ODE

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Nessa não, mas na outra...

 

O Brasil é de novo despachado, prematuramente, para casa numa Copa do Mundo. Nessa estorinha marchamos para 28 anos sem conquistar um título mundial e, desde 1990, quando fomos derrotados pela Argentina de Caniggia ainda nas oitavas de final, não sofríamos tamanha humilhação. Depois de chegarmos às finais em 1994, 1998 e 2002, quando vencemos em 1994 e 2002, nunca mais logramos êxito numa Copa do Mundo.

Depois da última conquista contra a Alemanha (2X0) em 2002, fomos derrotados em 2006 pela França e em 2010 pela Holanda nas quartas de final. Em 2014, no Brasil, fomos humilhados peia Alemanha (7X1); em 2018, derrotados pela Bélgica; em 2022, num escorrego sem necessidade fomos mandados para casa pela Croácia e, agora, fomos fragorosamente derrotados pela forte Noruega, seleção da qual jamais conseguimos ganhar.

Será esse o maior jejum de vitórias porque passará a nossa Seleção. Com isso, lição alguma temos aprendido e, o consolo, é esperar a Copa de 2030 que será realizada na Espanha, Marrocos e Portugal. Será que, daqui pra lá, teremos tempo para reaprender a jogar o nosso futebol que já foi um dia o maior do mundo? O problema é que as outras seleções mundo a fora já aprenderam e não têm perdido oportunidade em nos massacrar em campo.

O negócio agora é descalçar as chuteiras e focar no assunto mais importante do momento: a escolha dos nossos representantes nas urnas de outubro próximo. No Brasil é assim, termina a Copa começa a campanha eleitoral. Aqui, as feridas saram muito rápido, as páginas são viradas com muita rapidez e naturalidade. Somos um povo alegre e otimista demais para sucumbirmos a algo a que já estamos acostumados. Por tudo isso, resta-nos o alento de pensar que nessa não deu certo, mas na próxima...



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