ODE

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Atendendo solicitação do deputado Aledson Moura AL/PB realiza Audiência Pública em Princesa

Por indicação do deputado Aledson Moura (PL), a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou Requerimento, por unanimidade, nesta terça-feira (28), para a realização de uma Audiência Pública que será realizada em Princesa, nas dependências da Câmara Municipal, no próximo dia 9 de maio. O tema principal dessa Audiência - que tratará da situação na área de Saúde na região da Serra do Teixeira – será a reestadualização do Hospital Regional de Princesa.

Na ocasião, deverão estar presentes prefeitos, vereadores, demais lideranças políticas e técnicos de todos os municípios que compõem a Serra do Teixeira para discutirem, conjuntamente, os problemas de Saúde na região. Essa reivindicação, que já se constitui uma bandeira do deputado Aledson Moura, deverá estar em pauta com o intuito de trazer as melhorias necessárias para a Saúde da única região geoadministrativa do Estado que não conta com assistência integral à Saúde.



Hoje São José de Princesa comemora seus 32 anos de Emancipação Política

Desligada de Princesa em 29 de abril de 1994, a cidade de São José de Princesa comemora hoje seus 32 anos de Emancipação Política. As comemorações serão marcadas por vários eventos. Hoje (29), haverá desfile das Escolas Municipais com banda marcial, hasteamento do Pavilhão Municipal, execução de hinos e discursos comemorativos em frente à Prefeitura Municipal. Amanhã, quinta-feira (30), acontecerá a festa social com a apresentação de bandas musicais em praça pública animada pelos artistas: Delmiro Barros e Michel Brocador.



terça-feira, 28 de abril de 2026

João Fernandes, o pintor

 

João Fernandes além de comerciante era também agricultor e funcionário público estadual. Funcionava como enfermeiro leigo do Hospital São Vicente de Paulo em Princesa. Ali, tinha todos como colegas e amigos. Porém, existia um dos colegas - que era também compadre -, chamado Antônio de Elza, por quem Fernandes tinha um apreço especial. É tanto que, sempre que Antônio marcava suas férias, João marcava as dele também, no mesmo período. Não sabia, Antônio de Elza, que sua mulher e João Fernandes, tinham um "cheirinho-de-queijo".

Certo dia, os dois de férias, Antônio comentou com João que iria aproveitar o período do ócio remunerado para pintar sua casa. João Fernandes de pronto se ofereceu para ajudá-lo. E Antônio, ingênuo coitado, aceitou de bom grado. Marcaram o dia da pintura e lá se foi Fernandes para a casa do compadre. Lá chegando, foi logo perguntando: "E ai, compadre, cadê as tintas?" Antônio, meio embasbacado, respondeu: "Oxente, compadre, eu tenho uma lata quase meia, mas... num é que eu me esqueci de comprar o resto?!" "Pois então cuide em comprar mais, homi", recomendou Fernandes. "Mas, aonde compadre?" Perguntou Antônio.

Esperto e mal-intencionado, João Fernandes orientou o compadre a ir comprar as tintas na loja mais distante que havia. Com essa recomendação, Antônio saiu para comprar o material. Enquanto isso, João correu pra cozinha e foi logo cheirando o cangote da comadre e chamando-a para o quarto. Encostaram a porta da frente, se deitaram e, quando estavam no bem bom, João ouviu o assovio do compadre (Antônio só andava assoviando). Levantou-se rápido, pegou o resto de tinta que havia numa lata, subiu na escada e começou a pintar a parede da sala da frente.

De repente, Antônio empurrou a porta e entrou. Quando olhou pra cima se surpreendeu com o compadre, nu e atrepado na escada. "Oxente compadre, que diabo é isso, você está nu?" Perguntou Antônio, surpreso. "Pois é, compadre, eu só tinha essa roupa limpa e, pra não sujar, resolvi tirá-la para poder pintar a parede" , justificou João Fernandes. "Mas compadre, e esse negócio duro al?" Questionou Antônio, ao que João respondeu sem titubear: "Oxente, compadre, e onde eu vou pendurar a lata?"



Desequilíbrios, às vezes, podem ser fatais

 

Numa Nação de cultura violenta como os Estados Unidos da América, onde existe uma verdadeira apologia às armas e a seu porte de forma indiscriminada, não há surpresa alguma em constatar que, ao longo da História, mais de 200 mil americanos já foram mortos, vítimas de assassinatos domésticos em atentados perpetrados em Escolas, Igrejas, Centros de Convenções, etc. Esse número supera a quantidade de mortos em muitas das guerras já ocorridas mundo afora. Sem esquecer que, no bojo dessa violência, são os EUA o país que mais promove guerras, será isso resultado da lei do retorno?

No último sábado, durante um jantar comemorativo à liberdade de imprensa - o que ocorre todos os anos - em que estavam presentes o presidente Donald Trump e quase todas as altas autoridades da República norte-americana, um atentado foi perpetrado quando um indivíduo adentrou ao recinto, furando o esquema de segurança, e atirou contra agentes de segurança que tentavam detê-lo. Os tiros não atingiram ninguém, mas obrigaram os seguranças a retirarem, às pressas, o presidente Trump e demais autoridades do recinto.

Foi esse o segundo atentado à vida de Trump, o que pode ser debitado às suas ações desequilibradas que vêm prejudicando a economia nacional, principalmente pela promoção da guerra desnecessária contra o Irã. Na história americana, quatro presidentes foram assassinados quando no exercício do mandato e outros três foram feridos em atentados. Essa longa história de violência na nação mais rica e mais poderosa do mundo é o resultado da arrogância do poder aliado à disseminação de armas nas mãos de quem quer que seja. Ou é isso o resultado do desequilíbrio de seus mandatários?



segunda-feira, 27 de abril de 2026

A triste situação da Casa de Apoio de Princesa em João Pessoa

 

Na atual administração pública de Princesa o desmantelo é generalizado. Não bastasse a precariedade no atendimento à Saúde e os atrasos salariais e aos fornecedores, o caos não é somente aqui, mas extensivo também à Casa de Apoio na capital do Estado. Conforme informações de um acompanhante de paciente que foi para lá em busca de tratamento, a coisa está mesmo desmantelada.

Segundo relato dessa pessoa (que tenho em áudio), a Casa de Apoio está completamente abandonada. Só para ilustrar algumas irregularidades: a alimentação dos pacientes e acompanhantes está suspensa por falta de mantimentos há mais de 20 dias por falta de pagamento ao fornecedor aqui em Princesa. A fechadura da porta de entrada está quebrada há meses e, sem conserto, a casa dorme no aberto. Os colchões das camas estão velhos, rotos e sem lençóis.

Para completar, a fossa que recebe os dejetos daquela casa estourou e a fedentina torna impeditiva a permanência de pessoas no interior do imóvel. Além de todas essas irregularidades, os pacientes reclamam da ausência do administrador. Em face de tudo isso, urge que o secretário de Saúde tome providências e que os vereadores chamem o feito à ordem. Na verdade, nem se pode botar culpa no prefeito, pois, este esteve lá, semana passada, mas, sequer desceu do carro. Enquanto aqui, a prosperidade dos chefes segue sem alteração. Deus continua os abençoando? O tempo dirá.



sábado, 25 de abril de 2026

SABÁTICAS

. Ministro Gilmar Mendes, do STF, diz que as críticas desferidas pelo ex-governador de Minas, Romeu Zema - através de animações jocosas - a ele próprio e aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, “vilipendiam a honra da Suprema Corte”. Não há aí uma inversão de valores?

