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quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Em Princesa, a "Chapinha" está de vento em popa

Conforme escrevi ontem, a campanha eleitoral deste ano está se apresentando um tanto atípica, diferente das outras, contida de componentes por demais inusitados. Isso, tanto no âmbito estadual quanto aqui em Princesa. Na Paraíba, o governador está às voltas com seus aliados que, desunidos, estão cada um formando chapas em concurso às eleições do próximo dia 6 de outubro.

Aqui em Princesa não está sendo diferente. Um grupo de suplentes de vereador, rebeldes, se movimenta em busca de um partido alternativo ao do prefeito Nascimento com o intuito de formar uma chapa, a já famosa "chapinha", em excludência dos vereadores com assento na Câmara Municipal. "Não queremos mais servir de escada para ninguém", disse um dos participantes desse movimento.

Liderados por Sandro Alberto, já são mais de dez os que se postam em desafio à orientação do chefe. Na verdade, esse movimento, se prosperar, com certeza logrará êxito elegendo, no mínimo, um vereador o que, no futuro, poderá ser determinante para decidir várias situações à exemplo da eleição para a presidência da Câmara Municipal. Resta saber se esses corajosos suplentes têm "gogó" para enfrentar o prefeito.





Em março, Princesa voltará a ser representada na Assembleia Legislativa

Essa informação foi dada pela assessoria do senador Efraim Filho (União Brasil). Atendendo a um acordo de rodízio para que os suplentes do partido assumam o cargo de deputado estadual; em março, será a vez do princesense doutor Aledson Moura. Com isso, Princesa, após 22 anos, voltará a ser representada naquela Casa Legislativa. A assunção de Aledson, mesmo por pouco tempo, poderá trazer benefícios à nossa região quando o futuro deputado poderá apresentar proposituras que deverão, mesmo na sua ausência, serem discutidas e votadas na Assembleia Legislativa.



DEMUTRAN de Princesa passará a multar a partir de amanhã

Não bastasse a majoração promovida pelo prefeito Ricardo Pereira do Nascimento em todos os impostos pagos pela população princesense, agora, o alcaide abre mais um pacote de maldades: multas para os infratores no trânsito. Importante seria que os agentes do Departamento Municipal de Trânsito - DEMUTRAN se mobilizassem para orientar os condutores de veículos e pedestres e não para impor mais um imposto à população. Os adversários que se cuidem!

Esse presente, em ano de eleição trará, sem dúvida, mais dinheiro para os cofres municipais e, em contrapartida, mais dores de cabeça para os adversários do prefeito. Numa administração pautada na perseguição aos que não rezam pela cartinha do chefe, esse poder de punir infratores no trânsito poderá se constituir num instrumento persecutório sem precedentes. Interessante observar que as notícias que vêm dessa administração são todas em malefício à população. Quando não é queda, é coice!



terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Blog "Mariajoão" dá exemplo de democracia

Ao ter a coragem de fazer e veicular uma entrevista com este escrevinhador, o Blog "Mariajoão" deu um raro exemplo de coragem, independência e compromisso com a democracia. Diferente de outros meios de comunicação, aquele veículo da informação bateu paradas com o feito de ontem. Nada de novo foi perguntado tampouco nada foi dito que as pessoas já não saibam. A inovação foi a veiculação de opiniões que são proibidas de serem divulgadas quando quase todos os meios de comunicação desta cidade são controlados e monitorados pelo prefeito Nascimento.

De sorte que temos hoje, além da coragem demonstrada por aquele Blog, recursos possibilitados pela nova era da comunicação que permitem que a informação chegue a todos, independente da vontade dos poderosos e cooptadores das opiniões adversas. Que tenha sido, essa entrevista, a primeira de uma série escutando a opinião de todos os segmentos que fazem a política de Princesa o que, aos poucos, promoverá o desmascaramento da mentira em resgate da verdade.

Além da coragem dos "Mariajoão", o fato teve o condão de dar a oportunidade de a população princesense escutar uma voz que não se submete nem se intimida com as ameaças de perseguição dos que estão (ainda) no poder de mando em Princesa. A acessibilidade à entrevista que concedi ao "Mariajoão" bateu recorde de visualizações, tanto na página daquele Blog quanto no meu face book e nas redes sociais. Um verdadeiro sucesso! O ano de 2024 será, verdadeiramente, lindo e histórico!



Na Paraíba, a pré-campanha para a eleição de prefeitos se apresenta embaralhada

É certo que é ainda precoce fazermos uma avaliação sobre o que serão as composições para as campanhas eleitorais, nos vários municípios paraibanos, para a escolha dos prefeitos em 6 de outubro próximo. No entanto, o que vemos agora, nas primeiras movimentações, é algo nunca visto na história política do Estado. De tudo tá acontecendo como se a coisa esteja fluindo sem controle e sem comando das lideranças superiores.

Em vários municípios já se apresentam pré-candidaturas lastreadas por um mesmo bloco político - principalmente no bloco de apoio ao governador João Azevedo (PSB) - o que deixa o governo de saia justa sem espaço para movimento de apoio a um ou a outro. Isso acontece aqui em Princesa e em várias outras cidades, quando aliados do governador, antagônicos entre si, reivindicam o apoio de João.

Em João Pessoa, Lula e o PT já declararam apoio à postulação do ex-prefeito Luciano Cartaxo (PT), enquanto o governador apoia o atual prefeito Cícero Lucena (PP). Em Campina Grande, a senadora Daniella Ribeiro que é mãe do vice-governador Lucas, mesmo sem o aval do governador, já tá toda enfronhada para se lançar pré-candidata naquela cidade. Por todo o interior essa é a tônica: cada um por si em detrimento da liderança do governador.



