ODE

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

ALÉM DE QUEDA, COICE.



   
  Alguns servidores municipais (contratados e comissionados) procuraram este Blog para denunciar, anonimamente, que a atual administração os mantém servindo com salários atrasados – alguns em até três meses – e, agora, a pretexto de efetuar alguns dos pagamentos, implantou a exigência de que, todos eles, deverão quitar seus débitos com a prefeitura (IPTU; Alvarás; etc.), para poderem receber os seus salários. Isso é uma aberração administrativa e um acinte. Como podem servidores que estão com os salários atrasados, pagarem suas contas antes de recebê-los? Ademais, o salário é sagrado e não pode ter seu pagamento condicionado a nenhuma exigência. Está feita a denúncia. Com a palavra o senhor prefeito da taxação que, além de haver majorado em mais de 100% os Alvarás comerciais, agora manda medir os imóveis para aumentar também o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano.



terça-feira, 3 de setembro de 2019

COUTINHO RECLAMA DA SOLIDÃO



     Acostumado a estar sempre rodeado de áulicos, o ex-governador Ricardo Coutinho reclamou da ausência de seus aliados no evento realizado em Monteiro/PB, no último dia 1º quando, segundo ele: “Muitos políticos há dois anos atrás estavam aqui encangados com Lula e comigo”. Isso prova que o poder é efêmero e que os interesses particulares falam mais alto do que aqueles que envolvem o coletivo, numa prova também de que, muitos dos que antes eram aliados de Ricardo Coutinho tinham uma pedra no bolso para jogar nele. Esperavam apenas a oportunidade adequada. Já dizia o importante político britânico, Lorde Palmerston: “Não existem amizades eternas, nem inimigos perpétuos. Existem interesses mútuos.”.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 03 de setembro de 2019).

BOLSONARO DETESTA PESQUISAS



    
 Ontem, o Ministério da Educação determinou a suspensão da concessão de mais um lote de bolsas que manteriam o financiamento dos profissionais da ciência que desenvolvem pesquisas nas várias áreas do conhecimento no Brasil. Com esse corte, perfaz-se um total de 11.800 (ONZE MIL E OITOCENTAS) bolsas desativadas para aqueles que fazem mestrado, doutorado e pós-doutorado nas Universidades públicas brasileiras. Esse patente descompromisso do governo Jair Bolsonaro com a educação demonstra que o presidente não acredita mesmo e despreza todo tipo de pesquisas.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 03 de setembro de 2019).

NEM AS EVIDÊNCIAS CONVENCEM BOLSONARO



      
Pesquisas realizadas pelo instituto ”Datafolha”, nos últimos dias 29 e 30 de agosto dão conta de que o presidente da República vem caindo na preferência e na aprovação popular. Sobre o governo comandado por Bolsonaro, 38% das pessoas pesquisadas disseram ser ruim ou péssimo; 28% avaliaram como ótimo ou bom e 30% dos entrevistados afirmaram ser regular. Confirmando a tendência da pesquisa anterior, realizada em julho último, isso denota uma constante queda da popularidade do presidente, acrescida de uma agravante, pois, nenhum dos presidentes imediatamente anteriores ao atual, a exemplo de Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, teve avaliação tão baixa no mesmo período de governo.

Arrogante persistência no erro

     Perguntado qual avaliação fazia sobre o resultado da pesquisa, o presidente Bolsonaro respondeu que o instituto “Datafolha” não merece credibilidade. Ora, quando você minimiza seus erros ou os esconde debaixo do tapete, está fadado a permanecer em seus cometimentos. A avaliação constatada na pesquisa recomenda que o presidente mude seu comportamento, pare de conversar besteiras e de criar problemas que só atrapalham o bom desempenho de seu mandato presidencial. Mas, não. O que vemos no Brasil dos tempos recentes, são comportamentos governamentais que não se coadunam com a liturgia do cargo, nem com os interesses do povo, tampouco com a democracia. O presidente diz que está tudo errado e põe a culpa nos governos que o antecederam. Briga com tudo e com todos; descredencia auxiliares graduados publicamente; usa termos chulos; faz brincadeiras jocosas com autoridades internacionais, enfim, promove constantes demonstrações de que não está preparado para o exercício do cargo de presidente.

