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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Sóstenes: o esquecido

 

O deputado federal, Sóstenes Cavalcanti (PL/RJ), foi pilhado, na última sexta-feira (19), numa ação de busca e apreensão deflagrada pela Polícia Federal, quando foram encontrados R$ 430 mil guardados num guarda-roupas de sua casa no Rio de Janeiro. A investigação da PF apura indícios de um esquema criminoso sobre suposto ilícito de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. O parlamentar, que intencionava ser candidato a presidente da Câmara Federal para o biênio 2027/28, vê-se agora às voltas com a imprensa para explicar o inexplicável.

Além de sempre portar-se como paladino da moralidade, o deputado Sóstenes, que é também pastor evangélico, tido como um "homem de Deus", está agora desnudo dessas prerrogativas e titubeia quando perguntado sobre a origem desse dinheiro. Primeiro, informou que, a muamba, é fruto da venda de um imóvel em Minas Gerais. Perguntado em detalhes, Sóstenes não soube responder quando foi feita a venda, nem a cidade onde ocorreu a transação e que, o dinheiro, ficou ali guardado por puro esquecimento.

Na verdade, o deputado em questão sofre de alguns males além da falta de vergonha. Segundo o suposto meliante, ele esqueceu de depositar o dinheiro, mas que o faria em breve. Como pode alguém esquecer quase meio milhão de reais trancados num guarda-roupas? Perguntado quando foi feita a transação da venda do imóvel, Sóstenes disse que foi em 2020. Questionado se havia declarado esse valor quando do registro de sua candidatura a deputado federal, afirmou que não, porque tudo ocorreu depois da eleição. O problema é que o imóvel foi vendido em 2020 e, a eleição dele, ocorreu em 2022.

A cada dia que passa, mais coisas acontecem para desnudar aqueles que se passam por moralistas, mas que, no fundo, são mesmos uns farsantes. Mesmo sem perderem a oportunidade de incluírem Deus em tudo o que dizem, com a mesma desfaçatez, fazem o que não dizem. Homens públicos defensores da prosperidade a todo custo e amparados pelo manto da religião são perigosíssimos porque, ao agirem em nome de Deus, se fazem donos da verdade porque, "tementes a Deus" ", são incapazes de delinquir. No entanto, quando o pano cai, a fedentina sobe. Na verdade, esse Sóstenes, além de esquecido, negligente, é mesmo um sepulcro caiado.



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