Retratos de Campanha XXI

A fotografia acima foi feita no dia 7 de Setembro de 2001 por ocasião das comemorações do Dia da Pátria em Princesa. Era o primeiro ano da gestão do então prefeito José Sidney Oliveira. Posando, em frente à Igreja Matriz, o prefeito, ao lado da primeira dama Flora e do vice-prefeito doutor Zoma, rodeado dos vereadores: Dominguinhos, Pacelli Mandú, Zé Matias, Zé Barros e do secretário Cícero Florentino quando era realizada uma bênção ministrada pelo vigário frei Joaquim.



Polícia Federal deflagra operação contra arapongagem da família Bolsonaro

Desde o final da semana passada, uma operação comandada pela Polícia Federal vem divulgando resultados de uma investigação que envolve o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - ABIN, o ex-presidente Jair Bolsonaro e três dos seus filhos num suposto esquema de espionagem contra adversários políticos usando a estrutura da ABIN quando estavam no poder. Isso é o resultado do aparelhamento da coisa pública promovido pelo filho número dois, Carlos Bolsonaro.

Essa arapongagem, segundo a PF, tinha a missão de bisbilhotar a vida de políticos adversários do então presidente; de ministros do STF e de pessoas envolvidas em processos que investigavam as estripulias da família do ex-presidente. Puxado, esse fio da meada, poderá trazer consequências nefastas aos ex-donos do poder. Ao invés de se defender das evidências de falcatruas, Bolsonaro se diz injustiçado e perseguido por seus adversários políticos. Na verdade, o "mito" está de calças curtas.



segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Vereadores de Princesa aprovam requerimento solicitando regularização de salários atrasados de servidores municipais

Ano eleitoral é bom por isso, e já não era sem tempo. Semana passada, os vereadores com assento na Câmara Municipal de Princesa, aprovaram a Indicação n° 79/24, solicitando ao secretário Municipal de Finanças, Planejamento e Administração verificar, junto à empresa responsável pela terceirização dos Recursos Humanos que prestam serviços no Hospital Regional "Deputado José Pereira Lima" , sobre os atrasos salariais daquela categoria.

A iniciativa da Indicação foi do vereador Maciel do Café e foi aprovada por todos os vereadores, inclusive pelos que fazem parte da base de sustentação politica do prefeito naquela Casa Legislativa. Isso significa que nem os vereadores aliados concordam com os atrasos? Nem tanto, uma vez que essa situação de salários atrasados já vem acontecendo desde meados do ano passado e somente agora, graças à eleição que se aproxima, os edis mirins botam a boca no trombone.

Já por várias vezes, este Blog noticiou esses atrasos salariais sem que o prefeito Ricardo Pereira do Nascimento tome as providências necessárias. Uma servidora que faz parte desse grupo de contratados, chamados "cooperados" , em face dos atrasos, procurou a empresa Domvital Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Saúde e esta lhe informou que os repasses não estavam sendo feitos regularmente pela prefeitura. Por sua vez, a Prefeitura, deu a informação à servidora de que, os repasses, estavam sendo feitos normalmente.

Na verdade, de acordo com as Notas de Empenho emitidas pela prefeitura e disponibilizadas no SAGRES, os repasses à empresa Domvital, em 2022 e 2023 orçam em valores de R$ 4,5 milhão. Sem saber com quem está a verdade pode ser que agora, com a interveniência dos senhores vereadores, a coisa se resolva, afinal, em ano de eleição cada um quer puxar para o seu lado e, os vereadores, estão mais preocupados com suas reeleições do que mesmo em acobertar as irresponsabilidades do prefeito. Nascimento, que foi eleito com a bandeira dos salários em dia agora prevarica desdizendo tudo o que disse.



Senador Efraim Filho encabeça movimento em prol de melhores salários para médicos e dentistas

Depois de liderar movimento - ainda quando era deputado federal - em defesa da aprovação do Projeto de Lei que instituiu o Piso Salarial para os profissionais de Enfermagem, o senador Efraim Filho (União Brasil), encampa agora uma luta mais abrangente quando mobiliza seus pares, no Senado Federal, para viabilizar a tramitação e aprovação do Projeto de Lei n° 1365/2022 que fixa o novo salário mínimo para médicos e dentistas.

No entender do senador, já passa da hora de o Congresso Nacional regulamentar um Piso Salarial para os médicos e dentistas. É sabido que dois terços da população brasileira é dependente dos atendimentos via SUS e, para garantir que essa categoria desempenhe seu mister com maior dedicação e presteza, faz-se necessária a contrapartida de um salário digno. Segundo Efraim: "Os salários de médicos e dentistas não condizem com a cara e longa formação acadêmica, tampouco com a importância de suas funções".



FRASES FAMOSAS

"Deus é um mecanismo imanente da natureza e do universo. Deus e natureza: dois nomes para a mesma coisa. Deus é a própria Natureza"

BARUCH SPINOZA

"Não encontrei Deus no universo, mas Einstein sim, na perfeição e na beleza de suas leis"

ALBERT EINSTEIN

"Penso, logo existo (cogito, ergo sum)"

RENÉ DESCARTES



domingo, 28 de janeiro de 2024

Domingo eu conto

 

Por Domingos Sávio Maximiano Roberto

A “Rua Grande” que conheci 

Passeando pela minha memória, a exemplo do que escrevi sobre a “Rua Nova”, hoje resolvi rememorizar o casario e os moradores da Rua Coronel Marcolino, conhecida pelos mais velhos como: “Rua Grande”. Não é aquela a mais antiga (a primeira via pública de Princesa é a “Rua Major Feliciano”), mas a principal artéria da cidade. Ali aconteceram coisas várias e relevantes; residiram pessoas de alta importância; funcionou e funciona, até hoje, como o centro comercial de Princesa e, portanto, se constitui a mais importante rua da nossa cidade.

