Tudo em nome de Deus. Primeiro a vergonhosa arrecadação através dos envelopes e depósitos bancários que os fiéis evangélicos vêm fazendo desde julho de 1977 à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). De lá pra cá, o chamado bispo Edir Macedo, dono da Igreja, amealhou uma fortuna hoje estimada em U$ 1,9 bilhão, o que significa algo em torno de R$ 10 bilhões distribuídos num império de mídia que inclui a TV Record e várias Rádios; um Banco, o Digimais e vários imóveis de luxo espalhados pelo mundo todo.
Ontem (23), foi deflagrada uma operação da Polícia Federal, com busca e apreensão, no Banco Digimais o que responsabiliza o bispo Edir Macedo por uma fraude financeira milionária. Tal qual o Banco Master, o evangélico, "sob os auspícios de Deus" usou o dinheiro dos fiéis para fraudar correntistas e lavar a grana santa. Sem escrúpulo algum, esses bandidos sagrados se arvoram de representantes de Deus para amealhar fortunas em troca de curas e de promessas de salvação. É certo que, a extorsão, é permitida pelos pobres coitados que neles acreditam. Mesmo assim, não deixa de escusa, essa prática.
Tudo isso não se restringe apenas ao campo dos evangélicos. A Igreja Católica Apostólica Romana, comandada pelo papa Leão XIV, possui também uma instituição financeira, o Instituto para as Obras da Religião (IOR), mais conhecido como Banco do Vaticano que também, na década de 1980, foi protagonista de grande escândalo financeiro bancado pelo bispo Paul Marcinkus envolvendo vários bancos europeus e americanos. Abafaram o caso, ninguém foi punido e, o banco, continua funcionando normalmente até os dias de hoje. O pior, é que tudo isso é bancado pelo dízimo pago por aqueles que acreditam que tudo isso está a serviço de Deus.


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