ODE

terça-feira, 7 de setembro de 2021

PENSAMENTOS DO DIA


 

“Os patriotas dizem em voz alta que é doce morrer pela Pátria, mas em segredo reconhecem que é mais doce viver para ela e à custa dela”.

Marquês de Maricá

 

“Para mim, não existem mais ‘pátria’ nem ideais; tudo isso não passa de pura decoração para os governantes, que preparam a próxima matança”.

Hermann Hesse

 

“O culto do patriotismo pelo patriotismo deve ser considerado bárbaro, dando como consequência guerras sem fundamento, que fatalmente vêm no seu cortejo”.

Albert Schweitzer

 



O município de São José de Princesa faz escola em cultura

São José de Princesa – o menor município da região geoadministrativa polarizada por Princesa, faz escola no âmbito da cultura. Ontem (06/09), através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, São José promoveu reunião com os membros e simpatizantes do setor cultural daquele município, para esclarecimentos sobre o conhecimento e a aplicabilidade da Lei Aldir Blanc.

A reunião, que aconteceu na Escola Municipal “Alzira Moura Magalhães”, contou com a participação de artistas, produtores de cultura e de todo o setor cultural do município. Partindo na frente, aquele município dá exemplo aos demais que, com muito mais condições para um implemento à cultura regional, não se movem nesse sentido. Parabenizamos a iniciativa que muito contribuirá com a cultural regional.




Prefeito de Tavares tem audiência com o secretário estadual de saúde

Na última sexta-feira (03/09), o prefeito Coco de Odálio, do vizinho município de Tavares, esteve na capital do Estado, ocasião em que se encontrou com o secretário estadual de saúde, doutor Geraldo Medeiros. A pauta dessa reunião foi a solicitação de recursos para auxiliar no custeio dos serviços de saúde do Hospital Municipal “José leite”

Alegando dificuldades para tocar as atividades daquele nosocômio, o prefeito, com o respaldo do governador João Azevedo e os necessários apoios dos deputados, Wilson Filho e Hugo Motta, estadual e federal, respectivamente, colheu do secretário Medeiros, a promessa de que sua reivindicação será analisada com atenção.

Incansável na busca de benefícios para Tavares, o prefeito Coco, retornou com a esperança de que mais uma vez, o governador João Azevedo, “que tem sempre um olhar especial por Tavares”, autorizará a feitura de um convênio em parceria com seu município, visando melhorias em prol da saúde do seu povo.




segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Árvores pra que te quero?




Mais um crime ambiental está sendo perpetrado em Princesa. As árvores da Praça “José Nominando" estão sendo cortadas pelo tronco. A motosserra do prefeito Nascimento está, neste exato momento, agindo sem pena e derrubando árvores frondosas que têm mais de 60 anos. Crime dessa natureza, pela mão desse mesmo prefeito, já aconteceu em tempos recentes, quando o senhor Ricardo Pereira mandou derrubar um pé de ipe, na Praça da Estrela, apenas para descobrir a visão de um palco de eventos. Sabem, os que leem este artigo agora, quanto tempo precisa uma árvore para ficar adulta? Da última vez, denunciei ao Ministério Público e, como nada foi resolvido, o nosso gauleiter se sente à vontade para depredar o nosso meio-ambiente. Desta feita, denuncio ao povo em sua instância maior. O que tem esse prefeito contra pau velho?




Princesa polariza a única região que não tem representante na Assembleia Legislativa

A vida é feita de oportunidades, mas, também e principalmente, de escolhas. Ontem à noite, acessei uma notícia sobre política que provocou um comentário do pré-candidato a deputado estadual, doutor Aledson Moura. Em seu escrito, Moura realçou uma triste realidade: a região da Serra do Teixeira (polarizada por Princesa) e detentora de votos suficientes para eleger até três deputados estaduais, é a única parte territorial da Paraíba que não tem um representante na Assembleia Legislativa do nosso Estado.

Princesa, uma cidade que um dia já teve de forma concomitante, duas cadeiras ocupadas por filhos da terra na Casa de Epitácio Pessoa, há mais de 23 anos, não elege um deputado estadual. O que vemos hoje, são “homens das malas”, apoiados pelas lideranças locais, a pedirem nossos votos e não vemos ninguém pedindo nada para o povo da nossa região. O compromisso deles é com os chefes. Para esses deputados de fora, seus compromissos são com aqueles a quem eles pagam pelos nossos votos.

