ODE

terça-feira, 15 de abril de 2025

O acordo da anistia aos golpistas

 

A defesa da anistia que a extrema direita pede para os que depredaram as sedes dos Três Poderes da República em 8 de janeiro de 2023 é baseada em uma grande mentira. Se a Justiça não houvesse chegado até os figurões que urdiram o golpe, aqueles “idiotas úteis”, que serviram de massa de manobra estariam relegados ao total esquecimento. Na verdade, a PEC da anistia envolve um grande “jabuti” que foi inserido na peça para livrar a cara do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos militares que o auxiliaram na tentativa golpista.

Agora, parece que um acordo está sendo alinhavado pelo governo do presidente Lula e o STF para que, as penas imputadas aos pobres coitados da Praça dos Três Poderes, sejam revistas e diminuídas. Esse acordo conta com o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. É melhor esse acordo do que um outro que permita que, toda vez que alguém perder a eleição tenha o direito de quebrar tudo para provocar um golpe de Estado com o intuito de permanecer, indefinidamente, no poder.



A Casa do professor Adriano Feitosa

A casa do professor Adriano Feitosa Cavalcanti (foto acima), situada à Rua “Padre Arcoverde”, no centro de Princesa (no oitão da Igreja), apesar de parcialmente descaracterizada, ainda mantém intacto seu frontispício original. Nessa casa residiu por muito tempo um dos mais importantes educadores e político da nossa cidade. Ali também se estabeleceu, por algum tempo, sua escola para crianças e jovens princesenses. Muitos dos filhos desta Terra que se tornaram ilustres por seus feitos, tanto no campo da cultura, da política, dos negócios, etc. foram alunos do professor Adriano Feitosa Cavalcanti, a exemplo do grande tribuno Alcides Vieira Carneiro, dentre outros.

Além de professor, Adriano Feitosa foi também político. Vereador eleito nas eleições de 1935, foi escolhido pelos seus pares como o primeiro presidente da Câmara Municipal de Princesa (1936/1937), um dos motivos para aquela Casa de Leis ser hoje denominada de “Casa de Adriano Feitosa”. Outra homenagem importante a esse ilustre princesense está na vizinha cidade de Tavares, onde o principal estabelecimento de ensino público leva seu nome. Importante o resgate histórico desse imóvel, pois, além de residência do grande mestre funcionou também ali uma das mais antigas e importantes Escolas de Princesa.



segunda-feira, 14 de abril de 2025

A batina de bronze

 

Até o início do século XX os filhos das famílias abastadas tinham seus destinos decididos pelos pais. Via de regra os rebentos do sexo masculino eram designados para três carreiras consideradas essenciais no cenário da sociedade daquele tempo: eclesiástica, militar e jurídica. Já as filhas mulheres, no seio das numerosas proles dos potentados da época, educadas para as prendas do lar, eram oferecidas em casamento para os filhos varões dos amigos e compadres do mesmo nível social.

Os grandes proprietários de terras, pecuaristas e agricultores eram chamados de "coronéis" ou "majores" e tinham total poder de mando nos limites de seus feudos. Decidiam tudo de forma inquestionável, principalmente quanto ao destino dos filhos. Com Francisco Joaquim Flor, mais conhecido como major "Flor", não era diferente. Casado com dona Emerenciana o prolífico casal tinha 8 filhos: 5 homens e 3 mulheres.

O major Flor era dono de vasta propriedade no sertão da Paraíba nos domínios do município de Piancó, uma fazenda banhada, em grande parte, pelo rio de mesmo nome. Morava numa grande casa de alvenaria que tinha, encostado, um curral para o gado leiteiro. Além da mulher e dos muitos filhos o fazendeiro agregava também criados alguns deles ex-escravos pertencentes ao seu falecido pai. O major era um galegão alto e forte de quarenta e poucos anos de idade, portador de uma calvície acentuada e dono de um penetrante olhar azul. Emerenciana era uma muiher um pouco mais jovem que o marido, também branca, de estatura mediana, rechonchuda de corpo e, em que pese os dentes estragados, dona de um largo sorriso e de excelente temperamento.

