ODE

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Governo dos EUA classifica facções criminosas do Brasil como terroristas internacionais

Nem a boa química existente entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, evitou que a vontade da família Bolsonaro, em consonância com o desejo do Secretário de Estado americano, Marco Rubio, culminasse com o decreto determinando que as facções criminosas do Brasil: Comando Vermelho - CV e Primeiro Comando da Capital - PCC, fossem consideradas grupos terroristas internacionais.

Sob o pretexto de combater o crime organizado, o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em visita ao presidente Trump, na última terça-feira (26), solicitou, formalmente, que esse decreto fosse editado. Mesmo sem muito empenho do presidente, e secretário Marco Rubio - que detesta as Américas Latina e Central - aproveitou o ensejo e formalizou o pedido de Flávio quando expediu um decreto, ontem (28), tornando CV e PCC em organizações terroristas.

Afora os interesses políticos de ambas as partes, o presidente Lula se põe contrário a essa determinação quando alega que isso poderá gerar uma oportunidade para que os EUA interfiram na política de segurança do Brasil, o que poderá culminar com uma intervenção militar a exemplo do que vem acontecendo no México. Já os da família Bolsonaro, usam isso como bandeira de campanha eleitoral sob o pretexto de estarem preocupados com o combate ao crime organizado e nenhum compromisso com a soberania nacional.

O que Lula vinha defendendo era uma parceria com os EUA para o combate a essas duas facções sem uma interferência direta da nação mais poderosa do mundo, principalmente agora quando comandada por um maluco que não tem escrúpulo algum quanto as ações desenvolvidas contra as nações soberanas do mundo. Sob o mesmo pretexto de combater o narcotráfico, Trump invadiu a Venezuela. Isso nos põe agora de orelha em pé sobre o que poderá acontecer no Brasil quando os tentáculos de Donald Trump pairam sobre nossas cabeças.



Nenhum comentário:

Postar um comentário