ODE

terça-feira, 11 de agosto de 2020

PENSAMENTOS DO DIA

 

 

“A verdade é como a lua, tem sempre uma face oculta”.

J. Joffily

 

“Conquanto só uns poucos sejam capazes de formular uma Política, todos têm o direito de julgá-la”.

Péricles

 

“Se fores acometido de uma câimbra quando estiveres atravessando um rio, ao invés de pensares em voltar, deves seguir em frente. A distância é a mesma”.

V. Bamsf

domingo, 9 de agosto de 2020

DOMINGUEIRAS LV

 


. DITO POR DOUTOR ALEDSON, NO ÚLTIMO PROGRAMA RADOFÔNICO “CONEXÃO PRINCESA”: “TEMOS SEIS PESQUISAS PARA CONSUMO INTERNO. EM NENHUMA DELAS O PRÉ-CANDIDATO DO DEMOCRATAS, ALAN MOURA, PONTUA ATRÁS DOS DEMAIS PRÉ-CANDIDATOS.


. A ESTRANHA E TENEBROSA (APESAR DE BRANCA), RÁDIO PRINCESA, NÃO NOTICIA NADA QUE NÃO SEJA A FAVOR DO PREFEITO DE PRINCESA. EXEMPLO DISSO FOI A “ADESÃO” DE ROQUE FOGUETEIRO, QUE FOI MANCHETE NO DIA DO ANÚNCIO E, QUANDO DESMENTIDA, A EMISSORA FICOU SILENTE.


. DIANTE DAS CONSTANTES DENÚNCIAS – ACEITAS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO -, A EMISSORA “CHAPA BRANCA” NÃO DIZ NADA. LÁ, NÃO É PROIBIDO PROIBIR.


. SOMEM ESSES DOIS NÚMEROS: 14 CARRÕES LOCADOS PELO BURGOMESTRE PRINCESENSE + 11 ESCOLAS FECHADAS PELO MESMO GAULEITER, É IGUAL A 25, QUE SERÁ O NÚMERO DO PRÉ-CANDIDATO, ALAN MOURA. SUGESTIVO, NÃO?



. ESTA COLUNA PARABENIZA, ATRAVÉS DOS NOMES DOS ENFERMEIROS, LEONARDO CAMPOS E KALINE, TODOS OS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE PRINCESA. ESTES TIVERAM A CORAGEM DE DESMASCARAR A MENTIRA QUE GRASSOU PELAS REDES SOCIAIS NA ÚLTIMA SEMANA.


. FALAR EM COREN, LEMBRAMOS AQUI, QUE OS TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DE PRINCESA TRABALHAM EM REGIME DE ESCRAVIDÃO, OBEDECENDO CARGA HORÁRIA ILEGAL; FAZENDO PROCEDIMENTOS QUE NÃO SÃO DA SUA RESPONSABILIDADE; NÃO RECEBEM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL, NEM INSALUBRIDADE. COM A PALAVRA O COREN/PB.


. NA VERDADE, EM ALGUNS SETORES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICA DE PRINCESA, NÓSTEMOS UMA NOVA CATEGORIA DE PROFISSIONAIS: OS ENFERMÉDICOS.


. EM BREVE TEREMOS EM PRINCESA UMA FILIAL (OU FRANQUIA?), DO RESTAURANTE “PAPA PIZZA” DE TRIUNFO/PE. ESSE EMPREENDIMENTO ESTÁ RECEBENDO TODO APOIO E INCENTIVO DO PREFEITO NASCIMENTO. ENQUANTO ISSO, AS OUTRAS PIZZARIAS...


. QUANDO O QUEIJO DE MANTEIGA OU O DOCE DE LEITE PASSAM DO PONTO, NÃO DÃO FORMA.