Começamos pela hoje esquina de “Zé Galego”. Ali, funcionava a bodega de João Rosas, procedida pela mesma atividade que foi comandada por “Vavá de Fófa” e, agora, por Zé Galego, o que já se completam mais de 50 anos. Vizinho à bodega, existia a casa do casal João Rosas e dona Nininha, pais de Dodora, Corrinha, Graças, Djalma, Rosângela, Edvaldo, Hildebrando e Silvana. Onde era essa casa, está hoje instalada a bodega dos filhos de “Chico da Várzea”. Em seguida, tínhamos o Cartório do 2º Ofício do tabelião Marçal Lima Neto e sua casa ao lado. Marçal, era casado com dona Nancy e pai de Wilma, Veronese, Wellington e Marçalzinho. Depois, nesse local, funcionou a sorveteria de Elizeu Pires e hoje, aloja a lanchonete de Carminha Salvador.

Encostado, existia um sobrado onde morou Cláudio Pinheiro (pai de Antônio Dellano) e depois as “Pintos” e, antes de ser demolido para dar lugar à atual farmácia de Zé Frazão, funcionou como o hotel de dona Corina e a sorveteria de “seu” Zé Soares. Parede meia com o sobrado, a casa de Miguel Rodrigues, marido de Juanita Cardoso e pai de Ilo, Edi e Zé Alberto. Essa casa foi também a residência de Veri Virgulino que, demolida, em novo prédio, funciona ali uma loja de materiais de construção e um prédio onde está instalada uma pousada. Pegado, existia um imóvel, com uma fileira de portas amarelas, onde residia “seu” Pedro Crente e, ao lado, o hotel (café) de Amália Gregório. Vizinha, estava a casa da “moça velha”, Maria Liberalquino, exímia artesã no fazimento de flores artificiais.

Depois daí, o consultório odontológico de doutor Paulo Frazão seguido da casa que pertenceu ao patriarca da família “Frazão”, o major José Frazão, onde morava sua viúva, dona Ana. Encostada, estava a farmácia de José Frazão Filho, onde sua irmã Rosinha (que faleceu precocemente) trabalhava e nos presenteava, quando crianças, com os frascos vazios de penicilina, o que nós transformávamos em soldados de brinquedo. Continuando a descida, encontrávamos a Mercearia/Bar de Mirô Arruda, que era pegada à loja de Hermes Maia, onde se comercializa tecidos.

Depois de Hermes Maia, a loja de tecidos de Belo Maia e, depois, a loja de seu neto, Guilherme Maia, onde se vendia todo tipo de utensílios domésticos. Mais tarde, esse prédio abrigou o bar e boate “Le Bartô” do professor e promoter, Bartolomeu Maia que, nos anos 70 e 80 era o point da juventude princesense, com luz negra e tudo. Vizinho, estava o bar de Zé França seguido da loja de tecidos de Toinho Samuel, casado com dona Nanete, pais de Graças e Marcos. Nesse local, funcionaram também mais tarde, a loja de tecidos de Zé Pires, casado com dona Cecília, pais de Geraldo, Carminha, Dionê e Socorro e, já na década de 80, a loja, também de tecidos, de Elizeu Pires esposo de dona Terezinha e pais de João Aurélio, Fátima, Rosineide, Roseane, Rosane, Valquíria, Júnior e Claudinha. Esses três comerciantes residiram com suas famílias na casa existente ao lado da referida loja.

Em seguida, o escritório da COBAL que era gerido por Cícero Marrocos, onde funcionou, depois, a farmácia de Edezel Frazão e, mais tarde, o escritório da SAELPA. Vizinho, era a residência e o café de dona Hosana Sitônio onde era servido um delicioso doce de leite. Nesse imóvel funcionou também o primeiro Conselho Municipal (Câmara Municipal) de Princesa. Continuando a descida, deparávamo-nos com um quartinho que abrigava a sapataria de “seu” Apolônio Campos, seguido de sua residência onde morava com sua esposa dona Tereza e os filhos: Wilson, Durval, Celizete, Raimundo, Fernando, Narcizo, Nilson, Batista, Mazé e Socorro. Pegado a Apolônio, uma pequena casa onde moraram muitos, porém, lembro-me apenas do casal Expedito e Rita a quem chamávamos de “Maíta” e que eram pais de: Anchieta, Lia, Tô, Sales, Bosco, Dorinha e Neto. Ali morou também Pedro Sobreira e dona Amanda Duarte, pais de Camilo e Luísa.

Na esquina da Travessa José Ferreira Dias (“Ferreirão”), estava a casa da viúva Jandira Góis onde residia também seu filho, o antológico Zé Gois e sua irmã Cleonice. Zé Góis gostava de sentar à calçada, numa cadeira de balanço a observar e falar de todos que passavam; era como ele próprio dizia: uma figura “indeletéria”. Onde hoje é a Travessa Ferreirão existia uma casa que foi demolida no governo do prefeito Chico Sobreira, nos anos 70 para dar lugar a essa travessa. Nessa casa nasceu o ilustre cientista princesense Osvaldo Travassos de Medeiros - sem dúvida o oftalmologista mais famoso da Paraíba e um dos maiores do Brasil.

Onde hoje funciona a galeria “Alexandrina Pereira”, era a residência do coronel Marçal Florentino Diniz - sogro do coronel Zé Pereira – e se constitui o imóvel mais emblemático de Princesa por ostentar, ainda hoje, sua fachada ornamentada com azulejos portugueses. Ali residiu também o sargento Armando; funcionou por longo tempo, a Rádio Princesa; morou o fotógrafo Inácio Dias e o então prefeito Assis Maria. Esse prédio, com seu interior totalmente descaracterizado, funciona como uma galeria de lojas. Em seguida, a casa onde moraram Abrão de Barros Diniz e Carminha Pires, pais de Zé Neto, Zé Ivan e Diniz.

