Preso em definitivo, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro mudou sua estratégia política e lançou seu filho primogênito, Flávio Bolsonaro (PL), como pré-candidato à presidência da República nas eleições do próximo ano. A repercussão desse lançamento não foi muito favorável quando não agradou sequer à própria família porque vai de encontro aos interesses da ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, tampouco ao centrão que não deseja a continuidade do bolsonarismo. Na verdade, essa novidade agradou somente ao Palácio do Planalto.
Depois da cadeia do chefe, o sobrenome Bolsonaro está igual a carne de porco em hospital. O clã tornou-se tóxico e não interessa mais aos interesses dos antigos aliados. Sem perspectivas de poder, o ex-presidente e seus filhos estão abandonados e não colam mais. Na política é assim, ninguém socorre feridos; os que caem, ficam pela estrada e é isso que está acontecendo com os Bolsonaro. A candidatura do n° 1 nasceu morta.
Porém, os problemas para a direita conservadora não se acabam aí. É certo que Jair Bolsonaro não deixará por menos. Sabedor que detém cerca de 25% da preferência dos eleitores brasileiros, o ex-presidente não cederá esse butim eleitoral de mão beijada. Há quem diga que se Bolsonaro for preterido pelos do centrão, ele cospe no arroz e ninguém come: lança a candidatura do filho, mesmo que seja para perder, mas não se submete à vontade dos antigos correligionários. Simples assim e, Lula, agradece.


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