Já se preparando para embarcar para a capital do Reino Unido,
o prefeito Garrancho (PSB), acompanhado do ex-prefeito Nascimento (sua muleta
oficial), visitou a Granja do governador João Azevedo (PSB), ocasião em que
reafirmou seu compromisso em votar no pré-candidato, Lucas Ribeiro (PP) para
governador do Estado. Nessa visita, duas coisas chamaram a atenção. Primeiro, a
ausência do deputado estadual, Hervazio Bezerra, que é o preferido de
Nascimento que não foi para a Granja, mas tirou retrato com o staff princesense. Segundo, a
repercussão na imprensa estadual quando o comentarista político, Gutemberg
Cardoso, disse que Nascimento manda mais do que Garrancho.
Além de ser uma realidade, essa chacota que já está sendo
feita até no âmbito estadual, de que Garrancho não manda em nada, isso diminui,
sobremaneira, a autoridade do alcaide princesense, o que se constitui um
estelionato eleitoral quando o povo escolheu um e é comandado por outro. É voz
corrente até em João Pessoa, que o prefeito de direito de Princesa é um bibelô,
um enfeite que tem cordões que são manipulados pelo ex-prefeito Nascimento. Se
agrava a situação quando é sabido que o comandante – que está sendo investigado
por corrupção pela Polícia Federal – ao invés de ser afastado da administração,
é quem verdadeiramente manda.
Nunca, em tempo algum, se registrou, em Princesa, uma
situação como essa. Ao longo da história política do nosso município, muitos
foram os prepostos que foram indicados pelos chefes e ungidos pelas urnas, mas
quando eleitos, exerciam o efetivo poder concedido pelo povo. A situação de
Garrancho é algo inusitado e ao mesmo tempo preocupante. Nos tempos de hoje,
administrar uma cidade é uma tarefa dor demais complexa e que exige
conhecimento e responsabilidade, o que não pode ser terceirizado sob pena de
prejuízos incontornáveis, principalmente quando esse poder é delegado a pessoa
que já tem as mãos sujas e que pode comprometer o CPF alheio.


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