Pegado a essa casa, existia um chalé onde residiram alguns juízes e promotores à exemplo do doutor Bento. Hoje, está ali instalada a farmácia de “Mano”. Continuando o nosso périplo, encontramos o prédio que abrigava a padaria de Chico Sobreira que depois pertenceu a Chico Antas e também a dona Neves Salvador e hoje acolhe uma loja de tecidos, tendo ao lado, a casa onde mora sua última proprietária. Vizinho estava um salão - pertencente ao meu pai - onde existiam várias mesas de sinuca e bilhar. Nesse prédio, funcionou também, por algum tempo, o Fórum, o Clube Recreativo Princesense e também, década de 80, o bar/restaurante/boate “Maximianu’s”.

Continuando a descida, a casa do grande músico e compositor princesense, Manoel Marrocos, casado com dona Calú e pai de: Alcides, Andrade, Leomarques, Marroquinho, Edmundo, Dóris e Neto. Depois, a casa onde moraram Aparício Duarte e dona Celina, pais de Sônia e Carminha. Em seguida, a casa de “seu” Dezinho Arruda e dona Lourdes, pais de Elenildo e Zeneide. Em seguida, encontrávamos a residência de “Dudu”, minha prima legítima e mãe da saudosa Chiquinha e seus irmãos: João, Chico, Geraldo, Tatá e Celeide. Encostado a Dudu, a casa de Moisés Duarte e, em seguida a residência do coletor estadual Mirabeau Lacerda e dona Titica onde moravam com os filhos: Isabel, Neno, Melinha, Ângela, Corrita e Cândida.

Na esquina, a casa e a lanchonete de outra prima, Odívia Maximiano, onde eram servidos doces de vários tipos, saladas de frutas e picolés de suco de laranja enfiados em palitos de dentes. Ali moravam também, seus irmãos Joaquim e Aldenite, algumas tias velhas e Vavá e Totinha, filhos de Antônio Soares, seu cunhado. Uma rua (Tenente Oliveira, antiga “Rua do Ferreiro”) separava a casa de Odívia da bodega de Adauto Duarte casado com dona Maria e pai de Cícero, José e Detinha.

Depois, o que eu me lembro, o “Bar do Bode” de Dão Mandú e Ana. Ao lado, a lanchonete de Miguel Severo, onde hoje funciona o Cartório do 2º Ofício. Encostado, existia um grande imóvel que abrigou o chamado “Hotel de dona Isaura”, avó de Coimbra Maia, o mesmo imóvel onde nasceu o grande tribuno princesense, Alcides Vieira Carneiro. Vizinha à casa onde nasceu Alcides Carneiro, estava a casa do casal Neco Estima e dona Olívia, pais de José, Auxiliadora e Vanila, onde hoje está instalado o supermercado “O Varejão”. Finalizando esse lado da Rua Grande, a residência do ex-vice-prefeito Miron Maia casado com Socorro e pai de Coimbra, Cidilene e Sales. Nessa mesma casa, residem, hoje, seu filho Coimbra Maia, esposa e filhos.

O outro lado da Rua Grande começava com a “Padaria Borborema” pertencente ao senhor Rafael Rosas. Depois daí, a bodega de João de Rita parede-meia com a casa onde morava com sua esposa Nita. Seguindo, encontramos a casa e a oficina do folclorista e artesão Joaquim Gomes, onde fabricava silos de zinco. Vizinho estava o primeiro posto de combustíveis de Princesa: a “Bomba de Zé de Horácio”. Ao lado, a casa do comerciante Waldemar Abrantes onde morava com sua esposa dona Maria e seus filhos Eduardo e Pedro; encostado à casa, sua loja de tecidos. Atravessando a “Rua Juarez Távora”, encontrávamos, na esquina, o prédio onde funcionou um clube social e, posteriormente o Fórum, onde hoje está instalado o Ministério Público Estadual.

Logo ao lado do que é hoje o Ministério Público, o Cartório de João Barros, que pertenceu antes ao tabelião Zacharias Sitônio. Pegado ao Cartório, estava casa do comerciante do ramo de tecidos e ex-vereador, Antônio Carlos Costa que era casado com dona Calú e pai de: Vanildo, Nivaldo, Nilva, Dinalvo e Dilva. Encostado, morou Zé Taenga que era casado com dona Dália e pai de Maria. Em seguida, a casa do comerciante Orlando Parajara Duarte e de sua esposa Maria Ozita que eram pais de: Nezinho, Neném, Dorinha, Eliane, Arnaldo e Carminha; nesse imóvel funcionou também, entre 1949/1950, o Ginásio “Nossa Senhora do Bom Conselho”. Em seguida, estava a casa de Hermes Maia onde, tempos depois abrigou o casal Arlindo Silva e dona Ana.

Imediatamente adiante, estava a casa de Toinho de Frade e dona Luísa Diniz. Vizinho, a majestosa casa de “seu” Manezim Pereira casado com dona Lourdes e pai de Ceinha, Mundinho, Pacú, Boneca, Ninha, Bôza e Pedrinho. Continuando, o sobrado de Chiquinho, seguido do sobrado onde morou o ex-prefeito Antônio Maia e sua esposa dona Toinha com os filhos: Glicério, Lucinda, Guilherme e Alexandre. Felizmente, esses dois sobrados, tombados pelo Patrimônio Histórico Estadual, estão preservados em sua originalidade.

Continuando a subida, estava a casa do Coronel José Pereira Lima que, vendida aos frades Carmelitas, em 1938, se transformou num prédio para abrigar o cinema (onde hoje funciona a loja “Moda K”) e o Convento daqueles religiosos, o que ainda hoje existe. Vizinho estava a casa de Elizeu Patriota e sua esposa dona Elisa que eram pais de Inês, Zefinha, Véi, Maria e Terezinha. Em seguida, a residência do japonês que foi o tesoureiro da Guerra de Princesa e industrial do algodão, Eije Kumamoto casado com dona Marly Duarte, pais de Ítalo, Bebé, Erinha e Edinho.