Logo que os filhos mais velhos começaram a ficar taludos, o major Flor providenciou uma professora particular para ensiná-los a ler e escrever, inclusive às meninas - o que era raro naquele tempo quando as fêmeas eram destinadas apenas às coisas do lar. A professora, Iracema, era uma solteirona que, para o exercício do ofício de lente dos filhos do fazendeiro, passou a morar na Casa Grande como se fora da família. Dona "Cema", como era chamada pelas crianças, ministrava aulas de manhã aos meninos e, à tarde, às meninas. Era assim, tudo separado.

Alfabetizados, práticos em álgebra e aptos na leitura e na escrita além de noções elementares sobre ciências, história e geografia, os filhos do major, prontos para ingressarem no ensino secundário, foram designados para estudarem no Seminário Diocesano de Olinda/PE e dali, numa triagem feita pelo pai, seguiriam o destino traçado por este. Corria o ano de 1900 quando o fazendeiro resolveu encaminhar os filhos. O mais velho, Francisco, foi despachado para o Rio de Janeiro para fazer a Escola Militar da Praia Vermelha. O segundo, Luís, ficou no Recife onde iniciou o curso de Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito, a mesma em que estudou o poeta baiano Castro Alves.

João e Augusto que sempre se mostraram avessos as letras voltaram para casa com o encargo de auxiliar e dar continuidade ao ofício do pai.

O mais novo deles - o mais ativo de todos - foi designado pelo major para ser padre e continuou no Seminário de Olinda. Ainda na puberdade, mesmo a contragosto António resignou-se à vontade do pai e continuou ali seus estudos. Dois anos após essa determinação paterna, em 1902, já um rapaz de 16 anos Antônio voltou para casa em férias escolares e suplicou à mãe para que convencesse o pai de que não tinha vocação sacerdotal, não queria ser padre. "Meu filho, você sabe como é seu pai quando toma decisões: não volta atrás!" Disse-lhe dona Emerenciana. "Mamãe, eu não tenho vocação, eu não quero isso pra mim. Jamais serei um bom padre!" Implorou o rapaz.

Aflita com a situação do filho caçula Emerenciana criou coragem e abordou o marido para tratar desse delicado assunto: "Francisco, o que você acha de dar uma oportunidade a Antônio de escolher a carreira que ele deseja seguir?" Instou a mulher. "Como assim Merenciana? Num já está resolvido? Ele vai ser padre!" Afirmou o major. Titubeando, a mulher tentou argumentar: "Mas..." "Não tem mais nem menos, mulher! Eu já decidi e pronto!" Encerrou o marido. Triste, a mãe comunicou ao filho sobre a conversa com seu pai e recomendou ao rapaz que se conformasse, afinal, iria servir a Deus, acrescentando que não deveria contestar a vontade do pai.

Contrariado o rapaz retornou ao Seminário para continuar seus estudos. Dedicado e inteligente Antônio se destacava entre os alunos daquela escola religiosa, sempre laureado com avaliações de destaque. Com tendência para o aprendizado de línguas o seminarista se tornou um notório latinista; sempre que seus colegas tinham dificuldade em traduzir ou escrever na língua do Lácio, a ele recorriam. Após cursar Filosofia e Teologia o seminarista, Antônio Joaquim Flor foi ordenado padre em 1911. Designado pelo bispo da diocese de Cajazeiras foi nomeado vigário da paróquia de Santa Maria Madalena em Teixeira/PB, onde ficou até 1922, quando foi designado para a paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Princesa. Ali chegou no auge da efervescência cultural e política daquela próspera cidade serrana.