. A verdade é que, o Supremo, acuado, se faz de intocável e usa instrumentos institucionais em defesa de ministros acusados de supostas falcatruas junto ao Banco Master.

. Pertencentes a uma casta superior, privilegiada, os ministros do STF se consideram intocáveis e não aceitam ser criticados pelos erros que cometem. De olho nisso, o Senado Federal já se movimenta para uma tomada de providências.

. Com a cabeça no lugar, a ministra Cármen Lúcia afirmou: “Poder que não tolera críticas é um poder frágil.” Fogo amigo?

. Exemplo disso é o pronunciamento daquela desembargadora dissimulada do estado do Pará que, mesmo recebendo quase R$ 100 mil por mês, se diz sem condições sequer de comprar remédio. Deveria comprar óleo para untar sua cara de pau.

. Segmentos da política dos EUA já questionam sobre a sanidade mental do presidente Donald Trump. Para metade dos afiliados ao Partido Republicano, Trump está desequilibrado.

. Enquanto isso, Lula (PT) provoca o galego para que ele continue apoiando a turma do Bolsonaro. Segundo analistas políticos, o apoio de Trump é tóxico. Neste ano eleitoral, isso interessa ao PT.

. Falar nisso, pesquisa recente atesta que apenas 36% dos americanos apoiam o governo Trump; enquanto 62% desaprovam. Tudo isso depois do tarifaço, das guerras, das críticas ao papa e outras cositas mais.

. No Brasil, o pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), em discurso no Rio de Janeiro, disse com a maior cara de pau: “Vamos acabar com o crime organizado!” Risível...

. Na Paraíba, Cícero Lucena (MDB) continua liderando as pesquisas eleitorais. Porém, sem a caneta, já apresenta ligeira queda em relação aos demais pré-candidatos. E não está nem na metade da ladeira...

. Falar em Paraíba, o único, dos pré-candidatos ao Senado, que cresce nas pesquisas é André Gadelha (MDB).

. A assunção do doutor Aledson Moura (PL) ao cargo de deputado estadual prova que Princesa estava mesmo precisando de um representante. Em menos de um mês, Aledson já apresentou várias proposituras em prol da Saúde e outros temas relevantes.

. É notória a aprovação do novo deputado pela população princesense, principalmente por aqueles que nunca experimentaram ter um representante da terra lá na Casa de Epitácio Pessoa. É torcida geral que Aledson fique lá até o fim do mandato.

. Já em Princesa, sem leme, a administração pública municipal degringola a olhos vistos: atrasos salariais; falta de médicos e de medicamentos; Hospital sem funcionar a contento, inadimplência com fornecedores e, até o repasse do duodécimo da Câmara Municipal, em atraso de quase dois meses.

. Falar nisso, um vereador da base governista me confidenciou que, os assessores parlamentares da Câmara Municipal de Princesa, estão sem receber seus salários há dois meses. O repasse da Prefeitura para a Câmara Municipal é de R$ 380 mil, mensais.

. Não bastasse isso, a Casa de Apoio em João Pessoa está praticamente abandonada. Tenho em mãos vídeos da situação daquela Casa. Na próxima semana, farei matéria mais completa sobre o assunto.

. Um amigo chegado do prefeito de fato (Garrancho) me disse que teve uma conversa com ele o aconselhando a tomar conta da administração. Com o intuito de alertá-lo, o amigo disse que quase o chamava de “Viúva Porcina”, aquela que foi sem nunca ter sido.

. Os próceres da política de Princesa fazem louvores ao funcionamento da Saúde e da Educação municipais, mas todos têm Planos de Saúde e, seus filhos, estudam em Lagoa da Cruz.

. Aqui, uma pérola do Cardeal Mazzarino: “Desconfia dos homens de baixa estatura: eles são teimosos e arrogantes”.

. O empresário princesense, Rinaldo Medeiros, participou de evento sobre Educação em São Paulo nos dias 22 e 24 deste mês. É o empreendedorismo focado nas coisas da Cultura.

. O Açude Macapá tá tão baixo que, logo, logo, a serpente vai aparecer.

. Os abraços de hoje vão para: Ielson Lacerda, Marta Sitônio, Belezau, Neuma de seu Inácio, Tiago de Terto, Cristina Lopes, Pedro Abrantes, Coimbra Maia, Corrinha Florêncio, Manoel Saravá, Lete de Pancha, Cleonice de Rosendo, Odon Teixeira, Marta Alves, Tico de Mané do Ó, Soraya Barros, Iná Duarte, doutora Kelly Antas, Paulo Florentino, doutor Adão, Cleide de Manezim, Chico de Nadir, Bosco de Severino Almeida, Tereza Carneiro, Paulo da Cêra, Ana de Dão, Nélson Tico e doutor Osvaldo Travassos.



sexta-feira, 24 de abril de 2026

Dia da Derrama

Era o comecinho da década de 1970. Estudávamos no Ginásio Nossa Senhora do Bom Conselho; ali cursávamos a segunda fase do ensino fundamental a que chamavam, naquele tempo, de curso ginasial. A Escola - fundada em 1949 pelo então deputado estadual, Antônio Nominando Diniz - era semi-pública e a única em Princesa que recebia rapazes e moças, tudo misturado. Seus professores eram pagos pelo governo do Estado, - mas nós, alunos, contribuíamos com uma pequena mensalidade que bancava os demais custos para a manutenção do estabelecimento. O diretor era o professor Genésio Florentino Lima e ali estudavam ricos, pobres e remediados. A cobrança da mensalidade era feita, invariavelmente, todo final de mês.

No dia do recolhimento da mensalidade, Genésio Lima comparecia, sempre acompanhado de sua inseparável esposa, dona Inês Diniz, para o recebimento do dinheiro em espécie. A mensalidade não era avultada, mesmo assim, proibitiva para alguns dos alunos filhos de pais detentores de poucas posses, o que era o meu caso e de meu irmão. Digamos que, a preço de hoje, fosse algo em torno de R$ 50, mas para quem era pobre, isso significava muito dinheiro.

Metódico que era, Genésio obedecia a uma rotina imutável: chegava à Escola, percorria as classes, uma por uma, fazia o chamamento nominal de cada aluno e arrecadava o dinheiro quando cada um ia ao birô e entregava a quantia estipulada. No mais das vezes, ao ser chamado, eu dizia, quase num murmúrio: "a minha mãe acerta com dona Maria Aurora". Genésio fazia cara feia, mas aguentava. Minha mãe, dona Osana, era "boca-preta" (epíteto dos eleitores dos Nominando) roxa, funcionária do Hospital "São Vicente" e amicíssima de dona Maria Aurora (cunhada de Genésio e chefe do Partido). Os ricos, pagavam e ainda recebiam troco. Os remediados, juntavam uns couros de rato, mas pagavam e, os mais pobres, às vezes, deixavam fiado.