. UMA ABELHA ZOOU NO MEU OUVIDO, QUE OS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL, ESTÃO PREPARANDO UM DOCUMENTO PARA DESMASCARAR MAIS UMA MENTIRA DO PREFEITO NASCIMENTO. SERÁ QUE O CHEFE CORTOU, DE NOVO, O RABO DO JUMENTO? 


sábado, 8 de agosto de 2020

MEU AMIGO EUDES CHAVES



Hoje, dia 08 de agosto, o meu dileto amigo EUDES CHAVES, completa eras. São 73 anos de idade que, pela vitalidade que apresenta, poderiam ter um desconto de mais de 10%. Eudes, nascido na cidade paraibana de Alagoa Grande, é princesense por direito outorgado pelo Poder Legislativo de Princesa e “princesado” por amor à nossa querida Terrinha. Aqui chegou, no início da década de 1970, para gerenciar a agência do Banco do Estado da Paraíba. Inteligente, alegre, bem humorado e com grande presença de espírito, logo se fez inserir no meio social, conquistando várias amizades. Namorou com uma das moças mais bonitas da cidade - Edna Maria de Carvalho, mais conhecida como Edna de “seu” Tião Basílio -, com ela noivou, casou e constituiu família, tendo os filhos: Juliano, Larissa e Vinícius. Residiu em Princesa por algum tempo, mas por força de sua profissão, foi transferido - por promoção -, para outras cidades do Estado. Mais tarde, já aposentado do Paraiban, retornou para cá e aqui instalou uma panificadora; depois, foi nomeado tesoureiro do Hospital Regional e, concomitantemente, instalou uma distribuidora de gás de cozinha. Por motivos particulares, no final de 2009, retornou a João Pessoa, onde reside até hoje.

Bom-humor e Poesia

Eudes, em sua alegria e espirituosidade, é um verdadeiro humorista. Conversador, engraçado e criador de termos (aqui reproduzo alguns, que somente nós entendemos: “Lampe-panfle”; “trocadalho do carilho”; “parte com o cão”, dentre outros), chegou ao ponto de curar um câncer, do qual foi acometido, usando como terapia, zonar com a própria doença. Amante de Princesa e metido a poeta, nosso homenageado, pediu socorro poético ao nosso grande poeta e cordelista, Rena Bezerra e, no ano de 2002, numa mesa de bar, lá no Bairro Maia, compuseram, a quatro mãos - em homenagem à sua Terra por adoção -, a seguinte poesia que, até que enfim vê hoje realizado o seu sonho de publicá-la:

I

ESSA PRINCESA TÃO BELA

JÁ FOI MINHA IMPERATRIZ

MINHA DAMA, MINHA ATRIZ

FOI TAMBÉM MINHA DONZELA

EU ME APAIXONEI POR ELA

ELA É MINHA QUERIDA

MAS, HOJE TÁ TÃO SOFRIDA

QUE DE CHORAR ESTOU FRACO

SE A VIDA FOSSE UM BURACO

PRINCESA TERIA VIDA

 

II

PRINCESA, VOLTEI A TI

POR AMOR E POR SAUDADE

E PELA PAIXÃO QUE TENHO

À TUA FIDELIDADE

FUI CHEGANDO E SORRI

E NUM INSTANTE SENTI

A NOSSA FELIZ CIDADE

 

Parabéns, meu amigo Eudes Chaves, pelo seu aniversário, e que esta merecida homenagem o estimule a visitar a sua Terra, como um filho pródigo, que volta para matar as suas e as nossas saudades. Viva Princesa!

 

DSMR, EM 08 DE AGOSTO DE 2020.

SABÁTICAS 48



. A PERSPECTIVA DA DESTRUIÇÃO DE SONHOS INDIVIDUAIS, COMO POR EXEMPLO: O “PEITINHO”, ESTÁ DEIXANDO EXASPERADAS PESSOAS ACOSTUMADAS COM AS COISAS QUE DAVAM CERTO, E NÃO ESTÃO DANDO MAIS.


