Desde a última segunda-feira (20) vem sendo veiculado nas
redes sociais e nas redes de televisão, o depoimento de uma desembargadora do
Tribunal de Justiça do Estado do Pará, reclamando dos baixos salários dos
magistrados do Brasil. Em sua fala, essa mulher que se chama Eva do Amaral
Coelho, disse que os juízes e desembargadores vêm sendo penalizados com o corte
dos chamados “penduricalhos” (adicionais salariais vantajosos que engordam os
contracheques do Judiciário), sem dinheiro até para comprar remédios e que, em
breve, estarão desempenhando “trabalho escravo”. Por pertencer a uma casta
privilegiada, a fala dessa senhora se constitui um verdadeiro insulto aos
trabalhadores brasileiros.
O descaramento dessa desembargadora salta aos olhos quando a
magistrada, com a maior cara-de-pau, diz que ganha pouco e que está sendo
penalizada com o corte de pequena parcela de seu salário. Só para se ter uma
ideia, essa mulher recebeu, em seu contracheque de março último, a bagatela de
mais de R$ 90 mil, líquidos! Além da insensibilidade e da falta de respeito com
os pobres coitados que ralam, trabalhando de sol-sol, para receberem um Salário
Mínimo, a doutora Eva não se atém em debochar, publicamente, de todos os
brasileiros. Como bem disse o jornalista Octavio Guedes: o remédio que ela
precisa é o “simancol”.


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