ODE

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Nascimento: o contorcionista

Sem o condão de saber disfarçar, numa longa entrevista concedida semana passada, o prefeito de Princesa, Ricardo Pereira do Nascimento, deitou e rolou em cima das coisas em que acredita. Fazendo jus ao que todo manual detector de mentiras traz, Nascimento, para encobrir suas mentiras, falava todo se contorcendo, num ritual claro de quem está mentindo.

Primeiro, o alcaide se autonomeou o melhor prefeito da "história republicana de Princesa" e que fez a diferença nesses 148 anos de história. Nesse caso, a mentira vem pela metade porque, realmente, ele foi mesmo diferente: nunca, na história do município de Princesa, tivemos um prefeito tão mentiroso e tão dissimulado na prática de autopromover-se.

Nascimento chegou ao ponto de dizer que o município de Princesa - segundo o Tribunal de Contas do Estado - foi um dos que mais investiu recursos próprios na Saúde (37%). De cara lavada, falou também em transparência na aplicação desses recursos, o que estimulou um leitor deste Blog a me sugerir esta matéria.

Em sã consciência, qual o princesense acredita numa falácia desta? Se tivesse havido mesmo esse investimento extra ou, por outra, se esses recursos houvessem mesmo sido aplicados efetivamente na Saúde, nossas mulheres não estariam parindo em itaporanga nem os pacientes de doenças crônicas estariam sofrendo sem os medicamentos de programas.

A verdade e a transparência que existem nesse governo comandado por Nascimento se projetam nos sinais exteriores de riqueza que ele diz financiar com um saiário de R$ 24 mil mensais. O republicanismo do alcaide princesense se atravessa com água pelo mocotó quando tudo o que ele fala é desmentido pelas ações de sua vida particular, estas, verdadeiramente transparentes.



Lula e Bolsonaro: diferenças gritantes

O que observamos agora é uma nítida diferença de estilos no jeito de governar. Quando comparamos o governo do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro com o de Luís Inácio Lula da Silva, observa-se logo uma diferença gritante. Antes (2017/2022), o que víamos eram confusões diárias provocadas pelo chefe de governo, consequência de suas declarações no famoso "cercadinho", picuinhas e um monte de bobagens. Em sua inapetência para governar, quem tocava de verdade o governo de Bolsonaro, era o centrão. O apetite dele era para a polêmica, para o enfrentamento e não para governar.

O que vemos hoje, mesmo o comando estando sob a batuta de um ancião de 78 anos de idade, é um governo que se movimenta, que acontece. Lula, além de ter promovido a reinserção do Brasil no concerto das nações do mundo; o presidente cuida do Orçamento; resolve problemas dos povos originários; retoma programas de assistência social; lança projeto que impulsionará o setor industrial; toma conta da economia e segura a inflação; enfim, comanda e governo e o fez com notório apetite.

A inapetência de Bolsonaro pelo poder abriu o apetite do Congresso Nacional quanto à avidez por Emendas, o que vem trazendo algumas dificuldades para o atual governo. É claro que Lula, com sua experiência e vontade de acertar, vem contornando essas dificuldades. Essa queda de braço tem atrapalhado as ações governamentais, no entanto, até agora não conseguiu tirar o governo do seu rumo. Na verdade, Jair Bolsonaro legou apenas o nefasto malefício de dividir a Nação quando, alguns desavisados, ainda insistem em tê-lo como uma liderança quando, na verdade, é um grande impostor.



PENSAMENTOS DO DIA

"Quando o rico vacila, são muitos os que o socorrem; ele diz tolices e o aprovam. Quando o pobre vacila, censuram-no; ele diz coisas sábias e não há lugar para ele"

ECLESIASTES, 13,22

"Sou rico? Todos estão prontos a me dar a própria pele. Sou pobre?

Ninguém quer me dar uma misera moeda"

TEÓFILO FOLENGO

"A religião é o que impede os pobres de matar os ricos"

NAPOLEÃO BONAPARTE



segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

De um lado novidade, do outro continuidade

Escutando e analisando, é o que estou fazendo ultimamente sobre as propostas de governo dos pré-candidatos a prefeito de Princesa. É gritante a diferença que se observa quando da comparação dos dois lados. No segmento comandado pelo atual prefeito Ricardo Pereira do Nascimento, nada de novo. A ordem ali é fazer maquilagem do que já existe e se comprometerem [os pré-candidatos] a seguirem a orientação do chefe. No reino de Nascimento já está tudo resolvido; ninguém pode criar nada, somente obedecer.