Certo mês, o dia da arrecadação da mensalidade coincidiu com uma aula de História do Brasil, ministrada pela professora Eli Correia, que versou sobre a Conjuração Mineira - aquela parte da nossa História que trata do movimento separatista promovido em Minas Gerais, a que chamamos de Inconfidência Mineira, que culminou com o enforcamento de Tiradentes. Na aula, dona Eli explicava que a conspiração se dera pela insatisfação dos mineiros quanto à extorsiva cobrança de impostos sobre os minérios extraídos das jazidas daquela província, e que, de forma pejorativa os mineiros se referiam ao dia da cobrança como o "Dia da Derrama" 

Nesse mesmo dia, "seu" Genésio e dona Inês compareceram para cumprir seu mister arrecadatório. A nossa classe era a primeira de quem entra pelo corredor dos combogós; e o diretor costumava começar a cobrança pela última sala - que ficava no final do corredor -, voltando até a primeira. Sabedor da presença de "seu" Genésio, na Escola, para a cobrança das mensalidades, João de Carlota, vindo das bandas da diretoria, informou em tom de brincadeira: "hoje é o dia da Derrama!". Estávamos todos sentados no banco inteiriço que existia em frentes às salas de aula.

Ouvindo de João, essa graça, imediatamente, veio-me à cabeça, pregar uma peça no diretor. Combinei com alguns colegas - aqueles mais rebeldes e corajosos - para que, quando "seu" Genésio passasse, déssemos uma vaia nele. Dei a senha: eu faria "Ú", e os demais me acompanhariam. Assim foi feito e quando o diretor passou, ao lado de sua esposa, desfechamos sonora e ensurdecedora vaia. Impassível, o casal seguiu caminho sem sequer olhar para trás. Continuamos na nossa algazarra de jovens como se nada tivéssemos feito de errado. De repente, lá vinha o diretor em direção à nossa classe. Entramos todos e, em silêncio sepulcral, aguardamos a rebordosa.

O casal adentrou à sala, chegou ao birô dos professores e Genésio foi logo dizendo: "De quem foi a iniciativa da vaia que há pouco destinaram a mim e a Inês?" Diante do silêncio total, o diretor repetiu: "Quem iniciou a vaia?" Nada. "Pois bem", disse o diretor: "Se não querem se acusar nem indicar o culpado, suspenderei toda a classe por trinta dias". De repente, Maria Helena de Nira, que era afilhada do casal, levantou-se de sua carteira, dirigiu-se ao birô e disse: "Bênção padrinho Genésio, bênção madrinha inês". Abençoada pelos dois, que ficaram com ar de interrogação, Maria Helena disparou: "A ideia da vaia foi dele!" Disse, a calabar, apontando para mim. Imediatamente, as irmãs, Beta e Edileusa de Chico Antas, se puseram de pé e disseram, cada uma de uma vez: "Fui eu! Fui eu!" Acompanharam-nas nessa corajosa tomada de culpa: João Aurélio, Pacú Teodósio, João de Carlota, Aldo Lopes e mais alguns que não lembro. Diante disso, o diretor Genésio invectivou: "Moleques, estão todos suspensos por oito dias!"

Depois da sentença, não satisfeito com a punição, o diretor fez questão de prelecionar sobre cada um dos seus algozes preferidos. Começou por mim, dizendo: "Muito bonito pra sua cara; sua mãe, coitada, trabalhando diuturnamente no hospital para lhe sustentar, pagando as mensalidades em atraso e você agradece desse jeito?". Virou-se para João Aurélio e disse: "Seu pai, um homem de bem, vendendo seus picolés para lhe dar educação e é assim que você retribui?". Quanto a João de Carlota, disparou: "E você! Tão grande e não tem pena de sua mãe, de porta-em-porta, vendendo Avon para custear seus estudos e você fazendo molecagem?". Por fim, virou-se para Aldo Lopes: "A professora Mãezinha, subindo e descendo serras, dando aulas lá em Manaira com o intuito de lhe educar e você acompanhando esses malfeitos!". Estão todos suspensos!

Estranhamente, a raiva do diretor abateu-se apenas sobre os pobres coitados, pois, Pacú de Antônio Teodósio - representante do Fumo Dubom, portanto, rico comerciante - e Beta e Edileusa, filhas do comerciante Chico Antas, ex-prefeito de Manaira e dono da padaria mais chique da cidade, não tiveram punição alguma. O único lucro que tivemos foi que, nesse dia, não pagarmos a mensalidade. A régua de Genésio Lima media corretamente. Na verdade, a punição não foi somente pela vaia - que foi a gota d'água - mas também pelo acumulado das muitas estripulias que éramos acostumados a promover na Escola. Nesse dia, a inconfidência da colega derramou sobre nós o ódio do diretor. Mesmo sem pagarmos a mensalidade, ainda assim, foi o Dia da Derrama.

 


Lula quer Trump

Espelhado no que vem acontecendo mundo afora, o presidente Lula já prepara estratégia de campanha em busca de uma recuperação nas pesquisas eleitorais. Nos últimos meses, ou melhor, depois do lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, Lula vem sofrendo ligeira queda na preferência popular. Na sua ótica, pelo fato de o filho do ex-presidente se apresentar como uma novidade, pelo emblemático sobrenome que carrega e também, claro, pelo afadigamento natural de quem está no poder há tanto tempo.

É verdade que a campanha não começou ainda e que, os defeitos de Lula - tal qual os do cavalo do cigano - estão na vista. Já os defeitos do pimpolho direitista, latentes e muitos, não foram ainda explorados. Agora, a estratégia principal do petista, antes mesmo de começarem os ataques efetivos contra rachadinha, chocolates, milícias, etc., é a de realçar a admiração dos Bolsonaro pelo presidente americano Donald Trump. Sabedor que apenas 20% da população brasileira nutre simpatias pelo ianque, Lula tudo faz para associá-lo ao seu adversário. 

A estratégia do presidente brasileiro tem amparo no que vem acontecendo no mundo. Desde que assumiu o governo norte-americano, Donald Trump tem tomado posição em favor de candidatos conservadores nas eleições de vários países e, via de regra, esse apoio tem se constituído um tiro pela culatra. No Canadá, o Partido Liberal tinha como certa a derrota nas eleições de 2025 e, sob os ataques de Trump, os liberais venceram com Mark Carney que hoje governa aquele país. Já na Hungria, o galego mandou seu vice-presidente para emprestar apoio à reeleição do direitista Viktor Orbán que foi derrotado fragorosamente pelas urnas.

Com base nisso, Lula vem trabalhando no sentido de mostrar que, os bolsonaristas, admiradores e subservientes a Trump, são entreguistas e que representam uma ameaça à soberania nacional. A aposta vai mais longe quando, nessa estratégia, Lula relembra o tarifaço do ano passado e os ataques desferidos contra o pix pelo governo americano. Animal político que é e experiente em campanhas eleitorais, Lula tem dosado os ataques ao poderoso e desequilibrado Donald Trump. Não quer despertar a fera. Os ataques são efetivos, pero non mucho, para que o remédio não mate o paciente.



quinta-feira, 23 de abril de 2026

São José de Princesa comemora 32 anos de Emancipação no próximo dia 30

Já em ritmo de festa, a pequenina e bela cidade de São José de Princesa, considerada o carro-chefe da Cultura e do Turismo da região da Serra do Teixeira, se prepara para a grande comemoração de seus 32 anos de Emancipação Política no próximo dia 30 deste mês de abril. Além das solenidades religiosas e culturais, o evento culminará, em seu encerramento, com um show, em praça pública, animado por bandas com a participação de Delmiro Barros e Michel Brocador. O show acontecerá na quinta-feira (30), véspera do feriado de 1º de maio dedicado aos trabalhadores. Imperdível!



quarta-feira, 22 de abril de 2026

Além da Saúde, o deputado Aledson Moura abraça também a causa dos Defensores Públicos

De forma profícua, o deputado Aledson Moura vem surpreendendo quando imprime amplitude e rapidez no desempenho de seu mandato e tudo isso com muita dedicação quando não perde oportunidades. Com menos de um mês de assunção ao cargo de deputado estadual, Moura já vem dizendo a que veio. Primeiro, apresentou um requerimento solicitando a reestadualização do Hospital Regional de Princesa, no que foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa, resta agora aguardar a sensibilidade do novo governador para trazer de volta a Saúde para o povo de Princesa.

