ODE

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Pelo visto, agora, torna-se possível a virada de Pedro sobre João

Analisando o histórico das eleições estaduais para o cargo de governador, constata-se a realidade de viradas históricas. Na Paraíba, por exemplo, em 1990, o então candidato a governador, pelo PMDB, Ronaldo Cunha Lima, terminou o primeiro turno com um percentual de votos muito inferior ao do primeiro colocado, Wilson Braga do PFL. No segundo turno, virou o jogo e venceu a eleição. O mesmo já aconteceu em vários Estados em situações similares.

Agora, aqui na Paraíba, o panorama inicial que se apresenta dá conta de que, Pedro Cunha Lima (PSDB), que chegou em segundo lugar precedido pelo atual governador, João Azevedo (PSB), poderá lograr êxito eleitoral. As adesões que vem recebendo e as que estão prometidas para acontecer em breve, poderão levá-lo a um patamar competitivo permissível a uma vitória eleitoral.

Pedro, que venceu em Campina Grande e ficou em terceiro lugar em João Pessoa, emparelhado com o governador João Azevedo, com essa performance nos dois maiores colégios eleitorais da Paraíba, somado ao fato de ser campinense, é também o candidato que mais vem recebendo declarações de apoios. Na última sexta-feira, Pedro recebeu o apoio de Veneziano Vital do Rego e já tem agendadas reuniões com Nilvan Ferreira (PL), e com o deputado Hugo Motta (Republicanos), este, que foi o mais votado na Paraíba.

Já João Azevedo - em que pese haver ganhado no primeiro turno com uma diferença de mais de 300 mil votos -, perdeu nos dois maiores colégios eleitorais do Estado. Azevedo, ficou em segundo lugar em João Pessoa e em quarto em Campina Grande. Somado a isso, temos que, o governador, ao invés de estar amealhando apoios, os vem perdendo para o seu opositor, Pedro Cunha Lima. Em contributo a isso, João, ao invés de tentar manter os eleitores dos que o renegam agora, vem assinando exonerações a torto e a direito.




 

Homenagem aos 90 anos do carnavalesco Joaquim Gomes

O ano era 1984, no terceiro dia de Carnaval em Princesa. Nós, muito jovens ainda, decidimos fazer uma homenagem a um dos maiores carnavalescos de Princesa: “seu” Joaquim Gomes. Providenciamos uma camioneta, fantasiamos o homenageado e desfilamos pelas principais ruas da cidade exibindo aquele, que podemos dizer haver sido um dos grandes promotores da Festa de Momo em nossa cidade, desde o início do século passado.

Na fotografia acima exposta, estão, da esquerda para a direita: um garoto desconhecido; este que escreve; meu irmão, Antônio Roberto; Joaquim Gomes; Lourdinha de João do Guirra e Geraldo Rodrigues com sua filha, Paula, ao colo. Sentadas, estão as crianças: Vaninha de Zé do Mato; Sofia de Lourdinha e Carla de Geraldo. Essa fotografia me foi concedida pela presteza do amigo “Esquerdinha”, filho do também carnavalesco, Zé de Ana.




Pastor Sérgio Queiroz anuncia apoio a Pedro Cunha Lima

Em entrevista coletiva concedida agora, na capital do Estado, o pastor Sérgio Queiroz (PRTB), que foi candidato a senador nas últimas eleições, e que foi majoritário em João Pessoa, com 106.885 votos, acaba de anunciar seu apoio à candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB) para o governo do estado da Paraíba. 

Reconhecido líder da comunidade evangélica na Paraíba, Queiroz, reúne, neste momento, grande possibilidade de alavancar o nome de Pedro, principalmente em João Pessoa. Esse reforço dá mostras do crescimento da campanha tucana sob os auspícios de lideranças várias da Paraíba.




domingo, 9 de outubro de 2022

A Lista de João

A quantidade de lideranças políticas que têm aderido à candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB), só não é maior do que a de pessoas que constam na lista dos exonerados pelo governador João Azevedo (PSB), por não votarem mais nele. Da lista, que já soma quase uma centena, constam os nomes dos aliados daqueles que, revoltados com a desatenção e as humilhações sofridas durante a campanha do primeiro turno, romperam com João se bandearam para dar apoio à candidatura do tucano, gerando defecções que vêm preocupando por demais as hostes socialistas.