O novo pároco era um homem alto, loiro, de cabelos escorridos, voz potente, austero e, às vezes, até grosseiro no falar e no trato com as pessoas. Em Princesa passaram a chamá-lo de padre Flor. O novo vigário apresentou-se ao coronel José Pereira Lima e às demais autoridades civis e militares da cidade e logo imprimiu novos modos e costumes na condução, tanto dos ofícios religiosos, quanto na forma de tratar com o povo e com os poderosos do lugar. Assumiu a Paróquia e, além de não se submeter às ordens do coronel, agindo com autonomia o padre Flor tinha pulso firme em suas determinações demonstrando comportamento severo e, as vezes, arrogante até na lide religiosa.

Não bastasse isso, o novo pároco recusou a oferta de morar na Casa Paroquial, imóvel de propriedade do coronel, preferindo alojar-se em uma casa afastada da cidade que mandou reformar para esse fim. Era um imóvel amplo com muitos quartos e com um jardim do lado esquerdo. Do lado direito da casa, um grande curral onde abrigava o gado leiteiro que trouxe de sua propriedade em Teixeira. Para servi-lo, o padre contratou alguns empregados entre eles um jovem negro chamado Pedro para cuidar do gado. Para governar a casa mandou vir, de um sítio próximo ao povoado de Curral Velho, uma jovem mulher sua conhecida.

A governanta, chamada Alexandrina era uma mulata de seus trinta anos de idade, desprovida de beleza facial o que era compensado por um corpo bem delineado. Dissonante de seu bom humor era uma mulher muito autoritária. "Xanda", como a chamavam mandava em tudo e em todos, inclusive no padre. Para os que conviviam na Casa Paroquial, o cenário se apresentava como se o sacerdote fosse refém da governanta, pois, apesar de seu temperamento forte e arrogante padre Flor se submetia obediente às determinações de Xanda, sem questioná-la e sem desfazer o que ela ordenava. A sintonia entre os dois era perfeita.

Se na Paróquia a vida era conturbada, no solar do padre Flor tudo corria muito tranquilo. As dificuldades do ministério religioso se atinham ao estranhamento do cura d'almas com o coronel Ze Pereira. Nessa época, o coronel, já desafeto do cangaceiro Lampião, o perseguia pelas terras nas imediações de Princesa. Já o padre Flor, amigo e parente distante de Marcolino Florentino Diniz, do Povoado de Patos - este coiteiro de cangaceiros e, portanto, mal visto pelo tio e cunhado Zé Pereira -, quando ia celebrar ali, na capela de São Sebastião se refestelava à mesa de Marcolino por quem tinha muito apreço. Essa amizade punha o padre mais distante ainda do poderoso coronel.

Eram poucas as pessoas que frequentavam a casa do vigário de Princesa. Arredio e de poucos amigos - como que para se defender de algo que não pudesse vir a público -, o padre Flor não gostava de intimidades. Mesmo mantendo essa privacidade, para espanto da comunidade religiosa de Princesa, descobriu-se que a governanta, Xanda, estava em adiantado estado de gravidez. Já eram muitos e corrosivos os comentários desabonadores à conduta do sacerdote quando diziam que o padre Flor era muito solícito no trato com as mulheres. Sob o estímulo de seus desafetos, a notícia da gravidez da governanta logo tomou conta da rua. Era só no que se falava. Sabedor dessa repercussão negativa, o vigário, com o intuito de estancar esse falatório, mais que depressa celebrou ali mesmo em seu casarão, o casamento de Xanda com Pedro, o negro que cuidava de seu gado.

No domingo seguinte ao enlace da governanta, o padre proferiu, do púlpito da Igreja de Princesa, um violento sermão condenando aqueles que "caluniam e difamam a vida das pessoas de bem". Mesmo sem ter a certeza de que o coronel participara disso, mandou um recado velado, quando disparou: "Aqueles que se dizem líderes e que apontam seu dedo sujo contra os outros, quando estimulam seus pariceiros a caluniar e difamar, serão submetidos ao peso da justiça Divinal" e prosseguiu, agora em latim: "Calumniari est falsa crimina intendere!" (Caluniar é imputar falsos delitos!) e encerrou: "Abi hinc in malam crucem!" (Vai-te pro infernol). A guerra estava declarada. Após essa fala contundente do padre Flor, o coronel deflagrou uma campanha surda para desmerecer ainda mais o vigário.