Nas hostes de Nascimento, a ordem é a continuidade de tudo o que está aí com prioridade à continuidade da prosperidade dos seus. Na fala do vereador Garrancho, este pontuou que não podem perder a eleição para não prejudicar àqueles que compraram casas e carros financiados. Nas falas do Brás e da secretária de Educação, ambos, deram a entender que farão um reajuste nos percentuais do Instituto de Previdência Municipal. Ou seja, para tapar o rombo do IPM, mais oneração para os servidores municipais.

Enquanto isso, com acesso aos alfarrábios do programa de governo da pré-candidata Rúbia, tomei conhecimento que uma de suas metas administrativas é a arborização das entradas da cidade e a construção de um ambiente para eventos culturais na orla do açude Ibiapina com o intuito de colocar Princesa no circuito do turismo estadual. Mais do que plausível se faz essa proposta, uma vez ser do conhecimento de todos o que ela vem realizando em São José de Princesa.

A diferença entre os lados que disputarão a prefeitura de Princesa em 6 de outubro próximo é gritante. Se a democracia é o exercício da alternância de poder, em Princesa

- pelo menos do lado do atual prefeito - a tônica é a continuidade. O problema é que essa continuidade inclui a falta de tudo na área da Saúde, a mentira que é a educação, coroada pela verdade que é a prosperidade de um grupo encastelado no poder, que quer continuar mamando sob a batuta de Nascimento, que luta com unhas e dentes para não largar osso. Nesse caso, tem de combinar com o povo e a hora está chegando!



Conselhos do Príncipe XV

Pense como quiser, mas comporte-se como os outros Se você alardear que é contrário às tendências da época, ostentando suas ideias pouco convencionais e modos não ortodoxos, as pessoas vão achar que está apenas querendo chamar atenção e se julga superior. Acharão um jeito de punir você por fazê-las se sentir inferiores. É muito mais seguro juntar-se a elas e desenvolver um toque comum. Compartilhe a sua originalidade só com os amigos tolerantes e com aqueles que certamente apreciarão a sua singularidade. (NICOLAU MAQUIAVEL - 1469-1527).



domingo, 21 de janeiro de 2024

Domingo eu conto

 

Por Domingos Sávio Maximiano Roberto

O besouro salvador

Manoel Martins era um velho muito encartado e por demais libidinoso. Quando jovem e até a meia-idade, era tido como um dos maiores mulherengos de Princesa, o homem fazia sucesso com as mulheres. Caído na idade – na era ainda pré-viagra – insistia em ter conjunções carnais com moças jovens – o que era sua preferência – e para tanto, em busca do vigor necessário recorria a tudo, inclusive às “simpatias” que lhes ensinavam e tomava todas as meizinhas que lhes receitavam, só não queria sair da farra.

Era um homem branco, alto, elegante quando sempre vestido num terno de linho branco mal engomado, e se deslocava pela cidade montado num grande e garboso cavalo manga-larga marchador. Gostava de jogar baralho e era afeito a algumas lapadas de cachaça, o que fazia com certa parcimônia. Em que pese sua exuberante alegria, o que denotava educação e civilidade, era valente e não abria para ninguém. No intuito de garantir essa fama de belicoso, Manoel Martins levava à cinta, uma peixeira e, no mais das vezes, uma pistola mauser.

Malgrado essa fama de valente, nunca se registrou uma imbuança de Martins com quem quer que fosse. Comerciante do ramo da compra e venda de gado, fazia as feiras – além de Princesa – nas praças de Tabira e São José do Egito onde tinha amantes em cada uma dessas cidades pernambucanas e, quando visitava alguma cidade que não tinha hospedaria, se alojava no Cabaré. Era um aficionado por sexo. Casado com dona Gertrudes, mesmo assim, nunca deixou de manter um comportamento como se fora solteiro.

Dona Gertrudes, a quem chamava de “Duda”, era uma mulher pacata e subserviente, cônscia de seu dever como esposa. Sem filhos – Manoel Martins não gerava, era “maninho” – o casal vivia na languidez do lar e em paz. A mulher, nunca lhe impôs exigência de fidelidade e passava ao largo quanto aos comentários sobre a fama de raparigueiro do marido. Resignada, Duda aguentava tudo calada e ele, vivia solto na data para o exercício de sua luxúria ao bel prazer. Acho que por isso, contrariada no seu silêncio, no final de 1961 Gertrudes morreu repentinamente.

