ODE

sexta-feira, 13 de março de 2026

A ditadura do judiciário

 

A oposição bolsonarista atirou no que viu e matou o que não viu. Incomodados com o julgamento do ex-presidente e sua turma de militares pela tentativa golpista, partidários de Jair Messias Bolsonaro demonizaram alguns ministros do Supremo Tribunal Federal - STF que, segundo eles, chefiados por Alexandre de Morais, tudo fizeram para botar Bolsonaro e os demais golpistas na cadeia, "injustamente", com o único intuito de tirá-lo do páreo eleitoral. Mesmo assim, tal qual uma vestal, Alexandre de Morais seguiu impávido na condução do processo e trancafiou Bolsonaro.

O que vimos agora, no entanto, é a oposição com discurso renovado em face da descoberta das falcatruas de Morais e de outros ministros daquela Suprema Corte. Alexandre, envolvido até o pescoço com as estripulias financeiras do dono do Banco Master quando sua mulher recebia mais de R$ 3 milhões para advogar para o grupo chefiado por Daniel Vorcaro; o ministro Dias Toffoli, sócio de um resort que foi vendido a um parente do mesmo Vorcaro; e, agora, o ministro Flávio Dino acusado de permitir que familiares seus, lá no Maranhão, usem veículo oficial do Tribunal de Justiça para. deleite próprio.

Na verdade, uma coisa nada tem a ver com a outra. O processo que levou Jair Bolsonaro para a cadeia foi lícito e justo. O ex-presidente queria mesmo dar o golpe e permanecer no poder mesmo depois de haver sido derrotado nas urnas. O problema é que, os mesmos que o julgaram estão agora sendo acusados de falcatruas várias e, quando são pilhados com mão na cumbuca, ao invés de serem investigados, mandam fazer busca e apreensão na casa de seus acusadores e prender quem quer que seja que denuncie seus desmandos e suas estripulias.

O que vemos é uma ditadura judicial que os coloca num pedestal de intocáveis, imunes a qualquer investigação como inimputáveis sejam. Está na hora de o Senado Federal promover uma investigação séria e, se for o caso, fazer o impeachment desses ministros corruptos para que não haja um contágio na mais elevada Corte de Justiça da Nação. É certo que a maioria dos ministros é formada por pessoas sérias a exemplo da ministra Cármen Lúcia, do ministro Édson Fachin e demais outros, porém, urge que sejam esclarecidos os fatos para que a banda podre não contamine o resto.



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