Não fora isso, nós teríamos aqui um Hospital Regional funcionando a contento e atendendo a todos. Não fora essa situação exclusivista, poderíamos ver Princesa incluída nos programas estaduais de geração de emprego e renda para os nossos jovens, dentre outros benefícios que trariam progresso e desenvolvimento. Diante desse quadro desfavorável, ponhamos as mãos na consciência e voltemos nossos interesses para nós mesmos. A oportunidade de escolher um verdadeiro representante da região se apresentará no próximo ano. Falta-nos somente, a determinação para a escolha.




WALDEMAR EMYGDIO DE MIRANDA

 

WALDEMAR EMYGDIO DE MIRANDA, nasceu em Recife em 05 de agosto de 1897, filho do professor Auxêncio da Silva Viana e de dona Maria dos Passos de Miranda Andrade. Ainda pequeno, seus pais resolveram, no início do século passado, mudarem-se para a então Vila Bela (atual Serra Talhada/PE) onde abriram uma escola particular na Praça Sérgio Magalhães, centro daquela Vila. Ali, viveu Emygdio de Miranda com seus pais até os 18 ou 19 anos de idade. Logo cedo se tornou afeito ao uso de bebidas alcoólicas o que o faria contumaz consumidor e, mais tarde, completamente dependente e viciado. Desprezava Miranda, as coisas de valor material. Romântico e muito inteligente, desde cedo se revelou um amante da poesia. Jovem ainda estabeleceu forte contato com os livros que eram os instrumentos de trabalho de seus pais, ao mesmo tempo em que começou a escrever poesias e poemas que encantavam as rodas dos saraus literários daquele tempo.

 

Chegada a Princesa

 

No afã de divulgar seu trabalho e de participar de eventos culturais em outras cidades, começou a viajar em visita às cidades vizinhas a Vila Bela. Visitou as cidades de Caruaru, Arcoverde, Triunfo e Princesa. Aqui chegando, no início dos anos 20, aos 25 anos de idade, encantado com a efervescência cultural que encontrou na Vila paraibana, ali aportou com vontade de ficar. Encontrou campo fértil para o desenvolvimento de sua arte literária até porque incentivado pelo coronel José Pereira Lima, de quem se fez amigo por ser este também um amante da arte da poesia e, portanto, promotor da cultura do lugar. Influenciado pelo Movimento Modernista promovido em São Paulo quando aconteceu naquela cidade a revolucionária “Semana da Arte Moderna”, Emygdio de Miranda, inspirado nesses novos ares artísticos e culturais, escreveu ao pioneiro do Modernismo no Nordeste, o também poeta, jornalista e crítico literário Joaquim Inojosa de Andrade: “É preciso entanto, confessar que ainda há bem pouco, fôra eu partidário decidido das ideias velhas... Confesso o meu grande pecado em haver sido passadista”. No dia 17 de outubro de 1925, Emygdio de Miranda fundou em Princesa uma “Sociedade de Letras” denominada “Grupo Literário Joaquim Inojosa” e comunicou ao patrono em 28 de outubro de 1925: “Ilustre doutor Joaquim Inojosa, Recife. Os signatários da presente, membros efetivos do Grupo Literário Joaquim Inojosa (sic) que nesta localidade foi fundado sob o vosso patrocínio, com os nobilíssimos intuitos de trabalhar pela Escola Modernista cujo supremo chefe aqui no Nordeste é o erguido vulto, emocionados agradecem vossa carinhosa lembrança pela remessa que fizeste dos exemplares de Arte Moderna e o Brasil Pandeiro (...)” (Paulo Mariano – pp. 176 e 177). Com a iniciativa de instalar em Princesa o Movimento Modernista, Emygdio de Miranda fez com que a nossa cidade fosse a única no estado da Paraíba a dar apoio ao Manifesto Modernista de 1922.