Democracia

     Estados Democráticos de Direito não permitem o aparelhamento da máquina estatal para servir a quaisquer ideologias. O que vimos com o PT foi o arrogante preparo conveniente do Estado para que os donos daquele partido permanecessem indefinidamente no poder. Agora, o que vemos, é um presidente despreparado e, igualmente arrogante, desmontando a máquina organizada pela esquerda petista e tentando montar a sua própria com base nos ditames da extrema direita. Os do PT louvavam Fidel Castro; Che Guevara; Hugo Chávez, dentre outros ícones da esquerda decadente. Esse de agora, faz descarada apologia dos ditadores militares de 1964 com especial destaque para o general torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Prazo de validade

     O problema é que eles se esquecem de que estão ali conduzidos por uma eleição popular para servirem como remédio para os males do País. Mas se esquecem também de que são iguais aos remédios, pois, os mandatos deles também têm prazo de validade. O PT caiu e, esse que está aí - com menos de um ano de mandato -, já está sendo mal avaliado por aqueles que recentemente o conduziram ao pódio. Fica claro, portanto, que nas próximas eleições, o povo pode criar juízo e tomar o rumo de eleger um presidente com os pés no chão, desprovido de arrogância, com preparo intelectual e emocional para exercer o cargo máximo da Nação e, aí, será tudo desmontado de novo para que seja instalada a normalidade democrática sem ódios, sem ranços, sem vieses ideológicos, mas, com compromissos responsáveis com os destinos do Brasil. Por enquanto, como estamos no mato sem cachorro, é o jeito caçar com gato.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 03 de setembro de 2019).
                                                
                                                                                                                           
                                                                                                                   


