ODE

sábado, 23 de julho de 2022

SABÁTICAS

🛑 O pré-candidato à presidência da República, André Janones (Avante), em entrevista à jornalista Renata Lo Prete: “Num eventual 2º turno, estarei do lado oposto ao de Bolsonaro”.

🛑 Já a cantora Anitta, afirmou: “Vou votar em Lula”.

🛑 O prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, justifica o super-salário de R$ 24 mil, dizendo que trabalha 24 horas por dia e que vai receber esse valor até 2024. É “24” demais.

🛑 É grande o sentimento de derrota do presidente Jair Bolsonaro. Seu discurso descredenciando as urnas eletrônicas tem acentuado os atos de violências dos seus adeptos que seguem seu exemplo de forma desesperada.

🛑 O próprio presidente, com uma metralhadora à mão, já disse: “Vamos fuzilar essa petralhada toda!”

🛑 O cabo Domingos (PSDB), pediu ao seu líder, doutor Sidney, um programa de rádio só para ele. Segundo Domingos, o caos na administração de Nascimento é tanto que, suas participações no programa dominical, são insuficientes para dar conhecimento à população.

🛑 Enquanto isso, Nascimento continua caladinho sobre as falcatruas denunciadas pelo TCE/PB sobre irregularidades em licitação de combustíveis.

🛑 O prejuízo com medicamentos vencidos nos depósitos do Ministério da Saúde, que é comandado pelo paraibano, Marcelo Queiroga, chegam a R$ 200 milhões. Enquanto isso, faltam antibióticos, insulina, vacinas, etc.

🛑 Após reunião convocada pelo presidente Jair Bolsonaro para falar mal das urnas eletrônicas aos embaixadores estrangeiros, os EUA emitiram uma nota dizendo: “As eleições no Brasil são um modelo de credibilidade para o mundo” e, acrescentaram: “Vamos acompanhar o processo eleitoral”. Eita.

🛑 O governo que ia acabar com a corrupção já coleciona: Covaxin, Milton Ribeiro + pastores e, agora, Codevasf. Se gritar “pega centrão...”. Ah! Rachadinha também.

🛑🤝 Os abraços de hoje, vão para: Carlos Eugênio, Rose Leonardo, Luís Curinga, Edilva Pinheiro, Glicério Maia, Terezinha de Lia, Marcos da Moça Branca, Cabo Domingos, Maria de Tia, doutor Diomar, Vera do Peixe, Maiza Fonsêca, Cleonice Belarmino, Lourdes Paulino, doutora Elvira, Fátima da Emater, Lourdes Paiva, Zé Nominando, Neno França, Lourdes Fogueteiro e Anchieta de Karlota.



Carlos Eugênio, o nosso gênio



Temos um débito com esse rapaz. Carlos Eugênio Florentino é princesense de sete costados. Se paulista fosse, diríamos: um “quatrocentão”. Membro da tradicional família “Florentino”, Eugênio, desde tenra idade demonstrou seus pendores para a arte. Tivesse vivido, o nobre conterrâneo, na Itália renascentista, berço de sua origem, certamente teria encantado aos mais ilustres nomes da arte mundial daquele tempo: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sânzio, etc.

Mas, não. Carlos Eugênio é de Princesa e é do nosso tempo, o que para nós, princesenses, é um grande privilégio. No entanto, falta a nós um verdadeiro conhecimento e a consequente valorização de sua primorosa arte. Para tanto, como é uma diretriz deste Blog em disseminar a cultura, postamos aqui alguns dos seus maravilhosos trabalhos. São telas que versam sobre pop art e surrealismo. Carlos, o nosso gênio, é craque também na arte clássica da pintura e exímio escultor. Em breve, divulgaremos mais de sua arte.  



Histórias e estórias engraçadas de Princesa

Lula e os doidos de Princesa

Conversando, através das redes sociais, com alguns amigos de infância e de juventude que moram fora de Princesa, todos com mais de sessenta anos, começamos a relembrar a Princesa de antigamente. Um deles abordou a lembrança dos muitos doidos que povoavam as ruas da nossa cidade: Cágado Jabutí, Dió, Rasga-mortalha, Mané Pitita, Chica Doida, Zé Miranda, Mané Ventania,

 Ana Pé de Banha, Maria Catabí, João Cuscuz, Maria Bate-birro, Cocó, Tozinho, Zé Grosso, Burra-cega, Manezim da Carroça, dentre outros.

