ODE

sábado, 13 de março de 2021

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS ENGRAÇADAS DE PRINCESA

 



TRAÍRA COM CÊ CEDILHA

Na última sexta-feira, deparei-me com uma cena engraçada. Na frente da casa do meu irmão, Antônio Roberto, encontrei “Nigel Mansell”, com um isopor cheio de peixes traíra para vender. Questionado por um senhor, interessado em comprar, Nigel Mansell irritou-se quando o homem perguntou que peixe era aquele. Quase aos gritos, Mansell respondeu: É gonfinho, bundão.Gonfinho com cê cedilha. Tu num conhece traíra não, porra!

DSMR, em 13 de março de 2021.

sexta-feira, 12 de março de 2021

FRASES FAMOSAS

 



 

“Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”

Millôr Fernandes

 

“O dinheiro não é só facilmente dobrável como dobra qualquer um”.

Millôr Fernandes

 

“O melhor movimento feminista ainda é o dos quadris”

Millôr Fernandes

DE QUEM É A CULPA?

 


A atual situação caótica do Brasil lembra aquele adágio popular: Enquanto a caravana passa... Estamos numa encruzilhada sanitária de fazer dó. Enquanto o presidente da República, seus filhos, seus ministros, agregados e devotos se defendem, raivosamente, das críticas pelos erros cometidos com relação à condução do combate à Pandemia, desmerecendo a imprensa, os governadores, a comunidade científica e quem da irresponsabilidade deles, discorde, milhares de pessoas estão morrendo à míngua, diariamente, por falta de atendimento. Resultado disso é que, momento, o Brasil já é o campeão em número diário de vítimas fatais da Covid-19.

Ontem, completou-se um ano que a OMS – Organização Mundial de Saúde, decretou o estado de Pandemia com relação à doença que vem matando sem trégua. Após essa constatação, a grande maioria dos países do mundo, desde lá, vêm tomando providências severas para combatê-la. Uma das raríssimas exceções, é o Brasil. Aqui, a Covid-19 sempre foi encarada, pelo presidente Bolsonaro, como algo não muito grave, ou mesmo, banal: “gripezinha”, “doença de maricas”, etc.

No início da Pandemia, o ministro da Saúde era o médico sanitarista Luís Henrique Mandetta. Este, estava tomando providências corretas contra a doença, com transparência e seguindo as orientações científicas. Diante do sucesso da operação daquela pasta e da popularidade do Ministro, o presidente da República começou a descredenciá-lo publicamente, até viabilizar sua demissão do cargo. Nomeou outro, também da área médica, que logo foi também demitido por não concordar com o uso do hidróxido de cloroquina no tratamento da Covid-19.

Com o intuito de satisfazer suas intenções negacionistas, Bolsonaro nomeou ministro da Saúde um general [Pazuello]que, na condição de incompetente porque títere, nada faz pela saúde porque só faz o que o presidente quer: “Ele manda, eu obedeço”. Agora mesmo, quando quase a totalidade dos Estados federados se declaram em situação de colapso na saúde, o general Pazuello vai à televisão dizer que esse colapso na saúde não existe e que o Brasil não vai colapsar de forma alguma. 

As autoridades sanitárias dizem que não adianta criar mais leitos de UTI se não observarmos, rigorosamente, as regras de isolamento social, o uso de máscaras e a vacinação em massa e que, priorizar a criação de leitos e desprezar as regras de restrição é o mesmo que enxugar gelo. Ou seja, a doença só arrefecerá com o isolamento social e a vacinação em massa. Acontece que, tanto as restrições quanto a vacinação, são coisas abominadas pelo presidente da República.

Ontem, o presidente Bolsonaro fez um pronunciamento contrário às medidas restritivas de isolamento social, dizendo que “toque de recolher”, é o mesmo que Estado de Sítio e que, somente ele [o presidente da República], tem poder para decretar isso. Tudo faz, o presidente, para atrapalhar as medidas restritivas.

Diante disso, muitos dos governadores, aflitos com a situação de seus Estados, se pronunciaram, preocupados com a irresponsabilidade do poder central e já sugerem a criação de um Conselho Nacional, para cuidar da grave crise na saúde, formado por membros do STF, do Congresso Nacional, de governadores, da sociedade civil, etc. Nesse momento crucial, diante da irresponsabilidade desse governo maluco, antes que o façam através da força ou da revolta popular, alguém tem de tomar as rédeas do país.