Diziam, a boca pequena, que o padre flor, sempre que era procurado por uma mulher em busca de orientacão ou para se confessar, ele passava lhe as mãos em seu colo e perguntava: "Cadê o escapulário?" Falavam também que, no confessionário, enquanto "sapecava" na escuta das revelações de culpas dos homens, se demorava nas confissões auriculares das mulheres, estimulando-as sobre os pecados da carne, e que se comprazia com isso. Eram tantos os comentários desabonadores contra o vigário, que até uma piada corria solta pelas ruas da cidade, quando diziam em tom de galhofa: "Se a batina do padre Flor fosse de bronze, todo mundo escutaria as badaladas de longe!" Isso irritava sobremaneira o cura que, a cada dia, ficava mais violento em suas prédicas durante as missas que celebrava. Do púlpito, falava ferozmente, tal qual um animal acuado. E o coronel se deliciava com tudo isso.

Enquanto corriam esses comentários "maldosos" , Xanda deu à luz uma menina que, no dizer dos desafetos do padre, era tão branca que se confundia com os alvos lençóis que cobriam a mãe em seu resguardo. Mesmo assim, o padre Flor não se resguardava. Em vingança, para irritar Zé Pereira, o sacerdote celebrou, na capela de São Sebastião no Povoado de Patos, em agosto de 1924, o casamento do cangaceiro Meia-Noite - inimigo do coronel - com Zulmira. Essa foi a gota d'água em sua relação com Ze Pereira que usou de seu poder junto às autoridades estaduais para intercederem junto ao bispo metropolitano da Parahyba, dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques para transferir o padre para outra freguesia.

Sem conseguir a remoção do vigário, o coronel resignou-se e se manteve afastado do padre e este, cuidando da Igreja e da já numerosa prole de Xanda - entre 1924 e 1930, a governanta teve mais três filhos e, como diziam as más línguas: "todos branquinhos que nem leite" . Veio a Guerra de Princesa deflagrada em fevereiro de 1930, o que se prolongou até agosto daquele ano, período em que, tanto os comentários acerca do comportamento sexual do padre quanto sua briga com o chefe da cidade, arrefeceram. Durante essa trégua, o padre Flor viveu recolhido à sua moradia celebrando pouco e sem envolvimento algum no conflito.

Em outubro de 1930, o coronel Zé Pereira foi defenestrado do poder pela Revolução vitoriosa daquele ano e teve de evadir-se de Princesa para não ser preso. Em 1931, o padre Flor, aos 45 anos de idade, já acometido de uma doença renal que lhe minava as forças, quando proferia um sermão contundente, ainda em defesa de sua honra, teve uma crise de apoplexia e caiu morto em pleno púlpito durante a celebração de uma missa. Foi enterrado na sacristia da Igreja Matriz de Princesa onde desempenhou parte de seu conturbado ministério sacerdotal. O cortejo fúnebre, atendendo a um pedido seu em vida, foi acompanhado pelo som da matraca que anuncia a morte de Jesus Cristo na Semana Santa.

Sem herdeiros necessários o padre Flor teve o cuidado em deixar, guardado no cofre, um documento manifestando sua vontade quanto ao destino de seus bens, no qual estabelecia, em detalhes, o que deveria ser feito com o seu patrimônio após sua morte. Aberto seu testamento, escrito de próprio punho e registrado em Cartório, estava anotado, no cabeçalho, em latim: "Heredis institutio est caput et fundamentum testamenti* (A instituição dos herdeiros é o princípio e fundamento do testamento). Em seguida, lavrado em detalhes, o vigário deixava todos os seus bens consignados em favor dos quatro filhos da governanta e fechava o documento declarando que são eles: Heres suus et necessarius* (Herdeiros por si e necessários). Guiada por um destino previamente traçado a controversa vida do padre Flor foi tão forte e movimentada quanto exigia seu temperamento.



