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quarta-feira, 22 de abril de 2026

O pior, é o deboche

Desde a última segunda-feira (20) vem sendo veiculado nas redes sociais e nas redes de televisão, o depoimento de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, reclamando dos baixos salários dos magistrados do Brasil. Em sua fala, essa mulher que se chama Eva do Amaral Coelho, disse que os juízes e desembargadores vêm sendo penalizados com o corte dos chamados “penduricalhos” (adicionais salariais vantajosos que engordam os contracheques do Judiciário), sem dinheiro até para comprar remédios e que, em breve, estarão desempenhando “trabalho escravo”. Por pertencer a uma casta privilegiada, a fala dessa senhora se constitui um verdadeiro insulto aos trabalhadores brasileiros.

O descaramento dessa desembargadora salta aos olhos quando a magistrada, com a maior cara-de-pau, diz que ganha pouco e que está sendo penalizada com o corte de pequena parcela de seu salário. Só para se ter uma ideia, essa mulher recebeu, em seu contracheque de março último, a bagatela de mais de R$ 90 mil, líquidos! Além da insensibilidade e da falta de respeito com os pobres coitados que ralam, trabalhando de sol-sol, para receberem um Salário Mínimo, a doutora Eva não se atém em debochar, publicamente, de todos os brasileiros. Como bem disse o jornalista Octavio Guedes: o remédio que ela precisa é o “simancol”.



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