Esse é um assunto pétreo. Um assunto que ninguém fala sobre
ele. Sabe que assunto é esse? A Saúde municipal! Não bastasse a farsa do “Selo
Ouro” na Educação, quando o município foi agraciado com essa láurea mesmo se
constatando que estudantes das 4ªs e 5 ªs séries não sabem ler nem escrever;
mais grave ainda é a situação da Saúde. Além da falta de medicamentos básicos e
de um Hospital Regional que não atende à demanda dos necessitados, ali, tudo
funciona como um faz de conta, até os salários não pagos.
No Hospital Regional de Princesa (que é gerido pela
prefeitura), servidores de nível médio e auxiliar ganham R$ 750 por mês (menos
da metade do Salário Mínimo) e não recebem essa mixaria há quase três meses. No
CER – Centro de Especialidades em Reabilitação, os servidores do mesmo nível
ganham pouco mais de R$ 1000. De acordo com o artigo 7º, inciso IV da
Constituição Federal, nenhum servidor pode ganhar menos do que um Salário
Mínimo, mas em Princesa isso ocorre.
Esses servidores da área da Saúde - que são administrados, de
forma terceirizada, por uma empresa chamada Dinâmica - estão rodos com seus
vencimentos atrasados, alguns em quase três meses, uma prática que vem sendo
adotada desde a administração anterior e que tem sido praxe na atual. A burla
no que determina a Constituição não é denunciada pela Câmara Municipal nem
fiscalizada pelo Ministério Púbico. Enquanto isso, servidores que não recebem
fingem que trabalham e o povo que adoece sofre as consequências. É essa a
dinâmica da Saúde no município de Princesa.


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