"Morais" é um sobrenome que, por si só, já poderia se fazer identificar como coisa aprumada, completa de lisura e, porque não dizer, sinônimo de moralidade. No entanto, com relação a algumas cabeças coroadas que levam essa alcunha familiar como sobrenome, não é o que se constata. Pelo menos, aqui em Princesa, esse filme já passou e foi devidamente arquivado. Já no Brasil, protagonizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Alexandre de Morais, seu principal ator, a película continua sendo exibida tal qual uma série quando, quase todo dia., apresenta um capítulo diferente.
Paladino da moralidade quando se fez corajoso, enfrentou tudo e a todos e comandou o processo que condenou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e seus asseclas que planejaram um golpe militar, Morais se tornou grande perante a sociedade. Passado pouquíssimo tempo, foi o bastante para a constatação de que, os pés da moralidade eram de barro. O homem da lei foi pilhado com envolvimento nas falcatruas do Banco Master quando veio à tona que sua esposa é uma advogada contratada por uma fortuna para defender a quadrilha que comanda aquela instituição financeira fraudulenta.
Agora, tentando cobrir o sol com uma peneira, Alexandre de Morais manda investigar todo mundo que fala alguma coisa que não seja do interesse de suas conveniências em encobrir sua dupla personalidade. No STF, o homem é uma vestal; na vida particular, se expõe envolvido em coisa errada como os demais mortais e se aproveita do cargo para coibir qualquer ação que possa trazer à luz esclarecimentos sobre malfeitos cometidos por si e por alguns de seus colegas de tribunal. Para Morais, escreveu-não-leu, tornozeleira nele. Lamentável que toda a moralidade que acumulou na condenação dos golpistas caia por terra pelas imoralidades que pratica.


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