. O “ELEFANTE BRANCO” DO PREFEITO NASCIMENTO, PARA CAMUFLAR, FOI PINTADO DE ENCARNADO. SOMENTE A FRENTE.


. A PROCURADORA-GERAL DO MUNICÍPIO DEU ENTREVISTA À RÁDIO DO “PALÁCIO DO CANCÃO”, AFIRMANDO QUE AS DENÚNCIAS FEITAS CONTRA SEU CHEFE, SÃO INFUNDADAS E QUE, CERTAMENTE, SERÃO ARQUIVADAS. NÃO PODEMOS CULPÁ-LA. ELA É PAGA PARA REPRODUZIR AS MENTIRAS DE S. EXCELÊNCIA.


. A NOTA DE REPÚDIO DO COREN/PB CONTRA O MÉDICO, ALAN MOURA, DEMONSTRA QUÃO FACCIOSO É AQUELE CONSELHO. PASSAR-SE AO RIDÍCULO DE CRITICAR UM PRÉ-CANDIDATO, EMBASADO EM MENTIRA, PARA AGRADAR A INTERESSES INCONFESSÁVEIS, DÁ A NOTA QUE O COREN MERECE.


. O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA DE PRINCESA – RECÉM CRIADO PELO PREFEITO NASCIMENTO -, É O ÚNICO NO BRASIL QUE É FORMADO POR UMA UNANIMIDADE DE ALIADOS DO CHEFE DO EXECUTIVO. SEQUER O SUPLENTE DO VEREADOR TITULAR QUE REPRESNTA A CÂMARA MUNICIPAL, É DA OPOSÇÃO. TÁ TUDO EM CASA, PARA GASTAR A VERBA QUE O DEPUTADO EFRAIM MORAIS DESTINOU AO SETOR.


. ENQUANTO O PREFEITO NASCIMENTO, RÁPIDO COMO UM TREM E DESENVOLTO COMO UM AVIÃO EM CÉU DE BRIGADEIRO, DISTRIBUI EMPREGOS EM TROCA DE VOTOS, OS CONCURSADOS ESTÃO A VER NAVIOS.


. NASCIMENTO, NA LIVE DO DIA 31 DE JULHO, CHAMOU SEU ADVERSÁRIO E PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO, ALAN MOURA, DE MENINO. EM CONTRAPARTIDA, MOURA MANDOU-LHES UM RECADO: “O MENINO VEIO PARA ACABAR COM A BRINCADEIRA”. EITA!


. FALAR EM MENINO, AQUELE, QUE ROUBOU O DOCE DO PROGRAMA “CRIANÇA FELIZ”, QUANDO SURRUPIOU R$=30.000,00 DAQUELE PROGRAMA SOCIAL, FOI INDICIADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO POR FRAUDE EM LICITAÇÃO E SUPERFATURAMENTO NA COMPRA DE EQUIPAMENTOS COM O DINHEIRO DA COVID-19.


. A PESQUISA QUE O PREFEITO DE PRINCESA FEZ DIVULGAR AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO, OU ESTAVA DE CABEÇA PARA BAIXO OU RETRATAVA A REJEIÇÃO DOS CANDIDATOS.


. A RÁDIO CORREIO FM, BOTOU PRINCESA NA RODA QUANDO DIVULGOU, ONTEM, AS DENÚNCIAS SOBRE AS FALCATRUAS E ASCORRUPÇÕES DO PREFEITO RICARO PEREIRA DO NASCIMENTO. SAMUCA DEU O MOTE E SABRINA BARBOSA TOCOU A VIOLA.