Em paralelo com a famosa Lista de Schindler (livro que virou filme e que trata da saga dos judeus que foram livrados das garras dos nazistas), a "Lista de João" produzirá um efeito inverso. Os que estão, agora, sendo desempregados e jogados na "Rua da Amargura" - movidos pela raiva -, se transformarão em ferrenhos cabos eleitorais de Pedro, e trabalharão com afinco pela derrota eleitoral do governador. Pelo visto, só há prejuízo para Azevedo, uma vez que os substitutos dos demitidos - aliados de carteirinha -, não somarão um voto sequer a mais para o governador.




sábado, 8 de outubro de 2022

A caneta de João já começou a trabalhar

Enquanto Pedro recebe adesões várias Estado afora, haja tinta na caneta governamental para exonerar os que não votam mais nele. O governador não deixou nem o defunto “estourar o fel”. Após o anúncio de rompimento do doutor Aledson Moura em prol da candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB), todos os seus seguidores que faziam parte do governo foram, hoje (08), sumariamente exonerados.

É a velha prática da política de perseguição. Nomeados para cargos atendendo essencial interesse público, quando deixam de rezar na cartilha do chefe político, são demitidos e substituídos por quem os acompanhe politicamente. Na verdade, os cargos não são públicos, mas sim, de quem está no comando e, se a competência é considerada para a nomeação, o critério para a demissão é exclusivamente político-eleitoral.

Há dez anos que o grupo Moura acompanha o grupo do governador, em contribuições para as várias eleições ocorridas e, o que o doutor Aledson colhe agora - além das humilhações públicas que sofreu durante a atual campanha eleitoral -, é ver demitidas pessoas, em desempenho de funções públicas em pleno período eleitoral. Nem desfaçatez houve por parte do governador. L‘État, c’est moi?




SABÁTICAS

. Em 2002, Cássio Cunha Lima (PSDB), foi eleito governador da Paraíba derrotando o candidato do Governo, Roberto Paulino (PMDB) e elegendo, em sua chapa, o então deputado Efraim Morais (PFL) para o cargo de senador da República. Tudo indica que essa dobradinha se repetirá agora com os filhos de ambos: Pedro (PSDB) e Efraim Filho (UB).

. Nunca ocorreu, na Paraíba, que um candidato a governador tenha sido derrotado em João Pessoa e em Campina Grande e, mesmo assim, tenha sido eleito para o cargo maior do Estado.

. O governador João Azevedo (PSB), perdeu a eleição em João Pessoa para Nilvan Ferreira (PL) e ficou em quarto lugar em Campina Grande, o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Fazendo uma leitura histórica, essa situação torna proibitivo o êxito de João nas urnas.

. Sobre o anúncio de Nilvan Ferreira (PL) apoiando Pedro, o ex-senador Efraim Morais (pai), afirma ser isso uma realidade: “o ‘capitão’ já determinou”.

. O ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, declarou apoio à candidatura de Lula e afirmou: Bolsonaro é abjeto”.

. Emocionante a live que Simone Tebet (MDB) levou ao ar em parceria com Lula. Diferente de Ciro Gomes, a emedebista, que já se projeta como figura nacional, despojou-se de raivas e interesses pessoais e promete engajar-se na campanha contra a reeleição de Jair Bolsonaro.

. O feitiço caiu sobre o feiticeiro. As críticas preconceituosas dos sulistas contra os nordestinos que votaram em Lula no primeiro turno das eleições, repercutem negativamente contra Jair Bolsonaro.

. Em que pese haver auferido boa votação para seus candidatos, nas eleições do último dia 02, o prefeito Nascimento, em sua prática “amundiçada”, vive a fazer vídeos debochados nas redes sociais contra seus adversários. A derrota não basta?

. Já dizia Tancredo Neves: A política é como as nuvens do céu; mudam num instante. Pelo visto e pelo andar da carruagem, a mesma caneta que João está usando para demitir, será usada para sua própria exoneração no próximo dia 30.

. Há males que vêm pro bem. O rompimento do doutor Aledson com o governador do Estado já produziu algo de bom: a aproximação dos dois grupos que fazem oposição em Princesa. Vide foto Alan Moura/Sidney Filho.

. Os abraços de hoje, vão para: Ceinha Caetano, Suênia Medeiros, Leonardo campos Lima, Cássia Fidelis, Marcos Vinícius, Dilma Araújo, Alany Moura, Mônica Pereira, Afonso Nóbrega, Suely Araújo, Nildo Almeida, Rafael Silva, Zé Potoca, Sidney Filho e Alan Moura.




sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O governador João Azevedo está colhendo o que plantou

A adesão do doutor Aledson Moura (União Brasil) à candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB) ao governo do Estado é por demais emblemática e causou grande repercussão nos meios políticos da Paraíba. Aliado de longa data do governador, o doutor Aledson, tomou a decisão em face do abandono de que foi vítima na campanha em busca de uma vaga na Assembleia Legislativa e na falta de atendimento aos seus pleitos junto ao governador, principalmente na área da Saúde.