Parede-meia com a casa do japonês, a casa onde morou “seu” Manoel Cardoso, depois, dona Antônia Gastão e, por fim, Miguel Rodrigues e dona Juanita Cardoso (a primeira e única mulher, até hoje, a assumir a prefeitura de Princesa). Na esquina, um prédio centenário onde funcionou a loja de tecidos do meu pai, o major “Nequinho” e, depois, a loja de Miguel Rodrigues e, mais recentemente, o bar e restaurante “O Botequim”.

Atravessando a rua, está a então chamada “Casa de Feira”, um grande imóvel, solteiro de vizinhos, construído no final do século XIX, onde funcionava o que se pode dizer: o shopping Center de Princesa, pois, ali se instalava: a loja de miudezas de João França, o hotel de João do Guirra; a loja de Marçal Brabo; o bar de Chico França, a torrefação de café de Milton Bandeira (genro de Zé de Quincas) dentre outros estabelecimentos comerciais de que não lembro.

Para terminar, tínhamos a antiga igreja Matriz que foi criminosamente demolida e, no seu lugar, foi construída a Praça Coronel José Pereira Lima. Para deleite dos saudosistas, está aí mais uma descrição que traz à nossa memória um retrato da Princesa do passado mais recente.



sábado, 27 de janeiro de 2024

SABÁTICAS

 

. Enquanto a área de Saúde, do município de Princesa, sofre com um atendimento precário, o prefeito Ricardo Pereira do Nascimento já gastou, somente em propaganda de sua gestão, a bagatela de R$ 1.022.228,80. Isso de 2017 até dezembro do ano passado. A empresa responsável pela mídia de Nascimento é a Superliga Comunicações LTDA.

. Já com a empresa Dinâmica Cooperativa de Trabalho e Serviços Gerais e Administração, o dispêndio, no período de 2022/23, foi de R$ 5,4 milhões. Mesmo assim, os salários dos cooperados estão em atraso. Esquisito, não?

. Com a Domvital Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Saúde, os gastos em 2022 e 2023 foi de R$ 4,5 milhões. Os salários desses cooperados estão atrasados também. É essa a continuidade que o povo de Princesa almeja?

. Até agora, o alcaide princesense não respondeu sobre qual a mágica que ele faz para financiar sua prosperidade pessoal com um salário de R$ 24 mil. Cadê a tão propalada transparência?

. Cornélia, Pompeia e Calpúrnia foram as três mulheres do imperador romano Júlio César. Atendendo orientação dele [o imperador], as três não tinham de ser sérias, mas parecer sérias. Pelo visto, em Princesa, nem é necessário parecer sério tampouco sê-lo.

. Uma leitora assídua deste Blog me mandou uma mensagem pedindo para eu lembrar ao prefeito que, quando ele for se referir aos seus parceiros políticos, lembre-se de Aguinaldo Ribeiro. Afinal, grande parte dos calçamentos que foram executados nas ruas de Princesa foram pagos com verbas da minha administração conseguidas com Aguinaldo. 

. Uma pessoa lá de dentro do partido do prefeito me confidenciou que o vereador Garrancho não está nada satisfeito com os rumores internos sobre a escolha do candidato do prefeito. Vai aqui um conselho para o presidente da Câmara: “Vai cuidar de tua vereança... Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

. Enquanto um exame de vistas simples – incluindo consulta, óculos e armação – custa algo em torno de R$ 200, os exames de vistas da prefeitura de Princesa saem por cerca de R$ 600. O pior é que o paciente tem de endossar um cheque nesse valor e sem poder botar as mãos nele. Vôte!

. Acabo de receber um telefonema de uma paciente de câncer que frequenta a Casa de Apoio da prefeitura de Princesa, em João Pessoa. Esta me disse que, durante este mês de janeiro, as refeições foram suspensas porque – segundo lhe informaram – o restaurante está em férias. Risível, não?

. O deputado federal Alexandre Ramagem, aliado da família Bolsonaro tá enrolado em investigação da Polícia Federal sob suspeita de estar praticando arapongagem contra adversários políticos, usando a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência - ABIN. Na verdade um organização criminosa que se confunde com organização terrorista.  Cuidado, não confunda ramagem com Hamas.

. Segunda-feira, às 11:hs da manhã, serei entrevistado pelo Blog “Mariajoão”. O convite foi feito por eles...

. Os abraços de hoje, vão para: Joseane Muniz, Geraldo Rodrigues, Paulo da Cêra, Cristiane Muniz, Lourdinha Bode, Patrícia Domingos, Cícero e França, doutor Niedson Medeiros, Carlinda Laurindo, Máscara, Geraldo Luiz, comadre Meninha, Lucinha de Louro, Val pintor, Neno França, Maria de Tia, Geraldo Bodeiro, Coimbra Maia, Lourinho do mercadinho, Maria Pão-Doce, Ninha de Zé do Prego, Socorro de Zé Galego, Ademar Cordeiro, Iracema de Joca, Marcelo Frazão, Cristina de Telô, Kelly Antas, Noca de Bení, Vera do Peixe, Sônia de Aparício, Gílson Kumamoto, Rosário de Ada, Tadeu Antônio, Paulo de Anunciada e Damião de Zé de Quincas.



O perigo Trump

Em discurso proferido no meio da semana, após vitória nas eleições primárias dos estados do Alabama e New Hampshire, no processo de escolha do candidato do partido Republicano à presidência da República dos Estados Unidos, o ex-presidente e pré-candidato, Donald Trump, acendeu a luz vermelha quando afirmou que, se eleito, promoverá a vingança contra todos os que o “perseguem” hoje: políticos, juízes, empresários, etc.

Essa afirmação é preocupante porque esse filme já passou outras vezes na história do mundo. Quem não lembra de Adolf Hitler na Alemanha que ascendeu ao poder com um discurso de ódio que envolveu, inicialmente, metade da população daquele país e depois, disseminou-se ao ponto de levar o mundo à II Guerra Mundial e ao Holocausto, tragédia que dizimou milhões de seres humanos.