Manoel Martins viveu com Duda por longos 32 anos. Viúvo, já aos 69 anos de idade, resolveu casar de novo e partiu para a caçada. Para tanto, determinou a si mesmo algumas exigências: a moça não poderia ser maior de 35 anos e tinha de ser, necessariamente, branca e sem filhos. Em que pese suas exigências dificultarem a possibilidade de encontrar a parelha desejável, o velho, sortudo, numa de suas idas a São José do Egito, deu de cara com um acampamento de ciganos onde comercializavam cavalos e algumas cabeças de gado. Apeou de sua montaria e foi logo cuidando de examinar os animais que estavam à venda.

Em meio às negociações com os “ganjões”, Manoel vislumbrou uma moça de pele clara e rosto bonito, com um vestido longo, descalça e com um grande laço de fita nos cabelos. Ela estava sentada num tamborete a descascar verduras sobre uma mesa de um dos barracos daquele acampamento. Aproximou-se e, enxerido que era, foi logo cumprimentando a jovem: “Bom dia moça, como vai a senhora?” A jovem cigana levantou a cabeça e, sem titubear, respondeu: “Optchá! Como vai o senhor?” (“optchá” é uma palavra da língua cigana “romani” que significa “salve!”) “Vou bem, meu nome é Manoel” disse o velho. “E o meu é Cármen”, emendou a moça. “Você é cigana?” Perguntou Manoel. “Pelo visto...” Respondeu Cármen.

Animado com a apresentação, o velho foi logo sentando num banco que havia ao lado da cigana. “Quantos anos você têm”, inquiriu Martins, ao que recebeu como resposta: “Vinte e sete. E o senhor, tem quantos anos?“ “Ora minha filha, idade não é documento; o que vale mesmo é a capacidade do homem”. Com ar de assustada, a moça disse: “O que o senhor quer dizer com isso?” “Nada não, só que estou em forma” respondeu o velho. A cigana riu e, de forma sutil e enigmática, soltou: “Veremos...” Depois disso, levantou-se e adentrou à tenda deixando o homem sozinho. A essa altura, Manoel Martins já estava inhêta.

Instantes depois Cármen retornou trazendo às mãos uma caneca de louça que ofereceu ao velho: “Quer um chá?” “Aceito” respondeu o homem. Depois do primeiro gole Manoel perguntou à jovem: “Você é casada?” “Solteira” respondeu Cármen. Manoel Martins riu e comentou baixinho: “Menos mal”, levantou-se do tamborete, fez menção de se retirar, mas antes perguntou à moça: “Posso voltar aqui?” Ao que ela respondeu: “Quantas vezes quiser”. O velho saiu animado e pensando; “Acho que encontrei o que eu queria...”

Se dirigindo à feira do gado, Martins entreteve-se negociando cavalos e bois, mas a cigana não lhe saía do pensamento. Em busca de melhores informações perguntou a um rapaz – um mancebo bonito, moreno, com características indígenas e que cuidava dos animais - se ele conhecia Cármen. Obtida resposta positiva, o velho cobriu o jovem cavalariço de perguntas: de quem era filha, o que fazia, qual o comportamento dela, etc. O moço respondeu tudo, sempre dourando a pílula. Martins, satisfeito com as referências, Começou a arquitetar um plano para voltar à barraca da moça e encetar uma conversa mais produtiva.

Nesse ínterim, o cavalariço, que gozava da confiança da mãe de Cármen e que era frequentador da barraca onde as duas moravam, já havia informado à velha sobre o interesse do desconhecido por sua filha. Cármen era filha de Esmeralda, uma velha viúva muito sabida – o que não é estranho em se tratando de ciganos – que viu aí uma oportunidade de encaminhar a filha para um futuro promissor. A arataca estava armada. Nem precisou Manoel Martins se articular para uma próxima visita. No dia seguinte, o jovem rapaz de olhos puxados com quem ele havia conversado no dia anterior, trouxe-lhe um recado de Cármen o convidando para almoçar na barraca de sua mãe.

Martins não se fez de rogado e logo se preparou para o repasto. Foi numa das lojas de tecido da cidade, comprou um corte de pano colorido, mandou embrulhar para presente e partiu para o encontro que acreditava, iria mudar sua vida. Lá chegando já estava tudo pronto: mesa posta, Cármen e a velha, bem vestidas e, ambas com o sorriso no canto da boca. Todo enfatiotado, o homem cumprimentou-as com reverência, tirou o chapéu, entregou o presente e pediu licença para sentar. Daí para a frente, a conversa rolou animada. Tão animada, que Manoel, numa precipitação compreensível, pediu a mão da jovem cigana em casamento.