Não bastasse isso, o deputado Aledson Moura, que é membro da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa, recebeu, semana passada, representantes da Defensoria Pública do Estado, entre eles o presidente da Associação Paraibana dos defensores Públicos (APDP), Everaldo Lira e o vice-presidente Roberto Sávio de Carvalho Soares. Na oportunidade, Moura firmou o compromisso de tratar do tema do restabelecimento dos valores referentes ao Orçamento da categoria. “Nosso trabalho é pautado no diálogo com as instituições e na busca por respostas efetivas às demandas da sociedade paraibana”, disse o deputado.

Em sintonia com as necessidades da região que o colocou na Casa de Epitácio Pessoa, ontem (21), por ocasião de uma Sessão Itinerante da AL/PB na cidade de Manaíra, Aledson fez forte discurso em defesa da Saúde da região na Serra do Teixeira. Em sua fala, o deputado enfatizou: “Não podemos viver isolados e continuar sendo a única região da Paraíba sem um aparato de saúde, com um Hospital de média e alta complexidade, sem centro de hemodiálise, sem maternidade, sem UTI. Essa é minha luta, por isso estou percorrendo a Serra do Teixeira para chamar a todos para essa caminhada em busca de uma Saúde de qualidade”.



O pior, é o deboche

Desde a última segunda-feira (20) vem sendo veiculado nas redes sociais e nas redes de televisão, o depoimento de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, reclamando dos baixos salários dos magistrados do Brasil. Em sua fala, essa mulher que se chama Eva do Amaral Coelho, disse que os juízes e desembargadores vêm sendo penalizados com o corte dos chamados “penduricalhos” (adicionais salariais vantajosos que engordam os contracheques do Judiciário), sem dinheiro até para comprar remédios e que, em breve, estarão desempenhando “trabalho escravo”. Por pertencer a uma casta privilegiada, a fala dessa senhora se constitui um verdadeiro insulto aos trabalhadores brasileiros.

O descaramento dessa desembargadora salta aos olhos quando a magistrada, com a maior cara-de-pau, diz que ganha pouco e que está sendo penalizada com o corte de pequena parcela de seu salário. Só para se ter uma ideia, essa mulher recebeu, em seu contracheque de março último, a bagatela de mais de R$ 90 mil, líquidos! Além da insensibilidade e da falta de respeito com os pobres coitados que ralam, trabalhando de sol-sol, para receberem um Salário Mínimo, a doutora Eva não se atém em debochar, publicamente, de todos os brasileiros. Como bem disse o jornalista Octavio Guedes: o remédio que ela precisa é o “simancol”.



Prefeito Coco dignifica a saúde dos tavarenses

Diferente do que ocorre em Princesa, a prefeitura de Tavares, sob a administração do gestor Coco de Odálio, dignifica os serviços de Saúde daquele município. Enquanto o Centro de Especialidades em Saúde de Princesa - que funcionava no antigo Hospital São Vicente de Paulo – foi fechado, em Tavares são realizados, mensalmente, procedimentos vários em benefício da saúde daquela população. Somente neste mês de abril, já foram realizadas mais de 100 ultrassonografias, além de outros procedimentos.

No setor de Obras e Serviços, a edilidade tavarense também não deixa a desejar. Semana passada, o prefeito Coco esteve em João Pessoa, onde viabilizou, junto ao deputado Wilson Filho e ao novo governador, Lucas Ribeiro (PP), a contratação da construção do asfaltamento ligando a sede do município ao povoado de Silvestre e a pavimentação para mais 40 ruas na Zona Urbana do município. “É pelo trabalho que nos credenciamos junto ao nosso povo”, declarou o prefeito Coco de Odálio.



terça-feira, 21 de abril de 2026

Preocupante a situação da Prefeitura de Princesa

Uma coisa que quase ninguém sabe ainda, mas que se configura uma realidade: a situação financeira da prefeitura de Princesa não anda nada boa. Como sempre, cuidando da maquilagem, os gestores se preocupam em tapar um buraco aqui e outro ali, em remendos que não resolvem o problema que pode estourar a qualquer momento. O que se tem hoje são atrasos nos pagamentos a fornecedores (principalmente aos postos de combustíveis); pendências de mais de dois meses com os servidores terceirizados; atrasos salariais de servidores contratados e comissionados e até atrasos no repasse do duodécimo da Câmara Municipal.

A situação se configura em via de virar uma bola de neve que deve estourar no colo do gestor de direito que, sem se incumbir de suas verdadeiras responsabilidades, deixa que o ex-alcaide tome decisões financeiras à sua revelia quando ignora o controle da situação. Talvez, o prefeito Garrancho nem saiba da verdadeira realidade. Relutei em veicular esta matéria por não ter em mãos material comprobatório dessa situação. Porém, diante das várias ligações que recebi, tanto de fornecedores quanto de servidores, com áudios gravados, (que não divulgarei, é claro), resolvi escrever para que sirva de alerta a essa situação caótica.

Na verdade, este Blog tem sido considerado a palmatória do mundo, pois, a alegação dos que entram em contato comigo é a de que, quando veiculamos alguma denúncia neste espaço, no mais das vezes providências são tomadas. "Quem tem fama, se deita na cama". ', diz um ditado popular. Pois bem, que seja de bom alvitre essa denúncia e que o prefeito Garrancho aproveite a oportunidade para chamar o feito à ordem. Se é que ainda dá tempo de ele tomar as rédeas da administração. Aqui vai um conselho ao prefeito de direito: "Com pólvora alheia o atirador mata beija-flor, sibito, maria-fita..."



Três datas importantes da historiografia brasileira

Hoje, 21 de abril de 2026, comemoram-se três efemérides importantes que remontam a fatos relevantes da História do Brasil, tanto de tempos passados quanto de eventos mais recentes. Uma data por demais emblemática.

No dia 21 de abril de 1792 era enforcado, no Rio de Janeiro, Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes. Considerado culpado pela conspiração que ficou conhecida como "Conjuração Mineira", que preconizava a separação do Brasil de Portugal, por ordem da Rainha de Portugal, dona Maria I, Tiradentes foi o único dos conspiradores punido com a pena de morte. Desde 1891, quando da promulgação da primeira Constituição da República brasileira, o dia 21 de abril passou a ser feriado nacional.

Também no dia 21 de abril, em 1960, aconteceu a inauguração de Brasília, a nova Capital Federal do Brasil. Cidade construída no curtíssimo espaço de quatro anos, por iniciativa do então presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira, desde então passou, aquela cidade localizada no Planalto Central, a sediar os Três Poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário.

No dia 21 de abril de 1985, uma tragédia acometeu a renascente democracia brasileira quando faleceu o primeiro presidente da República (eleito indiretamente por um colégio eleitoral) depois de 21 anos de ditadura militar. Tancredo de Almeida Neves, eleito em janeiro daquele ano, tomaria posse no dia 15 de março e, logo cedo daquele dia, sentiu-se mal e teve de ser internado com urgência. Sofreu várias cirurgias no abdome e morreu 36 dias depois. 