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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

AS VÁRIAS DENÚNCIAS CONTRA O PREFEITO DE PRINCESA PÕEM O MUNICÍPIO EM EVIDÊNCIA NA PARAÍBA

 


Em termos de ética e probidade, o prefeito, Ricardo Pereira do Nascimento, não trafega na contramão do que acontece no país. A exemplo do que se noticia, diariamente, sobre corrupção no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e várias outras Unidades da Federação, Princesa vem protagonizando, também quase que diariamente, uma saraivada de denúncias de fraude, superfaturamento, desvio de dinheiros públicos, dentre outros procedimentos de improbidade administrativa. O homem que - na campanha eleitoral de 2016 -, tinha como bandeira botar o município em ordem num prazo de 90 dias, até agora, já findando seu mandato, não disse a que veio em termos de obras ou realizações outras pelo bem da sociedade princesense. Em temos de corrupção, portanto, se apresenta hoje como campeão. Nunca se praticou tanta corrupção com o dinheiro público quanto o que se verifica hoje em Princesa. Esse prefeito que está aí já foi condenado por fraude em licitação (por conta disso se encontra inelegível), e hoje enfrenta várias denúncias por práticas criminosas quanto ao trato com verbas federais destinadas à Saúde, Educação e Assistência Social. 


Inquérito instalado


Ontem, a Rádio Correio da Paraíba, através do programa “Correio da Manhã”, comandado por Samuca - o que foi corroborado pela jornalista princesense, Sabrina Barbosa -, noticiou que o MP/PB – Ministério Público da Paraíba, instaurou procedimento, através da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e Improbidade Administrativa, contra a prefeitura de Princesa, que está sendo investigada pela prática de fraude em licitação e superfaturamento na compra de equipamentos com odinheiro destinado ao combate da Pandemia do Coronavírus. Por essa investigação, Ricardo Pereira do Nascimento, vai responder judicialmente, podendo até ser afastado do cargo, para que cesse a prática de tantos procedimentos escusos que vêm se constituindo prática comum na administração pública do município. Dessa forma, o homem que se arvora de vestal, está agora, mais uma vez, nas mãos da justiça, envergonhando Princesa quando coloca nosso município nas manchetes dos principais meios de comunicação do estado da Paraíba. O mais grave é que essa denúncia de que trata a imprensa paraibana, é uma das mais simples dentre as que já foram protocolizadas na Justiça. O grosso ainda está por vir.



90 ANOS DA GUERRA DE PRINCESA – CRONOLOGIA DE UM CONFLITO

 


MORTO JOÃO PESSOA, A COMOÇÃO POPULAR

Nada mais estranho do que os fatos que antecederam o assassinato do malogrado presidente João Pessoa. Primeiro, pelo fato de o presidente haver pedido sigilo sobre seu deslocamento para a Capital pernambucana, depois, pelo anúncio, feito nas páginas do Órgão Oficial do Estado, dando conta não somente da viagem de João Pessoa, como também de seu itinerário no Recife. Colhido do livro “Nas Vésperas da Revolução”, em que o então 1º Vice-Presidente, Álvaro Pereira de Carvalho, relata em suas memórias, às páginas 20 e 21, temos:


“Ao dizer-me [João Pessoa], no dia 25, que aparecesse à noite em Palácio para receber o governo, pediu-me reserva, acrescentado que não desejava se soubesse de sua viagem. A notícia a que acima me referi [o comunicado da viagem presidencial] causou-me, por isso, sério aborrecimento, o que me levou a interpelar o Diretor da “A União”, que me respondeu havê-la feito por ordem do Presidente”.


Naquele momento, João Pessoa, se achava em um momento cruciante. A Guerra de Princesa lhes trazia as maiores preocupações. O conflito se apresentava inglório por vários motivos. Primeiro, porque os cofres do Estado estavam vazios, depois, pelo abandono de seus aliados gaúchos e mineiros da Aliança Liberal que, segundo Álvaro de Carvalho, na mesma edição, o presidente em seus pedidos de ajuda, não era atendido:


“(...) E foi isto, justamente, o que João Pessoa não cessou de pedir, abertamente, a seus aliados, a seus conterrâneos, a todo mundo. Mas, foi precisamente o que lhe não souberam, puderam, ou quiseram mandar, seus aliados de Minas e o fizeram, com parcimônia, os do Rio Grande do Sul (...)”.


