ODE

sexta-feira, 1 de maio de 2026

A república de Alcolumbre

A situação que vive o Brasil hoje é algo nunca visto. Governado por um partido de centro-esquerda, mas com um Congresso controlado pela extrema direita, as ações administrativas se veem emperradas quando movidas por caprichos que atendem a interesses escusos que exacerbam ainda mais a polarização em detrimento do interesse público. Na última quarta-feira (29), o nome do advogado Jorge Messias, indicado pelo presidente da República para preencher uma vaga no Supremo Tribunal Federal – STF, foi rejeitado pelo Senado Federal sem nenhum motivo plausível apenas para satisfazer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não concordou com a prerrogativa presidencial em indicar um nome à revelia de sua vontade.

Ontem (30), o mesmo Congresso derrubou o veto do presidente Lula ao Projeto Lei da “dosimetria”, anistiando os vândalos que depredaram as sedes dos Três Poderes da República em 8 de janeiro de 2023. O argumento dos da extrema direita é que, com isso, pacificariam o País. A anistia tem o condão de beneficiar aqueles que atentaram contra a democracia, principalmente o chefe maior, Jair Messias Bolsonaro, que articulou o golpe e está preso cumprindo pena domiciliar. Para a maioria dos nossos congressistas, esses criminosos são bandidos de estimação que devem sair da cadeia para continuarem atentando contra o Estado Democrático de direito?

A verdade é que vivemos um momento gravíssimo da nossa institucionalidade. Às vésperas de uma campanha eleitoral para a renovação do Congresso Nacional e para a escolha do presidente da República, não vemos nenhum dos pré-candidatos falar sobre projetos que beneficiem a nação brasileira. A pauta de quase todos é o ataque às instituições e a anistia a golpistas. Ninguém fala em Educação, Saúde, Segurança ou Economia. Querem de volta o poder para vingarem-se dos que os derrotaram em 2022. A gravidade se acentua quando se faz iminente o retorno do clã Bolsonaro, um agrupamento familiar que tem como meta a manutenção do poder como meio de vida. Urge que a consciência dos brasileiros aflore para adentrar às urnas com juízo e responsabilidade.



Nenhum comentário:

Postar um comentário