Preocupa mais ainda o fato de que, a Justiça americana, em exercício de plena democracia, permite que um homem que responde a 91 processos judiciais possa ser candidato a um cargo eletivo de tamanha importância como o que ele concorrerá. Sem falar no precedente quando Trump foi o principal estimulador do atentado ao Estado Democrático de Direito daquela Nação, em 6 de janeiro de 2021, tentando impedir a validação da eleição de Joe Biden.

Agrava-se a situação quando essa vingança prometida e esse discurso de ódio poderão ser validados pelo veredicto das urnas. Donald Trump, com gosto de sangue na boca, quer retornar para usar o cargo em benefício de um segmento que cresce num mundo conflagrado em guerras, vulnerável, portanto, a acontecimentos que poderão muito bem levar a humanidade à derrocada total. Lamentável que isso esteja existindo na maior e mais forte democracia do mundo. A História dá exemplos que se repetem inexplicavelmente.



sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Prefeitura de São José de Princesa faz parceria para formação de professores

Depois de ser anunciado pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba - TCE/PB que o município de São José de Princesa é o quarto município paraibano que mais investe na área de Educação, o prefeito Juliano Matuto fechou parceria com a empresa "Júnior Kactus Educacional", vinculada ao IFPB, campus Princesa, para a formação de seus professores que ministram disciplinas na área de Ciências.



Prefeito de Tavares se reúne com vereadores e continua trabalhando

Reunido ontem (25) com os vereadores de sua base aliada e com alguns secretários e técnicos, o prefeito de Tavares, José Genildo da Silva, mais conhecido por Coco de Odálio, tratou de assuntos sobre as diretrizes políticas e administrativas para o exercício de 2024 e aproveitou para anunciar mais obras no município. Depois da recuperação das estradas vicinais, o prefeito comunicou a realização de obras de pavimentação em calçamentos no Povoado de Jurema. "A nossa administração não para, o trabalho é a nossa prioridade", afirmou o prefeito.



Aniversário de "Pai Zé"

A fotografia acima remonta ao distante dia 16 de janeiro 1971. Nessa data, alguns alunos do professor José Gomes Sobrinho - carinhosamente chamado por todos de "Pai Zé" - resolveram fazer uma homenagem no dia do seu aniversário de 60 anos. A festinha aconteceu numa das salas de aula do então Ginásio "Nossa Senhora do Bom Conselho".

Sobre uma mesa forrada com uma toalha bordada em rechilieu pousavam bolos e salgados e uma garrafa automática cheia de café. Na foto, da esquerda para a direita, temos: Joca Fernandes, Nicinha de Zezinho Ourives (por detrás de Joca), Marta Teodósio, Marluce Antas, Pai Zé, sua esposa dona Necy, Pacú Teodósio, Dedé de Genésio e Maria Mandú. São lembranças de um tempo que se foi, mas reside na memória de todos nós.



A emenda saiu pior do que o soneto

Em resposta à matéria, veiculada ontem (25) por este Blog sobre o fechamento do Hospital São Vicente de Paulo, a secretária de Saúde do município de Princesa foi designada para defender o indefensável. Postou-se, dona Francisca Lucena, em frente ao prédio onde funcionava aquele hospital, rodeada de servidoras comissionadas - portanto, obrigadas a estarem ali - e pôs-se a justificar o que não tem justificativa. Demonstrando cansaço e gaguejando ao falar, a secretária não estava muito à vontade. Parecia cumprir uma missão da qual não poderia fugir.

Quando afirmei que o Hospital está fechado, não me referi a paredes nem portas, mas sim à Unidade de Saúde que ali funcionava desde 2001 e que foi fechada pelo prefeito Ricardo Pereira do Nascimento em 2018. É claro que as portas estão abertas e, funcionando ali, o que poderia funcionar em qualquer prédio da rua de Princesa. Quando denunciei o fechamento, me referi às consultas e exames de especialidades, tais quais: cardiologia, ginecologia, obstetrícia, gastrenterologia, etc., que deixaram de ser ali realizados.

Na verdade, a emenda saiu pior do que o soneto. Na esteira dessa defesa inócua, ficou patente outra deficiência na Saúde que está funcionando naquele prédio. O CAPS Infantil está sem médico psiquiatra e sem fonoaudióloga, que pediram demissão por não poderem prestar um serviço de qualidade quando, a famigerada pactuação que beneficia 17 municípios de fora em detrimento da demanda de Princesa, não permite um bom atendimento por conta da escassez de Recursos Humanos.

O prefeito prioriza o atendimento às demandas dos municípios pactuados porque recebe recursos para tanto. Enquanto isso, deixa de dar maior atenção aos pacientes de Princesa. Prova desse descaso acontece no mesmo CAPS, de onde discursou a secretária de Saúde, quando se sabe que o médico psiquiatra daquele serviço pediu demissão porque não tem condições de trabalho. Naquele CAPS os tratamentos são prejudicados por conta da solução de continuidade com as constantes mudanças de médicos e demais profissionais por falta de pagamento.

A Saúde de Princesa é como uma bola de assopro cheia d'água segurada por duas mãos e, quando se fura mais de dois buracos nela, faltam mãos para tapá-los. É gritante o caos nessa importante área de atendimento. É tanto, que me causou surpresa o prefeito mandar a secretária defender essa situação quando nem ele teve coragem de enfrentar o problema de frente. O Hospital São Vicente de Paulo está fechado, o que é do conhecimento de todos e não é com mentiras que se justifica essa irresponsabilidade do prefeito Nascimento.



O tempo "ruim" deles é o tempo "bom" da gente

A interpretação do tempo por esse Brasil afora é algo, verdadeiramente, confuso. Num país com as dimensões territoriais do nosso, com climas diferentes e estações pouco definidas, ao assistirmos aos noticiários veiculados pelas Redes de Televisão de abrangência nacional sobre a previsão do tempo, constatamos que a verdade difundida é mesmo a dos meridionais, dos que moram no Sul e no Sudeste do país.

