ODE

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

ANTOLOGIA DOS PREFEITOS DE PPRINCESA




JOSÉ SIDNEY OLIVEIRA


Em 2000, completavam-se já 18 anos que o grupo Pereira comandava os destinos de Princesa. Desde 1982, se alternavam no exercício do cargo de prefeito, Gonzaga Bento e Assis Maria. Com a grande vitória do grupo Diniz, nas eleições de 1998, quando Antônio Nominando Diniz Filho (Totonho) teve expressiva votação no município, para deputado estadual, numa campanha que foi coordenada pelo médico José Sidney Oliveira, este, tomou gosto pela política e resolveu ser candidato a prefeito nas eleições que seriam realizadas em 2000. Doutor Sidney, nascido em no então Distrito de Água Branca, pertencente a Princesa, em 09 de janeiro de 1953, filho do senhor Lino Nicolau de Oliveira e de dona Maria do Carmo Lima, casado com dona Florentina Flora Diniz Oliveira, com quem teve os filhos: Ana Cecília, José Sidney Filho e Felipe, desde seu casamento com uma das herdeiras do grupo Diniz, passou a fazer política nos bastidores. Não aprecia, mas ajudava ao partido, tanto nas articulações políticas quanto no seu ministério de médico. De repente, resolveu sair da sombra e passou para a linha de frente.


A candidatura


É sabido por todos, que enfrentar um candidato a prefeito em sua reeleição é muito complicado. Nesse caso, o titular[Assis Maria] do cargo já partia na vantagem por ter a máquina administrativa a seu favor. Mesmo assim, Sidney não se intimidou e enfrentou a parada. Certo dia, ao ouvir o comentário de um correligionário de que: “É muito difícil derrotar Assis Maria, porque ele está com a máquina”, Sidney respondeu: “Eu passo com a máquina por cima dele”. E assim o fez. Escolhido na Convenção do PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro, para concorrer ao cargo de prefeito, doutor Sidney teve como seu companheiro de chapa - concorrendo a vice-prefeito -, o também médico Edivaldo Virgulino de Medeiros (doutor Zoma). Registraram as candidaturas e partiram para a campanha eleitoral.  A cor do partido era overmelho e, com muita competência, o staff do candidato peemedebista engalanou toda a cidade numa propaganda perfeita do candidato da oposição. Na verdade, além da organizada campanha, doutor Sidney, contava também com a vantagem do sentimento de mudança que, naquele momento, se expressava em todas as camadas da população. Enquanto a campanha de Sidney se fazia redonda, a do lado de Assis Maria - candidato pelo PFL – Partido da Frente Liberal, tendo como seu candidato a vice-prefeito (também à reeleição),o engenheiro Francisco Eduardo Lopes de Abrantes -, era completamente desmantelada. Não bastasse a desorganização, pesava contra o candidato da situação: salários atrasados, denúncias de corrupção; administração desastrada nas áreas de saúde e educação, dentre outras dificuldades.


A eleição


Diante dessa situação, a campanha do PMDB só crescia no gosto popular e, no dia 1º de outubro desse ano de 2000, aconteceram as eleições (as primeiras com o voto eletrônico). Naquele dia - num trabalho magnífico dos marqueteiros da Antares, sob a coordenação de Antônio Maximiano -, as ruas de Princesa amanheceram enfeitadas de encarnado. Pelo movimento dos eleitores, já se denotava a preferência pelo nome de doutor Sidney e não deu outra. Abertas as urnas, logo se teve conhecimentodos resultados. O candidato do PMDB foi votado por 4.688 eleitores, enquanto o do PFL, obteve 3.868 sufrágios. Doutor Sidney imprimiu uma diferença de 820 votos sobre Assis Maria. Fez também maioria no Poder Legislativo quando, dos treze vereadores eleitos, a coligação que apoiava o prefeito eleito, mandou para a Câmara Municipal, sete vereadores: José Lima de Campos Barros, José Alves da Silva (Zé Matias), João Evangelista Rosas Xavier (Chota), Eugênio Pacelli Costa Mandú, Domingos Sávio Maximiano Roberto (Dominguinhos), Sebastião Henrique Pereira (Sebasto) e Sebastião Costa da Silva (Rogal). Pelo PFL, foram eleitos: Cleonice Henriques da Silva, Antônio Rialtoan de Araújo, João Rodrigues da Silva (João Rosas), Manoel Gomes de Lima (Neco Limeira), Sebastião Feliciano dos Santos (Batinho) e José Batista da Silva (Dr. Zé Batista).