                               Tiradentes esquartejado

Tiradentes Esquartejado, originalmente chamado de Tiradentes Supliciado, é um óleo sobre tela de 1893 do pintor brasileiro, nascido em Areia, na Paraíba, Pedro Américo de Figueiredo e Melo. Atualmente o quadro se encontra no Museu "Mariano Procópio", em Juiz de Fora/MG. A pintura retrata o corpo, em pedaços, de Tiradentes após seu enforcamento e esquartejamento. Ele é considerado um dos primeiros quadros ocidentais a retratar o esquartejamento. O quadro é o último de uma série sobre a Conjuração Mineira. A obra possui grande inspiração renascentista, com o tronco do personagem representado se assemelhando ao do Cristo de Michelangelo no quadro da Pietà. Ele também é conhecido por estar em inúmeros livros didáticos escolares. (Texto extraido da Wikipédia, a enciclopédia livre).



segunda-feira, 20 de abril de 2026

Uma nordestina, a primeira prefeita da América Latina

Pioneira em defesa dos direitos das mulheres brasileiras, a ativista feminina, Berta Lutz, Já em 1922, participou da Conferência Pan-Americana, realizada em Baltimore, nos Estados Unidos da América, com a participação de mil e seiscentas delegadas de vários outros países do mundo. No ano seguinte, foram criadas várias associações feministas no Brasil: "Aliança Brasileira pelo Sufrágio Feminino"; "Legião da Mulher Brasileira"; Federação das Ligas pelo Progresso Feminino", dentre outras organizações que, na esteira da apresentação, pelo senador da República, Justo Chermont, em 1919, do primeiro Projeto de Lei que abolia o privilégio masculino no ato de sufragar, passaram a defender os direitos e a participação das mulheres na vida política nacional, principalmente quanto ao direito de votar. Já em 1926, chegava ao Brasil, a notícia de que a escritora italiana, Grazia Deledda, havia sido agraciada com o Prêmio Nobel de Literatura. 

                                  A primeira prefeita 

Surpreendentemente, foi no Brasil dos grotões, no Nordeste, onde ocorreu verdadeira emancipação política feminina, quando foi eleita a primeira mulher para governar um município. Num tempo em que as mulheres não tinham o direito de votar, sob as bênçãos do então presidente (governador) do estado do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, e com o apoio da feminista paulistana, Berta Lutz, foi eleita a primeira prefeita da América Latina, Luzia Alzira Teixeira Soriano. Alzira Soriano - como ficou conhecida internacionalmente -, nasceu em 29 de abril de 1897, no Distrito de Jardim de Angicos, pertencente ao município de Lages/RN. Era a filha mais velha do influente lider político regional, Miguel Teixeira de Vasconcelos e de dona Margarida de Vasconcelos. Casada, aos 17 anos de idade, com o promotor pernambucano, Thomaz Soriano de Souza Filho, com quem teve quatro filhos, ficou viúva aos 22 anos de idade, quando seu marido foi ceifado pela Pandemia da "Gripe Espanhola". Viúva, Alzira voltou a morar com seus pais. Enérgica, decidida e de pulso firme, tomava conta de tudo. Diante disso, foi escolhida pelo então presidente [Lamartine] do Estado potiguar, para ser candidata a prefeita da cidade de Lages, nas eleições realizadas em 1928. Mesmo sem ter o direito de votar (situação por demais esdrúxula), Alzira Soriano, foi eleita, pelo Partido Republicano, com 60% dos votos daquele município, quando derrotou nas urnas seu adversário masculino, Sérvulo Pinheiro Neto Galvão. Tomou posse em 30 de janeiro de 1929, governando aquela comuna, até a eclosão da Revolução de 1930, em outubro daquele ano.

                                 A curta administração

Na qualidade de primeira mulher a ser eleita para um cargo executivo no país*, mereceu, Alzira Soriano, um editorial do importante jornal americano, The New York Times assinalando ser ela a primeira mulher eleita prefeita no continente Latino- americano. Em seu discurso de posse, a pioneira prefeita destacou: (...) Determinaram acontecimentos sociais do nosso querido Rio Grande do Norte, na sua constante evolução da democracia, que a mulher, esta doce colaboradora do lar, se voltasse também para colaborar com outra feição na sua obra político-administrativa. De outro modo não poderia ser, As conquistas atuais, a evolução que ora se opera, abre uma clareira no convencionalismo, fazendo ressurgir nova faceta dos sagrados direitos da mulher"

Durante seu curto mandato, Alzira Soriano, promoveu fecunda administração quando construiu escolas, estradas, mercado público e instalação de luz elétrica. Ironicamente, pelo fato de ser militante do Partido Republicano, portanto adversária da Aliança Liberal, que tomou o poder quando da Revolução de 1930, que em seu programa, preconizava a extensão do direito de votar às mulheres, teve seu mandato cassado pelos chefes revolucionários. Em 1947, a ex-prefeita retornou à política, quando foi eleita e reeleita vereadora, por duas vezes, do já município de Jardim de Angicos, chegando a ser presidente da Câmara Municipal. Em sua homenagem, comemora-se o dia de seu nascimento, com um feriado em sua cidade natal. Faleceu aos 66 anos de idade, no dia 28 de maio de 1963, na Capital do Rio Grande do Norte.

Nessa época, as Unidades da Federação brasileira (Estados), eram autônomas em suas legislações, inclusive na eleitoral e, o estado do Rio Grande do Norte, já adotava o sistema de eleição direta para a escolha de prefeitos municipais, o que só veio a ser adotado, no âmbito de todo o País, a partir de 1935.



sábado, 18 de abril de 2026

SABÁTICAS

. Pesquisa eleitoral do Datafolha preocupa o PT. Flávio Bolsonaro que se apresentava como um “azarão”, já aparece na frente de Lula, tanto num cenário de 1º turno como no de 2º turno, nas eleições de outubro.

. Aceso o sinal de alerta, se mobilizam PT e Palácio do Planalto para botar o bloco na rua para tentar reverter esse quadro. Há quem diga que quando começar a campanha verdadeiramente dita, o filho do bôzo não resistirá ao bombardeio petista.

Segundo analistas políticos de esquerda, o telhado de Flávio Bolsonaro é feito de vidro muito fino e pode rachar (dinha) com facilidade.

. Falar em Bolsonaro, há poucos dias, o filho nº 3, o Eduardo, declarou nos EUA, junto a Alexandre Ramagem: “Estamos proibidos de pisar na Pátria, mas estamos gozando de liberdade plena!”  Não fechou a boca, Ramagem foi preso pela polícia de imigração daquele país.

. Antes de ser preso, o ex-deputado Alexandre Ramagem morava numa casa, em Orlando nos Estados Unidos, que comprou pela bagatela de R$ 4 milhões.

. Incomodado com os constantes apelos pela paz proferidos pelo papa Leão XIV, o presidente Donald Trump chamou o Pontífice de “fraco” e disse que Leão não entende nada de política.

. Não bastasse isso, Trump entonou-se com um manto igual ao de Jesus e se fez representar salvando um enfermo.

. O Papa não ficou calado e disse: “Deus não pode ser instrumentalizado para justificar guerras”, e completou: “Não tenho medo do Governo Trump”. O Papa é americano e sabe com quem lida.

. A primeira ministra italiana, Giorgia Meloni saiu em defesa do Papa pelos ataques de Donald Trump e, este, criticou a premiê dizendo que ela não entende de nada. Esse maluco atira pra todo lado. Quando der fé uma bala dessas volta...

