ODE

sábado, 20 de março de 2021

SABÁTICAS 78

 



. O prefeito de Princesa faz jus àquela máxima de Ortega y Gasset: “O homem é o homem e suas circunstâncias”. Há poucos dias, Nascimento apareceu nas redes sociais vestido numa camiseta com a efígie de Bolsonaro. Agora, depois do antológico discurso de Lula, já defende o ex-presidente nas mesmas redes Sociais.

. Não sei se o atento leitor já observou, mas, até agora, o Governo Federal não fez veicular, em nenhum meio de comunicação, propaganda institucional alertando a população quanto aos cuidados para evitar o contágio da Covid-19.

.  Tenho certeza que o mesmo atento leitor lembra-se das tiradas “engraçadas” do nosso “competente “ presidente: “É uma gripezinha”; “Eu não sou coveiro”; “E daí?”; “Vá pedir vacina a sua mãe!”. Isso nos remete ao saudoso Genival Lacerda: “De quem é esse jegue...!

. A troca de ministros da saúde foi na verdade, um placebo (aquele remédio que não serve para nada). Saiu o general obediente e incompetente e entrou o cardiologista carimbador: “A política de saúde é a do presidente Bolsonaro e não a do ministro”. Desse jeito, até eu poderia ser o ministro.

. Não bastassem as falcatruas do nº 01 do presidente, agora apareceu outro filho do presidente da República, talvez o nº 04, envolvido em malandragens à custa do dinheiro público. Esse, além suspeito da prática de desonestidade, debocha dançando rap.

. Jornais do mundo todo noticiam, em primeiras páginas que, no momento, o Brasil representa uma ameaça para todo o mundo. Cogitam até em doar vacinas para imunizar os brasileiros. Se você não toma conta de sua casa, os outros vêm e cuidam. Ainda bem.

. Quando o gato não está em casa, os ratos comem em cima da mesa.

. A inflação das prateleiras e dos postos de combustíveis são alheias a que o governo mede. Arroz aumentou 69%; óleo de cozinhar aumentou 54%, carne subiu mais de 60% e a gasolina chegará a R$=6,00 nos próximos 30 dias. Não bastasse a Pandemia que devasta tudo, mais essa. Além de queda, coice.

. Em Princesa já tem pessoas passando fome. Seria de bom alvitre que a Prefeitura reinstituísse o “sopão” para alimentar pessoas carentes que estão sem poder trabalhar. Os lojistas deveriam ter incluído isso em sua carta aberta às autoridades.

. Para alguma coisa serviu o discurso de Lula. Primeiro, o presidente Bolsonaro se apresentou usando máscara.  Depois, trocou o ministro da saúde (6 por meia-dúzia) e, agora, fala que vai comprar vacina. Se Lula falar de novo, Bolsonaro desfila na “Parada Gay”.

DSMR, em 19 de março de 2021.

sexta-feira, 19 de março de 2021

PROFESSORES ENCLAUSURADOS

 



Ontem, 18 de março, completou um ano que os professores deixaram de ministrar aulas na forma presencial. A Pandemia os impediu de seu ministério normal. Graças à tecnologia que nos trouxe a era digital, não houve solução de continuidade das atividades magisteriais. Instituiu-se um novo modelo: as aulas à distância, virtuais. Isso funcionou como uma formação forçada. Os nossos professores tiveram de aprender a lidar, na marra, com as novas técnicas que a internet permite. Isso foi bom para todos como uma alternativa para que os nossos alunos não ficassem sem estudar. Mesmo enclausurados, o que se observou, nesse tempo de pandemia, foi uma dedicação sem par dos nossos mestres e, por isso, merecem ser reconhecidos em seu mister e valorizados, afinal, são eles o principal elo em prol da civilidade.

DSMR, em 19 de março de 2021.

19 DE MARÇO: DIA DO ARTISTA PRINCESENSE

 



Hoje, dia de São José, é também o dia do artista princesense. Essa efeméride foi instituída por uma Lei Municipal, votada pela Câmara Municipal e sancionada em 2009, na administração do prefeito Thiago Pereira. A escolha desta data deveu-se ao fato de que foi, nesse dia, que nasceu o nosso artista maior, Francisco Soares, o “Canhoto da Paraíba”. Nesse tempo sombrio em que vivemos, as homenagens ao nosso artista maior e aos demais que engradecem e engrandeceram a nossa cultura, só podem ser realizadas dessa forma, com lembranças de forma remota. Mesmo assim, não podemos esquecer da importância deste dia para a nossa cultura. Este Blog aproveita o ensejo para parabenizar a todos os nossos artistas vivos e homenagear aos que já se foram, mas deixaram sua marca na cultura princesense. Viva os artistas de Princesa!