Administração e reeleição


Eleito, José Sidney Oliveira, tomou posse na madrugada do dia 1º de janeiro de 2001 como o primeiro prefeito do milênio e o 14º de Princesa. Empossado, Sidney promoveu uma devassa nas contas das administrações anteriores.Pediu uma Auditoria ao TCE/PB – tribunal de Contas doEstado da Paraíba; demitiu todos os detentores de cargos comissionados e mandou realizar um Censo para tomar conhecimento, em detalhes, da situação do quadro defuncionários públicos e nomeou um secretariado com capacidade técnica. Enfim, a nova administração, engrenada, parecia estar comprometida com novos tempose novas orientações para o desenvolvimento e o progresso do município. Era um novo tempo e, para ilustrar isso e propagandear, positivamente sobre o novo governo, adotou-se o slogan: “Princesa, uma Felizcidade”. A administração do novo prefeito, extremamente organizada, se não foi pródiga em obras, foi sem dúvidas, competenteem ações nas áreas da saúde, educação e Assistência Social.  Tornou pleno o Sistema de Saúde do município e implantou vários Postos de Saúde da Família; capacitou professores e criou a Secretaria de Assistência Social. No campo das obras, construiu o novo Matadouro Público; as Praças da Estrela, do Bairro Maia e do Bairro do Cruzeiro; calçamentos em algumas ruas; esgotamentos sanitários, dentre outras. Amparado nesse patrimônio administrativo e no desmantelamento político o grupo Pereira, doutor Sidney candidatou-se à reeleição e foi sagrado pelas urnas com a maior votação já obtida por um candidato a prefeito de Princesa, quando impôs uma maioria de 2.808 votos sobre seu adversário. Eleito, Sidney, tomou posse, como o 15º prefeito eleito de Princesa, em 1º de janeiro de 2005. Por motivos menores, o prefeito reeleito, teve seu mandato cassado em fevereiro de 2007 quando, em suas próprias palavras: “(...) que algumas consultas médicas realizadas pelo então vice-prefeito [Zoma], não teriam o potencial de anularem um mandato conseguido com tão ampla maioria de votos”. Assumiu em seu lugar, o candidato que foi o segundo mais votado nas eleições de 2004, Thiago Pereira de Sousa Soares. O médico, José Sidney Oliveira, hoje aposentado do serviço público, reside em Princesa e continua militando na política sem, portanto, haver-se mais candidatado a qualquer cargo público. 


DSMR, EM 02/09/2020.

PREFEITO DE PRINCESA PRORROGA PRAZO DO CONCURSO PÚBLICO E CONTINUA CONTRATANDO SERVIDORES

 




Mais um descaramento administrativo é perpetrado pelo prefeito Ricardo Pereira do Nascimento. Alegando o Estado de Emergência, decretado por conta da Pandemia do Coronavírus, o chefe do Poder Executivo princesense suspendeu o chamamento dos aprovados no último concurso público, mas continua contratando servidores para ocuparem os “Empregos Emergenciais”, em busca de votos nas próximas eleições. Antigamente isso acontecia de forma sub-reptícia, hoje, é escancarado e “legalizado”. O projeto de Lei que Nascimento enviou à Câmara Municipal, prevê a suspensão dos prazos de vigência do Concurso Público, para ampará-lo nessa falcatrua eleitoreira. Enquanto as demais prefeituras contratam servidores efetivos para atender à demanda nos serviços de saúde, necessária para os cuidados com a COVID-19, Princesa se imiscui disso, mas, por outro lado, contrata precariamente para atender interesses eleitoreiros. Na verdade, essa Pandemia vem mesmo dando a oportunidadepara que o prefeito de Princesa se organize de todas as formas, seja desviando dinheiros destinados à maldita doença, ou dando empregos em troca de votos. Com a palavra, o Ministério Público.



DSMR, EM 02 DE SETEMBRO DE 2020.



PENSAMENTOS DO DIA

 


 

“De pouco serve termos democracia se não sabemos quem é mais desonesto: os eleitos ou os eleitores”.

Carlos Marcial González Lorenzo

 

“Enquanto o voto de um patife e o de um homem decente tiverem o mesmo valor, as eleições só servirão para prejudicar e corromper o povo”.

Hi-Chang-Tzu”

 

“Na atividade política pode-se morrer de qualquer mal,menos de tédio”.

V. Bamsf

 

DSMR, EM 20 DE SETEMBRO DE 2020.

