ODE

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

PERFIS DE PRINCESENSES ILUSTRES






LUIZ ANTAS FERREIRA, mais conhecido como “Lulu Cristóvão”, nasceu em Princesa em 1º de junho de 1922, filho de Cícero Antas Ferreira e de dona Petronila Neves da Luz, casou-se com dona Arlinda Antas Ferreira, com quem teve os seguintes filhos: Bosco; Maria das Dores; João; Aldir; Vera e Messias. Em que pese pertencer a uma das famílias mais importantes de Princesa, uma vez serem os “Antas” descendentes dos primeiros desbravadores e conquistadores deste município, Lulu Cristóvão sempre foi pobre e humilde. Estudou pouco, acredito que somente as primeiras letras e mais algumas noções de aritmética, porém, mesmo sofrivelmente, dono de uma caligrafia bonita e legível ainda que contida de erros gráficos, lia e escrevia o suficiente para fazer suas anotações poéticas. Desde criança viveu e trabalhou na roça, no mais das vezes a serviço de ricos fazendeiros, pois, nunca possuiu terras para cultivá-las. Pai de numerosa prole, sempre teve muita dificuldade para manter a criação dos filhos que, em sua maioria, ao atingirem a maioridade, embarcaram para o sul do país em busca de trabalho. Aqui em Princesa, Lulu sobrevivia de trabalhos - quando não na roça -, esporádicos a exemplo do exercício de controlador das canoas de madeiras do tosco Parque de Diversões pertencente ao seu tio materno Manoel Ferreira da Luz, mais conhecido como “Manezim Cristóvão”.

O poeta

     Mesmo na condição de semianalfabeto, Lulu Cristóvão, desde cedo se apresentou como um exímio fazedor de versos improvisados. Começou a fazer versos aos 16 anos de idade, em 1938. Sempre fez da poesia o seu usual; tudo o que via ou ouvia, lhe inspirava para rimar e tudo era feito de supetão, em completo improviso; nunca escreveu nenhum caderno com poesias, tampouco publicou algo, tudo era feito na brincadeira sem aspirar nenhum interesse em auferir dividendos, fossem eles financeiros ou de reconhecimento público. Independente da iniciativa de Lulu, o professor de datilografia da Escola “25 de Maio”, Antônio Eugênio Besêrra, datilografava alguns versos do poeta que os vendia de forma aleatória como intuito de angariar alguns tostões. Fazia seus versos com a graça que lhe era peculiar e a inspiração era a que o momento propiciasse ou a sugestão apresentasse. Às vezes, quando estava muito inspirado aceitava receber algum dinheiro para recitar o que sabia décor. Em minha opinião e na dos que me auxiliaram na difícil tarefa de pesquisar com o intuito de resgatar o pouco de informações e resquícios que restaram de seu trabalho - em face de sua fantástica capacidade de improvisar sob quaisquer situações -, Lulu Cristóvão foi o maior poeta popular de Princesa, se autodenominando “A fonte luminosa da poesia”.
                                                                                                                      
Pequeno resgate de sua extensa produção

     Após muitas buscas, conseguimos reunir retalhos do muito que produziu Lulu Cristóvão. Pena que, descuidado com as anotações -, porque na sua humildade não as considerava necessárias -, a maior parte de sua produção poética desapareceu com vento que carrega as palavras por não haverem sido postas no papel. Aqui, reproduziremos algumas estrofes de alguns versos seus:
                                                             
                                                                   O INVENTOR  
                               
O homem faz um avião
Faz um rádio pra tocar
Faz tamborete e faz mesa
                                                  Mas não faz um formigão                        
Que é obra da natureza

O BÊBADO

Muita gente pergunta por que bebo
Eu respondo que já tô degenerado
Reconheço que quando estou embriagado
Faço coisas que nem sequer percebo
Eu não conto as brincadeiras que eu recebo
De parente ou de alguém que vem de fora
Já levei essa vida até agora
Se eu mudar ninguém mais me acredita
Quando a força do bêbado debilita
O caráter do homem vai embora

O CACHORRO QUENTE

Todo meio de vida
Para um homem é decente
Nada pode envergonhar
Quem trabalha pra viver
Nessa barraca pequena
Que vende cachorro quente
Vejo um cachorro deitado
Em tempo de adormecer
Se o de cima é alimento
O de baixo é pra morder

O cachorro abandonado
Que não tem o que comer
Vem pra cá atrás do outro
Que lhe pode socorrer
Pois o que sobrar da gente
Decerto vai se perder
Pois não estando mais quente
Não presta mais pra vender
Por isso eu jogo pra ele
Que alimentado agora,
Desiste de me morder.