DSMR, em 19 de março de 2021.

AS PRAÇAS DE PRINCESA PEDEM SOCORRO

 






Em visita recente à cidade, constatei com tristeza a situação das nossas praças. Completamente abandonados, aqueles logradouros públicos, envergonham a população princesense. Refiro-me, especialmente, às praças “Marçal Lima Neto”, também chamada de Praça do Cancão e à Praça “Dona Maria Aurora Diniz”. A primeira, com o busto que homenageia o ilustre notário que lhe dá nome, quase completamente destruído. A segunda, também no mesmo estado. Ambas aquelas praças, foram dotadas de estátuas na minha administração. Homenagens merecidas que deveriam ser mantidas com respeito pela importância que tiveram, os homenageados, na construção da nossa história. Mas não. Está tudo abandonado, em completo desprezo. Urge que a Secretaria de Infraestrutura faça alguma coisa. Urge que familiares dos homenageados, alguns aliados ou simpáticos ao prefeito, exijam o fim dessa falta de respeito.

DSMR, em 19 de março de 2021

GENOCÍDIO BRASILEIRO



Pelo vigésimo dia seguido o Brasil se apresenta ao mundo como recordista no número de casos positivos e de mortes pela Covid-19. O recrudescimento da doença nos traz um momento sombrio e de incertezas. O sistema de saúde, tanto o particular quanto o público, estão em colapso de vagas nas UTI’s, faltam remédiose insumos, carece de recursos humanos, etc. A vacina nos chega em conta-gotas. Enquanto isso, as autoridades não tomam as providências necessárias. Não falo somente do presidente Bolsonaro. A irresponsabilidade deste, quando nega e banaliza a doença, já é uma praxe. Resta-nos agora, que governadores e prefeitos, ponham em prática a autorização dada pelo STF – Supremo Tribunal Federal, para que adquiram vacinas, o único recurso capaz de estancar tantas mortes por essa terrível doença.

Ontem, os comerciantes de Princesa divulgaram uma carta aberta ao senhor prefeito, num apelo desesperado contido até de desobediência civil quando afirmam que não acatarão mais, decretos ou ordens de fechamento de suas lojas e serviços. Na carta, os comerciantes pedem transparência na vacinação e no uso das verbas destinadas ao combate à Covid-19, exigem diálogo e honestidade. Esse segmento, que até recentemente era um bastião defensor de Nascimento, bota agora a boca no trombone questionando a transparência e a honestidade do prefeito. A verdade, é que a sociedade não aguenta mais ver os agentes públicos no conforto de suas mordomias, enquanto as pessoas morrem e eles [os comerciantes] se veem impedidos de trabalhar.

É claro, que o isolamento social e as restrições para evitar aglomerações são necessários nesse momento gravíssimo. Porém, salta aos olhos de todos agora que, junto a isso, deveriam, as autoridades, tomar as providências necessárias para combater a doença. Inicialmente se justificavam os cuidados apenas com a prevenção. Agora não! A doença avança sem controle e, diante da irresponsabilidade do governo federal, resta aos entes estaduais e municipais cuidarem de seus Estados e Municípios. Agora, entrou em vigor a lei do “salve-se quem puder”. A solidariedade com os comerciantes, mesmo diante da ameaça de desobediência civil, se faz necessária no sentido de sensibilizar o prefeito para que não cheguemos a uma situação de desespero total.

DSMR, em 19 de março de 2021.

quinta-feira, 18 de março de 2021

CARTA ABERTA DOS EMPRESÁRIOS DO MUNICÍPIO DE PRINCESA ISABEL-PB.

 



Ao Exmo. Sr. governador JOÃO AZEVEDO

Ao  exmo. Sr. Prefeito Ricardo Pereira,  

Vereadores, 

Comitê de Crise  do  Covid-19

e ao povo Princesense.


Informarmos que a partir do dia 26 de março de 2021, não aceitaremos e muito menos seguiremos qualquer outro ou novo decreto que impeça qualquer pessoa no Município de PRINCESA ISABEL-PB de exercer seu Direito Constitucional da Livre Iniciativa (Art. 1o, IV, CF e Art. 170, CF).

