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sexta-feira, 19 de junho de 2026

No escândalo Master, estão todos juntos

 

Como num jogo de "empurra", figurões da política brasileira minimizam a gravidade da roubalheira provocada pelo escândalo financeiro do banco Master patrocinada pelo meliante de colarinho branco, Daniel Vorcaro, e ficam todos, sejam da direita, do chamado "centrão" e, agora, da esquerda também, a comemorarem quando alguma dessas autoridades da República são pegas com a mão na cumbuca. Sem se incomodarem com a gravidade da situação ficam todos tentando capitalizar eleitoralmente.

Primeiro foi o senador Ciro Nogueira (PP) que recebia mesada mensal de R$ 300 mil de Daniel Vorcaro para defender os interesses escusos do banco Master no Senado. Depois, o também senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que pediu R$ 60 milhões para o filme do pai. Agora, a Polícia Federal divulga que o deputado e presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos), pediu facilidades para um empréstimo no nome da cunhada e, ontem (18), a PF divulgou que o senador e líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT), recebeu de Vorcaro, R$ 3,5 milhões e um apartamento em Salvador.

Direita, centro, e esquerda, todos envolvidos na mesma falcatrua, não se explicam, se dizem, todos, inocentes e que estão colaborando com as investigações. Com as caras mais lisas do mundo, todos são pré-candidatos a cargos eletivos da maior importância, não e afastam dos cargos que ocupam e seguem impávidos dizendo que são inocentes. Não bastasse isso, até alguns dos que deverão julgá-los (ministros do Supremo Tribunal Federal) estão também atolados nessa lama inundada de reais, dólares, euros, jatinhos, festanças, imóveis, mesadas, etc. São todos farinha do mesmo saco.



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