Sem titubear, Esmeralda, concedeu a mão da filha, mas exigiu imediata marcação da data para o casamento - a essa altura, mãe e filha já sabiam que Manoel Martins era viúvo e homem de posses – ao que o velho concordou. Voltou para Princesa, comunicou a alguns amigos que ia-se casar e logo retornou a São José do Egito para rever a noiva e providenciar os acertos para o enlace matrimonial. Martins estava serelepe, parecia um adolescente, tudo fazia para agradar à jovem noiva e esta, toda solícita, se derramava em agrados com o velho.

O noivo, que já era adepto de cuidados vários para a manutenção de sua virilidade em ordem, com vistas ao iminente casamento, exacerbou esses cuidados. Além de fazer uso das simpatias que lhes recomendavam quando tomava, frequentemente, chás de alecrim de serrote e lavava as partes com gosma de quiabo, Manoel resolveu fazer uma consulta ao médico doutor Severiano Diniz em busca de orientação mais efetiva para uma performance sexual condizente com as obrigações que, em breve, lhes seriam incumbidas.

A essa altura, na rua de Princesa, todo mundo já sabia que Manoel Martins havia noivado em São José do Egito e que ia-se casar com uma cigana. Era o assunto da cidade. Doutor Severiano, que era amigo de Martins, também tinha conhecimento dessa história. Numa manhã de sábado o velho se dirigiu ao consultório de Severiano. Chegando lá, deu o nome e ficou, na sala de espera, aguardando para ser atendido. De repente, entrou um homem de seus trinta e poucos anos, gritando de dor. Foi tanto o espalhafato, que o médico saiu de seu consultório e foi logo perguntando: “Que diabo é isso! Que escândalo é esse?!

O paciente escandaloso intercedeu: “Me acuda doutor que eu não aguento mais de tanta dor...” “Mas, do que se trata?” Perguntou Severiano. Ali mesmo, o homem abaixou as calças e mostrou seu pênis ereto e intumescido. O médico acocorou-se para melhor observar o membro do rapaz e, de repente, disse à enfermeira que estava ao lado - com os cinco dedos da mão (entreabertos) cobrindo o rosto: “Marlene, me traga uma pinça!” Atento, Manoel Martins observava todo o movimento.

Chegada a enfermeira com a pinça, doutor Severiano pegou o artefato e retirou do pé do pênis do homem o que ele [o doutor], chamou de besourinho: “É este besourinho que está provocando essa ereção constante do seu pênis. Isso se chama priapismo. Pode ir pra casa agora que você, logo, logo, ficará bom”. Quando o médico se dirigia à lixeira para dar destino ao “besourinho”, o velho Martins pulou da cadeira aonde estava e, já desabotoando as calças, gritou: “Jogue no mato não, doutor! Bote esse ‘bichim’ aqui!” Rindo, o doutor Severiano virou-se para o amigo e disse: “Estou brincando, Mané, isso é uma doença séria que não tem nada a ver com besouro. Vamos à consulta!”

No consultório, ainda envergonhado pelo vexame, o velho relatou ao médico o que este já sabia: que ia-se casar e que precisava de ajuda para a empreitada que se aproximava. Entendendo do que se tratava, o doutor receitou o que havia de mais moderno nas farmácias daquela época: uma injeção, fabricada no Japão, chamada “tekateston”, que deveria ser ministrada no paciente, uma vez por mês de forma intramuscular. Custava uma fortuna, mas para Manoel Martins isso era fichinha uma vez que, para ele, dinheiro não era problema e, os fins, justificavam os meios. Em que pese o entrevero do “besouro salvador”, Manoel Martins saiu satisfeito do consultório.

Um mês após a consulta, no dia 8 de abril de 1962, aconteceu o casamento de Manoel com Cármen. A cerimônia foi realizada ao ar livre, à noite, sob um céu estrelado, como manda a tradição cigana, embalado por muita música e muita dança. Finda a festa, o casal de nubentes partiu para a lua-de-mel em Princesa. Passaram ali uma semana e voltaram para São José do Egito. Manoel deixou a jovem esposa na barraca de sua mãe Esmeralda e, com a promessa de retornar em breve, partiu de volta para Princesa em busca de resolver seus vários negócios.