DSMR, em 12 de março de 2021

quinta-feira, 11 de março de 2021

OPINIÃO





 Não gosto de entrar em certas polêmicas, especialmente quando estou em paz. Além do mais, a maioria das polêmicas políticas de hoje são plantadas, intencionalmente, com objetivos obscuros. No entanto li uma postagem recente alegando que "quem não concorda com o governo Bolsonaro é vagabundo". Esclareço, antes de tudo, que esta afirmação não foi feita por um político, um ministro do governo etc. Quero analisar a afirmação, em si e não os políticos. Até porque já vi Fernando Henrique Cardoso dizer algo parecido, como também me lembro de ter visto José Dirceu propagando conceitos similares.

Eu, particularmente, consigo concordar e discordar de qualquer governo, tendo ou não votado nele. A democracia me permite isso e minha consciência me obriga.

Já aprovei ações do atual governo brasileiro, e ninguém tem o direito de me chamar de "bolsominion" por isso. 

Também já reprovei atitudes do presidente, ou caminhos equivocados tomados pelo seu governo, mas ninguém tem o direito de me taxar de comunista, por isso.

Quer dizer que no Brasil só existe essas duas opções? É o céu ou o inferno? (E aqui não estou dizendo quem deve ser o chefe de qual dessas duas repartições. ..)

Sinceramente, está muito chato isso.

Os bolsonaristas argumentam que o foi o PT, com sua vaidade extrema, sua falta de humildade e sua ganância pelo poder que levou o Brasil a este ponto. Os lulistas dizem que foi Bolsonaro, com seu extremismo e suas atitudes antidemocráticas, que nos conduziu a isso. 

Bem, esse é um debate difícil de encontrar consenso, mas a verdade é que estamos, exatamente, nesta encruzilhada.

O Brasil só tem sucesso se sair dela.


Thiago Pereira 

LER PARA CONHECER A NOSSA HISTÓRIA

 



“A GUERRA DE PRINCESA”

TIÃO LUCENA

O livro do princesense, Sebastião Florentino de Lucena, mais conhecido como Tião Lucena, A GUERRA DE PRINCESA, contido de 194 páginas, lançado em 2013 pela Editora Bagaço, conta, de forma romanceada e com enfeite ficcionista (o que, como ele mesmo diz, não altera o valor histórico da obra), é leitura agradável, irreverente e condutora para o conhecimento de vários detalhes sobre o conflito que envolveu Princesa e a polícia paraibana entre os meses de fevereiro e julho de 1930. É a história contada por quem conhece, realçando um dos episódios mais importantes da historiografia brasileira. O escritor e jornalista pernambucano, Maurício Melo Júnior, que prefaciou o trabalho em tela, destacando a importância daquela guerra, insere Princesa no contexto dos acontecimentos que culminaram com o movimento revolucionário de 1930, quando escreve:

“Aqui se restaura uma história que está muito além dos estreitos limites da história regional. A guerra de Princesa foi um dos pontos fundamentais na deflagração da Revolução de 30, que resultou numa ditadura sangrenta, que estabeleceu as políticas trabalhistas nacionais, que inaugurou o populismo, que fermentou o Estado Nacional, que, enfim, abriu as portas de um novo país. E até hoje sentimos roçar na pele muitos dos ecos daqueles tempos de tantas revoltas”.

Nas páginas 27, 28 e 29, Tião Lucena aborda sobre a primeira audiência do coronel de Princesa, o deputado estadual José Pereira Lima, com o novo presidente da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Famosa essa audiência, o autor inicia o capítulo com a resposta de Zé Pereira à inquirição maldosa e provocadora do presidente, quando perguntou se em Princesa havia cangaceiros: “Os cangaceiros de Princesa são os eleitores do seu tio Epitácio”, respondeu Zé Pereira. Irreverente, Lucena, justifica a antipatia de Pessoa quanto ao Coronel, relatando a “surra” que um tio deste, deu no pai daquele: “Aquela surra dada pelo tio de Zé no pai do presidente, em Monteiro, no comecinho do século, não estava esquecida, pelo visto”. Na página 33, conta sobre a incontinência intestinal de João Pessoa, quando hospedado na casa do Coronel José Pereira, por ocasião da visita que fez a Princesa em meados de fevereiro de 1930 e temeu por sua integridade física.

Porém, o mais importante, por inusitado até agora, são as referências que Lucena faz sobre as amantes do presidente João Pessoa e sobre o comportamento de Nominando Muniz Diniz (Seu Mano), antes, durante e depois da guerra.

