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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Princesa nunca teve dois prefeitos ao mesmo tempo

 

Ao longo da nossa história política nunca nos deparamos com situação similar à que vivemos agora. Eleito prefeito nas eleições de 2024, o cidadão Ednaldo de Melo, vulgo "Garrancho" - no que obteve expressiva votação -, até a presente data, ainda não assumiu de fato seu desiderato administrativo. Além de não haver apresentado, até agora, um Programa de Governo, deixou as rédeas da administração por conta do seu antecessor que é quem resolve e decide tudo. Satisfeito no afã de pavonear-se entonado em roupas e calçados de marca, como quem está anestesiado, Garrancho tá nem aí para a coisa e deixa tudo nas mãos manipuladoras de Nascimento.

Fazendo um breve relato histórico sobre os vários prefeitos que administraram o nosso município, podemos ver que, desde 1935 (quando os prefeitos começaram a ser eleitos diretamente pelo povo), sob o comando das famílias Diniz e Pereira, muitos foram os eleitos sob as bênçãos desses dois clãs políticos; porém, em nenhuma situação os eleitos se deixaram manipular pelos chefes. Nunca, os criadores manipularam as criaturas. O primeiro prefeito eleito, em 1935, foi Manuel Florentino de Medeiros, apoiado pelo grupo Pereira e governou até 1937 por sua conta e risco sem interferência alguma.

Em 1951, Zacarias Sitônio foi eleito com o apoio de Aloysio Pereira e comandou o município, efetivamente, até 1955. Em 1959 foi a vez de o grupo Diniz eleger Antônio Maia que teve preservada sua autonomia administrativa governando de fato até 1963. Em 1972, os dois grupos se uniram numa pacificação e apresentaram Chico Sobreira como candidato único que foi eleito e administrou por sua conta até 1976. Nesse ano, foi eleito Batinho sob os auspícios do grupo Diniz e comandou a cidade, de forma autônoma, até 1982.

Findo o ciclo de alternância no poder, o grupo Pereira comandou o município por longos 18 anos interruptamente e, nesse período, Assis Maria foi eleito duas vezes (1988 e 1996) e, logo que assumiu seu primeiro mandato, recebendo a visita de seu antecessor, Gonzaga Bento, foi logo dizendo: "Gonzaga, aqui não cabem dois prefeitos". Finalizando, em 2012, eu fui eleito prefeito com o apoio dos dois lados, mas administrei por minha própria conta. Como vimos, nunca, em tempo algum, tivemos situação igual à que vivemos hoje quando um cidadão, eleito para governar, se deixa manipular colocando seu CPF em risco num inaceitável estelionato eleitoral. O povo votou em Garrancho e não em Nascimento.



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