Um show fora da curva

Conforme postagem veiculada pelo blog "Portal da Serra" a prefeitura de Princesa já contratou as atrações para as festas Juninas deste ano. Pelo que vi serão o cantor Leonardo e a banda "Seu Desejo". Essa contratação vai custar ao município, nada mais nada menos do que R$ 1,2 milhão. Isso mesmo! Sem explicação esse gasto excessivo, pois, o cachê do cantor Leonardo é R$ 250 mil. Assim sendo, somente a banda custará R$ 950 mil. Muito estranha essa transação porque inexplicável. É certo que as festas têm de acontecer para alegrar a juventude, mas é necessário também que a coisa seja feita com honestidade. Essa contratação, se verdade for, está completamente fora da curva, um verdadeiro acinte à população princesense.



sábado, 12 de abril de 2025

SABÁTICAS

. A triste sorte dos que esperam por um transplante de órgão no Brasil é que, 47% dos familiares daquelas pessoas que morrem de acidente ou de outros episódios trágicos, não autorizam a doação dos órgãos.

. No Congresso Nacional, repousa um Projeto de Lei que obriga a retirada de órgãos de seres humanos mortos para doação. O problema é que, a sensibilidade dos parlamentares sadios ou que não têm parentes com necessidade de transplantes, dorme também.

. O “tarifaço” de Donald Trump mais parece um bumerangue num constante vai-e-vem. Agora, o galego tachou a China em 145% e deu uma trégua de 90 dias aos demais países. Enquanto isso, Bolsas de Valores caem, o dólar sobe e as incertezas aumentam. Não há mais confiança no mercado.

. Para o presidente Lula, o “tarifaço” de Trump vai dar na cabeça dele: “Não é com um cavalo-de-pau que se conserta a economia”, disse o presidente.

. Na verdade, o presidente americano, sob pressão dos empresários de seu país, recuou mais uma vez. Enquanto isso, sua popularidade cai vertiginosamente.

. O deputado federal, Gilvan da Federal, cristão empedernido, fez um pronunciamento da tribuna da Câmara dos Deputados desejando que o presidente Lula morra. Depois, em nome de Deus, pediu desculpas.

. Isso é a prova de que, os conservadores que defendem o lema: “Pátria, Família, Deus e Propriedade”, hipocritamente, usam o nome do Divino para pedir perdão e pecar de novo.

. O prefeito de São José de Princesa, Juliano Diniz, comemorou os 100 dias de sua nova administração com a divulgação de uma enquete em que reúne 92% de aprovação popular.

. Falar nisso, no último dia 10 o prefeito Garrancho completou 100 dias de mandato e, Nascimento, completou 3.022 dias de efetiva gestão. Parabéns aos dois.

. Na última quinta-feira (10), Garrancho se encontrava no Fórum de Princesa quando um gaiato lhe perguntou; “E aí, homi, tu assume quando?”

. Nessa mesma quinta-feira (10), aconteceu a Audiência da AIJE que investiga o uso da máquina pública nas eleições de 2024 em Princesa.

. Nos depoimentos das testemunhas apresentadas pelo pelos acusados (Ricardo Pereira do Nascimento, Ednaldo Melo Garrancho e Fábio Brás Pereira), a maioria afirmou que recebeu o benefício, mas, o cheque endossado, ficou na prefeitura.

. Segundo os advogados de acusação, ficou clara a utilização de “caixa dois” com o dinheiro público e, diante da inconsistência dos depoimentos, restam as provas que estão acostadas ao processo que deverá ser julgado em breve.

. Falar em Garrancho, serão dispendidos, para financiar as festas juninas de Princesa, nada mais, nada menos do que R$ 1,2 milhão com a contratação do cantor Leonardo e da banda “Seu Desejo”.

. Em recesso permanente, a Câmara Municipal de Princesa, que há 100 dias não realizou um Sessão Ordinária sequer, parece que, agora, depois que botaram uma porta de vidro na frente do prédio, vai começar os trabalhos legislativos.