Quanto às amantes, quando apenas uma (Cristina Maristany) tem frequente referência pelos escritores que já trataram do assunto, Tião traz à baila mais três a que se refere na página 129, inclusive relatando ipsis litteris a briga do médico João de Brito Athayde Moura com o jornalista Wellington Aguiar. O primeiro afirmando a existência de uma amante do presidente e, o segundo, eterno defensor de João Pessoa, negando terminantemente, a existência das mesmas. É claro que é isso coisa irrelevante para a história, mas que traz à luz algo que desmascara a propalada “santidade” do presidente paraibano.

Quanto a Nominando Diniz, o autor lhe dedica referências, em três capítulos, nada abonadoras. Nas páginas 61 e 62, no capítulo intitulado: “Nominando, o traidor”, fala do bom relacionamento de aliado que Nominando sempre teve com o Coronel e da repulsa que aquele tinha com relação a João Pessoa. É tanto que, segundo Lucena, quando o presidente paraibano esteve em Princesa, Nominando se negou a lhe vender gasolina para abastecer os carros da comitiva oficial, em retorno à capital do Estado quando da visita a Princesa: “Não vendo gasolina àquele déspota”. Mais adiante, em outro capítulo que começa na página 87, Lucena faz referência à atuação do cunhado de Nominando, Joaquim Sérgio Diniz, funcionário da Mesa de Rendas Estadual e que exercia seu ofício em Misericórdia (atual Itaporanga), onde desempenhava também o papel de espião, quando enviava informações privilegiadassobre as estratégias e movimentações do Comando Geral da Polícia paraibana, em Piancó, através de cartas, para o Coronel José Pereira:

“Cunhado do comerciante Nominando Muniz Diniz, Joaquim Sérgio morava em Itaporanga, de onde passava as informações para José Pereira sobre os passos da polícia, através de bem escritas cartas, que Zé Pereira guardava no seu cofre de estimação, ao lado de joias da família e de uma coleção de libras esterlinas que mantinha para gastar em alguma eventualidade”.

Na página 169, Tião relata, com detalhes, o arrombamento do cofre do coronel José Pereira, sob o comando de Nominando Diniz e com o auxílio da polícia paraibana. Nesse cofre, estariam as cartas de Joaquim Sérgio que, altamente comprometedoras, poderiam minar a confiança e o poder de Nominando, novo comandante da Revolução em Princesa:

“Nominando só não estava inteiramente feliz por causa das amaldiçoadas cartas do seu cunhado Joaquim Sérgio. Aquelas cartas da espionagem que ele sabia estarem guardadas no cofre do coronel. Cartas que ele iria encontrar de qualquer jeito e destruir, pois não era besta de fornecer provas contra o seu império em formação”.

Pela primeira vez, um escrito sobre os acontecidos de 1930, em Princesa - o que envolve diretamente as duas famílias mais tradicionais da política local -, foi dito claramente. E Tião Lucena, sem papas na língua, deu nomes aos bois e desembuchou tudo: traições, arrombamento, perseguições...Mostrou também que, tanto Zé Pereira quanto João Pessoa, foram, ambos, instrumentos a serviço de interesses outros. O primeiro, nas mãos dos Pessoa de Queiroz que queriam a intervenção na Paraíba e, o segundo, nas dos revolucionários que careciam de um motivo para deflagrar o levante. Importante, portanto, a leitura do livro de Tião Lucena. Conciso, de agradável leitura, às vezes divertido. Se não traz novidades, pelo menos deita no papel verdades escondidas ao longo do tempo e esclarece muitas das coisas que aconteceram durante a Guerra de Princesa. Indispensável para quem quer conhecer a nossa história.

Sebastião Florentino de Lucena nasceu em Princesa, em 19 de dezembro de 1951, é filho de Miguel Vicente de Lucena e de dona Emília Florentino de Lucena. Casou-se com dona Cacilda Marques, com quem teve os filhos: Niani, Felipe e Sebastião Júnior. É advogado, juiz classista, procurador do Estado, jornalista, blogueiro, escritor e reside, atualmente, em João Pessoa/PB.

DSMR, em 10 de março de 2021.

 

 

O DISCURSO DE LULA ABALOU AS ESTRUTURAS DO PODER

 



O discurso do ex-presidente, Luís Inácio Lula da Silva, proferido ontem, com quase uma hora e meia de duração, parametriza com a famosa “Carta aos Brasileiros”, divulgada em 2002 quando de sua candidatura à presidência da República. Após a decisão do Ministro, Edson Fachin, que anulou as condenações imputadas a Lula, pela operação Lava-jato de Curitiba/PR, o petista criou alma nova e, depois de longo período de recolhimento, abriu o verbo em sua fala de ontem, o que causou grande repercussão em todo o país e no mundo.

