Espelhado no que vem acontecendo mundo afora, o presidente Lula já prepara estratégia de campanha em busca de uma recuperação nas pesquisas eleitorais. Nos últimos meses, ou melhor, depois do lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, Lula vem sofrendo ligeira queda na preferência popular. Na sua ótica, pelo fato de o filho do ex-presidente se apresentar como uma novidade, pelo emblemático sobrenome que carrega e também, claro, pelo afadigamento natural de quem está no poder há tanto tempo.
É verdade que a campanha não começou ainda e que, os defeitos de Lula - tal qual os do cavalo do cigano - estão na vista. Já os defeitos do pimpolho direitista, latentes e muitos, não foram ainda explorados. Agora, a estratégia principal do petista, antes mesmo de começarem os ataques efetivos contra rachadinha, chocolates, milícias, etc., é a de realçar a admiração dos Bolsonaro pelo presidente americano Donald Trump. Sabedor que apenas 20% da população brasileira nutre simpatias pelo ianque, Lula tudo faz para associá-lo ao seu adversário.
A estratégia do presidente brasileiro tem amparo no que vem acontecendo no mundo. Desde que assumiu o governo norte-americano, Donald Trump tem tomado posição em favor de candidatos conservadores nas eleições de vários países e, via de regra, esse apoio tem se constituído um tiro pela culatra. No Canadá, o Partido Liberal tinha como certa a derrota nas eleições de 2025 e, sob os ataques de Trump, os liberais venceram com Mark Carney que hoje governa aquele país. Já na Hungria, o galego mandou seu vice-presidente para emprestar apoio à reeleição do direitista Viktor Orbán que foi derrotado fragorosamente pelas urnas.
Com base nisso, Lula vem trabalhando no sentido de mostrar que, os bolsonaristas, admiradores e subservientes a Trump, são entreguistas e que representam uma ameaça à soberania nacional. A aposta vai mais longe quando, nessa estratégia, Lula relembra o tarifaço do ano passado e os ataques desferidos contra o pix pelo governo americano. Animal político que é e experiente em campanhas eleitorais, Lula tem dosado os ataques ao poderoso e desequilibrado Donald Trump. Não quer despertar a fera. Os ataques são efetivos, pero non mucho, para que o remédio não mate o paciente.


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