. A PEC da anistia, segundo fontes fidedignas de Brasília, não vai mesmo ser pautada. Sujos que nem pau de galinheiro, os que podem promover isso temem retaliações do STF. Ademais, o presidente do Senado já avisou: “Aqui não pauto”.

. Tem figurão da República com as barbas de molho. Coisas que podem respingar em Princesa.

. Os abraços de hoje, vão para:  Quéops Lira, Irene Antas, Aurora Dora, Hosana Rodrigues, Júlia Maria Andrade, Francisco Saulo, Lêda Maria, Iranilda Caitano, Diana Patrícia, Antônio Lira, Leo Costa, Rafael Silva, Zé Alberto do Posto, Marcelo Mandú, Neno França, Carlos da Eletrônica, Socorro Sabino, Aurineide Oliveira, Célia de Ilo, Mariângela Sitônio, Carlos Bolinho, Marcos Oliveira, Geane Morais, Cristina de Telô, Cícero Arruda e Enedi Pinheiro, Gean de Zé de Orlando, Norma Medeiros, Manoel Aranha e Luísa do Peixe.



sexta-feira, 11 de abril de 2025

Realizada audiência de instrução da Ação Eleitoral que investiga ex-prefeito de Princesa e seus candidatos da chapa majoritária em 2024

Ontem (10) foi realizada Audiência de Instrução da Ação Eleitoral que investiga o ex-prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento e o prefeito e vice-prefeito eleitos no pleito de 2024, Ednaldo Melo Garrancho e Fábio Brás Pereira, respectivamente. Os três são acusados de abuso de poder político e econômico pela elevada concessão de ajudas de custo e de doações em período eleitoral, o que, em 2024, foi três vezes maior do que em 2023, além do aumento de gastos com as cooperativas e da ausência de documentos comprobatórios das pessoas contratadas.

Os indiciados são acusados da emissão de cheques nominais a beneficiários e por estes endossados e que foram descontados sem que o dinheiro chegasse às mãos dessas pessoas. Além dessa prática suspeitíssima, o ex-prefeito é acusado também de coagir funcionários a participarem de atos de campanha eleitoral. Já o senhor Garrancho, atual prefeito e então presidente da Câmara Municipal em 2024, é acusado da excessiva contratação de pessoal por aquele Poder em pleno período eleitoral.

As oitivas deixaram a impressão de evidentes irregularidades quanto à prática de "caixa dois" com o dinheiro público. Após a audiência, o processo vai seguir para as Alegações Finais e, em seguida, a Juíza Eleitoral da 34ª Zona Eleitoral deverá prolatar a Sentença do processo que, em caso de consumada sua procedência, os mandatos dos investigados poderão ser cassados e, a Justiça, determinará a realização de novas eleições na cidade de Princesa.



Câmara Municipal de Princesa: 100 dias de recesso!

Empossados os vereadores de Princesa em 1º de janeiro deste ano e instalada a Legislatura, até a presenta data nenhuma Sessão Ordinária foi realizada. Os nosso edis mirins só têm-se reunido, em Sessões Extraordinárias, para votar, de forma intempestiva, Projetos de Lei que atendem ao interesse do Poder Executivo. Nenhuma discussão acerca dos problemas do município, tampouco apreciação de matérias apresentadas pelos poucos vereadores de oposição.

Na verdade, nada existe aí de novidade. Ao longo dos últimos 8 anos, a prática foi essa. A Câmara Municipal de Princesa tem sido uma Casa carimbadora das proposituras do prefeito completamente monitorada pela vontade do alcaide em detrimento dos interesses populares. É triste constatar que, esse Poder Legislativo, que já foi um dos mais atuantes do estado da Paraíba, se ache, hoje, ajoelhado diante da vontade política, não do prefeito atual, mas, do ex-alcaide que continua mandando.



As cotas que ceifam mandatos

As intenções dos legisladores podem até terem sido boas quando prepararam e aprovaram a lei de cotas para mulheres na urnas, porém, as consequências têm sido nefastas e por demais autoritárias quando destituem de seus mandatos vários vereadores eleitos. Ao meu ver, é arbitrária essa legislação. Não há nenhum dispositivo legal dizendo que mulheres não podem ser candidatas a cargos eletivos, mas sim uma lei que determina uma cota de vagas para o sexo feminino que não podem ser preenchidas por homens. Até aí, tudo bem.