A fala do ex-presidente surtiu efeito imediato. Chegado de máscara no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo – numa demonstração de que respeita os protocolos de prevenção à Covid-19 -, Lula foi imitado pelo presidente Bolsonaro que, à noite do mesmo dia, mesmo à revelia de sua contumaz vontade, participou de solenidade no Palácio do Planalto devidamente mascarado.

Falando a língua do povo, Lula, com semblante sereno e afirmando que mesmo tendo sido vítima da “maior mentira jurídica da história”, não tem mágoas de ninguém; que está aberto para conversar com todos os segmentos da sociedade brasileira: trabalhadores, empresários, políticos de todas as nuances, etc. Pontuou, de forma esperta, que a arma que o Brasil precisa é a vacina para combater o Coronavírus, o que já obrigou o filho nº 01 do presidente Bolsonaro a postar nas Redes Sociais: “Nossa arma é a vacina”.

Abordou assuntos de natureza econômica, social, religiosa. Criticou o desemprego, desabonou a agenda liberal do Ministro Paulo Guedes, reprovou o aumento abusivo do preço dos combustíveis, defendeu a vacina e o isolamento social como essenciais para prevenir a doença, enfim, com um discurso que denota claramente que é sim, candidato à presidência em 2022, fez, o tempo todo, um contraponto ao governo do presidente Bolsonaro.

A repercussão da fala de Lula foi esmagadora. Nos principais noticiários de televisão, o discurso foi destaque com ênfase nunca vista. Comentaristas do quilate de Fernando Gabeira, Gerson Camarotti e Natuza Neri, realçaram que a fala do ex-presidente foi eficaz, redonda e que emparedou Bolsonaro. Mesmo que nada aconteça, pelo menos agora, temos um contraponto às maluquices, irresponsabilidades e incompetências do presidente Bolsonaro. Quanto a isso, Lula já deu o tom: Bolsonaro já começou a usar máscara.

DSMR, em 11 de março de 2021.

PENSAMENTOS DO DIA

 



 

“Os homens têm necessidade de provas [para julgar], pois não são como Deus, que vê o recôndito das consciências e conhece o segredo das intenções”.

Abuabdala Muhammad bem Harit Al Joxani

 

“Causam menos danos cem delinquentes do que um mau juiz”

Miguel de Cervantes Saavedra

 

“Ninguém seja juiz em causa própria”

Publílio Siro

 

A COVARDIA, O DEFEITO MORAL QUE SUPRIME TODAS AS DEMAIS VIRTUDES

 


 

Depois que escrevi uma matéria para esse blog, intitulada "SÃO COINCIDÊNCIAS?", acabei sendo ofendido por um analfabeto anônimo, sendo chamado de rábula fascista, dentre outros adjetivos endereçados à minha pessoa, enquanto que o escriba ágrafo acabou  não rebatendo os argumentos lançados por mim naquele anterior pronunciamento. Os analfabetos, funcionais e políticos, vivem na sociedade da mesma forma que vivem as plantas trepadeiras: nascem e crescem, e embora sejam seres vivos, realmente são desprovidos do mínimo de consciência, de conhecimento histórico, social, antropológico etc. Falam porque apenas repetem palavras (os papagaios também falam), e pensam que pensam, quando na verdade não passam de ecos das ideias dos manipuladores das cabeças alheias. São incapazes de se enxergarem no espelho, na exata dimensão de sua existência diminuta, medíocre e inútil. Não possuem qualquer utilidade social e, quando são lembrados pela história, é porque fizeram tudo aquilo que a virtude da coragem reprova e reprime. Nunca foi registrada uma guerra que tenha sido vencida pelo exército dos covardes ou pela grande legião da covardia. A COVARDIA nunca construiu países ou nações, e sempre foi a antiforça destrutiva de todas as virtudes. Você conhece algum covarde anônimo que seja digno de sua confiança? O túmulo do soldado anônimo é, sempre e em qualquer local da Terra, um local de veneração. Venera-se um anônimo porque ele representa a síntese de uma virtude universal, traduzida no sacrifício da própria vida em favor de um ideal maior e da vida dos outros. Onde fica o túmulo do covarde anônimo? Ninguém sabe, mas, provavelmente ficará em Princesa Isabel. Será na cidade onde nasci que o túmulo do covarde anônimo se erguerá para o glória do nada.  Todas as covardias serão homenageadas, mas, por uma dessas ironias da vida, os próprios covardes não homenagearão o covarde mor de minha cidade natal. É que os pusilânimes não se sentem como realmente são. Eles se escondem no anonimato, tal como fez o meu detrator analfabeto.  Vivem nos porões da vida sadia, se escondem da luz do dia como os vampiros de filme de terror. Imitam os outros, ou às vezes nutrem por aqueles que detestam uma espécie de inveja freudiana. Queriam ser ele, o ser detestado de suas  confusões mentais, e acabam por nutrir uma estranha repulsa pelo ser que gostariam de ter as suas mesmas qualidades. E os imbecis são imbecis porque não percebem que são o riso gratuito e zombeteiro dos outros.  E eles não enxergam adiante de seu próprio nariz. Tanto é que o meu "inimigo oculto" idolatra Dilma e Lula. E usa o termo fascista como chingamento juvenil, sem ao menos saber o real significado do termo. Fascista, na boca dessa gente tosca, está se tornando uma palavra denotativa. Ou seja, com tantos significados possíveis que acaba por significar absolutamente nada. É o mesmo fenômeno que ocorre com as palavras  porra, psiu, eita, epa, pera etc. Tenho muita pena que o meu ofensor seja um pobre desmiolado, inculto, anônimo e covarde. Gostaria muito que em Princesa Isabel, a minha terra natal, me fosse dada a oportunidade de debater com alguém que tivesse pelo menos uma dúzia de ideias. Dar-me-ia por satisfeito. A terra onde nasceu o craque romancista Aldo Lopes de Araújo,  autor de O Dia dos Cachorros (dentre outros) não merece um debate com anônimos, covardes, analfabetos e imbecis.               