Qualquer novo decreto que impeça o trabalho irá comprometer outro Direito Constitucional, o da Dignidade da Pessoa Humana (Art. 1o, III, CF) seja para Empresários, Colaboradores, Funcionários Públicos, Aposentados e outros, pois, além de inviabilizar a continuidade de atividades, demissão em massa, quem tem seus proventos sofrerá com enorme redução em virtude da inflação no preço dos produtos.

Pedimos que o Sr. Prefeito, Vereadores e Comitê de Combate ao Covid que esqueçam a política e adotem o tratamento precoce, transparência da vacinação e verbas, façam investimentos na área da saúde, aumento de leitos, insumos, estoque de medicamentos, EPIs, dentre outros que garantam atendimento médico a todos, bem como a fiscalização contínua de festas clandestinas, churrascos e aglomerações.

Reiteramos que Distanciamento Social não é sinônimo de Proibição do Trabalho e Fechamento de Atividades, tendo em vista que 90% do comércio e serviços do Município não possuem aglomerações, devido à crise financeira. Dentro das lojas do centro, ou bairros, são raras as que possuem vários compradores simultâneos e as que possuem, devem controlar os acessos.

Por fim, reiteramos ao Sr. Prefeito que não iremos seguir qualquer decreto que impeça o trabalho a partir do dia 26 do mês de março de 2021 e pede que não sejam editados decretos neste sentido, pois a abertura não será uma opção do Sr. Prefeito, mas do povo contra os decretos e a fiscalização, ante a situação, iremos praticar a legítima defesa (Art. 25 do Código Penal), pois estaremos defendendo nossas famílias, nossos amigos, nossos colaboradores, todo cidadão e nosso patrimônio.

Pedimos diálogo, honestidade, bom senso e que se afastem do espectro político, permitindo ao povo trabalhar, para que evitemos enfrentamentos desnecessários que possam causar danos, quaisquer que sejam entre quem precisa trabalhar e agentes da administração pública, seja na legislação, ou fiscalização.

Queremos a paz, saúde e acima de tudo, que todos sejam livres. 


Atenciosamente, Empresários de Princesa Isabel-PB



EM PRINCESA, COBRANÇA DE SALÁRIO ATRASADO, É REBELIÃO

 



Ontem, os servidores municipais detentores de cargos comissionados e contratados – inclusive aqueles que foram contratados durante a campanha eleitoral -, alguns, com até quatro meses de salários atrasados, procuraram o prefeito Nascimento para cobrar os pagamentos atrasados e foram admoestados pelo edil de que estavam promovendo uma rebelião. Os salários dos servidores efetivos são pagos em dia porque isso foi bandeira de campanha do senhor prefeito, porém, os dos comissionados, são uma opção que não vem sendo cumprida. Enquanto isso, são vários os carrões estacionados na fazenda de Nascimento e grande a insatisfação com as promessas do prefeito que ganhou na base da mentira. Depois da festa vem a ressaca, depois do Oba, Oba, vem o Epa, Epa. Quando se tira a escada, dificilmente se consegue segurar somente no pincel. Boa sorte, Nascimento.

DSMR, 18 de março de 2021.

LER PARA CONHECER A NOSSA HISTÓRIA

 




“FELICIANO RODRIGUES FLORÊNCIO – O moço, o major, o velho”

ADA FLORÊNCIO BARROS DA NÓBREGA

Escritora temporã, a princesense, Ada Florêncio Barros da Nóbrega, embora não tenha logrado o prazer de lançar, ainda em vida, sua única obra literária, promoveu importante contribuição à história e à cultura de Princesa com o lançamento do livro: “FELICIANO RODRIGUES FLORÊNCIO – o moço, o major, o velho”. O escrito de Ada Barros, contido de 446 páginas, lançado pela editora Ideia, tem como epicentro a história de seu avô, o major Feliciano Florêncio. Homem de uma época, longevo e patriarca de vários segmentos das tradicionais famílias princesenses. Nesse livro, a autora discorre sobre quase tudo o que se refere à história recente de Princesa. Aborda aspectos históricos, culturais, religiosos, políticos, sociais, familiares, enfim, uma plêiade de informações que Ada resgata para nós e para as gerações futuras. Excluídas as muitas citações filosóficas e impressões emocionais, a obra é enxuta e rica de informações importantes para quem se interessa pela história da nossa terra. Uma ode a Princesa.