 

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

ALIANÇA POLÍTICA: DESEJO DA MAIORIA

 



Nesse período pré-eleitoral, decidi visitar alguns amigos para aferir o clima político do momento. Qual não foi a minha surpresa, quando constatei que o pensamento da grande maioria dos que visitei, comunga com o meu. Senti claramente, a ânsia de todos por uma aliança política,entre os dois grupos que fazem oposição à atual administração, para concorrerem, com uma candidatura única, nas eleições do próximo dia 15 de novembro. Não se trata de indução, mas de uma constatação real. Em quase todas as casas em que fui recebido, fui indagado sobre as possibilidades de uma aliança entre os partidários de doutor Sidney com os simpatizantes do grupo Moura. Deduzi daí, que essa possível união poderá formar um contingente de eleitores que possibilitará uma grandevitória da oposição nas próximas eleições. Constatei também que a rejeição ao atual prefeito é muito grande; que a insatisfação com o funcionamento da saúde é enorme; que as reclamações quanto ao tratamento dispensado às pessoas mais pobres é uma constante e, o que é mais grave, que esse governo é um governo voltado para as elites, enfim, vi que o povo não está satisfeito e almeja uma união para que seja operada a tão desejada mudança.


Responsabilidade das lideranças


É certo, que cada pré-candidato almeja alcançar a vitória eleitoral. Porém, é certo também que, em se tratando de aliança política, alguém tem de ceder. Se as lideranças se dispuserem a ouvir a voz das ruas, deverão promover confabulações sempre considerando o interesse público. A responsabilidade dos líderes, se configura necessária para a viabilização do melhor para todos e, tenho certeza, que ambos os chefes dos partidos representantes da oposição (doutor Sidney e doutor Aledson), têm esse sentimento de dever com os destinos de Princesa. Entendo que a responsabilidade de decidir pelo melhor é mais salutar do que, mais tarde, ser responsabilizado por um erro que poderia ter sido evitado. 


Rememorando o passado


Momentos cruciais como o atual não são novidade na história política de Princesa. Em 1976, hegemônico na política princesense, o grupo Diniz promoveu a indicação de Batinho como candidato a prefeito, o que causou mal-estar em várias lideranças do partido e consequentes dissidências e adesões. Uma dessas adesões (João Pacote), bandeou-se para o grupo Pereira que, enfraquecido eleitoralmente e não dispondo de um candidato competitivo para concorrer, aceitou apoiar João Pacote para que o partido sobrevivesse. Perdeu a eleição mais manteve viva sua agremiação política. Em 1988, aconteceu o contrário. O grupo Diniz estava em baixa e aceitou apoiar o então vice-prefeito, Doca Ferraz, que havia sido preterido como candidato do grupo Pereira, que lançou Assis Maria como candidato a prefeito. Perdeu a eleição, mas manteve acesa a chama do nominandismo.Em ambas as situações e ocasiões, os dois tradicionais partidos de Princesa agiram com inteligência e sobreviveram para as lutas futuras. Finalizo afirmando, no que acredito: quem mata partidos são as urnas e quem os salva é a competência dos que têm o poder de operar as decisões mais acertadas. Diante disso, fica claro que o destino de Princesa, está nas mãos das duas principais lideranças da oposição e a eles cabe a decisão que definirá os destinos do nosso povo.    



DSMR, EM 1º DE SETEMBRO DE 2020.

FREI DAMIÃO DE BOZZANO

 




Pio Giannotti, que mais tarde adotaria o nome de Frei Damião de Bozzano, nasceu no dia 05 de novembro de 1898, em Bozzano, província de Lucca, Itália. Ordenou-se sacerdote em Roma, em 05 de agosto de 1923, militando na Ordem Franciscana dos Capuchinhos. Em 1931, aos 32 anos de idade, chegou ao Brasil com a missão de evangelizar. Aqui, escolheu a região mais pobre do País, o Nordeste, para o exercício de seu ministério missionário. Logo se tornou popular pela sua humildade e dedicação aos pobres. Piedoso, frugal na alimentação e econômico também no dormir, Damião era exemplo em seu trabalho de peregrino missionário. Percorreu todo o Nordeste brasileiro e algumas cidades da região Norte. Suas pregações eram sempre pautadas por sermões conservadores. Abominava mulheres que usassem calças compridas, blusas sem mangas ou minissaias. Aos adúlteros e sodomitas ameaçava com o fogo do inferno. O frade cria piamente nas labaredas do inferno, no fogo reparador do purgatório e na glória do paraíso celeste. Em seus sermões, com forte sotaque italiano, muitas vezes não se fazia entender. Mesmo assim, deixava clara a sua posição contra tudo o que era moderno e recomendava fervorosa devoção à Virgem Maria.


