ODE

sábado, 24 de outubro de 2026

SABÁTICAS

Ontem (23), aconteceu o segundo e último debate televisivo entre os candidatos à presidência da República, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No confronto, os dois falaram de propostas para o Brasil, mas se digladiaram também.

Lula, como sempre, falou sobre suas realizações nos três governos que comandou e prometeu continuar fazendo mais ainda num eventual quarto mandato. Mesmo sem apresentar nada de novo, o presidente realçou garantias: de crescimento, de democracia, etc.

Flávio Bolsonaro, em que pese basear seu programa de governo no resgate do controle estatal para uma recuperação econômica, prometeu tudo, inclusive o paraíso para quem votar nele. Num paradoxo, prometeu cortar impostos e aumentar benefícios sociais, fazer obras e muito mais.

O ponto alto do debate foi quando Flávio chamou Lula de "nove dedos", oportunidade que Lula aproveitou para discorrer sobre sua biografia de "pau-de-arara", metalúrgico e sobre sua trajetória política.

Já o candidato do PL, sem ter passado, insistiu em dizer que vai transformar o Brasil num paraíso.

No confronto, ninguém ganhou nem perdeu. No entanto, ficou evidente o despreparo do filho de Bolsonaro para o exercício do cargo que almeja. Baseando suas falas em promessas, deixando de responder perguntas e mentindo sobre seu adversário, Flávio demonstrou que, para ele, eleição é uma simples competição.

De acordo com as pesquisas, a campanha está empatada com ambos os candidatos figurando com 50% da preferência do eleitorado. Com base no que foi dito e apresentado até agora, o povo brasileiro tomará a decisão amanhã na eleição mais acirrada da história.

Em Princesa, algumas esquisitices acontecem em relação a essa campanha eleitoral.

Pela primeira vez, desde que foi eleito, o prefeito Garrancho tomou iniciativa com algum protagonismo: apresentou um vídeo concitando o povo a votar em Lula.

Desta vez, Nascimento, calado, não apareceu.

Malando que é, o ex-alcaide, em cima do muro, não se apresentou nesta campanha. Diz que vota em Lula, mas nem uma pedra moveu em prol da campanha do petista.

Acho que Nascimento está esperando o resultado das urnas para decidir de qual carreata vai participar.

Já outros políticos princesenses, mesmo sob pena da punição histórica, mostraram a cara sem medo de ser feliz (ou infeliz?).

A camisa de Bolsonaro, que Nascimento vestiu logo após a vitória do "mito" em 2018, deve estar guardada.

Os abraços de hoje vão para todos os eleitores do Brasil.



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