PERFIS DE PRINCESENSES ILUSTRES




CORONEL MARÇAL FLORENTINO DINIZ

O coronel MARÇAL FLORENTINO DINIZ, nascido no povoado de Patos de Irerê, em 1869, era filho de Joaquim Rodrigues Florentino (mais conhecido como Joaquim Marinheiro, uma vez ser descendente direto de portugueses) e de dona Alexandrina Maria de Santana. Casou-se, em primeiras núpcias, aos 18 anos de idade com dona Maria Carolina de Andrade, mais conhecida como “Francisquinha”, com quem teve dois filhos: Augusto e Antônio. Viúvo, após três anos de casado, Marçal contraiu novo casamento; desta feita com dona Maria Augusta de Andrade Lima*, apelidada de “Doninha”, que era a filha mais velha de seu compadre e chefe político da Vila de Princêza, o coronel Marcolino Pereira Lima. Desse matrimônio, nasceram os seguintes filhos: Joaquim; Sebastião; Marcolino e Alexandrina (Xandu, que viria a ser esposa do coronel José Pereira Lima). Desde cedo Marçal Florentino dedicou-se à agricultura e à pecuária. Com seu proficiente trabalho acrescido do tino comercial e organização financeira, logo se fez rico proprietário de terras e de gados e, em busca de poder, adentrou na seara política como aliado de seu parente e primeiro mandatário formal da Vila de Princêza, o coronel Manuel Rodrigues Florentino. Nessa condição, Marçal militou, por algum tempo, em campo adversário de seu futuro sogro, coronel Marcolino Pereira, porém, com o falecimento do coronel Florentino e após o enlace matrimonial com “Doninha”, tornou-se aliado do coronel Marcolino que, sem adversários políticos assumiu este, de forma incontestável, o comando da Vila princesense. Com a morte de seu pai, em 1894, Marçal herdou grande extensão de terras no município de Vila Bela (atual Serra Talhada) que as fez maiores quando comprou as partes de quase todos os irmãos, perfazendo um patrimônio de mais de 5.000 (CINCO MIL) hectares de terra, que transformou numa fazenda que recebeu o nome de “Abóboras”. Ali construiu seu império econômico tornando-se um dos maiores fazendeiros da região. Em 1901, mudou-se do povoado de Patos de Irerê e foi morar em Vila Bela onde se firmou como um dos principais homens de negócios e da sociedade daquela próspera vila pernambucana. Ali construiu confortável casa que era também usada para os vários eventos sociais da alta sociedade daquele termo. Já detentor da patente de Coronel da Guarda Nacional, retornou à Vila de Princeza no ano de 1919 onde possuía também excelente moradia, passando a ser o comandante da 21ª Brigada de Infantaria da Guarda Nacional, sediada em Princêza. Casado com “Doninha”, Marçal era cunhado do coronel Zé Pereira e, este, ao desposar a única filha do coronel Marçal, Xandu, fez-se genro do cunhado. Desse casamento de José Pereira com Xandu, nasceram Aloysio Pereira (futuro deputado estadual) e Luizinha (futura esposa do futuro prefeito de Princesa, Gonzaga Bento). Em Princêza, Marçal Florentino instalou, em sociedade com o genro Zé Pereira, uma loja de tecidos e de comércio varejista e de atacado que administrava, juntamente com os demais empreendimentos que tocava, tanto em Patos de Irerê quanto em Vila Bela. Em 1958, já debilitado pela doença e pela idade avançada (89 anos), o coronel Marçal faleceu, em Serra Talhada, sendo sepultado em Princesa, a terra à qual tanto se dedicou. Considerado importante homem por seu envolvimento nos negócios e na política princesense e que muito contribuiu para o progresso e o para o desenvolvimento econômico e social de Princesa está, o coronel Marçal Florentino Diniz, a merecer figurar nos anais da história como um dos filhos ilustres desta Terra.
·         Extraído do livro de Aloysio Pereira Lima: “Eu e meu pai o coronel José Pereira – 1930 – O TERRITÓRIO LIVRE DE PRINCESA”: Carta enviada pelo coronel Marçal Florentino Diniz, solicitando consentimento do coronel e compadre Marcolino Pereira Lima para casar-se com sua filha Maria Augusta de Andrade Lima, chamada pelos íntimos de “Doninha”. A carta, escrita nos moldes de um telegrama, tem o seguinte teor: “Patos, 20 de dezembro de 1890 – Compadre Marcolino – Estimo que esta ache você gozando perfeita saúde e toda excelentíssima família, etc. – Esta tem por fim pedir-lhe sua filha Dona Maria para esposa, caso você queira e for de seu gosto, mande sua resposta pelo mesmo portador. – Saúde fraternidade – Do compadre amigo – Marçal Florentino Diniz.”.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 03 de setembro de 2019).
                                                                                                              
                                                                                         


                                     

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O CIRCO COM O DINHEIRO DA EDUCAÇÃO



     
 Na atual gestão municipal, o prefeito Ricardo Pereira do Nascimento já gastou quase R$=2.000.000,00 (DOIS MILHÕES DE REAIS) com o pagamento de bandas e de estruturas para a realização de festas dançantes, tudo isso financiado com dinheiro da educação. O estranho é constatar que no governo de Nascimento, foram fechadas 11 escolas; os professores tiveram reduzidos seus pagamentos com o corte de algumas gratificações; a merenda escolar que vem sendo servida, no mais das vezes, não é de boa qualidade; o kit escolar distribuído há pouco mais de uma semana é ridículo pela sua composição e mesmo assim, o gestor continua lançando mão dos dinheiros que deveriam ser usados para financiar a educação para promover festas caríssimas que mais servem ao povo de fora do que ao povo de Princesa. De acordo com o TCE – Tribunal de Contas do Estado, Nascimento investiu menos de 60% no setor educacional e reduziu em 20% o investimento na formação e capacitação de professores. Nada contra as festas. Porém, festas devem ser realizadas quando está tudo em ordem, o que não é o caso de Princesa, pois, o descaso não é somente com a educação, uma vez que a saúde está em estado de coma. Nascimento com a palavra.

(Escrito por Domingos Sávio Maximiano Roberto, em 02 de setembro de 2019).