Poesia é encantada
De hora em hora se some
Em baixo tem um cachorro
Apelido é o seu nome
Em cima cachorro quente
O de baixo morde a gente
O de cima a gente come

Em baixo tem um cachorro
Valente como um leão
Em cima cachorro quente
Serve de alimentação
O de baixo é de carne e osso
O de cima é de carne e pão

     Esta última poesia de Lulu Cristóvão, em minha opinião, é algo antológico da produção popular, principalmente, se considerarmos que foi feita de improviso quando o mesmo observava, numa Noite de Natal, as pessoas comendo cachorro quente na barraca de Maria Costa onde se encontrava também um cão de rua “gurejando” as sobras dos que ali lanchavam. Fez os versos sem ninguém pedir ou mandar, inspirado apenas no cachorro de cima que fervia e no de baixo que dormia.            

      Luiz Antas Ferreira, o nosso poeta popular maior nunca bebeu, porém, era fumante inveterado e, talvez por conta desse vício, contraiu câncer de pulmão e morreu em Princesa - pobre como sempre foi -, precocemente, aos 70 anos de idade, em 07 de julho de 1992, levando consigo toda uma produção de poesia popular que poderia ter sido registrada em vários livros para o deleite dos princesenses que admiram o que é bom e, por isso, merece estar inscrito no panteão dos filhos ilustres de Princesa. Ainda segundo o nosso historiador Paulo Mariano, em seu livro “Princesa – Antes e Depois de 30”, em suas palavras: “Lulu Cristóvão foi o maior poeta de cordel da nossa terra princesense”.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 28 de agosto de 2019).

S.O.S. TRANSPOSIÇÃO




     No próximo domingo, dia 01 acontecerá, na cidade de Monteiro/PB, um movimento promovido pelo PT – Partido dos Trabalhadores intitulado “S.O.S. Transposição” que reunirá políticos de todo o Nordeste para reivindicar a retomada das obras da transposição das águas do Rio São Francisco para beneficiar os demais estados da região. Louvável a iniciativa. Mais louvável ainda, é sabermos que Princesa deve participar desse movimento simplesmente como apoiadora uma vez que, graças ao nosso empenho quando estávamos na prefeitura, através do deputado Aguinaldo Ribeiro, conseguimos a extensão da Adutora do Pajeú para a nossa cidade e, por isso, a quase três anos, Princesa já é servida pela excelente água do Rio São Francisco. Essa obra - que considero como a principal e mais importante da minha administração -, além de matar a sede do povo princesense, serve também para lavar a cara de pau daqueles que criticam a minha passagem pela prefeitura quando, se cometi erros, os acertos foram muito maiores.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 30 de agosto de 2019).

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

PARA ESCLARECIMENTOS



Tive minhas contas reprovadas por alguns vereadores aliados do Prefeito e sob o seu comando.
Publiquei um texto sobre a feíssima atitude daquele tipo de pessoa que cospe no prato que come. Apresentei Recurso contra a decisão da Câmara e fui comunicado que a votação, após argumentação minha, tinha sido anulada, pelos próprios Vereadores, após perceberem que a presidência da casa havia praticado erros infantis no trato legislativo.
Esta semana fui intimado para votação, novamente, das mesmas contas, agora mediante um ofício mais caprichado, para evitar erros.
No entando, recebi "recado" do senhor Prefeito que a votação agora será pior, que virão "com gosto de gás". É uma pena. A chance de retratação foi dada. Mas o pior burro é aquele que apanha no mesmo beco, por vezes seguidas.
Que assim seja, então.
Que Deus te abençoe, meu irmão, e te perdoe da tua ingratidão.
Pra tua tristeza, estou em paz e feliz.
E assim continuarei.

Por Thiago Pereira

50 ANOS COM ZÉ GALEGO






     Neste ano de 2019, a “Bodega de Zé Galego”, que hoje se transformou em “Mercadinho São José”, completa 50 anos de funcionamento. Aquele estabelecimento comercial pertenceu, primeiramente, ao senhor João Rosas (pai do atual Secretário Chefe da Casa Civil do governo da Paraíba, Edvaldo Rosas) e, depois ao senhor “Vavá de Fófa”. Desde 1969, Zé Galego negocia naquela esquina muitas vezes nos moldes antigos, quando vende ainda na caderneta e, mesmo com a evolução do comércio de Princesa, detém ainda vasta freguesia que lhe é fiel pelo tratamento e bom atendimento ali dispensado. Parabéns Zé Galego pelo seu empreendimento.





VISITA A “SEU” AUGUSTO E DONA MARIA





     No último sábado, após o meu programa radiofônico, fiz algumas visitas nos sítios Várzea e Lagoa da Fazenda. Na ocasião, estive na casa do meu amigo AUGUSTO BEZERRA LEITE e lá, abracei e conversei com o casal e demais familiares. Nada melhor do que encontrar amigos diletos e com eles confraternizar de forma desinteressada, apenas para reafirmar a amizade e dar combustível ao que há de melhor. Um abraço a “seu” Augusto e a toda aquela maravilhosa família.

                                           

CARTA ABERTA AO PREFEITO DE PRINCESA





Princesa, 29 de agosto de 2019.

