Num claro objetivo em desmerecer seus adversários políticos, o ex-prefeito Ricardo Pereira do Nascimento, em entrevista concedida à Rádio Princesa FM no último sábado (7), alardeou que seus antecessores: José Sidney Oliveira, Thiago Pereira de Sousa Soares e Domingos Sávio Maximiano Roberto, este que escreve, são objeto de imputação de débito, pelo TCE/PB, no valor de R$ 60 milhões em favor do município de Princesa, acrescentando que se esse débito for saldado, a prefeitura de Princesa poderá conceder isenção de impostos a toda a população por um período de 5 anos. Deveria ter sido tácito nessa assertiva.
A retórica maléfica do ex-gestor repercutiu no noticiário, da mesma emissora, durante todo o dia de ontem como se fora isso algo novo e totalmente verdadeiro. Esses débitos a que Nascimento se refere são imputações de multas ou de devolução de recursos por contas que foram desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado; algumas delas ainda em litígio e passíveis de reforma. Ademais, os julgamentos consideraram falhas técnicas que não trouxeram prejuízo ao erário e que, nem sempre, foram culpa dos gestores, inclusive, existe uma nova lei que não imputa culpa ao gestor por erros técnicos de outrem.
O intuito de Nascimento, num claro exercício de inversão de valores (quem disso usa, disso cuida), é o de bradar aos quatro ventos que os ex-prefeitos se locupletaram com os dinheiros públicos. Aponta para nós com seu dedo sujo, pois, é do conhecimento de toda a população princesense que nenhum dos três: Sidney, Thiago e Dominguinhos, depois de deixarem a prefeitura, apresentaram sinais de riqueza. Já dizia o coronel Zé Pereira: "dinheiro, amor e tosse, ninguém esconde" . Diferente de Nascimento que desde que assumiu a prefeitura de Princesa aumentou seu patrimônio em milhares de reais e faz questão de ostentar carrões e se apresentar como um dos principais negociadores imobiliários da cidade. Já dizia Nelson Rodrigues: "Atrás de todo paladino da moral, vive um canalha".


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