ODE

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Professor incompetente ou aluno burro?

 

Na arte de mentir ele é insuperável. Devo admitir a capacidade do ex-prefeito Nascimento em falsear a verdade, o que faz com maestria, tanta maestria que suas mentiras, para muitos, terminam se constituindo em verdades. No entanto, como professor, ele é um mestre incompetente ou, por outra, seu pupilo, Garrancho, não tem o discernimento necessário para um bom aprendizado. Nascimento, quando deseja impor uma "verdade" ", vai até as últimas consequências, mas tudo é feito de forma previamente programada para não escorregar. Já seu aluno Garrancho, nem de casca de banana precisa para escorregar.

Tudo isso ficou evidente por ocasião da entrevista concedida à Rádio Princesa FM pelo prefeito de direito no último sábado (18). Enquanto Nascimento vem, há anos, dizendo que a municipalização do Hospital Regional foi benéfica para a Saúde de Princesa, que seus profissionais são competentes e que o atendimento naquele nosocômio é de primeira qualidade; numa frase, Garrancho trouxe à tona a verdade que todos nós já sabíamos: que o Hospital foi municipalizado com o único fim de dar empregos que geram votos para o esquema político comandado pelo ex-prefeito Nascimento.

Sem querer querendo, Garrancho falou em alto e bom tom que, caso o Hospital voltasse a ser administrado pelo Estado, forçosamente aconteceria um Processo Seletivo e, nesse certame, os atuais servidores não teriam condições técnicas ou intelectuais de concorrer com os candidatos de fora e, consequentemente, seriam todos demitidos. Honestamente, Garrancho disse uma verdade que não deveria ser dita. O que Nascimento vem jogando para debaixo do tapete há tanto tempo, em poucos segundos, o prefeito de direito trouxe à luz.

Nada é mais constrangedor do que comportamentos humanos que insistem em fugir da realidade. Para rezar na cartilha dos outros faz-se necessário, pelo menos, uma leitura prévia e isso Garrancho não tem feito. Embevecido com o cargo de prefeito, esse jovem pensa que o é de verdade e, vez por outra - com impostação de voz apropriada aos bonecos de ventríloquo - se pronuncia, por conta e risco, sem medir as consequências de sua fala, o que põe em risco todo um projeto de enganação coletiva. Na verdade, Nascimento deveria dar umas aulinhas ao pupilo ou, por outra, dizer: "Cala a boca Batista"



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