O sistema de cotas é salutar, principalmente quando trata da reserva de vagas para estudantes pobres egressos das escolas públicas; negros; indígenas, etc. para as Universidades públicas porque esses se viam impedidos de ingressar no ensino público e, agora, têm livre acesso. Mas isso é outra coisa, pois, eles [os estudantes] anseiam por esse ingresso e o fazem de forma efetiva, o que vem trazendo resultados positivos quando muitos jovens das classes inferiores estão adquirindo seus diplomas universitários. Nesse caso, a obrigação é salutar.

Quanto às mulheres na política, o problema é que a lei parece obrigá-las a ser candidatas mesmo que elas não queiram e, com isso, os partidos, no afã de cumprir essa lei enviesada, registram nomes de mulheres apenas para preencher a cota. Essas mulheres não fazem campanha, tiram pouquíssimos votos e, os homens eleitos por esses partidos, perdem os mandatos sob a alegação de que usaram as mulheres como escudos eleitorais. Quem em sã consciência pode entender isso? É verdade que as mulheres fazem a maioria do eleitorado, porém, mesmo assim, são sub-representadas nos diversos poderes legislativos.

Essa sub-representação, no entanto, é fruto da inapetência das mulheres pela política. Antigamente, poderia até se dizer que elas não tinham espaço. Hoje, não! Hoje, as mulheres têm vagas reservadas e garantidas para concorrerem a cargos eletivos; são privilegiadas na repartição do bolo dos recursos do Fundo Eleitoral. Mesmo assim, não querem ser candidatas e, quando o fazem, aceitam participar somente para constar. Isso é culpa dos homens? Por conta dessa arbitrariedade, nesta semana que se finda, vários vereadores do estado de Pernambuco perderam seus mandatos quando a Justiça cerceou a vontade popular baseada numa lei que existe, não para beneficiar as mulheres, mas, para prejudicar os homens.



Senador Efraim Filho toma posse na presidência da Comissão Mista de Orçamento

Um dos cargos mais importantes do Congresso Nacional, a CMO - Comissão Mista de Orçamento, a presidência, será exercido, a partir de ontem (10) pelo senador paraibano, Efraim Filho (União Brasil). A CMO que tem 40 membros (30 deputados, 10 senadores e igual número de suplentes) tem o precípuo encargo de analisar o Orçamento Federal, emitir pareceres e votar propostas relacionadas ao ciclo orçamentário, como o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e, por fim, Lei Orçamentária Anual (LOA). Para o novo presidente da CMO a importância do Orçamento vai além do Congresso Nacional: "É uma pauta de extremo interesse do Brasil e de todos os brasileiros", pontuou o senador.



quinta-feira, 10 de abril de 2025

Senador Efraim Filho é homenageado em Brasília

 

Nesta quarta-feira (9), o senador Efraim Filho (União Brasil), foi homenageado, na Capital Federal, com a entrega da Medalha do Mérito Comercial "Corálio Oliveira". A comenda, que foi concedida também ao governador João Azevedo (PSB) e ao presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos). A solenidade aconteceu no restaurante do Sesc na Câmara dos Deputados, promovida pelo presidente da Fecomércio/PB, Marconi Medeiros, oportunidade em que estiveram presentes vários deputados, prefeitos e vereadores da Paraíba.

Defensor incansável do setor produtivo, Efraim, que preside a Frente Parlamentar do Comércio e Serviços no Senado Federal, foi o único senador agraciado com essa importante láurea. "Defender o setor de comércio e serviços é defender quem gera emprego, renda e oportunidades para o nosso povo. Esse setor sustenta boa parte da economia do nosso Estado, e meu compromisso é o de continuar lutando por um ambiente cada vez mais favorável ao empreendedorismo e à geração de empregos", afirmou o senador.