Desesperado, o presidente paraibano, via-se num beco sem saída. Mesmo assim, afirmava em comunicado peremptório“Tenho o povo da Paraíba ao meu lado. E com os paraibanos lutaremos contra o banditismo armado pelo Governo Federal, lutaremos de armas brancas, faca, facão, espada e baioneta, até o último homem”. Em uma de suas últimas confabulações com um de seus principais aliados, o cônego Mathias Freire, João Pessoa, desesperado, disse: “Por que não me matam?”. Foi nesse estado de espírito que o presidente paraibano viajou para o Recife, na madrugada do fatídico dia 26 de julho de 1930. Nas palavras de Álvaro de Carvalho: “Foi esta situação que o levou a Recife, às fauces hiantes dos inimigos, contra os conselhos, os rogos e súplicas de todos os que gozavam da sua confiança”. Dá-se a entender que João Pessoa partiu, como um verdadeiro suicida, em busca da morte, como um lenitivo definitivo para suas agruras.


Comoção na Capital


Por volta das 17:00 horas, chegou à cidade de Parahyba, capital do Estado de mesmo nome, a trágica notícia do assassinato de João Pessoa, ocorrido no Recife. A inominável desgraça, rápido se espalhou por toda a cidade. Cerca de duzentos presos arrombaram a Cadeia Pública e, em conjunto com a população enfurecida, invadiram as ruas, quebrando, depredando, incendiando, saqueando, enfim, praticando toda sorte de desvarios. Os alvos preferidos dos vandalizados pela notícia nefasta, eram as residências e propriedades dos chamados perrepistas,adversários do Presidente morto. A Polícia, quase todo o efetivo se encontrava no sertão, em luta contra Princesa; a Guarda Civil desorganizada e, o Corpo de Bombeiros, incapacitado de acudir aos vários incêndios que iluminavam a cidade. Restou ao Presidente, Álvaro de Carvalho - que com o desaparecimento de João Pessoa, assumiu a titularidade do cargo -, recorrer ao Exército para manter a ordem. Mesmo à revelia daqueles avessos a esse recurso por acharem ser uma submissão às forças federais, isso foi feito. Sob as ordens do Secretário de Segurança Pública do Estado, José Américo de Almeida, o Exércitopassou o combater a insanidade da massa, conseguindo ser, o desvario, gradual e efetivamente controlado. Na verdade, a comoção e os atos de violência adstringiram-se à capital do Estado, onde o malsinado presidente gozava de grande popularidade. No resto do Estado, aconteceram pouquíssimas manifestações populares, restringindo-se, as homenagens, à celebração de missas e alguns discursos nas sessões dos Conselhos Municipais.


Em Princesa


Chegada a Princesa, a notícia da morte de João Pessoa, o coronel José Pereira, ordenou cessarem todas as atividades bélicas. Recolheu-se em segurança aguardando o caminhar dos acontecimentos. Somente no dia seguinte (27/07), chegou ao front de luta, em Tavares, a notícia da tragédia. Os comandados do capitão João Costa, posicionados em defesa do sitiamento em que se achavam naquele Povoado, ouviram, através de gritos proferidos pelos homens de Zé Pereira: “’João Porteira’ morreu!”; “Mataram João Pessoa! Vencemos a Guerra! Viva Princêza!”. Enviado um emissário, da frente de luta ao capitão João Costa, para certificar-se daquela terrível informação, o chefe informou que não tinha conhecimento daquele fato e que se tratava de propaganda enganosa engendrada pelo inimigo para “nos enfraquecer”. Pelo que se colhe do livro do jornalista paraibano, João Lelis de Luna Freira: “A CAMPANHA DE PRINCESA”, p.p. 355, temos:


“Apenas palavras destacadas se colhiam, ora numa posição, ora noutra. Com mais de uma hora de observação, conseguiu-se concatenar o sentido da informação. Era mesmo de causar assombro. Todos ficaram perturbados e não deram crédito ao que estavam ouvindo. Trocavam, os oficiais, comentários a respeito, opinando, em conjunto, ser aquela notícia unicamente para causar efeito”.