Na esteira dessa lembrança, um outro amigo observou que, nos dias de hoje, não existem mais doidos perambulando pelas ruas de Princesa. Todos nós concordamos com essa estranheza e começamos a analisar o que aconteceu com esse segmento na nossa sociedade. É claro que aqueles doidos da nossa infância, já não existem mais. No entanto, malucos existiam e sempre vão existir. Daí a pergunta coletiva: “Onde estão os doidos dos tempos atuais?

Em face dessa pergunta, um gaiato respondeu:

- Homi, quem acabou com os doidos nas ruas foi o então presidente Lula, quando criou o Bolsa-Família e estendeu o regime de aposentadoria para idosos e incapazes. A partir daí todos os débeis mentais encontraram alguém cuidasse deles e dos seus cartões.

Em face dessa resposta, outro, mais gaiato ainda, comentou:

- Tomara que Lula seja eleito presidente de novo.

Eu perguntei:

- Por quê?

Recebi a seguinte resposta:

- Pra tirar aquele doido da presidência.



sexta-feira, 22 de julho de 2022

No próximo dia 31, o doutor Aledson Moura terá sua candidatura homologada em Convenção Estadual

Acontecerá em Campina Grande, no dia 31 deste mês, a Convenção Estadual do partido político União Brasil. Na ocasião, serão homologadas as candidaturas do deputado Efraim Filho ao Senado Federal, de Leonardo Gadelha a deputado federal e do médico princesense, Aledson Moura a deputado estadual. O evento acontecerá a partir das 9:45h na Arena Medow. Os partidos que comporão esse bloco, são: PSDB, União Brasil, PSC, Cidadania e PTB. Escolhidos os nomes dos candidatos, estes, terão dez dias para fazerem os registros e, a partir do dia 16 de agosto, começará, efetivamente, a Campanha Eleitoral.



Princesa está entre os municípios paraibanos mais à esquerda no espectro ideológico

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, a Paraíba é o estado nordestino menos esquerdista dentre as nove Unidades Federativas que fazem parte dessa região brasileira. Isso, em face de que, os dois maiores municípios do Estado: João Pessoa e Campina Grande estão mais pendidos para a ideologia de direita. A população da capital João Pessoa tem 52% de esquerdistas e 48% de simpatizantes da direita, já em Campina Grande, esses números se invertem fortemente: 63,64% são de direita e, somente 36,66% postulam os princípios da esquerda.

Os municípios paraibanos mais à direita, espectro ideológico, são: Campina Grande, São Bento, Lagoa Seca, São Sebastião da Lagoa de Roça e Alcantil. Os mais esquerdistas, são: Carrapateira (94,87% x5,13%) e Santana de Mangueira (90,48% x9,52%). Dos 223 municípios que compõem o estado da Paraíba, 217 estão mais à esquerda, enquanto apenas 06 se identificam mais com a ideologia de direita. Princesa se apresenta majoritariamente esquerdista com mais de 85% de sua população simpática a essa ideologia.



Município de São José de Princesa participa da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental

Por determinação do senhor prefeito, Juliano Matuto, a psicóloga Andressa Renaly, participou, nos dias 19, 20 e 21 deste mês, da 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, realizada em João Pessoa. O evento objetivou a avaliação da situação de saúde e, ao mesmo tempo, traçou diretrizes para a formulação das políticas de saúde nos três níveis de gestão, enfatizando o direito à cidadania, gestão, financiamento, formação e participação social, Políticas de Saúde Mental e os princípios do SUS.



Ex-presidente da Câmara Municipal de Princesa é condenada, pelo TCE/PB, por desvio de recursos públicos

Por unanimidade, o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB), em sessão realizada ontem (21), condenou a ex-presidente da Câmara Municipal de Princesa, a senhora Gracinalda Domingos da Silva Morais, mais conhecida como "Naldinha", com a imputação de multa no valor de R$ 3 mil, pelo desvio de recursos públicos daquela Casa Legislativa, da ordem de R$ 135 mil.