Wellington Marques Lima

quarta-feira, 10 de março de 2021

HAVERÁ RESSARCIMENTO PARA LULA?

 



No Brasil de hoje, falar algo sobre Lula ou Bolsonaro evoca o dualismo maniqueísta do bem e do mal. Não se pode criticar as maluquices do presidente incompetente sem que seus devotos relembrem as falcatruas de Lula. Quando se fala mal de Lula, o petismo ataca sem pena, com golpes abaixo da cintura, contra as malandragens dos filhos de Bolsonaro e seus comparsas.

O problema se intensifica agora, quando o STF – Supremo Tribunal Federal, através da decisão monocrática do Ministro Edson Fachin, determinou a anulação dos vários processos de Lula. Com isso, o ex-presidente se torna elegível e ameaça seriamente os planos de reeleição do atual presidente.

Com essa decisão, aarena política brasileira pegou fogo. Aliás, decisão tardia e por demais esquisita, uma vez somente agora o STF entender ser incompetente, a Justiça de Curitiba, para julgar Lula.

Na verdade, isso não se constitui uma novidade. Em 1992, o ex-presidente, Fernando Collor, foi vítima de um impeachment e condenado por corrupção, pelo Senado Federal, sob a direção do presidente do STF, perdeu o mandato e, 12 anos depois, o mesmo STF o absolveu por falta de provas.

Em 2017, foi a vez de Lula, também condenado, num processo que correu célere, foi impedido de se candidatar à presidência da República e teve de amargar 580 dias na cadeia.O plano era impedir a eleição do petista, mas o tiro saiu pela culatra, quando a elite conservadora patrocinou a candidatura de Geraldo Alkmin, armou tudo para impedir o ex-presidente de voltar ao poder, e teve de aguentar a vitória de um maluco, eleito com um discurso mentiroso de combate à corrupção, ajudado por uma peixeirada milagrosa.

Agora, tudo passado, restam duas perguntas que não querem calar: Quem acredita mais nesse STF? Quem ressarcirá os prejuízos morais e eleitorais de Lula?

DSMR, em 10 de março de 2021.

FRASES FAMOSAS

 


 

“Acredito muito na genética. Acho que o homem não é responsável por muita coisa de bom ou de ruim que ele tem. O ser humano é uma loteria.A gente nasce inteligente, pobre, rico, tudo diferente. De modo que a gente tem que pensaras pessoas com mais generosidade. Se ele é inteligente, melhor. Se não é, a gente leva em conta”.

Oscar Niemeyer

 

“Mas a vida é assim, a vida é rir e chorar, né? A gente não faz a vida, ela é que nos obriga”.

Oscar Niemeyer

 

“Quando a vida se degrada e a esperança sai do coração dos homens, só a revolução”

Oscar Niemeyer