Assistindo ao Jornal Nacional, da Rede Globo, cansamos de ver e ouvir as previsões do tempo quando as meteorologistas daquela emissora falam em "tempo bom" e "tempo ruim". Para os da metade sul do Brasil, tempo bom é quando o Sol está grelado e, ruim, é quando nuvens negras cobrem o Céu. Quando a moça fala no tempo ruim de lá, nós, nordestinos do Sertão, ficamos morrendo de inveja.

Enquanto o resto do Brasil sofre com tempestades, enchentes e inundações nós, em nosso mundinho seco, ficamos com água na boca com vontade de transferir - não a tragédia - essas enxurradas para cá. Aqui, quando as nuvens negras pairam no nascente, dizemos todos: "Eita coisa boa! Tá bonito pra chover!" E, quando aquele ventinho rasteiro começa, anunciando a chegada da chuva, todos se alegram.

Na verdade, quando chove regularmente aqui no Nordeste, até o humor das pessoas melhora. Algo que nos é peculiar são os louvores à chuva quando rezas, missas, novenas e até procissões são feitas para que a chuva caia. Tomar banho de chuva é um hábito exclusivo dos nordestinos, o que é feito em festa, com alegria. Lamentamos as agruras por que passam nossos irmãos do Sul. Para diminuir seus sofrimentos e para alívio nosso, gostaríamos que um pouco das torrenciais chuvas de lá se transferissem para cá.



quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Nem tanto nem tão pouco

Semana passada, aconteceu, num Quartel da Polícia Militar do estado do Maranhão, uma formatura de cadetes daquela corporação, o que causou a maior polêmica quando um soldado gay convidou seu namorado para a solenidade de formatura e, no final do evento, como se estivessem numa cerimônia de casamento, beijaram-se na boca. O mesmo comportamento foi adotado por uma soldado que também repetiu a cena com sua namorada. O flagrante foi registrado numa foto que viralizou nas redes sociais, provocando uma nota expedida por um coronel da reserva daquela corporação criticando o fato, quando escreveu que aquilo se constituía um verdadeiro "avacalhamento" que contrariava o pundonor da briosa Polícia Militar do Maranhão.

São polêmicas desnecessárias deflagradas, tanto por aqueles que surgem agora libertos dos preconceitos de antanho, quanto pelos que já saíram da fila e insistem em preservar seus valores que não são mais os de hoje. O tempo em que vivemos é este e não podemos contrariar a realidade em defesa de comportamentos retrógrados que não existem mais, tampouco exceder na licenciosidade. Na verdade, vivemos num período de transição em que convivem novos livres com velhos amarrados a preconceitos, o que não tira nem dá razão a nenhum desses segmentos. No entanto, a realidade não tem de ser apenas respeitada, mas, assimilada como uma verdade inquestionável. Não podemos nem devemos maquilar, hipocritamente, aquilo que é fato. A fila anda.

Isso se exacerba quando os adeptos da chamada: "extrema direita" , aqueles que se dizem conservadores e adotam o lema: "Deus, Pátria e Família", em sua contumaz hipocrisia, insistem em dissimular a realidade quando tudo aceitam, desde que seja praticado por debaixo do pano. Tudo o que está aí, sempre existiu. O problema é que, para os que estão passando, isso não pode vir à luz. É o mesmo que recriminar um casal de jovens namorados que dormem juntos sem serem casados. Isso, antigamente, era um crime passível de morte: "Ou casa com ela ou casa comigo", dizia o pai da moça "violada" pelo namorado. Hoje, isso soa ridículo! Mesmo assim, os que hoje são livres devem ser comedidos para não provocar enfartes nos de pijamas, até porque, se a fila anda, estes já estão engomando.



Hospital "São Vicente de Paulo"

O Hospital São Vicente de Paulo, de Princesa, foi construído por iniciativa da família "Nominando Diniz" e foi inaugurado em 1960. À época, pouquíssimas cidades do interior do Estado tinham o privilégio de contar com uma Casa de Saúde do porte daquele Hospital. Prestigiado pelo então governador Pedro Moreno Gondim, Nominando Muniz Diniz, mais conhecido como "seu" Mano, doou um terreno, criou uma Associação de Assistência e conseguiu verbas estaduais para a construção daquele que foi o primeiro Hospital de Princesa.

Municipalizado em 2001, o Hospital São Vicente passou a atender à população com medicina de especialidades, o que perdurou até 2016. A partir de 2017, com a atual administração municipal, aquele nosocômio passou a funcionar precariamente e, em 2018, fechou suas portas. Ali nasceram muitos dos filhos de Princesa, diferente de hoje, quase 60 anos depois, quando as mulheres princesenses têm que se deslocar daqui para terem seus filhos em outras cidades porque, em Princesa, além de o Hospital São Vicente estar fechado, não existe uma maternidade para atendê-las.

A louvável iniciativa do velho Mano merece ser registrada como um verdadeiro compromisso com a Saúde de sua terra; enquanto que a irresponsabilidade daqueles que promoveram o fechamento daquela Casa de Saúde, merece o repúdio de todos os princesenses. No próximo ano o "São Vicente" completará 65 anos de sua fundação, mas continua abandonado e já caducando porque, de portas cerradas, não serve mais ao propósito para que foi construído.



Repentes Memoráveis LI

No auge do processo que condenava os pais da menina Isabella Nardoni que foi jogada, pelos pais, do sexto andar de um prédio em São Paulo, o poeta paraibano Ivanildo Vilanova, cantando num Festival de Viola em Serra Talhada/PE, abrilhantou a ocasião com uma sequência de estrofes maravilhosas, entre elas a seguinte "décima" glosando o mote: "Pra que matar se um dia você também vai morrer?"