Frei Damião e Princesa


Numa deferência inusitada, o frade capuchinho, durante os anos de 1967 até 1972, elegeu a cidade de Princesa como sua parada preferencial para a realização de suas missões. Nesses anos, frei Damião fazia suas missões na cidade, sempre no período natalino e de Ano Novo. Vinha para Princesa, religiosamente todos os anos, no período que compreendia os dias 20 de dezembro até 02 de janeiro. Aqui passava esses dias em eterna penitência. Acordava às quatro horas da manhã e saía em procissão pelas ruas da cidade, cantando, rezando e chamando os fiéis para as Santa Missa. Após a celebração eucarística, tomava o café da manhã e sentava-se num confessionário para receber e perdoar as culpas dos pecadores princesenses e de toda a região (para cá afluíam moradores de várias cidades do entorno de Princesa e dos Estados vizinhos). Ao meio-dia, saía para o almoço e logo retornava para o mesmo ministério. À noite, proferia pregações em frente à Igreja Matriz e depois, mais confissões. Era assim a rotina daquele a quem quase todos consideravam um santo. 


O milagreiro


Nas frequentes caminhadas do padre “santo”, era necessária a interveniência de seguranças para resguardarem sua integridade física, pois, muitos fiéis andavam até com tesouras às mãos para cortar fios de seuscabelos ou pedaços de sua batina para fazerem chás milagrosos. A decisão do frade missionário em conceder esse privilégio a Princesa, foi motivada pelas obras da construção da nova Igreja Matriz, quando suas ações missionárias permitiam vastas contribuições dos fiéis para esse fim. A última estada de frei Damião em Princesa, foi por ocasião da inauguração da referida igreja, no Natal de 1972, quando o mesmo participou, ao lado de frei Anastácio, do prefeito Gonzaga Bento e do “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga que cantou, pela primeira vez, acompanhado de sua sanfona, o hino “Frei Damião”. O peregrino frade capuchinho, Frei Damião de Bozzano, faleceu em Recife, aos 98 anos de idade, em 31 de maio de 1997.



DSMR, EM 1º DE SETEMBRO DE 2020.

IVONETE LIMEIRA SOMA COM DR. ALAN POR UMA NOVA POLÍTICA

 


Ivonete Limeira, esposa do empresário Anastácio Henrique e mãe da vereadora Ianara Henrique, lançou ontem, sua pré-candidatura a vereadora, quando pretende disputar uma vaga à Câmara Municipal de Princesa, pelo partido Democratas. Aposentada do Serviço Público Federal, foi Visitadora Sanitária E Auxiliar de Enfermagem da FUNASA, onde serviu, no Hospital do antigo SESP, por longos 39 anos. Agora, aliada ao pré-candidato a prefeito, doutor Alan Moura, Ivonete Limeira,se dispõe a continuar servindo a Princesa, agora na área da política. Por ocasião do lançamento de sua pré-candidatura, a ex-servidora federal, declarou: “Com Dr. Alan Moura, nosso pré-candidato a prefeito, vamos implantar uma nova política, fazer uma mudança radical na forma de governar, que traduza a verdadeira mudança”.



DSMR, EM 1º DE SETEMBRO DE 2020.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

90 ANOS DA GUERRA DE PRINCESA – CRONOLOGIA DE UM CONFLITO

 

 


PRINCESA ACÉFALA



Fotos: acervo do ex-deputado Aloysio Pereira

Deflagrada a Guerra de Princesa, em 28 de fevereiro de 1930, ainda no começo do mês de março daquele ano, o presidente João Pessoa evacuou de Princesa todo o staff de funcionários públicos. Exonerou o prefeito e o vice-prefeito, José Frazão de Medeiros Lima e Glycério Florentino Diniz, respectivamente e, estranhamente, não nomeou substitutos para estes, deixando a cidade acéfala. Na verdade, foi este um contributo de João Pessoa, para que o coronel José Pereira Lima, decretasse, mais tarde, a separação do município rebelado do contexto do Estado, quando este proclamou, através do Decreto nº 01 de 09 de junho de 1930, o “Território Livre de Princesa”. É claro que quem sempre comandou a administração do município, foi o Coronel, através de prepostos (prefeitos nomeados), porém, não se justifica a atitude do Governo, quando deixou de cumprir uma prerrogativa constitucional, deixando um ente sem representação administrativa, o que, de certa forma, dava legitimidade ao novo comando estabelecido por Zé Pereira, quando determinou, este, que o município seria gerido por uma junta governativa, formada por ele próprio e por mais dois representantes de sua confiança (um deles o prefeito exonerado).  Princesa ficou sem governante oficial, desde o início de março até o dia 10 de outubro daquele ano.