Sem capacidade de liderança, João Azevedo (PSB), conduziu de forma errática sua campanha quando deu prioridade a um grupelho palaciano, em detrimento de lideranças das várias regiões do Estado. A humilhação de que foi vítima o doutor Aledson, quando foi proibido de subir no palanque do governador na região da Serra do Teixeira - atendendo a caprichos de políticos raivosos e exclusivistas -, deu mostras de que, João, não tem poder de mando e colhe, agora, os frutos de sua incapacidade política.

A parceria firmada por Aledson Moura com Pedro Cunha Lima, não é um fato isolado. São muitas as adesões anunciadas para os próximos dias. Em sua fala, Aledson reafirmou seu compromisso com a área da Saúde, enfatizando ser a região polarizada por Princesa, “a que menos cresce e a mais abandonada”. Já o candidato Pedro realçou a “expressiva representatividade de Aledson na região de Princesa” e comprometeu-se a atender aos pleitos de Moura, tais como: reestadualização do Hospital Regional; a criação de uma maternidade e a instalação de uma UTI.




12Prefeitura de Tavares promove festas tradicionais em seus Distritos

O prefeito de Tavares, José Genildo da Silva, mais conhecido como Coco de Odálio, anuncia a realização das festas tradicionais de dois de seus principais Distritos. Na Jurema, a festa ocorrerá no próximo sábado, dia 08 deste mês e, no Silvestre, a festa será realizada na próxima terça-feira, dia 11. Em Jurema participarão as bandas Glício e Neno do Acordeon e, no Silvestre, a festa será animada por Roberto Vaneirão e Núzio. Ambas as festas, fazem parte do calendário festivo tradicional da cidade de Tavares.




quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Morreu dona Carminha

Faleceu, na manhã de hoje (06), em João Pessoa, dona Maria do Carmo Oliveira, mais conhecida como "dona Carminha". Água-branquense que nasceu quando aquela cidade pertencia ainda a Princesa, casada com "seu" Lino (já falecido), completaria 94 anos de idade no próximo dia 28. 

Dona Carminha era mãe do líder político e ex-prefeito de Princesa, doutor Sidney Oliveira, e também de Marcos, Cláudio, e mais seis filhos. Senhora de bem, pertencente a uma familia tradicional de Água Branca, e morou por muito tempo em Princesa. Através deste Blog, expressamos nossos sinceros sentimentos a todos os familiares.




NOMINANDO DINIZ NETO

NOMINANDO DINIZ NETO, mais conhecido como Manito, nasceu em Princesa em 15 de fevereiro de 1944, era filho de José Nominando Diniz e de dona Laura Dantas Diniz. Neto do líder político princesense, Nominando Muniz Diniz (“Seu Mano”), era o querido do chefe do clã “Diniz”. Perdeu o pai muito cedo e foi criado pelo avô. Casou-se com dona Rosa e teve, com ela, dois filhos: Júnior (que levava seu nome) e Cinthia. Pulou a cerca e constituiu família com uma nissei em São Paulo com quem teve mais dois filhos. Alguns podem até questionar porque incluo Manito nessa Antologia de princesenses ilustres e eu, aproveito para justificar essa inclusão.  uma pessoa de grande coração, inteligente e dono de privilegiada presença de espírito. Em que pese seu comportamento, muitas vezes, dissonante dos padrões exigidos pela sociedade quando, contumaz consumidor de bebida alcoólica e farrista por excelência, era também de grande coração e, em sua profissão de advogado, um grande causídico. Se não inscrito na relação de advogados famosos, ricos e bem-sucedidos, foi reconhecido em Princesa como o defensor dos pobres e desvalidos, uma vez que sempre esteve à disposição dos despossuídos para defendê-los, gratuitamente, junto aos tribunais.