Passados dois meses, o velho recebeu da jovem esposa a notícia de que ela estava grávida. Inicialmente, ficou feliz, mas imediatamente, lembrou-se de um antigo diagnóstico de um médico de Caruaru de que ele [Manoel] era estéril. “Será que foi o efeito das injeções do Japão?” Pensou o velho. Apaixonado, Manoel desvencilhou-se de pensamentos negativos e, demonstrando satisfação com a notícia, tocou a vida para frente, afinal, ia ter o herdeiro que sempre desejou.

Sete meses após a notícia da gravidez, Cármen deu à luz um menino. Em viagem de trabalho, Manoel Martins só conheceu o rebento três meses após o parto. Chegado na barraca da sogra, quis logo ver a criança. Qual não foi a decepção do velho: o menino era moreno e tinha os olhos apertados tal qual um japonês. Ante o espanto do genro, Esmeralda foi logo dizendo: “Esse menino demorou a nascer, por isso ficou escurinho desse jeito!” Disso, o homem não ficou muito convencido. No entanto, quanto aos olhos apertados da criança, acreditou que fosse mesmo efeito das injeções japonesas. Já para os que viviam no acampamento, atribuíam essa característica do filho de Cármen ao cavalariço.



 

 

 

sábado, 20 de janeiro de 2024

A tragédia da vida e da morte

Desde ontem (19) estou profundamente perturbado com a banalidade da vida e a violência da morte. É tênue o limiar entre a vida e a morte. É uma fronteira que, algumas vezes, se ultrapassa de forma a mais simplória. Foi o que ocorreu com o amigo João de Joca que, num átimo, passou da vida para a eternidade (?). Sinal algum deu crédito a esse passamento daquele ainda jovem homem aparentemente em pleno gozo de perfeita saúde.

O que mais me deixou impressionado foi a banalidade da morte de João. Na quinta-feira (18) eu, alguns amigos e ele, passamos o dia jogando buraco. Em nenhum momento João deu mostras de estar doente ou incomodado com alguma coisa. Até um intervalo fez para, em casa, almoçar e retornou dizendo que havia satisfeito sua fome que agora era maior porque havia parado de beber há seis dias atrás.

Finda a jornada de jogatina, João, após conversa rápida em que se demonstrou alegre e sorridente foi para casa tranquilo sem pensar que dali a poucas horas estaria morto. Não sei para os demais que privaram de sua companhia naquele dia, mas para mim, é algo inexplicável quando avaliamos a efemeridade da vida e seu apagar de forma tão fugaz. E pensar que, no mais das vezes usamos nossos dias para cultuar bobagens...

Esse fato está sendo para mim por demais pedagógico. Me chama o feito à ordem para entender que tudo o que valorizamos no campo material é simplesmente fútil. Quando uma vida se esvai de forma tão rápida e incompreensível, como podemos valorizar coisas materiais que valor nenhum têm? Resta-nos a lição de que nada somos, nada temos, nada podemos porque, o relógio da vida, é cruel m sua imprevisibilidade.



SABÁTICAS

. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em entrevista a uma rádio de São Paulo, disse: “Lula é diferente... É um cara do povo”. Foi o bastante para irritar Bolsonaro. Já em 2022, perguntado se conversaria com Lula, Costa Neto respondeu: “Agora não. Ele é muito sedutor...”

. A Receita Federal acabou com a boquinha dos pastores evangélicos que haviam sido isentados, por Bolsonaro, de pagar Imposto de Renda. Não bastasse a isenção do que eles arrecadam do dízimo dos pobres coitados, queriam também que seus “justos” salários fossem não tributáveis.

. O Nordeste bateu paradas no Enem do ano de 2023. 46% dos estudantes que tiraram nota 1000 nas redações são de estados nordestinos.

. Na prefeitura de Princesa tem “caba” sendo demitido, a bem do serviço público, porque não se comportou republicanamente. Na gestão de Nascimento é assim: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

. Falar em Nascimento, o alcaide está recebendo adesões que mais parecem cascas de banana ou, no mínimo, para inglês ver. Um adesista me confessou que foi pra lá, mas levou uma cumbuca para ajudar a tirar a água do barco.

. O prefeito Nascimento contratou uma banda musical para tocar no Carnaval deste ano por R$ 80 mil. Em seu programa radiofônico, “FM Alerta”, Ademar Nonato disse que essa banda, de um tal de “japãozim”, toca em Campina Grande por R$ 10 mil. É o financiamento da prosperidade?