. Falar em Papa, o Vaticano tem um banco chamado IOR – Instituto para Obras Religiosas e, Edir Macedo, também tem um banco chamado digit+. Ambas as instituições financeiras operam volumes altíssimos de dinheiro e, a mercadoria vendida é somente uma: Jesus.

. O novo deputado princesense, Aledson Moura, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa e está funcionando a todo vapor. Já apresentou várias proposituras sendo a mais importante a que pede o retorno da administração do Hospital Regional de Princesa para o governo do Estado. O relógio do doutor anda ligeiro.

. O Hospital regional de Princesa, semana passada, em 7 dias, internou 21 pacientes e destes, transferiu 8. Uma média de 1 paciente transferido por dia. Verdadeira casa de passagem.

. Semana passada, um paciente foi transferido de Princesa para Cajazeiras para a retirada de “lumbim” (caroço nas costas). Lá chegando, o médico plantonista do Hospital Regional de lá perguntou: “Princesa não médico não?”

. Falar em relógio, me contaram que um ex-alcaide de Princesa tem uma coleção de relógios caros, cerca de 30 exemplares, os mais fracos são das marcas Rolex e Patek Philipp.

. Aliás, falar em coleção, tem outro figurão da política princesense que tem um acervo de calçados, incluindo sapatos e tênis que somam mais de 200 pares. Só quer ser Imelda Marcos.

. Já a Câmara Municipal de Princesa aprovou uma lei, semana passada, criando 15 cargos administrativos e auxiliares. Dizem que, em breve, haverá concurso público para efetivar pessoas nesses cargos. Já o serviço que aquele Poder entrega, tem deixado a desejar.

. Semana passada, numa Sessão dessa mesma Câmara, um vereador apresentou um Requerimento solicitando a aquisição, pela prefeitura, de um “castramóvel”. Sem saber do que se tratava, outro vereador perguntou: “Pra que é isso?” Ao que o propositor respondeu: “Pra capar cachorro, imbecil!”

. O consagrado escritor mineiro, Fernando Morais, está escrevendo a biografia do coronel José Pereira Lima. Esse trabalho vem tendo o profícuo apoio do princesense e imortal da Academia Paraibana de Letras, Aldo Lopes.

. O Grupo Escolar “Gama e Melo” comemorou, ontem (17), o Centenário de sua fundação. Fui lá ver e fiquei maravilhado com o espaço físico, completamente restaurado e ampliado e com a organização da festa.

. Pelas mãos da atual diretora daquela Escola, Vanelda Laureano, a festa do Centenário do “Gama e Melo” se constituiu um verdadeiro sucesso. Lá, você encontra bela exposição, museu, laboratório de ponta e tudo muito bem organizado. Parabéns para a Escola e para os dirigentes.

. Morreu, ontem (17) Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, o maior cestinha de todas as Olimpíadas com 1.093 pontos jamais alcançados por outro, 55 somente numa partida. O Homem que popularizou o Basquete no Brasil, uma verdadeira lenda!

. Os abraços de hoje são em homenagem póstuma e vão para as professoras e auxiliares do Grupo Escolar “Gama e Melo”: Aretuza Marrocos, Calú Antas Barreto, Clemens Maia, Creusa Maia, Elenita Muniz, Fana Lopes, Guida Muniz, Maria Adília, Maria Basílio, Maria Belinho, Maria Abrantes, Maria Ramos, Neuzinha Sitônio, Titica Lopes, dona Vianinha, Carmelita Santos, Maria Hortência, dona Dina, Maria de Anacleto e todas as mestras que lecionaram naquele Escola, hoje centenária.



  

sexta-feira, 17 de abril de 2026

No Centenário do Grupo Escolar "Gama e Melo" , mais uma homenagem especial

 

Na matéria anterior, homenageamos os alunos e os diretores do centenário Grupo Escolar "Gama e Melo". Como não poderia deixar de ser, vai aqui uma homenagem especial àquelas que foram, verdadeiramente, especiais na vida de várias gerações de princesenses: a professoras, as mestras que, além de ensinar as letras e os números, faziam também o papel de segundas-mães quando nos davam o "estilo" que, muitas vezes, faltava em casa. Naquele tempo, as professoras (uma atividade quase que exclusivamente exercida por mulheres), mereciam respeito sem a hipócrita cavilação de hoje. Chamávamo-las de "dona" e, em respeito, nos púnhamos de pé quando elas adentravam à sala de aula.

No "Gama e Melo" das décadas de 50, 60 e 70, as professoras eram verdadeiras mestras do saber. Todas com formação na Escola Normal "Monte Carmelo" ou vindas de outras paragens com formação similar, nos davam o saber de forma perfeita. Como disse antes, além das letras e dos números, nos davam a disciplina e as boas maneiras que geravam respeito. Dentre várias dessas mestras, destacamos algumas que tiveram maior relevância e que inscreveram seus nomes na tabuleta da competência no saber: Aretuza Marrocos, Calú Barreto, Ceição Lima, Clemens Maia, Creusa Maia, Doralice Marrocos, Elenita Muniz, Fana Lopes, Guida Muniz, Maria Adilia, Maria Basílio, Maria Belinho, Maria Abrantes, Maria Ramos, Neuzinha Sitônio, Titica Lopes, e outras que não devem ser punidas pelo nosso vão esquecimento.

Homenageadas também devem ser as servidoras que auxiliavam na disciplina, no fazimento da merenda e na limpeza do estabelecimento. Nesse mister, lembramos de dona Carmelita Santos que tocava a campainha do recreio; Maria Hortência que cuidava da limpeza; dona Dina Muniz e Maria de Anacleto que faziam a nossa merenda. Foi nesse universo, dominado por mulheres, onde a grande maioria dos princesenses de várias gerações aprendeu a ler e escrever e bem representou Princesa aqui e alhures sempre com o selo de qualidade chamado: Grupo Escolar "Gama e Melo", que hoje completa 100 anos de fundação.



"Gama e Melo": o Templo do Saber princesense completa 100 anos

 

O Grupo Escolar "Gama e Melo", construido no governo do presidente (governador) João Suassuna, entre 1925/26, foi a primeira sede própria de uma Unidade Escolar em Princesa. Essa magnífica obra arquitetônica atendeu a uma solicitação do coronel José Pereira Lima feita ao antecessor de João Suassuna, o presidente Solon de Lucena (1920-1924), quando de sua visita a Princesa no início da década de 1920. O nome dessa Escola é uma homenagem ao também presidente da Paraíba, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, o dr. Antônio Alfredo da Gama e Melo.

Inaugurado no dia 17 de abril de 1926, através do Decreto n° 1.509, publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba nesse mesmo dia, essa Escola foi entregue à comunidade princesense, o que se constituiu uma obra de grande relevância para a nossa terra. Esse estabelecimento de ensino privilegiou a nossa cidade, uma vez ser, naquela época, uma das duas únicas escolas de grande porte existentes no interior do estado da Paraíba, pois, somente Princesa e Cajazeiras foram contempladas com essas construções, graças ao grande prestígio dispensado pelos governantes da época ao deputado Ze Pereira.

O Grupo Escolar "Gama e Melo", ao longo do tempo, teve implantados, desde o antigo curso primário, até cursos de formação de professores. Ali, funcionaram também as primeiras salas de aula do Ginásio "Nossa Senhora do Bom Conselho", inaugurado em 1949. Seu primeiro diretor foi o professor Benedito Oliveira (1926), seguido pelo professor Severino Loureiro (1930); este que, mesmo destituído da função pelo presidente João Pessoa, quando da Revolta de Princesa, continuou no Posto em solidariedade ao coronel José Pereira.