Advogado e político

Formado em Ciências Jurídicas pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba foi, por obra e graça do prestígio do avô, nomeado Advogado de Ofício (o equivalente hoje a Defensor Público). Nessa condição, veio “destacar” na Comarca de Princesa onde esteve presente sempre - não por obrigação, mas, por prazer -, a defender aqueles mais necessitados que o procurassem no exercício de seu mister. De família política, viu-se, Manito, submetido às urnas – não por vontade própria, mas, por imposição familiar -, quando se candidatou a deputado estadual no pleito que se realizou em 1970. Não logrou êxito nas urnas, porém, obteve uma expressiva votação na região polarizada por Princesa. Esses votos, além do prestígio familiar, lhes foram dados, gratuitamente, pelo muito que sempre fez pelos mais pobres quando os defendia sem nenhum interesse financeiro junto à Justiça e às Delegacias de Polícia. Era, o neto de “seu” Mano, conhecido como o advogado dos pobres. Abraçava as causas daqueles que não tinham com que pagar e o fazia com muita dedicação como se dinheiro estivesse ganhando. Certa feita, quando defendia um homicida do município de Água Branca, que havia cometido duplo assassinato (matou a mulher que o traía e o “urso” que a “comia”), após emocionante discurso em defesa de seu constituído que havia sido “covardemente” traído pela mulher, o nosso advogado perorou da tribuna do Fórum:

“Vejam, senhores jurados, quão humilhante é a situação desse “corno”. Aqui, cabisbaixo na sua vergonha de haver sido traído pela mãe de seus filhos. Traído covardemente, repito, enquanto trabalhava para adquirir o sustento da família. Se não mereceu o respeito da esposa a quem amava e respeitava, deve merecer a compaixão dos senhores jurados e ser livre para continuar sua faina diária em busca do pão de cada dia para sustentar sua numerosa prole. Coloquem-se, os senhores, neste momento, no lugar desse “corno” e entenderão sua atitude que foi tão somente um ato em defesa de sua própria honra, que foi maculada por uma mulher a quem amava, confiava e respeitava!

Após esse discurso contundente e apelativo de Manito, o senhor promotor de Justiça apresentou aos jurados o “pau” usado pelo réu para matar sua mulher e o amante. O instrumento do crime, medindo aproximadamente um metro, continha, ainda, manchas de sangue, ao que protestou, junto ao meritíssimo juiz, o “advogado dos pobres”, dizendo:

“Senhores jurados, eu garanto-lhes que o “pau” que provocou a desonra desse “corno”, era muito maior do que esse que o senhor promotor nos apresenta agora!”.

O discurso surtiu efeito. Após a votação dos jurados, o réu foi absolvido por sete votos a zero.

O espirituoso

Certo dia, Manito, espirituoso e engraçado que era, estava observando os trabalhos da construção da “Estrela” na Praça “Dona Nathalia do Espírito Santo” – obra encetada pela administração do então prefeito e seu tio Antônio Nominando -, quando acompanhado pelo correligionário Gerson Patriota (um curioso de obras e com fama de sabe-tudo), que preocupado com a grande quantidade de lama que deveria ser removida daquela lagoa para que pudesse ser construída a referida “Estrela”, perguntou ao mestre de obras:

                               “Diga-me uma coisa: como farão para retirar essa lama toda no braço?”. Manito antecipou-se ao chefe dos trabalhos e disse; “Ah, Gerson, esse serviço vai ser feito com o aritendel!”. Aí, Patriota assentiu em tom de convencimento: “Ah! Com o aritendel é outra coisa!”. Manito virou-se prá Batista de Nequinho, mestre de obras que estava ao seu lado e perguntou; “O que diabo é aritendel?”.

Ele era assim, espirituoso, inteligente e engraçado. Fazia a festa nas rodas formadas nas calçadas e nas mesas de bar. Detentor de amplo conhecimento das coisas e de verve fácil se fazia entender por todos quando confabulava sempre de forma divertida, sem escolher plateia, fossem adversários ou correligionários. Generoso e desapegado às coisas materiais era sempre pródigo com os outros e, quando defendia alguma causa em que auferia algum honorário, fazia a festa pagando bebida e comida pra todo mundo. Por conta desse comportamento, durante sua convivência com os princesenses, nunca constituiu nenhuma inimizade sendo sempre amigo de todos.

O trágico e prematuro fim

Em que pese todas essas qualidades, foi Manito, punido pelo destino quando misteriosamente assassinado em 27 de maio de 1995, aos 51 anos de idade, ocasião em que dormia em sua residência em João Pessoa/PB, com um tiro na cabeça – crime que já completa 27 anos –, ocorrência nebulosa que até hoje não teve solução quanto aos autores dessa violência e que deixou, a alguns de seus familiares e a muitos amigos, além de saudade daquele que, somente com sua presença e sua luminosa inteligência, preenchia o vazio da tristeza que nunca foi sua companheira, dúvidas atrozes quanto aos autores de seu assassinato quando as maiores suspeitas recaíram sobre seus próprios familiares (mulher, filhos e genro). Diante desse mistério que persiste até hoje, resta-nos lamentar e homenageá-lo por tudo o que representou para Princesa, inscrevendo Nominando Diniz Neto, Manito, como um dos ilustres filhos desta Terra.