É certo que a investida dos Estados Unidos, sob as ordens de Donald Trump, o que promoveu a queda do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, foge às regras constitucionais e ao direito sagrado da soberania dos países livres. No entanto, em face da gravíssima situação por que passa aquele país, onde as liberdades são violadas, a fome grassa e a corrupção é a tônica, o povo da Venezuela, espalhado em diáspora pelo mundo todo, comemorou o feito na esperança de dias melhores.
Se foi bom ou ruim, ninguém sabe ainda. As incertezas que cercam essa ação inicial deixam a todos na dúvida sobre se esse tratamento de choque vai curar as agruras daquela nação. Até agora, não se fala em eleições livres, tampouco se a soberania da Venezuela será restabelecida sob um governo nacional constituído democraticamente. O que se teme no momento, são duas situações: que Donald Trump exerça ali um governo colonial e que expanda seus tentáculos sobre outros países sul-americanos que não se alinham com sua doutrina política.
Já na noite de ontem, o presidente americano alertou à vice-presidente da Venezuela em exercício do cargo de presidente, Delcy Rodriguez, que não aja em desconformidade com os ditames dos EUA sob pena de sofrer sanções maiores do que as impostas a Nicolás Maduro. De quebra, Trump alertou também, aos presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do México, Claudia Sheinbaum, sobre envolvimento com o tráfico de drogas. Na verdade, o interesse maior dessa intervenção é a reafirmação da soberania americana sobre o continente sul-americano e a ambição sobre a maior riqueza da Venezuela que é detentora das maiores reservas petrolíferas do mundo.


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