Na sequência, foram vários os diretores daquela importante Escola, no que destacamos aqui seus principais dirigentes: Francelino Neves de Alencar (1932-1936); professora Francisca Viana da Cunha Rosas, mais conhecida por "dona Vianinha" (1936-1942); professora Josefa Rocha Maia (1942-1948); professor Genésio Florentino Lima, o mais longevo (1948-1984); professora Maria Zélia de Sousa Alves (1984-1987); professora Francisca Lucena Henriques (1987-1991); professora Marta Maria dos Santos (1991-2001); Filomena Neta da Silva (2002) e novamente, Marta Maria dos Santos (2003-2010).

O belo prédio que abriga aquela Escola foi construído sob a tutela do grande mestre de obras princesense, José Ferreira Dias, mais conhecido como "Ferreirão" que, através de sua primorosa arte, dotou aquela majestosa construção de estilo neoclássico e motivos jónicos de rara beleza arquitetônica. Nessa lide construtora, Ferreirão foi auxiliado pelos competentes pedreiros, Manoel Ferreira Neto e José Ferreira Primo ("Ferreirinha"), que aprenderam a arte com um primo chamado "Mestre Abílio" que era habilitado na arte de desenhista na cal, com pedreiros italianos em São Paulo.

Pelo "Gama e Melo" - Templo maior do saber princesense - passaram muitos filhos ilustres da Terra, que se destacaram em várias atividades profissionais, aqui e alhures, a exemplo do grande tribuno Alcides Vieira Carneiro; do intelectual e político Antônio Nominando Diniz; do bispo da Igreja Católica, dom Antônio Muniz Fernandes; do nosso artista maior, Francisco Soares de Araújo (Canhoto da Paraíba); do intelectual José Florentino Duarte; do historiador Paulo Mariano; do médico doutor Zezito Sérgio, dentre outros que se tornaram políticos, professores, músicos, intelectuais, comerciantes, advogados, etc. Por sorte, é aquela edificação uma das poucas que vem sendo preservada em nossa cidade, dando testemunho da construção da nossa história educacional e arquitetônica. E agora, para comemorar seu Centenário, o prédio foi agraciado com uma ampla reforma e restauração - preservando sua estrutura original - dotando a Escola de maior espaço e mais conforto para os escolares e revelando sua esplêndida beleza arquitetônica.

Sob a competente administração da atual diretora, professora Vaneuda Barbosa Laureano, o Grupo Escolar "Gama e Melo" comemora, hoje (17/04/2026), o seu Centenário com uma festa cívica que relembra toda sua trajetória educacional em prol da população princesense. Parabéns a todos os envolvidos nessa magnífica História e que seja, esse patrimônio, preservado ao longo do tempo pelos séculos que hão de vir. Viva Princesa!

Domingos Sávio Maximiano Roberto 


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Em ação, doutor Aledson já diz a que veio

Participando de todas as Sessões e em atividade incessante, nesses primeiros quinze dias de mandato, o doutor Aledson Moura já diz a que veio. Dentre as várias proposituras que protocolizou junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o deputado princesense está dando prioridade a duas delas: a solicitação de uma Sessão Itinerante daquela Casa de Leis em Princesa, e a reestadualização do Hospital Regional de Princesa. Esta última é uma bandeira que vem sendo empunhada pelos Moura, tanto aqui na Câmara Municipal através de gestões do vereador Arley (MDB), como agora, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Aledson. Com essas ações efetivas, certamente, a Saúde em nossa região voltará a funcionar de verdade.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

Câmara Municipal de Princesa aprova Lei criando mais 15 cargos efetivos

Em Sessão ocorrida na última quarta-feira (8), a Câmara Municipal de Princesa aprovou a Lei nº 1.922/2026, que “Dispõe sobre a Criação de Cargos de Provimento Efetivo no Âmbito da Câmara Municipal de Princesa Isabel/PB”. Os cargos de que trata essa Lei são os seguintes: Vigia (02), Copeiro (02), Recepcionista (01), Motorista (01), Auxiliar de Serviços Gerais (01), Agente Administrativo (02), Técnico Legislativo (01), Agente de Comunicação (01), Controlador Interno (01), Analista Legislativo (01), Contador (01) e Procurador Jurídico (01).

Para uma Casa Legislativa que se reúne uma vez por semana e que não tem produzido nada de relevante para a sociedade, principalmente quando se constata que, aquele Poder, é um apêndice da Prefeitura Municipal quando seus trabalhos são voltados, quase que exclusivamente, para atender aos interesses dos prefeitos, resta à população uma reflexão sobre a real importância desse colegiado de cidadãos que foram eleitos para representar os interesses da população, mas que se atêm  a servir a interesses outros.

Por essas e outras, tramita na Câmara Federal, um Projeto de Lei que prevê a extinção da figura do vereador em cidades com população inferior a 30 mil habitantes. Esse PL cria um Conselho Consultivo, formado por cidadãos que receberiam uma remuneração simbólica de acordo com a participação nas Sessões Ordinárias do Poder Legislativo. Em face da constatação de que, a maioria das Câmara Municipais Brasil afora, são apenas cabides de emprego e massa de manobra para os chefes dos Poderes Executivos Municipais, os deputados já apresentam interesse em aprovar essa Lei.



Relatório da CPI do Crime Organizado é rejeitado por senadores

Malgrado a coragem do senador Alessandro Vieira (MDB/SE) em pedir o indiciamento, em seu Relatório na CPI do Crime Organizado, de três ministros do STF e do Procurador Geral da República, sob a orientação do Governo, membros da CPI rejeitaram o Relatório com a alegação de que não havia consistência nem provas quanto às denúncias prolatadas pelo senador Alessandro Vieira.

Os ministros do STF em questão são aqueles que viajaram em jatinhos de Daniel Vorcaro; tiveram esposa agraciada com contratos advocatícios milionários e também tentaram atrapalhar as investigações da CPI em tela. A blindagem promovida em favor dessas altas autoridades, suspeitas de malfeitos, serve apenas para demonstrar, mais uma vez, que cadeia é mesmo para ladrão de galinha.

Não bastasse isso, os ministros acusados se pronunciaram sugerindo punições ao senador “atrevido”. Ou seja, os “inimputáveis”, além de serem protegidos, querem punir aqueles que ousam sugerir investigações para apurar suas estripulias. Sem fugir à regra, essa foi mais uma CPI que terminou em pizza para que magistrados suspeitos continuem julgando ao bel prazer, inclusive os que se atrevem a apontar seus podres.



Escândalo de Cabedelo estremece a Paraíba

Ano passado, a Justiça paraibana cassou o mandato do então prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante) por corrupção. Em seu lugar assumiu, interinamente, o presidente da Câmara Municipal, Edvaldo Neto (Avante), que foi eleito prefeito em pleito direto no último domingo (12). Antes mesmo de ser diplomado, o prefeito eleito foi afastado, pela Justiça, do cargo que ocupava, nesta terça-feira (14) enquanto comemorava a vitória nas urnas, por várias irregularidades envolvendo corrupção e ligação com facções criminosas.

