ODE

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Eles brincam com Deus?

 

É uma pergunta à qual procuro resposta há muito tempo. Para mim é difícil entender a forma como os políticos em geral banalizam o sagrado sem nenhum escrúpulo e, o pior, os fiéis católicos os e evangélicos jamais se alertaram para isso. É como se houvesse uma letargia coletiva a aprovar tudo o que os poderosos fazem, inclusive, com relação ao Ser considerado por todos o mais poderoso: Deus. Nesta semana que se finda, a banalização que se repete, semanalmente, em Princesa, chegou ao extremo nas dependências da Câmara dos Deputados, em Brasilia.

Na última terça-feira (9), quando o deputado Gláuber Braga (Psol), em protesto contra sua possivel cassação, ocupou a cadeira do presidente da Câmara Federal e foi retirado à força pela Policia Legislativa, observei que, nesse ruge-ruge, enquanto essa truculência era exercitada, a imagem do Cristo Crucificado "observava" tudo dependurada na parede principal daquela Casa Legislativa e, os que promoviam essa violência, sequer atinavam para a falta de respeito que se perpetrava naquele momento.

É triste constatar que, em todas as repartições públicas do Brasil, que são os locais onde se perpetuam as maiores falcatruas com o dinheiro público, está lá, dependurada, a imagem do Cristo - impotente por estar preso de pés e mãos - a testemunhar tudo sem poder fazer nada. Cá em Princesa, acontece o mesmo, tanto nas repartições públicas quanto no âmbito particular. Exemplo disso é o já famoso "café com deus" quando o ex-prefeito, do alto de sua honestidade promove, rodeado por auxiliares também honestíssimos, a leitura de versículos da Bíblia.

Dizer que eles brincam com Deus é um eufemismo porque, o que fazem mesmo, é zonar com a cara do Criador. Respeito algum têm, aqueles que se arvoram de vestais quando sujos em suas ações deletérias, se fazem amparar sob o manto do Todo Poderoso, passando para os incautos a impressão de que são contritos, honestos e bem-intencionados. Finalizando, vai uma sugestão: em nome do devido respeito que deve ser dispensado ao que é considerado sagrado, deveria ser editada uma lei proibindo a exposição de imagens sagradas em repartições públicas para que acabasse essa farra dos sepulcros caiados.



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