irritavam Lula que insistia para que seu adversário respondesse às suas perguntas. No final do debate, Lula propôs que ambos abrissem seus sigilos bancário, telefônico e telemático. Novamente Flávio ignorou a proposta se fazendo de desentendido.
Um balanço geral do debate nos dá a impressão de que o candidato do PL está pouco preocupado em falar a verdade, preferindo a retórica da mentira e o desmerecimento de todo o legado de Lula. Para os menos esclarecidos, aqueles de menor discernimento, essa tática funciona quando o candidato do PL dá a entender que transformará o Brasil num paraíso, tudo isso em dissonância com a sua própria realidade que é a de estar sempre a favor dos ricos em detrimento das demandas da parcela mais pobre da população. Lamentavelmente, a tônica do debate foi a mentira.



