O ilícito se deu por ocasião da cassação da então presidente daquela Casa Legislativa, em novembro de 2019. No apagar das luzes de sua ilegal administração - situação em que assumiria a presidência da Câmara, o vereador de oposição, José Alan de Sousa Moura -, o senhor prefeito, Ricardo Pereira do Nascimento, mancomunado com a presidente, providenciou, de forma intempestiva, a transferência de valores atrasados referentes ao repasse do duodécimo da Câmara Municipal.

Nada de errado poderia haver quanto a essa transferência, uma vez serem, os valores, devidos. O problema é que, imediatamente, a senhora presidente sacou, através de cheques, importância equivalente a R$ 135 mil sem comprovar as despesas referentes ao saque. A denúncia, formulada pelo vereador Alan Moura, após analisada pelo TCE/PB, culminou com a condenação da vereadora/presidente, por unanimidade, com imputação de multa.

A vereadora Nadinha, que é esposa do secretário de Infraestrutura, ambos fiéis escudeiros do senhor prefeito, Ricardo Pereira do Nascimento, estão, agora, em maus lençóis. A presidente, quando no exercício da presidência da Câmara, dizia estar cumprindo ordens do senhor prefeito e, o marido, que chamava seus opositores de cupins, está vendo agora, a madeira deitar. Pelo visto, cupim não come somente madeira, mas, dinheiro público também.



quinta-feira, 21 de julho de 2022

A cultura que desponta

Rosilene Leonardo da Silva, mais conhecida como “Rose”, é a mais nova expressão literária que desponta no universo cultural de Princesa. Recebi os originais de seu livro de poesias. Li e reli. Ali detectei valores inestimáveis. Em que pese não ser expertise na arte do fazimento de versos, suas poesias e poemas me tocaram grandemente. O livro, que será lançado em breve, traz várias composições poéticas, das quais, destaquei uma que reproduzo aqui:

O Bêbado e a Poesia

Sem muito, nem pouco, vai o bêbado nos becos

Vivendo uma vida tão somente sua

Mergulhado nos vidros jogados e secos

Sentindo-se alheio, mas dono da rua.

 

Amarrota um sorriso e o botão da camisa

- Vai, bêbado nojento! Diz um transeunte

Com soluços e cantando nem mesmo imagina

Que ele e a razão, não há mesmo quem os junte.

 

É mistério o delirar do caro bebum

Romântico o lirismo de composições

Há nele um poeta, não homem comum

Que delira nas abstratas alucinações.

 

E quem bem souber da verdade que traz

Do poeta e do bêbado sabem tão bem

Poeta ou bêbado, cada um, tanto faz

Cada um se embriaga como lhe convém.

 

Assim, as palavras na sua embriaguez

Faz de ambos errantes de noite e de dia

Lirismo? Verdades? Nua insensatez

Desequilíbrio mais certo vindo da poesia.

 

Rose Leonardo

 


 

Ideologias diferentes, peitos iguais

Para um deles (o da extrema direita), aconteceu em março deste ano de 2022 e, para o outro (o da esquerda socialista), ocorreu na última terça-feira (19). No início deste ano, o presidente Jair Bolsonaro foi agraciado, pelo Ministério da Justiça, com a Medalha do Mérito Indigenista, concedida por obra e graça de seu ministro Anderson Torres. Já o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, foi laureado com a Medalha Comemorativa dos 80 Anos do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na entrega da comenda a Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Anderson Torres disse: “É um reconhecimento pelos relevantes serviços relacionados à defesa das comunidades indígenas”. Uma falácia e um desplante constrangedor. Bolsonaro, além de atacar, frequentemente, questões relacionadas ao povo indígena, é contra o “Marco Temporal”, que trata das demarcações de terras indígenas, além de defender, de forma descontrolada, a exploração mineral e o desmatamento nas terras da comunidade nativa.