                                 Alexandre e Carolina

                                     Atiraram da janela

                                     A garotinha Isabela, 

                                   Uma inocente menina, 

                                   A justiça são-paulina 

                                     Pode lhes absolver,

                                 Mas Deus não vai esquecer

                                       Tamanha selvageria;

                                      Pra que matar se um dia 

                                     Você também vai morrer?




quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Em entrevista, prefeito de Princesa defende aumento salarial para prefeito e vereadores

Através de longa entrevista concedida pelo prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, ao blog “Mariajoão”, estamos tendo oportunidade de traçar um perfil por demais curioso do alcaide princesense. Quanto às mentiras já discorremos sobre isso. Sobre a hipocrisia, podemos acrescentar que o gestor, por se achar acima do bem o do mal, fala pelos cotovelos imaginando que, os que o escutam, não têm discernimento para saber o que ele representa muito bem. Senão, vejamos:

Perguntado se era contra ou a favor do aumento salarial que a Câmara Municipal votou em favor do prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários, o alcaide respondeu na bucha: “Sou a favor”. E justificou, dizendo que os agentes públicos têm de ganhar bem para não roubarem. Acrescentou que é melhor um alto salário do que comprar Notas Fiscais ou pedir propina aos fornecedores. Está certo? Certíssimo! O problema reside na transparência do que o prefeito diz.

Analisemos: Começando pelo guarda-roupa do prefeito, que só usa roupa de grife - inclusive, tem um antecedente nefasto quando, lá atrás, no cargo de secretário de Saúde, comprou camisas de marca e lenços umedecidos com dinheiro público -; passando pelos ricos penduricalhos que ostenta ao pescoço, braços e dedos; na mansão que construiu logo no início do mandato de prefeito; nas várias viagens ao exterior e na constante compra de carrões que custam uma fortuna.

Façamos a conta: Nascimento disse que ganha R$ 24 mil por mês. Multiplicado isso por ano, perfaz-se um total de R$ 288 mil/ano. Somando os sete anos de mandato, o alcaide fez jus a R$ 2.016 milhões em salários. Consideremos (por baixo) que a casa que ele construiu valha R$ 700 mil e que o carro em que se desloca custe R$ 400 mil; somando isso à compra de um posto de gasolina por R$ 700 mil, somente aí já vai um dispêndio de R$ 1,8 milhão. Sobra, portanto, R$ 216 mil para todas as despesas com manutenção durante os sete anos em que esteve à frente da prefeitura.

Pelas contas acima, só mesmo uma mágica poderia fechá-las em azul. Em face desse cálculo, feito a grosso modo, não significa que o prefeito de Princesa compre Nota Fiscal nem receba propina de fornecedores, mas exige que ele diga também de onde consegue dinheiro para bancar sua ostentação e seus sinais exteriores de riqueza. A não ser que haja aí financiamento de agiotas. Seria de bom alvitre que Nascimento não tentasse imitar Pompeia Sula; que ficasse calado e passasse ao largo dessa vontade de parecer honesto. Ao contrário da mulher de César, Nascimento pode ser honesto, mas, não parece.



A Primeira Comunhão dos que hoje estão no gozo da “terceira idade”

FOTO DAS CRIANÇAS, PAIS E CATEQUISTAS, NA SOLENIDADE DE “PRIMEIRA COMUNHÃO” NO ANO DE 1962. 

Em 08 de dezembro de 1962, dia em que se comemora a festa de Nossa Senhora da Conceição aconteceu, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Conselho, em Princesa, em solenidade religiosa que promoveu a Primeira Comunhão das crianças que foram contemporâneas minhas de infância. Na ocasião, juntamente aos meninos e meninas que receberam o 3º Sacramento (a Eucaristia), posaram, no patamar da Igreja, as catequistas, os pais e demais familiares e amigos, dos comungantes, para a fotografia oficial, o que rememoramos agora. Naquele tempo, a “Primeira Comunhão” era um evento religioso e social revestido da maior importância. Pena que na fotografia acima reproduzida eu não tenha tido condições de identificar a todos. Mesmo assim, com algum esforço e a contribuição de alguns contemporâneos, consegui reconhecer alguns que - de acordo com a numeração que adotei, informo aqui os que posso nominá-los na linha de frente. A fotografia acima, da esquerda para a direita (obedecendo á numeração): 1 – Maria Amélia de Mirabeau Lacerda (anjo); 2 – Cidilene de Miron Maia (anjo); 3 – Valdar de Antônio Liberalquino; 4 – João Bosco de Marçal do Silva; 5 – Paulo de Anunciada; 6 – Neguinho de Costiano; 7 – Antônio de dona Osana; 8 – Bosco de Expedito Leandro; 9 – Chico de Rosendo; 10 – Nehemias de Severino Almeida; 11 – Dominguinhos de dona Osana; 12 – Totonho de Fófa; 13 – João de Mirô Arruda; 14 – Maria de Jesus de Antônio Nominando (anjo); 15 – Edna de Tião Basílio (anjo).

 


 

 

 

 

Em Tavares, estradas vicinais recuperadas

Mantendo sua meta de assistência constante às comunidades rurais do município, o prefeito de Tavares, José Genildo da Silva, o popular Coco de Odálio, está recuperando as estradas vicinais, começando pela que liga a sede do município ao Povoado do Silvestre. Nessa mesma programação, outras vias serão recuperadas em breve. “Vamos trabalhando e fazendo a diferença”, afirmou o prefeito Coco.



São José de Princesa é destaque em investimento na Educação

De acordo com Relatório expedido pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE/PB, São José de Princesa é apontado como o quarto município paraibano que mais investiu em Educação no ano de 2023. Esse destaque não se verifica apenas nesse setor, mas também em Saúde e Assistência Social.

Em face disso, o prefeito Juliano Matuto parabenizou toda a equipe de Educação na pessoa da secretária Angélica Ferreira e, em especial, à secretária de Finanças, Rúbia Matuto, que promoveu as condições para viabilizar esse sucesso. Além disso, o município de São José de Princesa é referência quando, desde sua fundação, vem tendo suas contas aprovadas por aquele TCE/PB.