Foram seis dias de farra em Brasília. Quase 4 mil prefeitos, sem falar nos inúmeros vereadores, secretários e auxiliares vários, passaram quase uma semana na Capital Federal num dispêndio de milhões de reais, para nada. Uma ínfima parte desses agentes políticos podem ter trazido algum resultado para seus municípios. A maioria, porém, foi apenas para passear ou para levar suas esposas e agregados para conhecerem a capital da República.
Com os de Princesa não foi diferente. Mesmo gastando uma fortuna com passagens aéreas, hospedagens e diárias, em que pese o estardalhaço com fotografias nos saiões e restaurantes de Brasília, nada de concreto trouxeram para o município, nenhuma satisfação aos que financiaram essa farra. Os irmãos Moura, Aledson e Arley, pelo menos deciararam uma pauta de reivindicações junto ao senador Efraim Filho. Já os prefeitos (o de direito e o de fato), nenhuma palavra sobre a viagem.
É certo que a população de Princesa já se mostra mais ou menos afadigada com esse estado de coisas e poderá, nas urnas de outubro, dar o troco a esses meliantes irresponsáveis. Enquanto lá estavam, grassava na mídia estadual, denúncias sobre corrupção e, como sempre, eles nem aí. Na verdade, o problema não reside somente no uso do dinheiro público para os grandões farrearem, mas, na falta de respeito com aqueles que são penalizados com salários atrasados e com os que não têm direito sequer, a uma saúde de qualidade.


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