Professor e poeta

 

Além de poeta, foi também, Miranda, professor tendo desempenhado essa função, com muita competência, em Princesa. Na verdade, o poeta, de todas as cidades por onde passou fez destacar o seu interesse especial pela Vila paraibana, pois, era aquele lugar - nos anos 20, período que precedeu a ”Guerra de Princesa” -, um recanto de prosperidade pelas riquezas que produzia advindas da cultura do algodão, uma vez ser Princesa o maior produtor desse têxtil no estado da Paraíba. Emygdio de Miranda não teve o prazer de ver suas poesias compiladas e publicadas em vida. Após sua prematura morte, aos 35 anos de idade – causada, principalmente, pelo vício do alcoolismo – ocorrida em 29 de maio de 1933, teve, pela generosidade de alguns amigos, seus poemas publicados em dois livros póstumos: “Rosal” e “Rosa da Serra”. Em uma dessas publicações está essa magnífica poesia:

 

A UM BURGUÊS

 

Tu, ventrudo burguês analfabeto,

Escultura rotunda da irrisão,

Para quem o viver mais limpo e reto

Consiste em ser devoto e ter balcão;

 

Tu, que resumes todo o teu afeto

No dinheiro – o metal da sedução

Pelo qual negociarás abjeto

Tua esposa, teu lar, teu coração,

 

Escuta, ó ignorantaço, o que te digo:

Esse ouro protetor, que é teu amigo,

Que te deu o conforto de um paxá,

 

Pode comprar qualquer burguês cretino;

Mas a lira de um vate peregrino

Não compra, não comprou, não comprará.

 

Emygdio de Mirando morreu pobre e abandonado na então vila de Rio Branco (atual Arcoverde/PE) onde foi sepultado como indigente. Hoje (29/05/2019), quando se completam 86 anos de seu falecimento, além da homenagem já concedida quando tem seu nome aposto numa das placas que nomina uma das ruas de Princesa, está, esse grande poeta e educador - mesmo não tendo nascido em Princesa -, a merecer a homenagem do povo da terra que escolheu para viver, porque considerado um ilustre princesense, uma vez haver dado grande e significativo contributo para a construção do nosso legado cultural.



 

Édson Mandú é o novo conselheiro de cultura da Serra do Teixeira

Foi a duras penas, reunindo esforços significantes, que o jovem princesense, Édson Mandú, promotor de cultura, conseguiu ser eleito para representar a nossa região no Conselho Estadual de Políticas Culturais da Paraíba. Inicialmente, graças à competente curiosidade garimpeira de Janaína Melo, que descobriu o escondido edital para as eleições e, depois, com o registro da candidatura de Édson e o empenho de vários segmentos da nossa sociedade, essa candidatura logrou êxito e, enfim, mesmo à revelia da vontade oficial, teremos um legítimo representante da Serra do Teixeira naquele importante Conselho.

A eleição, que aconteceu na última sexta-feira (03/09), teve componentes inusitados. A escolha, que ocorria sempre na surdina, de forma calada e sutil, desta feita aconteceu de forma clara, aberta e democrática. A candidatura de Édson Mandú – em oposição à eterna indicação do prefeito de Princesa -, conseguiu a adesão dos vários setores da cultura de Princesa e de mais três cidades da região: Manaíra, Juru e Teixeira. O que antes corria frouxo, desta vez gerou uma disputa com propostas para a inserção, da região polarizada por Princesa, no contexto da cultura paraibana.

Em que pese a politização promovida pelo diretor de Cultura e por alguns agentes da prefeitura de Princesa, quando se empenharam para derrotar o que chamaram de “a candidatura dos Moura”, Mandú obteve bela vitória, derrotando sua adversária por um placar de 823 votos a 611. Com esse resultado, teremos a partir de agora, um legítimo representante da nossa cultura, desamarrado dos interesses políticos do senhor prefeito e comprometido com os interesses culturais de toda a nossa região. Édson Mandú é do ramo e, com certeza, vai dar certo.


  


sábado, 4 de setembro de 2021

SABÁTICAS

🛑 Agora todo mundo sabe porque o "bozo" não promove carreatas e tem a preferência pelas motociatas. Gasolina com o preço nas alturas, de motocicleta sai mais barato.

🛑 Não há a menor condição de se aprumar a economia do Brasil. Coisa que pouca gente sabe é que, o ministro da Economia, residente da Granja do Torto, vem entortando tudo.

🛑 A última pesquisa eleitoral para a presidência da República trouxe os seguintes números: Lula 55% x Bolsonaro 30%.

🛑 Todos no aguardo da resposta de Nascimento sobre as feiras prometidas aos garis. A "mistura" já comeram, resta saber quem comeu a feira.

🛑 Na Paraíba, o clima político tá de vaca desconhecer bezerro. Já foram formadas três chapas majoritárias, nenhuma delas com o aval do governador, inclusive a que ele (Azevedo) encabeça.

