Na querela gerada pela chantagem do presidente Donald Trump
contra o Brasil, numa escalada, as coisas pioram a cada dia e, tudo isso, com o
concurso insistente do deputado Eduardo Bolsonaro. O que se vê mais do que
certo é que Eduardo tem mesmo prestígio nos meios do governo americano. Em sua
cruzada para tentar defender seu pai - o ex-presidente Jair Bolsonaro - o
deputado não se preocupa com os prejuízos que vem causando ao Brasil.
Primeiro, Eduardo conseguiu o tarifaço de 50% sobre muitos produtos
exportados pelo Brasil para os EUA; depois, armou sanções contra ministros do
STF e familiares de ministros do governo Lula; agora, ameaça conseguir sanções
contra os presidentes da Câmara Federal e do Senado, Hugo Motta e Davi
Alcolumbre, respectivamente e, também para o Mercado Financeiro. O filhote não
tem limites em defender “papá” nem escrúpulos em assumir essas ações de
lesa-pátria. Pelo contrário, se vangloria de tanto.
De sorte que as autoridades brasileiras não dão sinais de que
vão se curvar a essas chantagens. Semana passada, o ministro Alexandre de
Moraes, agora chamado de “tóxico” pela embaixada americana, afirmou: “Não cederei
um milímetro sequer”. É clara a inversão de valores quando as alegações de
Eduardo Bolsonaro são de que o Brasil vive uma ditadura, esquecendo que seu pai
está sendo julgado justamente por tentar continuar no poder mesmo depois de
haver sido derrotado nas urnas.
Na verdade, essa escalada vem se mostrando premente desde a
assunção de Jair Bolsonaro ao poder quando passou todo o mandato conspirando
contra o Estado Democrático de Direito, participando de passeatas que pediam o
fechamento do Congresso e do STF, chamando ministros de canalhas e dizendo que
não obedeceria mais às ordens judiciais. Não bastasse o negacionismo quanto à
“gripezinha”, a prevaricação quanto à vacina e as 700 mil mortes por covid-19,
continuam, os mesmos, conspirando contra o Brasil.
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