Na página 21, a escritora já realça a importância histórica de Princesa no concerto da historiografia regional e nacional:

“Poucas cidades, quando comparadas à vastidão territorial de todo um país – ainda mais, considerando-se que este(sic) município é a pequenina Princesa Isabel e o país, o imenso Brasil -, tiveram o destino glorioso de constar, tão assiduamente, nas grandes narrativas históricas, no caso específico de Princesa, de nossa conturbada história republicana”

Contido na página 56, Barros, acrescenta, evidenciando a importância de Princesa no contexto da história da Paraíba e do Brasil: “Todos sabem que, no Brasil, existe uma Paraíba e que, nessa Paraíba, existe uma Princesa, a qual foi território livre (sic), com bandeira, código e hino próprios (...)”. Quanto ao coronel José Pereira Lima, promotor da instituição do Território Livre de Princesa, Ada, realça o perfil de “chefe respeitado e acatado” do coronel, quando este comunica ao chefe do poder estadual – por ocasião da morte de seu pai, o coronel Marcolino Pereira -, a decisão de tomar as rédeas do poder em Princesa, de forma “inamovível”: “Somos quatro irmãos, novos, ricos e desassombrados, não vim pedir permissão, vim comunicar”. Seria essa já uma premonição da rebeldia que se faria ver em 1930?

Lá adiante, a autora, de forma sucinta e baseada em escrito do historiador Celso Mariz, delineia o perfil da formação histórica de Princesa sob a influência do padre-mestre Ibiapina:

“Essa Lagoa da Perdição é a atual cidade de Princesa Isabel. O missionário [padre Ibiapina] lhe havia mudado o nome, indicativo de azares materiais e morais, para Bom Conselho, pelo qual foi conhecido o povoado por muito tempo. Aquele Bom Conselho onde parou, quando voltava doente de Baixa Verde [Triunfo/PE], em janeiro de 1876, Lagoa da Perdição ou Bom Conselho já estava, então, elevada e ia instalar-se paróquia e vila por uma lei de novembro anterior, com o nome de Princesa. Ainda, anos depois dessa classificação oficial, era popularmente chamada pelo crisma de Ibiapina”.

Filha de Richomer Góis de Campos Barros, a quem o historiador e escritor princesense, Paulo Mariano, nominou de “o mais refinado intelectual princesense”, Ada Barros escreve sobre o pai. Na página 160, faz referências ao seu progenitor como: “(...) possuidor de notável força física, nadador exímio, músico amador, compositor, botânico e também poeta, escritor e jornalista. (...) colaborou nos jornais ‘Diário de Pernambuco’, ‘Correio de São Paulo’, ‘A União’ e na revista ‘Pará Agrícola’. São de sua autoria a ‘Monografia de Princesa’ e ‘O Caroá em Pernambuco e sua ocorrência nos demais estados do Nordeste’, publicada em 1941 pela Imprensa Nacional do Rio de Janeiro, e ‘Pródomos dos acontecimentos de Princesa – 1930’. Foi também revisor do jornal ‘Folha do Povo’, do Recife”.

Numa demonstração de que tudo em Princesa girava em torno da política entre as duas famílias, Pereira e Diniz – aprimeira chamada de “pelados” e, a segunda, de “Cabeludos” -, Ada anota, na página 174, um poema de Aída Barros, sua irmã,onde em sua última estrofe, diz:

“Meu despertar para a vida

foi numa terra marcada

Princesa, feia, sisuda,

anormal, atrapalhada,

duma banda cabeluda

e da outra bem pelada”

 

Das páginas 185 a 192, Ada Barros, discorre sobre as perseguições políticas perpetradas contra as famílias princesenses - adversárias da nova ordem política -, comandadas por Nominando Diniz (“seu” Mano), após a Guerra de Princesa, em 1930. Fala sobre as prisões do major Feliciano Florêncio e de sua filha, Antônia Florêncio (“dona” Toinha); do apedrejamento da casa do major; da viagem de Feliciano à capital do Estado para pedir garantias ao então presidente, enfim, de muitos acontecimentos, que até então, dormiam recônditos do conhecimento público:

 

“A euforia dos vitoriosos após a guerra sempre se perde nos desmandos da prepotência. Jamais compreendem a transitoriedade e a instabilidade que envolvem tais acontecimentos. É a insanidade do poder – quanto mais pode, menos se eterniza. O velho Feliciano, embora fosse tio afim de Zé Pereira, partícipe do estado-maior da histórica rebelião de Princesa, era hábil pacificador. Procurou o prefeito, Nominando Diniz Muniz (sic) e admoestou-o a não perseguir os remanescentes que tiveram de permanecer em Princesa. O prefeito, empolgado com sua nova posição,logo respondeu: - Você está dizendo isso, Feliciano, porque tem três genros envolvidos no movimento, e está procurando um jeito de protegê-los, mas não vai ser como você deseja.

