ODE

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

VOA, VOA A MINHA LIBERDADE...

 

 

O título acima, infelizmente, não se refere ao talentoso e inesquecível tenor popular Jessé que, para total infelicidade da arte e do belo canto, morreu de maneira prematura, deixando para trás uma imensa saudade em todos que amam a arte, em suas mais diversas formas. 

 

Refiro-me a certeza política de que a minha, a sua e a nossa liberdade está a cada instante voando para lugares completamente desconhecidos de nós mesmos. A cada dia o horizonte fica mais nebuloso, os nossos passos ficam mais claudicantes e as nossas aflições se multiplicam diante da torpeza, imposta a todos, pelo momento mais negro experimentado na história deste país, de presente intragável e de futuro previsivelmente infeliz.

 

Há mais de uma década que o Brasil deu um pulo no escuro, apostou o seu futuro na máquina da torpeza que aqui, como em qualquer lugar do planeta, neste ou em qualquer outro momento histórico, cantou o mesmo canto, vendeu as mesmas ideias, fez o mesmo logro, praticou os mesmíssimos crimes e conseguiu o mesmo objetivo: socializou a miséria e represou a riqueza nas mãos criminosas da mesma laia de ladrões, que se fizeram poder e privatizaram o Estado. 

 

A experiência comunista foi a maior mentira histórica que algum esperto poderia contar a um imbecil, como sendo verdade. Não há um único exemplo na história da humanidade que possa justificar qualquer espécie de êxito na chamada experiência comunista. A China, a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, os países do Leste Europeu, o Camboja de Pol Pot e de seu Khmer Vermelho, a Coreia do Norte, Cuba dos irmãos Castro, a Venezuela de Chávez e Maduro, a Argentina de Cristina enfim, todos, mas absolutamente todos, formam o maior de todos os exemplos de matadores de seu próprio povo, sempre em nome de uma ideologia que iria redimir o povo e prover-lhe um mundo novo, cheio de graças, amém! Ocorre que a realidade, exatamente por ser do tamanho dela mesma, não permite que a mentira se perenize, por mais cruenta que seja a sua máquina de propaganda. Propaganda, eis aí um traço comum a todos quantos se propõem a salvadores da humanidade.  Foi a partir da propaganda maciça do PT, e com a sua descarada instrumentalização do Estado, que ele conseguiu esconder os cadáveres de Toninho do PT e de Celso Daniel, mortos no Estado mais rico desta Federação, diante do silêncio complacente e criminoso de todos que representam o próprio Estado, estando aí inclusos o Ministério Público e o Judiciário do “Sudeste maravilha”. Não podemos falar da barbárie de Putin e de Cristina, matadores notórios, enquanto não sepultarmos definitivamente os nossos próprios mortos e, com eles, a nossa monumental vergonha cívica. Estamos, sim, mortos de vergonha! De vergonha histórica por tudo que já ocorreu e que, vergonhosamente, deixamos ocorrer.  Não dá mais para esperar que Lulinha se apresente como milionário, com o seu Friboi e outras misérias mais, enquanto pagamos com o nosso próprio sangue o pedágio de um monumental arrocho nos chamados preços controlados. Maria Antonieta foi revivida neste Brasil do fim daquele anterior século e início deste. Multidões de famintos já começam a perambular diante dos nossos olhos, e uma nova e inusitada classe social se inicia na cena política brasileira: os “quase-miseráveis”, com parco dinheiro que já não serve para nada, porque desprovido do menor valor de compra. A obra do PT está pronta e acabada: socializou-se a miséria, tal qual feito na Venezuela e noutros países párias, e privatizou-se a riqueza nacional no bolso de poucas ratazanas. Eis a grande obra da pátria educadora da “encantadora, meiga, dócil, culta e inteligente” Dilma. A “presidenta”, aquela mesma, que necessita flexionar um substantivo comum de dois gêneros para se sentir mulher.  Logo chegaremos às flexões de estudanta e gerenta e, na caserna, a caba, sargentacoronela etc... Bastante que Dilma tenha realmente estudado (o que não ocorreu), ou ter gerenciado alguma coisa (o que nunca fez), ou mesmo ter centrado praça na polícia ou em qualquer outra força militar. O pior em todo e qualquer aprendiz de ditador é a sua mais absoluta ignorância e igual desrespeito para com a sua própria língua. Ainda bem que Lula descobriu a existência da palavra “menas”. Essa foi, sem dúvida, a sua maior contribuição à cultura nacional, donde ser mais do que acertado seu título de doutor honoris causa. Na terra em que Lula é doutor, Pontes de Miranda não passa de um simples estudante de Direito.                      

De tudo isso, a única coisa que realmente me preocupa é que toda essa gentalha ainda se arvora à condição de guardiões da moral pública. 

Liberdade meus caros amigos. Liberdade, liberdade abra as asas sobre nós! Chegou a hora de falar, de jogar pra fora o que estava doendo por dentro. De se poder chamar um ladrão pelo seu próprio nome, ou seja: simplesmente,ladrão. Terminaram os dias dos eufemismos, das meias palavras, de andar sob as sombras sentindo vergonha pelos atos dos outros. Agora só tem ida. Voltar é impossível.    

 

Wellington Marques Lima 



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