Senhor Prefeito Ricardo Pereira do Nascimento,

     Sirvo-me desta para dirigir-me a Vossa Excelência, ao mesmo tempo em que – pela importância que atribuo a esse documento -, dou conhecimento de seu teor ao público sobre fatos da maior relevância que têm o condão de dirimir dúvidas quanto aos seus pronunciamentos radiofônicos eivados de mentiras. Não é sem tempo que tomei essa decisão, pois, o senhor no afã de se autopromover vem, constantemente, trazendo à baila referências à minha pessoa com o único intuito de – em benefício próprio -, confundir as pessoas e plantar a discórdia no seio da oposição.
     Na sua última fala radiofônica, o senhor afirmou que eu sou o coordenador da pré-campanha eleitoral dos “Mouras”. Disse isso com a intenção de denegrir a imagem do pré-candidato Alan Moura pelo fato ser agora “meu aliado” e, portanto, corresponsável pelos “desmandos” da minha administração. Errou duas vezes. Primeiro porque eu ainda não anunciei apoio eleitoral aos do grupo “Moura”. Segundo, porque todos sabem que, em não podendo atingir o doutor Alan, o senhor o faz através da minha pessoa, num discurso eivado de mentiras que, de tanto dizê-las, quer torná-las verdades. Esclareçamos este ponto. É de domínio público que o único erro grave da minha administração foram os atrasos salariais de algumas categorias de funcionários. No mais, meu governo foi profícuo em obras e por demais humanizado quanto ao atendimento na saúde, na educação, na assistência social, etc. Mesmo assim, o senhor insiste em dizer que meu governo foi o pior da história de Princesa. Como pode afirmar isso - o que faz de forma descarada -, quando todo mundo está vendo, hoje, que o seu governo é formado por grande parte de pessoas que, de uma forma ou de outra, eram ligadas à minha administração? Senão, vejamos: os vereadores Valmir Pereira; Jaildo Paulino; Arnaldo da Laje; Ednacharles; Zé Filho; Célio Biró, todos fizeram parte da minha base parlamentar na Câmara Municipal e o senhor cooptou a todos eles – de forma pouco republicana -, para aderirem ao seu projeto de poder. Nesse caso – com algumas exceções -, o senhor levou para junto de si o que houve de pior no meu governo. Além desses acima citados, aderiram também às suas hostes, ex-secretários e ex-diretores meus, a exemplo de Ivanildo Fernandes; Juarez Marques; professora Neuma, dentre outros. Até o candidato a vereador em quem votei nas últimas eleições, o senhor Augusto Rodrigues, se encontra hoje debaixo de suas asas. Depreende-se daí que, se o meu governo foi ruim, o seu tem a mesma cara. Porém, há uma diferença crucial: a história, os comportamentos e as práticas administrativas dos comandantes são completamente diferentes. Enquanto eu tive um passado limpo o seu, eu ignoro; enquanto eu sempre fui humilde e acolhedor, o senhor é arrogante, falso e desagregador; enquanto eu fiz uma administração limpa, o senhor está condenado em segunda instância por acusação de fraude em licitação e impedido de concorrer a cargo público porque está inelegível e inscrito no rol dos políticos “ficha suja”. Eis a diferença de Maximiano para Nascimento. Aliás, eu soube que vossência se irrita quando o chamo pelo segundo sobrenome. Pode me chamar de Maximiano ou de Roberto, não me incomodo.
     Como se não bastasse, o senhor esquece-se de dizer ou de considerar, que participaram também da minha administração doutor Sidney e dona Flora Diniz, para quem o senhor arrasta a asa hoje. Omite, em suas falas, que foi um dos principais auxiliares do ex-prefeito Thiago Pereira (que também participou da minha administração e a quem o senhor acabou de trair politicamente quando determinou aos seus vereadores a reprovação das contas do mesmo) e colega de administração de vários técnicos que funcionaram também no meu governo. Na verdade, todos participaram de tudo, porém, a culpa segundo vossência, é somente minha. Pra seu governo, devo lhe dizer: os “Mouras” foram os únicos que não participaram da minha administração e eu, sou o único que faz oposição cerrada ao senhor e nunca sinalizei com a possibilidade de me aliar ao que há de mais repugnante na política princesense, que é a sua pessoa.
     Nascimento, o senhor participou, sempre, de tudo e de tudo fez um trampolim para conseguir chegar onde está hoje. Para tanto, usou de sua especialidade que é falsear a verdade e trair. Traiu todos aqueles a quem um dia foi aliado: Thiago Pereira; Assis Maria; João Henrique; Edvaldo Rosas; Ricardo Coutinho; João Azevedo; Aledson Moura e os que virão. Só não traiu a mim porque eu nunca me deixei enganar pelos ardis de sua mente doentia que, em sua exacerbada megalomania, só enxerga o poder.
    Por fim, devo informar a vossência e aos que tomarem conhecimento desta carta, que, neste momento, a minha vontade e a minha luta é a de promover uma união das oposições para, de forma mais contundente, derrotar o seu projeto de poder e evitar que o senhor e sua corja de aproveitadores continuem encastelados nesse nefasto poder. Concito a todos para contribuírem nesse afã porque entendo que o mal só poderá ser extirpado se o bem estiver unido. Viva Princesa!

Domingos Sávio Maximiano Roberto