. Nascimento afirmou, em entrevista ao blog ‘Mariajoão” que a prefeitura de Princesa tem uma frota de mais de 140 veículos. Mesmo assim, o alcaide contrata serviço de transporte com terceiros e atrasa os pagamentos.

. Uma enfermeira, correligionária do prefeito, me confidenciou que, semana passada, no CAPS, foi servido um ovo cozido para alimentar três pessoas. Isso que é austeridade!

. Um amigo do prefeito me disse que ele deve R$ 2 milhões a agiotas e que já começou a liquidar essas dívidas. Mesmo assim eu não acredito nessa estória. Nascimento é muito organizado para deixar que seus débitos cheguem a esse patamar.

. Duas perguntas foram feitas, em particular, a Nascimento. A primeira, se seria Garrancho seu candidato a prefeito, ao que o alcaide respondeu; “Nem um cisco!” O segundo questionamento foi sobre se o “chapão” dos suplentes vai prosperar. Ao que o alcaide respondeu: “Isso vai dar na cabeça de gente” Eita!

. Os abraços de hoje, vão para: Valbam e Loura, Laurindo Medeiros, Arnalles Henrique, Maria Doida, Cláudio Oliveira, Bernadete Areal, Augusto Rodrigues, Luís de Matuto, Raimundo Ferreira, Iracema de Joca, Gláuber Nunes, Edinete Fernando, Ielson Lacerda, Sara Ferraz, João Bosco, Jakeline Fernandes, Jaílson Morais e Ivete, Ozany Alves, doutor Fred Virgulino, Madalena Estima, doutor Romualdo, Fátima Mariano, Chyara Advíncola, Dió e Lourdes Fogueteiro, João e Rosário Carvalho.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Morreu o amigo João de Joca

Quão efêmera a vida e surpreendente a morte. Ontem (18) passamos o dia: Boquinha, Marcos Oliveira, Augusto Rodrigues, João de Joca e eu jogando buraco na casa do meu irmão Antônio Roberto. Qual não foi minha surpresa ao receber, hoje cedo, a notícia de que João de Joca amanheceu morto. Além da perda do amigo, mais triste ainda é constatar que ele, aos cinquenta e poucos anos de idade, não apresentava sinal algum de doença. Um mal súbito o levou nos privando do convívio de uma pessoa humilde, pacata e que não fazia mal a ninguém. Vá em paz meu amigo!



Francisco: O último Papa?

O Pontificado de Roma é uma instituição que sempre esteve envolvida em mistérios, o que tem inspirado muitas profecias a respeito de seus papas e o destino da Igreja. Nostradamus, um astrólogo e vidente francês do século XVI previu muitos eventos envolvendo os Papas e a Igreja Católica. No entanto, o vidente mais contundente sobre esse assunto foi o bispo irlandês, São Malaquias, nascido em 1094 e que começou a ter suas visões em 1139.

Em suas profecias, São Malaquias discorre sobre os 112 papas da Igreja Católica desde Celestino Il, no século XII, até os dias de hoje. Em sua prédica, o santo vidente afirma que Francisco, o 112º papa será o último pontífice da Igreja Católica e que "irá governar na desolação do mundo e que Roma será destruída". Essa predição coincide também com o chamado: "Terceiro Segredo de Fátima" que prevê a morte do papa em meio a grande conflito.

É certo que das muitas profecias, feitas e divulgadas ao longo dos tempos, algumas se confirmaram. No entanto, muitas não aconteceram e caíram no esquecimento. Essa, sobre o papa Francisco, nos põe preocupados em face da situação em que vive o mundo neste momento. A guerra no Oriente Médio, conflito que já envolve oito países: Israel, Palestina, Síria, Líbano, Irã, Iraque, Paquistão e lêmen, se expande a cada dia ameaçando transformar-se num conflito mundial.

Em face disso, e das evidências de que a humanidade atravessa um período conturbado, ficamos todos na expectativa da probabilidade de essa profecia se consumar. Até porque, além do conflito no Oriente Médio, há também a guerra envolvendo Rússia e Ucrânia, que também se expande, com o intuito de reagrupar os países que faziam parte da antiga União Soviética, sob a égide da Rússia de Vladimir Putin. Mesmo sabendo da subjetividade dessas previsões, vale a pena botar as barbas de molho.