Somente às 10:00 horas da manhã, veio a confirmação - através de um radiograma -, que transmitiu o seguinte: Capitão Costa. TAVARES. Com profundo pezar comunico Presidente João Pessôa foi assassinado ontem em Recife no Café ‘Glória’, ás 17 horas. (as.) Ademar Vidal”.  Essa notícia espalhou-se entre a tropa, causando grande consternação e revolta. Alguns praças, aos prantos e indignados com o trágico acontecimento que, de imediato, capitalizavam na conta do coronel José Pereira, gritavam :“Vamos pegar Zé Carnaval a dentes!”. Foram necessárias enérgicas providências do comandante, João Costa, para que os soldados se acalmassem e desistissem de empreender, naquele dia, temerária e suicida marcha sobre Princesa.


DSMR, EM 07 DE AGOSTO DE 2020.

PENSAMENTOS DO DIA

 

 

“Não é honesto pedir aos outros que façam o que você não ousa fazer”.

Anna Eleanor Roosevelt

 

“A ordem pública periga onde não se castiga”.

Marquês de Maricá

 

“Toda delinquência que deixa de ser castigada gera uma família de delinquências”.

Herbert Spencer

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

COREN, AI COREN...



Ainda sobre a Nota de Repúdio emitida pelo COREN – Conselho Regional de Enfermagem, contra o médico e prefeitável Alan Moura, o que causou grande repúdio da sociedade princesense àquele Conselho, inclusive da parte de alguns enfermeiros. O fato remete a uma irresponsabilidade sem par, quando um conceituado órgão de classe se passa a ajoelhar-se - a serviço de segmentos escusos do nosso meio político -, e toma iniciativa daquela natureza, de forma intempestiva e infundada, denegrindo a imagem de um profissional médico – da mesma classe, portanto -, somente para atender a interesses inconfessáveis. Afirmo isto, pela precariedade do fato que motivou a tal Nota de Repúdio, o que já foi tratado em artigo anterior. Como todos sabem, em momento algum, o médico Alan Moura, fez críticas aos profissionais de enfermagem de Princesa. Pelo contrário, o comentário proferido na última sexta-feira, por ocasião da realização de uma Live, articulada pelo jornalista, Júnior Duarte, vai em socorro daqueles que cuidam dos enfermos nos serviços de saúde pública do município quandono mais das vezes não estão devidamente amparados em seu mister.


Aonde estavas, COREN?


Diante dessa atitude irresponsável do COREN/PB, eu pergunto: aonde estava o COREN, quando o Hospital São Vicente foi fechado e o Hospital Regional foi municipalizado? Aonde estava o COREN, quando a campanha de vacinação deste ano foi atrasada porque osprofissionais (enfermeiros e técnicos de enfermagem) não puderam funcionar por falta de EPI – Equipamento de Proteção Individual? Aonde estava o COREN, quando alguns ACS – Agentes Comunitários de Saúde têm de comprar, do próprio bolso, seus materiais de EPI? Aonde está o COIREN, quando as mulheres de Princesa não podem mais parir no Hospital Regional porque não tem médicos e, no mais das vezes, os profissionais de enfermagem se encontram sozinhos cumprindo o plantão hospitalar? Aonde está o COREN, que não vê que algunsdos serviços públicos municipais de saúde, não cumprem a obrigatoriedade de ter profissionais de enfermagem em seus quadros? Em face disso, aguardamos que todas essasperguntas sejam respondidas, e que as omissões cometidas pelo COREN sejam explicadas. Caso contrário, quemficará a merecer o repúdio de toda a sociedade princesense, será o COREN. “COREN, AI, COREN, É UM CASO DIFERENTE, QUE MUDOU COMPLETAMENTE...”.