Na solenidade de outorga da Medalha Comemorativa ao ex-governador Ricardo Coutinho, concedida pelo ministro do TST Emmanoel Pereira, que (coincidentemente) é o pai do advogado Erick Wilson Pereira que, além de ser investigado pela compra de voto naquele Tribunal, é um dos causídicos que defendeu réus da Operação Calvário, Coutinho declarou: “Nesses 30 anos de vida pública, sempre lutei para garantir mais empregos e mais dignidade para os paraibanos”.

Nesta semana, o deputado estadual, cabo Gilberto, líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba e bolsonarista roxo, criticou a concessão da Medalha ao ex-governador: “Isso é um escárnio, um tapa na cara do povo paraibano. Estou perplexo em ver o TST entregar uma medalha a um ex-governador acusado de corrupção e lavagem de dinheiro”. Quanto à láurea concedida ao presidente Jair Bolsonaro – a quem ele apoia -, Gilberto emudeceu, mas, Coutinho, falou.

No início deste ano (16/03/22), quando da entrega da honraria ao presidente da República, o ex-governador apresentou protestos quanto à outorga de tão importante comenda a quem não respeita a causa indígena. É risível e, ao mesmo tempo, ridículo. Ambos os comendadores, ora agraciados, desonram a honraria: o “mito”, comandante de um governo comprovadamente corrupto e chefe da família da “rachadinha”, concedeu também, à sua esposa, Michele Bolsonaro, a Medalha do Mérito Oswaldo Cruz e, o outro, o Coutinho, até um dia desses, andava mancando pelo o peso de uma tornozeleira. Peitos ilustrados, peitos lavados e, o povo, desmoralizado. Isso é Brasil.



FEIRA LIVRE DE PRINCESA

Uma das coisas mais tradicionais do Nordeste brasileiro são as Feiras Livres. Mesmo com o advento das facilidades para a aquisição de alimentos frescos, a exemplo de carnes, verduras, frutas, etc. - que hoje se consegue comprar, durante toda a semana, em mercados permanentes -, nada conseguiu acabar com a tradicional Feira Livre. Nem o advento da geladeira. Em Princesa, onde a feira ocorre sempre aos sábados lembro-me que, em tempos passados, era esse um dos principais eventos da semana.

Aos sábados, acorriam todos os que moravam na Zona Rural (até fins da década de 1970, 60% da população residia nos chamados sítios), para fazerem suas compras e também para venderem seus produtos agrícolas, pastoris, artesanais, etc. Até os casamentos religiosos eram realizados, de forma coletiva, nas tardes de sábado. O dia da feira era o dia em que tudo se resolvia. Era o dia do encontro de todos. Até as querelas eram deixadas para ser resolvidas aos sábados, uma vez se constatar, ao longo da história, que a incidência de crimes por assassinato ocorria, em sua maioria, nos dias de feira.

Em tempos recentemente passados, quando Princesa não era ainda servida por energia elétrica para viabilizar a geladeira, as pessoas só podiam desfrutar do prazer de comer carne fresca (chamada verde), aos sábados. As verduras e as frutas, só eram comercializadas também no dia da feira. Os cereais: feijão, milho, arroz, etc. eram vendidos em sacos com suas “bocas” arregaçadas ou em caixões de madeira e medidos em “cuias”.

Outras sensações das feiras de Princesa eram as “canoas” de Manezim Cristóvão; as tapiocas de Maria Costa; o “quebra queixo” de Chico Pezim; o capilé de João Costa; os beijus de Chico Tamborete e os caminhões de madeira feitos por Zé Honório, dentre outras coisas que hoje não existem mais. Nos dias de sábado era uma festa sem par. Hoje, com a modernidade, a feira continua existindo, porém, não mais com aquele charme de antanho. Funciona quase que como uma obrigação para não quebrar a tradição.

Com a chegada da pandemia do coronavírus, foi essa, a machadada final. Hoje, praticamente não existe mais a feira como ela era. Resume-se, agora, a parcas barracas onde se vendem roupas populares, algumas panelas de alumínio e poucas bugigangas. A comercialização de frutas, verduras e cereais, se dá, hoje, nos vários “sacolões” espalhados pela cidade. Na verdade, a Feira Livre de Princesa não morreu ainda, no entanto, está só arquejando.