ODE

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Uma vitória de pirro?

 

A soberba de Donald Trump provocou um átimo de alegria na maioria do povo venezuelano. Por enquanto, somente isso. A captura do ditador Nicolás Maduro por um comando de elite dos EUA e sua consequente prisão, no último sábado (3), trouxe, no início, uma esperança de que a liberdade e a democracia se restabeleceriam na Venezuela. Porém, na contramão dessa expectativa, o que vemos três dias depois, é que esse necessário atentado se fez apenas para atender aos interesses negociais do presidente americano.

Derrubado Maduro - como que atendendo a um acordo previamente acertado com o chavismo - assumiu a vice-presidente, Delcy Rodriguez (também detentora de mandato ilegítimo) e tudo continua como d'antes no quartel d'Abrantes. Nada de novo, apenas o compromisso de cooperação mútua, entre ambas as partes, em atender aos interesses petrolíferos de Donald Trump. O próprio presidente americano afirmou que não haverá posse do presidente eleito em julho de 2024, Edmundo Urrutia, tampouco acontecerão novas eleições. Embora esteja, o povo da Venezuela, comemorando mundo afora, nada mudou, apenas uma troca de plantonista na ditadura da Venezuela.

Após 12 anos de fausto e de conforto no palácio de Miraflores em Caracas, o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, agora acorrentados de pés e mãos, se dizem inocentes e ontem (5) em audiência de custódia perante um juiz de 92 anos de idade, em Nova lorque, tiveram suas prisões preventivas decretadas e vão penar na cadeia até o julgamento por uma corte americana, no que, certamente serão condenados por crimes de narco-terrorismo e tráfico de armas, pelo que deverão pegar 40 anos de prisão ou até a pena perpétua.

Na esteira desses acontecimentos considerados necessários em prol da democracia (o que parece ter sido em vão), outros países das Américas, estão sendo também ameaçados de intervenção pelo presidente americano. México, Colômbia, Cuba e Panamá estão na lista de Trump, além da Groenlândia. Tudo isso em nome da segurança nacional dos Estados Unidos da América que vê, em seu poder de polícia, o direito de intervir na soberania das nações livres. A preocupação se exacerba quando se constata que ninguém tem poder ou força suficientes para deter o xerife do mundo.



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