O velho major, sabiamente, retrucou: - Use a inteligência que você vai conseguir trazer todo mundo na palma de sua mão. Não há proveito em fazer inimigos. Porém, obteve a infeliz respostas: - Inimigo para mim é café pequeno. O major, com a experiência acumulada ao longo dos seus oitenta anos, sentenciou: - Está certo, você vai saber e vai sentir que não existe inimigo pequeno!”

 

Na página 206, a autora do trabalho em tela, registra; “O algoz do major (...) regorgitou (sic) sua fúria contra um velho de oitenta anos. (...) Prender-se um cidadão, um pai de família honrado, só para se deixar posar para a posteridade!...”.

 

São interessantes esses registros, porque, somente Ada Barros e Tião Lucena, até a presente data, tiveram a coragem de deitar no papel essas informações que sempre, somente foram ditas, a boca pequena, nas conversas coloquiais em Princesa.

 

O livro que ora resenhamos, tem a proposta de contar a história do major Feliciano Rodrigues Florêncio, baseado, principalmente, num amor platônico do velho major. Descamba, portanto, numa abrangência da história recente de Princesa, nos seus aspectos culturais, religiosos, sociais, políticos, etc., numa importante contribuição que resgata memórias não contadas da nossa terra. É, por isso, um trabalho importante e indispensável para aqueles que querem conhecer a nossa história.

 

Ada Florêncio Barros da Nóbrega nasceu em Princesa, em 22 de agosto de 1929, filha de Richomer Góes de Campos Barros e de dona Noemi Florêncio Barros, casou-se com Inocêncio Nóbrega de Andrade, com quem teve os filhos; Cícero Emanuel, José Adaíno, Maria do Socorro, Richomer, Mônica, Moema e Maria do Rosário. Professora por formação e intelectual por natureza, tornou-se escritora, escreveu um único livro que foi lançado, em 2013, dois anos após sua morte.

DSMR, em 18 de março de 2021.

 

 

FRASES FAMOSAS

 



 

“Quando a cabeça não pensa, o corpo padece”

V. Bamsf

 

“Quando a cabeça pinta, a pinta abaixa a cabeça”

Pinto do Monteiro

 

“O remédio para dor de cabeça não é a guilhotina”

V. Bamsf

quarta-feira, 17 de março de 2021

AGORA É TARDE, INÊS É MORTA...

 



São muitas as mensagens que para mim chegam, dando conta das coisas erradas de Nascimento. Em sua maioria, essas reclamações partem daqueles amordaçados, que embevecidos com o “canto da sereia”, em troca de promessas vãs, caíram na besteira de sufragar, de novo,o nome do prefeito nas urnas e, agora, estão a ver navios. São servidores contratados ou comissionados, que estão com seus salários atrasados em até quatro meses; concursados que não foram chamados; empregos prometidos que não foram dados, enfim, todo tipo de compromissos de campanha que não foram cumpridos.

Essas reclamações vêm com a sugestão de que eu bote a boca no trombone como fazia antes, que eu volte a reverberar, através do rádio, esses desmantelos em fustigação ao prefeito prometedor e enganador. O problema, é que isso foi feito, não somente por mim, durante todo o primeiro mandato de Nascimento e, mesmo assim, essas mesmas pessoas reincidiram no erro. Agora – como sugere o título deste escrito -, é tarde, resta somente aguentarem as consequências. Falta de aviso não foi. A palmatória do mundo está em recesso.

É claro que não me calei, nem me calarei. Tenho certeza de que a semente plantada germinará em breve. Até porque, os frutos das falcatruas, dos desmandos administrativos, das mentiras e da corrupção praticados por Nascimento em seu primeiro mandato, hão de ser colhidos em breve. Aqueles que se veem prejudicados e não podem mostrar a cara sob pena de retaliação, já estão colhendo o que plantaram. Já o algoz, logo, logo, sucumbirá consumido pelo próprio veneno. Aos que têm pressa, recomendo procurarem os representantes do povo na Câmara Municipal. A mim, resta dizer, fazendo minhas as palavras de um ilustre parlamentar aliado do prefeito: “cachorro morto não morde”.

DSMR, em 17 de março de 2021.