Desde criança, quando frequentava o catecismo, aprendi que
Deus é Onipotente, Onisciente e Onipresente ou seja: pode tudo, sabe tudo e
está em todo lugar. Certamente, o pastor Sóstenes Cavalcante, quando militava
apenas como evangelizador, deve ter ensinado isso a muita gente. Já na
qualidade de político, o deputado Sóstenes, que segue a cartilha do bolsonarismo que enaltece o slogan: “Deus Pátria e Família”, não tem
sido muito aplicado na prática da ética, tampouco está preocupado com a
vigilância Divina sobre suas atividades financeiras.
Pilhado com a mão na cumbuca quando a Polícia Federal
encontrou, sob sua guarda (dentro de um guarda-roupas), a bagatela de R$ 430
mil, o deputado-pastor não soube explicar a origem do numerário, o motivo
porque não havia sido depositado em um banco, nem o porquê de não haver
declarado a existência dessa grana. É claro que no meio político isso se faz
uma coisa normal, no entanto, quando se trata de um homem que se diz de Deus,
esse ingrediente torna proibitiva tal prática.
Questionado sobre esses comportamentos, o Papa Francisco
(2013-2025) já havia dito: “É melhor ser
um bom ateu do que um cristão hipócrita”. É lamentável ver essas lideranças
político-evangélicas usarem o nome de Deus em vão quando pregam honestidade e
lisura e, ao mesmo tempo, são eles os executores das maiores lambanças com o
dinheiro público, o que fazem de caras lavadas, sem o menor escrúpulo como se
fossem privilegiados na possibilidade de usar a prerrogativa do amparo Divino
em detrimento da ética. O comando é o da hipocrisia. Enquanto isso, Jesus
pregado na Cruz: Soltem-no!


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