Agora, o descaso se fez de vez. Bandeira hasteada a meio-pau significa luto, mas bandeira completamente rasgada e arriada até o pé do mastro, significa a morte da bandeira. E isso que está acontecendo com o símbolo máximo da nossa municipalidade. Depois de ganhar um pedestal majestoso - condizente com a megalomania de seus idealizadores - o Pavilhão está agora completamente arriado, entranhado nas ferragens e esquecido, ao pé do mastro, sem que ninguém da prefeitura se preocupe com isso.
É sabido por todos que, para o hasteamento de bandeiras - sejam elas nacionais, estaduais ou municipais -, algumas regras devem ser adotadas. Primeiro, que o Pavilhão esteja em bom estado físico e, à noite, com iluminação própria. A bandeira é o símbolo principal de um País, de um Estado e de uma Cidade, portanto, merece respeito. Mas isso não vem acontecendo em Princesa. Para quem quiser ver, basta olhar, de qualquer ponto da cidade, e ver que a nossa Bandeira está, há semanas, enrolada ao pé do mastro lá no Alto da Cascavel.
Enquanto isso, os dirigentes municipais se locupletam com as benesses do poder (o que o letrado Nascimento neologiza chamando de "benéfices"). Atrepados em carrões; usando roupas e calçados de marcas elegantes e caras, sempre num acintoso exercício de exteriorização de uma riqueza que não se justifica nem se compatibiliza com os rendimentos deles. O descaso com o PaVilhão Municipal é algo gritante e, ao mesmo tempo, vergonhoso, pois, mesmo já se passando semanas nessa situação, ninguém toma providências. Bandeira a meio-pau é luto; bandeira a baixo-pau é falta de respeito.


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