Esse fato engraçado ocorrido em Princesa, na década de 1920, se refere ao tesoureiro e pagador das tropas da campanha beligerante do coronel Zé Pereira em 1930. Eije Kumamoto, um japonês de origem, chegou a Princesa em meados do ano de 1920, trazido do porto do Recife pelo coronel José Pereira. Aqui chegando causou o maior frisson, pois, com seus olhos puxados e sem falar uma única palavra em português, passou a ser alvo da maior curiosidade. Conta-se que, estando todos ansiosos para ver o japonês que o coronel havia trazido da capital pernambucana, Zé Pereira, atendendo àquela ansiedade coletiva pôs Kumamoto sentado numa cadeira próxima a uma das janelas de sua casa, situada à "Rua Grande" (atual Rua Coronel Marcolino Pereira), que dava para a calçada da referida rua e logo se formou longa fila para ver de perto o estrangeiro. Um dos curiosos, que já havia tomado umas lapadas de aguardente, chegada a sua vez de ver o oriental, debruçou-se na janela, por fora e, vendo o japonês, perguntou como era o nome dele, ao que respondeu um dos que estavam do lado da "atração": "chama-se Kumamoto". Aí, o bêbado disse: "é uma maimota mêrmo".
ODE
sexta-feira, 29 de maio de 2026
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