🛑 A CPI da Covid-19 estende seus tentáculos agora sobre a familia Bolsonaro. Descobriu ligações esquisitas de um lobista da Precisa, chamado Marconi, com o filho mais novo do presidente.

🛑 O Brasil está sem leme. O presidente da República se recusa a conversar com os governadores. Enquanto isso, o presidente do Senado é quem está fazendo as vezes de interlocutor com os demais poderes da República.

🛑 A gasolina vendida no Paraguai é refinada no Brasil. Compram de nós, o combustível, e vendem mais barato do que o que é negociado aqui. Ou seja: a gasolina do Brasil, no Paraguai, é mais barata.




Histórias e estórias engraçadas de Princesa

O zanôio e o bode

João Camilo, mais conhecido em Princesa como “João Jacó”, era um preto, vesgo, neto de escravizados, que servia com fidelidade ao líder político Nominando Diniz, também chamado de “seu” Mano. Muito trabalhador, era também afeito a algumas lapadinhas de cachaça aos domingos.

Certo sábado, à tardinha, João Jacó – que era dono de um estrabismo divergente que lhe espalhava o “olhar” pela cara, daqueles que não se sabe para quem está olhando -, em preparação do tira-gosto para o domingo, se encontrava debaixo de um grande juazeiro, perto de sua casa, com um bode amarrado, à espera de alguém que o segurasse para poder matá-lo.

De repente aponta, na cabeceira da estrada, “seu” João Fernandes que ia visitar seu roçado no sítio Guirra. Em que pese se tratar de um homem tido como “bem-de-vida”, João Jacó não se fez de rogado e gritou:

- “Seu” João! Dá pro sinhô me ajudá aqui?

Fernandes, solícito que era, respondeu:

- Pois não, João, de que se trata?

O preto foi logo dizendo:

- Num é disafôro não, “seu” João, mas o sinhô pudia sigurá esse bode pra eu matar? Nóis come a buchada dele amanhã...

- Na hora - respondeu João Fernandes, e foi logo segurando a corda que amarrava o bicho.

Em seguida, João Jacó deu de garra um machado e, quando já ia desfechando o golpe mortal na cabeça do caprino, João Fernandes gritou:

- Peraí, João, peraí!

- O que foi, “seu” João?

Fernandes respondeu com outra pergunta:

- Tu vai meter o ôi desse machado na cabeça de quem tu tá olhando?

João Jacó respondeu:

- É.

João Fernandes soltou a corda do animal e disse:

- O diabo! Vá matar o cão! – e seguiu seu destino em busca do Guirra.

* Essa estória é da lavra do comerciante Joca Fernandes. 




sexta-feira, 3 de setembro de 2021

O governo Bolsonaro apagou o “Luz Para Todos”

Há mais ou menos três meses, um morador do sítio Cedro (onde resido), fez um requerimento à Energisa, solicitando a instalação de energia elétrica em sua residência. Atendeu todas as exigências, inclusive instalando o padrão de recepção em frente à sua casa. Recebeu a visita de um engenheiro da empresa concessionária de energia e ficou, ansioso, no aguardo da aprovação do projeto apresentado.

Ontem, o cidadão em tela foi convocado a comparecer à sede da Energisa em Princesa. Trocou de roupa e partiu para a rua, esperançoso de que seu projeto havia sido aprovado e que, até que enfim teria luz em sua residência. Qual não foi a surpresa do requerente! O funcionário da Energisa comunicou que, para a aprovação de seu projeto, seria necessário que sua residência tivesse escritura pública e registrada e, pasmem! Deveria pagar uma taxa de 10 mil reais para que sua instalação fosse efetivada.

Ainda destontado, o cidadão perguntou ao funcionário: mas, e o programa “Luz Para Todos?” O rapaz respondeu: “Eh, meu amigo, não é mais daquele jeito, não. Agora, tem de se pagar essa taxa. Descabriado, meu vizinho voltou pra casa a relembrar tempos recentemente passados, em que toda residência rural – estivesse onde estivesse -, tinha o direito à instalação, gratuitamente, de energia elétrica, e constatou a diferença: enquanto, no tempo de Lula a luz para os pobres era de graça, hoje, além de ser caríssima para todos, tem aumento todo mês. Pátria Amada Brasil!