Pela segunda vez neste ano aconteceu tumulto na Câmara dos Deputados provocado pela ocupação da Mesa Diretora daquela Casa Legislativa, o que denota a fragilidade da autoridade do presidente Hugo Motta (Republicanos). Em meados deste ano foram os deputados bolsonaristas que ocuparam a Mesa por mais de 48 horas exigindo que fossem pautadas matérias favoráveis à anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, foi um deputado da esquerda, Gláuber Braga (Psol-RJ), que se sentou na cadeira do presidente em protesto pela sua iminente cassação.
Ambos os episódios denotam a falta de autoridade do presidente Motta quando, sem pulso para conduzir aquela presidência, prevaricou em imiscuir-se de punir os rebeldes da direita o que provocou a reedição dessa indisciplina por um aloprado da esquerda. Na primeira vez negociaram tudo em favor dos indisciplinados e ficou tudo por isso mesmo. Agora, o rebelde foi retirado da cadeira à força pela Polícia Legislativa, mas antes, Hugo Motta determinou a evacuação da imprensa para que nada fosse registrado, cerceamento que provocou protestos de todos.
O que ficou patente foi que, além de não ter pulso para conduzir a presidência da Casa, o presidente agiu contra o direito de a população saber o que acontece naquela que é considerada a Casa do Povo. Esqueceu Motta, que o registro das cenas grotescas, poderia ser visto mesmo à revelia do direito democrático de ser registrado pela imprensa. O saldo disso tudo se revela em incompetência administrativa e comportamento antidemocrático. Fabricado às pressas para solucionar impasse na escolha de um novo presidente, Hugo Motta vem se mostrando incapaz para o exercício de tão importante cargo.


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