Conivência federal


Essa situação teve também, de forma indireta, as bênçãos do Catete, pois, além da recusa do presidente, Washington Luís, em decretar a intervenção no estado da Paraíba, para restabelecer a ordem, ajudou indiretamente, quando fez vistas grossas ao movimento sedicioso liderado por Zé Pereira. Outra conivência com a situação se verifica quando da intervenção do Exército, depois do assassinato do presidente João Pessoa, os oficiais daquela força, comandados pelo capitão João Facó, se estabeleceram em Princesa, juntamente com suas famílias, sob os auspícios do Coronel, que providenciou moradias decentes para todos, chegando, inclusive, a ser padrinho de um dos filhos de um daqueles oficiais. Essa interação entre o Coronel e os oficiais da Força Federal dava, portanto, um amparo legal à situação. Nem mesmo quando da assunção do vice-presidente, Álvaro de Carvalho, ao cargo de presidente do Estado, em substituição ao presidente assassinado, aquele nomeou um prefeito para Princesa. Ao invés disso, sob a batuta de José Américo de Almeida, despachou para o município, um contingente de 350 soldados, sob o comando do coronel Emérson Benjamin, para ocupar a cidade rebelada. A situação só veio se normalizar com a vitória do movimento revolucionário, em outubro de 1930, quando os comandantes da Revolução ofereceram o cargo de prefeito ao princesense, Alcides Vieira Carneiro que, por motivos óbvios – em que pese aliancista de primeira linha, era amigo e afilhado do coronel José Pereira -, não aceitou. Recaiu a nova escolha na pessoa do cidadão Nominando Muniz Diniz, que aceitou o cargo de prefeito e passou a comandar o município obedecendo às diretrizes traçadas pelo novo presidente, Antenor Navarro e pelo manda-chuva José Américo de Almeida.


DSMR, EM 31 DE AGOSTO DE 2020.

INICIA-SE O TEMPO DAS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS

 



A partir de hoje até o dia 16 de setembro, acontecerão as Convenções Partidárias para a escolha dos candidatos que concorrerão às eleições de 15 de novembro. Neste ano, por conta da Pandemia do Coronavírus, as convenções estarão privadas das tradicionais festas de lançamento dos candidatos. De acordo com instrução normativa do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, as assembleias partidárias poderão ser realizadas de forma virtual, sem a presença massiva dos filiados e simpatizantes das pré-candidaturas

 Quantidade de candidatos

Para o pleito deste ano, estão vedadas as coligações proporcionais, ou seja, aquelas que unem partidos diversos para a eleição de vereadores. Serão permitidas somente as coligações para as chapas majoritárias. A quantidades de candidatos a vereador será correspondente a 150% das vagas existentes nas respectivas Câmaras Municipais. Em Princesa, onde a Câmara dos Vereadores tem 11 cadeiras, somente poderão ser registradas 17 candidaturas a vereador. Escolhidos os candidatos, a chapas serão registradas até o dia 26 de setembro e, no dia 27, começa efetivamente a campanha eleitoral.


DSMR, EM 31 DE AGOSTO DE 2020

 

O BAIRRO SÃO SILVESTRE CONTINUA ESPERANDO A ÁGUA QUE NÃO CHEGA

 




A obra da extensão da água para o Bairro São Silvestre, depois de muita cobrança nossa, foi iniciada, porém, estranhamente, os trabalhos estão parados, com buracos abertos sem as tubulações. Em visita realizada semana passada àquele Bairro, os moradores me informaram que tiveram notícias de que a obra está parada por ordem judicial, por conta do período eleitoral. Estranho, muito estranho, pois, aquele serviço iniciou antes do período macro eleitoral e parou agora. Dizem, a boca pequena, que os trabalhos foram interrompidos para serem reiniciados quando estiver bem próximo do dia das eleições. Se for isso verdade, trata-se de conduta vedada, uma vez que nenhuma obra pública pode ser usada como capitalização para angariar votos. De qualquer maneira, com politicagem ou sem politicagem, o importante é que a obra seja concluída, para que o povo daquele Bairro tenha água.


DSMR, EM 31 DE AGOSTO DE 2020.

PENSAMENTOS DO DIA

 



 

“Não há portas fechadas que o dinheiro não abra”

São Valeriano

 

“Não posso dizer que seja ruim ter dinheiro. Mas infelizmente acho que dá mais dor de cabeça que felicidade”.

Antônio Ermírio de Moraes

 

“Com dinheiro no bolso você é esperto, bonito e canta bem”.

Aforismo judaico