Para a eleição de Edvaldo Neto, o TRE/PB dispendeu mais de R$ 10 milhões para custear o pleito. Agora, com o afastamento do eleito, novas eleições deverão ser realizadas, o que incorrerá em mais gastos para o erário. Não teria sido de melhor alvitre que a Justiça tivesse promovido o afastamento do meliante antes da eleição? Em face da atual situação, assumirá novamente o presidente da Câmara (também do Avante) e vamos aguardar as cenas do próximo capítulo. A única coisa que temos como certa é que, Cabedelo, certamente, vai pedir música no Fantástico.



terça-feira, 14 de abril de 2026

ZÉ PEREIRA, A BIOGRAFIA DO FIM DO MUNDO

 Por Aldo Lopes de Araújo


O jornalista e escritor Fernando Morais — que no dia 30 de março lançou em Brasília o segundo volume da biografia de Lula – está em vias de ser esmagado por uma avalanche de recortes de jornais, documentos, fotografias, livros e revistas empilhados sobre sua mesa de trabalho no amplo e confortável escritório de São Paulo. Pois bem, essa montanha de papel é tudo o que até hoje se escreveu e se pesquisou sobre a figura quase lendária do Coronel Zé Pereira, de Princesa, o caudilho que em 1930 criou o Território Livre de Princesa e declarou guerra contra o Governo da Paraíba.

Com bandeira, hino, exército, ministérios e constituição, Princesa reinou livre, leve e solta, com o aparato institucional digno de qualquer estado soberano. Durante vários meses as forças policiais de João Pessoa tentaram, mas nunca conseguiram chegar à capital do território rebelado. Investiram em diversas frentes, mas foram esmagados. Do quartel provisório em Piancó, a 100 quilômetros, onde estavam baseadas, as tropas da polícia incursionavam frequentemente, mas nunca conseguiram invadir Princesa. Com as derrotas se seguiam a perda de veículos, armamentos e munições que eram imediatamente confiscados pelos rebeldes.

Em dezembro do ano passado, Morais visitou a redação do jornal A União e fez uma série de contatos com autores e pesquisadores com o propósito de garantir material de pesquisa e assegurar os meios necessários para a realização da obra que “está pedindo para ser escrita”, disse ele, otimista com os resultados obtidos. O escritor prometeu que o projeto não fica só na biografia, inclui o audiovisual, abrindo, portanto, a possibilidade concreta de Princesa virar um set de filmagens. “Vamos produzir um filme da biografia de Zé Pereira, se possível, uma minissérie”, anuncia otimista o escritor. Grandes obras de sua lavra migraram para a telona, a exemplo de Olga e Chatô, o Rei do Brasil. A biografia de Lula já foi negociada para virar filme, a produtora ainda não definiu se fará uma minissérie para o streaming.

Do clássico A República de Princesa, de Joaquim Inojosa, passando por Dom Sertão, Dona Seca, de Sitônio Pinto; A Guerra de Princesa, de Tião Lucena; Zacarias, esse canto é todo seu, de Ângela Sitônio; A Revolta de Princesa, de Inez Caminha; Signos em confronto, de Serioja Mariano; Princesa Antes e depois de 30, de Paulo Mariano; Eu e meu pai o coronel José Pereira, de Aloysio Pereira; A Heroica Resistência de Princesa, de José Gastão Cardoso; Antologia dos Construtores de Princesa, de Domingos Sávio Roberto; A Campanha de Princesa, de João Lelis de Luna Freire; De Princesa a New York — a história da Revolta de Princesa-PB contada a partir das notícias do jornal The New York Times, de Hesdras Farias, dentre outros, estão sendo os autores de cabeceira e de travesseiro que ultimamente têm povoado os sonhos — e que sonhos — do biógrafo Fernando Morais.

O MOTOCICLISTA

Domingo de Páscoa recebo uma mensagem. Era Fernando Morais dizendo que a Avenida Paulista estava fechada para automóveis, mas que ele estava saindo de moto para comprar um mapa. Queria a localização física de Princesa para atualizar nomes como Alagoa Nova que hoje é Manaíra, e onde se travaram combates das tropas de Zé Pereira contra a Coluna Oeste das tropas sob as ordens de José Américo de Almeida. Lembrei imediatamente da liberdade dos motociclistas de On The Road, de Jack Kerouac. Um senhor oitentão saindo de Higienópolis em direção à Paulista e pilotando a própria moto, em busca de um mapa. Só então pude avaliar o interesse do biógrafo fuderoso em escrever a biografia do coronel José Pereira Lima. Senti firmeza.

Não duvido se um dia, sem ninguém esperar, surja debaixo de uma nuvem de poeira uma icônica Harley Davidson. Será Fernando Morais cumprindo a promessa que fez de conhecer a pequena cidade do sudoeste paraibano. O autor de Chatô, o rei do Brasil e Olga, esse mineiro radicado em São Paulo já vendeu mais de 6 milhões de livros em 38 países, traduzido até em húngaro, chinês, tupi guarani, o caralho, até na língua dos anjos, mas diz que de bens só tem um carro Volkswagem e uma motocicleta. “Gasto o que ganho com motocicletas e viagens”, disse outro dia numa entrevista. Deixou de fumar charutos (deve ter aprendido com Fidel Castro nos anos 70 quando foi escrever A Ilha) e diz que sua única dependência química é a motocicleta.

JORNALISMO FACTUAL

Fernando Morais dá a receita do sucesso editorial de suas biografias. Em se tratando de fontes ele diz que confia desconfiando, sobretudo nesses tempos em que temos uma mídia hegemônica que é uma montanha de lixo. “Há muitas armadilhas, verdadeiras arapucas, e por isso a gente precisa ter o máximo de cuidado. A coisa é séria”. Confessa ser um insatisfeito com as coisas que escreve. “Uso uma linguagem elegante, evitando lugares comuns e clichês”. Ele ensina que Jornalismo literário não é jornalismo ficcional, “é jornalismo factual, mas com um tratamento formal, elegante”.

De todos os livros que tratam dessa guerra do fim do mundo e da mítica figura de Zé Pereira, um em especial chamou a atenção de Morais: A guerra de Princesa, de Tião Lucena, por conta da singularidade de sua escrita, fragmentada em capítulos, como pequenas crônicas da época, mas que recheadas de curiosidades históricas a respeito dos personagens que gravitavam em torno do coronel Zé Pereira, e do próprio Zé Pereira, na linguagem despojada e anti bacharelesca que sempre caracterizou a escrita desse inolvidável e insuvaculatífero amigo princesense.

“Esse livro de Tião Lucena é muito interessante, mas me parece um pouco fantasioso, ele mesmo afirma”, disse Fernando Morais e eu liguei imediatamente para Tião e o guerreiro dos Lucena sentou o carimbo: “Diga a ele que é tudo verdade”. Como eu sou obediente, transmiti o recado. Agora, só nos resta esperar a publicação da obra que vai contar a história de vida de um homem ainda incompreendido, mas que para defender o seu povo, fez a guerra do fim do mundo e foi, como disse o cronista Luiz Augusto Crispim, um estadista dentro dos limites da tragédia sertaneja.

Fernando Morais escreve debaixo do tacão da sua esposa Marina Maluf que é quem faz a primeira leitura dos seus textos. Ela é muito criteriosa, ele diz. E puxa-lhe as orelhas: “O Machado de Assis não escreveria um parágrafo como esse”. Ou então vem com essa: “O Gabriel García Márquez jamais usaria tal expressão”. Na forma e no conteúdo ele conta com o auxílio luxuoso da esposa, que não tem nenhum parentesco com o Salim. De observar que a senhora Marina não gosta quando ele diz que ela é a sua mão direita. “Sou sua mão esquerda”, responde em cima da bucha. E eu digo o mesmo: venha a Princesa e pise nesse chão com o pé esquerdo.